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  • Tem coisas na vida que não são as ideais, que existem — e a gente lida da melhor forma que puder, né. Não é incomum a gente ter, na consultoria de estilo pessoal, clientes que mantém guarda-roupas triplicados, com peças iguais em tamanhos diferentes, por conta de oscilação de peso e mudança de silhueta. Isso atrapalha DEMAIS a vida de quem se veste, e tipicamente rende um guarda-roupa muito cheio mas pouco eficaz.

    Se isso existe, e se a gente pode lidar com o que existe da melhor forma que pode, <3 vale pensar estratégias pra não sobrecarregar o acervo, o orçamento ou o raciocínio. As estratégias que a nossa consultoria de estilo acessa são essas:

    COMPARTIMENTAR PEÇAS
    Ajuda demais a visualização e a coordenação: juntar todas as peças, mesmo que em tamanhos variados: todas as calças juntas (do 38 ao 42, se for o caso), todas as blusas juntas, todas as saias juntas, todos os vestidos juntos, etc.

    MINI GUARDA-ROUPA CÁPSULA
    Em vez de ter muito de tudo, com muitas peças semelhantes e em tamanhos variados, pode ser mais esperto ter menos peças – mas mais variadas. No lugar de 3 calças pretas, uma em cada tamanho, dá pra ter uma calça marinho, uma calça cinza-chumbo e uma outra marrom, por exemplo… com circunferências diferentes de cintura e quadril pra se ter calças escuras em quaisquer medidas.

    MAIS PARTES DE CIMA QUE PARTES DE BAIXO
    Vale ter 2 ou 3 partes de baixo que funcionem como ‘peça-chave’ (e cada guarda-roupa tem peças-chave diferentes!) nos tamanhos um pouquinho maior e um pouquinho menor pra garantir conforto… e então ter mais partes de cima pra versatilizar os looks e variar as coordenações.

    PARTES DE BAIXO VERSÁTEIS
    Essa é especial pra quem aumenta circunferência na barriga \o/ e fica com mais ou menos cintura de tempos em tempos: é bom experimentar, coordenar, ter à mão peças de amarar no cós, calças transpassadas que fecham com laços, saias tipo pareô, cinturas com elástico, modelagens soltas e adaptáveis. Nénão?

    PARTES DE CIMA VARIADAS
    E em modelagens soltinhas, longe da silhueta, sem grudar na pele: vale pensar em malhas fluidas mas encorpadas, com caimento gostoso e pesado, que permitem movimento e circulação de ar sem apertar ou moldar demais as formas de quem usa. E né uns decotes bem interessantes assimétricos incrementados verticais pra dar aquele destaque pro rosto — que é o que mais importa em todo look. \o/

    TERCEIRAS-PEÇAS SOLTINHAS
    Pensa em complementos leves (pra não pesar nas sobreposições, mas ao mesmo tempo pra servir bem à meia-estação, se for o caso de bater um ventinho mais frio), soltos no caimento ao longo do tronco mas também nas mangas e costas. Só de usar terceiras-peças leves assim, abertas na frente da silhueta, a gente já tem sensação de leveza (oposta à sensação de peso que os dias de inchaço dão, né).

    ACESSÓRIOS INTERESSANTES
    Ainda na idéia de chamar atenção pro rosto (ponto central e mais importante de qualquer look), pode ser bem esperto construir ao longo da vida um acervinho de acessórios coloridos, com formas inusitadas, feitos em materiais criativos, e né, sem cintura ou quadril pra apertar ou folgar. :) E nos dias de silhueta mais pesada, o look mais basicão, mais neutro, mais “o que deu pra fazer” pode ser iluminado e totalmente versatilizado por esses acessórios!

    TRUQUES DE ESTILO
    A gente ama esse truque de grávidas que não serve só pra grávidas: fechar o cós da calça com elástico \o/ pra ganhar uns centímetros de folga na circunferência — tem um vídeo jurássico mostrando como aqui #éramosjovens). No lugar da casa do botão a gente prende o elástico (com uma volta nele mesmo) e então envolve o botão com esse mesmo elástico. E mais: lindo lindo é usar lenço no lugar do cinto, mas em vez de fazer a volta completa pelo cós, ó, vale amarrar só no centro do corpo, passando pelos passadores da frente e pronto! ;-)

    VIU!

    Na prática, exercitar atenção às próprias formas e desenvolver consciência corporal rende intimidade com a gente mesma <3 e pode também ajudar a construir um guarda-roupa preparado pra proporcionar conforto, mesmo em períodos de silhueta mais pesada. <3

    + MAIS SOLUÇÕES DE SILHUETA
    + CONSULTORIA DE ESTILO PRA POR ISSO DAQUI EM PRÁTICA \o/


  • Não tem nenhuma cliente de consultoria de estilo que não tenha essa mesma dúvida (na hora de comprar calças): “vamos marcar a barra pra usar com salto alto ou pra usar com sapato baixo?”. Tem até essa lenda urbana de que vale marcar a barra descalça, com a calça chegando bem pertinho do chão, pra conseguir usar com quaisquer alturas de sapato… mas na prática não é bem assim!

    SAPATO COMENDO A BARRA DA CALÇA

    Lindo é quando a gente tem no guarda-roupa algumas calças pra usar com salto e outras pra usar sem salto, já com as barras devidamente feitinhas pra cada uma dessas possibilidades. Aí a quantidade de calças pra cada tipo de sapato precisa ser proporcional ao seu uso: quem usa salto na maior parte do tempo pode cuidar de ter maaais calças com barras longas, e umas poucas com barras curtas; quem usa salto uma vez na vida e olhe lá :) pode ter quase tudo já mais curtinho que né, não tem sentido ter um monte de barras longuíssimas sem vontade de usar salto.

    _ ideal pra barras longas é que a frente da calça não esconda a frente do sapato, e que cubra a parte de trás do salto (alto ou baixo) sem encostar no chão!

    _ um adianto pra gente no trabalho é treinar nossas clientes pra coordenar proporções diferentes e marcar as barras em alturas alternativas — no tornozelo, na panturrilha, um tanto abaixo do joelho. Essas vão bem com quaisquer saltos ou com quaisquer rasteiras, e podem funcionar até alongando silhuetas (a gente te jura!).

    Também dá pra dividir esses grupos de peças de acordo com atividades/estilo de vida. Quem trabalha sempre de salto alto mas vive de rasteira no finde, ó, pode marcar as barras das calças em alfaiataria mais longas e as calças informais mais curtas. Por isso na hora da compra a gente já define em que circunstâncias a calça vai render mais: é pra balada? é pra passear de tênis? E então marcar pro melhor sapato da categoria. No nosso trabalho a gente convoca clientes a levar consigo os sapatos favoritos pra usar como medida e marcar barras certeiras nas lojas, sabia?

    Tipicamente calças de modelagem flare, mais ajustadas no quadril e nas coxinhas com pernas mais amplas, ficam mais bonitas com barras longas. Também tipicamente calças mais ajustadas com pernas afuniladas e bem justinhas caem melhor com barras curtas, pelo menos na altura do tornozelo, pra não engruvinhar sobre o sapato. E algum tempo atrás só se pensava em pantalonas com barras também bastante longas — mas né, dá-lhe pantacourts em toda vitrine (e nos nossos corações!). Então não tem regra definitiva pra nada, tem é que se permitir experimentar tudo.

    + sapato comendo a barra da calça
    + barra da calça bem dobradinha
    + como usar pantalonas
    + truque pra dobrar a barra afunilando (em vídeo)
    + (quase) tudo que já foi conversado aqui sobre calças


  • A internet que a gente quer é a que a gente trabalha pra construir: se a gente quer compartilhar idéias pra geral ler com tempo, pra que haja resposta consistente e troca significativa, então é justo (e natural!) que a gente dedique tempo e pensamento crítico à essa construção, a esse trabalho. Nosso compartilhamento de conteúdo não funciona no piloto automático, nem na superficialidade, nem “entre tarefas”, nem “quando sobra tempo” (quando sobra?).

    Aqui na ODE é comum a gente ouvir: “Nossa, como o conteúdo de vocês é legal, eu também adoraria produzir conteúdo assim — mas não tenho tempo”. A primeira parte é de sentir orgulho, a segunda parte é de sentir incômodo. Nossa agenda tem períodos de toda semana separados pra esse trabalho, com tarefas organizadas a partir de planejamento e propósito.

    Ó:

    Toda segunda-feira a gente tem uma reunião interna pra estruturar os conteúdos das próximas newsletters, rascunhar os temas dos próximos posts pro nosso blog, e então esmiuçar essas idéias em posts rápidos pensados pras nossas redes sociais — hoje o Instagram, o Twitter e o Pinterest. Tudo pensado a partir das experiências mais frescas vividas com clientes de consultoria, dos aprendizados mais recentes visitando lojas e conhecendo designers/projetos novos, das aulas que a gente dá e das trocas com nossas alunas, dos livros que a gente vem lendo, dos conteúdos com que tivemos contato.

    E toda quarta-feira tem gente aqui 100% dedicada a fazer essa estrutura/essa organização/esses esqueletos tomarem vida, e se materializarem em forma de conteúdo. Cada postagem é pensada do zero pra sua própria rede, cada texto redigido com atenção, cuidado e pesquisa, cada imagem produzida e tratada por nós mesmas — ajeitando as fotos das nossas clientes, feitas nas sessões de montagem de looks da consultoria, ou fotografando no nosso pequeno estúdio caseiro o que melhor representa os assuntos de que a gente quer falar.

    É trabalho, já que todo compartilhamento de conteúdo sai daqui conectado com o que a gente tem pra oferecer como serviço aqui na ODE. Os questionamentos e as práticas que movem o nosso fazer estão disponíveis também em forma de cursos presenciais e online, de consultoria e de livros pra quem quer se aprofundar, se apropriar, experimentar na própria vida, “personalizadamente”. E a gente procura responder comentários e e-mails sabendo que esses questionamentos se retroalimentam, e que a partir dessa troca o conteúdo é abastecido com novas idéias, novos insights, novas possibilidades de prática.

    Então a energia que a gente coloca nesse trabalho devolve pra gente resultados individuais e também coletivos. Quando a gente cuida com autenticidade da internet que produz, a gente entende que tá cuidando também do ambiente virtual em que quer estar inserida \o/ fazendo a nossa parte pra construir uma internet em que o ganha-ganha seja lei. Permanecemos aqui na ODE cheias de amor pela rede mundial <3 e comprometidas com essa nossa entrega, usufruindo nós mesmas de quaisquer resultados.

    ((Texto complementar e versão mais íntima desse outro post aqui, feito a convite da Dani Arrais e da Luiza Voll no blog da Contente))


  • Guarda-roupa de mulher é BEM mais que uma caixona de madeira cheia de pedaços de panos cortados e costurados em forma de roupas, a gente sabe. Nesses nossos anos trabalhando como consultoras de estilo a gente já conheceu guarda-roupa ocupado por camisas do pai da cliente, por paletó do avô, quase que inteiro ocupado com as roupas da irmã que se foi cedo, até com vestido de noiva pendurado no cabide junto com os vestidos de dia a dia.

    Não é só roupa, né. Então, na etapa de revitalização de guarda-roupa do nosso trabalho, tá sempre prevista a criação/administração de um ‘cantinho sentimental’ em todo armário — desde que esse canto não ocupe tanto espaço, que não atrapalhe a parte funcional do armário.

    O QUE FAZER COM O QUE (SÓ) TEM VALOR AFETIVO(prioridades: Bnegão)

    É possível manter peças com valor afetivo numa gaveta separada pra isso, ou penduradas em cabides numa porta do canto do armário. E é bom que a gente cuide dessas peças com carinho — se é pra ser lembrança, que a lembrança dure: vale deixar a porta do armário aberta de tempos em tempos, tirar as peças e pendurar em lugar fresco e aberto pra ventilar, lavar uma vez por semestre ou por ano, pelo menos.

    E o canto sentimental é um espaço definido: não tem sentido deixar a calça sentimental junto com as outras calças, o vestido da formatura com os vestidos de trabalho: des-espalhar essas peças especiais do armário e juntar tudo que tem valor emotivo num lugar só é muito muito importante! E informativo: se juntando tudo o espaço demandado pra acomodar é considerável, pode ser o caso de se fazer uma repassagem pra desafogar o armário e descolar outros jeitos de se manter essas lembranças por perto.

    A gente tipicamente separa 6, 8 cabides no máximo pra esse canto sentimental, e seleciona com cada cliente as memórias mais sensacionais de se ter ali, as que valem a energia, as que precisam estar protegidas pelas portas do armário, de tão preciosas. Pra outras (também lindas, também preciosas!) a gente sugere soluções que já experimentou com sucesso e alegria:

    -aprender a fazer (e fazer!) ou encomendar almofadas usando o tecido lindo de uma peça
    -aprender a fazer (e fazer!) ou pedir à costureira que faça um big lenção pra usar na cintura, no cabelo, na bolsa, no pescoço
    -aprender a fazer ou encomendar um conjunto de necessáires usando o material da peça
    -descolar um sapateiro pra forrar um par de sapatos com o tecido (ou aprender a fazer e fazer :) por que não, né?)
    -conversar com o moldureiro do bairro pra confeccionar uma estrutura que permita emoldurar a peça lindamente, e usar na decoração

    E assim a gente substitui acúmulo por exercício mental, estagnação por criatividade! Num exercício de priorizar, de pensar no que é MAIS especial, e de procurar alternativas inventivas pros nossos apegos. <3 Mas né, essas são só as soluções que a gente conhece — não são todas as possíveis. Ce conhece alguma outra? Já transformou alguma peça sentimental em outra coisa? Como é o seu canto sentimental? A gente adoraria trocar idéias!

     

    + COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE
    + CONSULTORIA DE ESTILO PESSOAL


  • Roupa comprada pronta não é feita pra gente: ninguém (ou quase ninguém) tem tamanho padrão homogêneo e equilibrado no corpo inteiro — tem gente que é 38 na parte de cima e 40 na parte de baixo, ou mesmo -super comum!- tem bumbum 42 e cintura 40. Quem faz compras com a gente aprende isso demais porque quase nunca a gente sai de uma loja com a sacola: 99% das peças que a gente experimenta/compra com clientes de consultoria de estilo vai pra costureira ajustar/personalizar caimento antes da cliente levar pra casa.

    Fazer ajustes e reformas pra que uma peça funcione no seu melhor PARA OS NOSSOS CORPOS é se apropriar do processo de fazer roupas. <3

    Pode ser esperto entender o que é ajuste e o que é reforma — pra não sobrecarregar as costureiras das lojas ultrapassando o limite das pequenas intervenções, mas também pra não se inibir em levar mirabolâncias maravilhosas pras nossas costureiras ‘particulares’ mais afiadas, capazes de reformular peças com a gente. Indicativo certeiro de que uma peça vale os ajustes/a reforma que a gente tem vontade de fazer é a qualidade dela: quanto mais qualidade, mais vale o trabalho. E simplificando, se considera ajuste:

    -o que adapta a peça à anatomia específica de quem usa,
    -o que melhora a performance da roupa no corpo de quem vai usar;

    e se considera reforma:

    -o que influi no design da peça
    -o que modifica o trabalho intelectual da/o estilista.

    Então conta como ajuste, por exemplo: diminuir a cintura, criar pences a partir do cós da parte de baixo pra fazer caber o quadril, subir alcinhas, arrumar alturas de punhos e barras, tirar excesso de tecido na costura debaixo dos braços — tudo sem mudar as características originais da peça. E conta como reforma acrescentar pences pra acinturar uma peça que é mais soltinha, mudar a costura do ombro de lugar, inserir botões extra no decote, tirar detalhes como pregas ou fendas, tirar zíper e mais. Até fechar bolsos pode influir no trabalho intelectual da estilista, então conta como reforma, veja só!

    Isso é autonomia: fazer ajustes e reformas pra que uma peça funcione no seu melhor PARA OS NOSSOS CORPOS é se apropriar do processo de fazer roupas. <3 Se a blusa calça vestido jaqueta é pensada em moldes e medidas “padrão”, com alfinetes e disposição é possível fazer tudo (ou quase tudo) funcionar em 3D nessas formas únicas que todas nós somos.

    Não é empoderador? A gente acha que sim, e que também é aperfeiçoador de paciência, um lembrete de humanidade quase. Faz sentido a roupa não estar perfeita pros nossos corpos no primeiro minuto que a gente veste — se ela não foi feita a partir do nosso molde. Então escolher a roupa, experimentar, fazer ajustes pra melhorar a performance dela nos nossos corpos (nas nossas vidas) dá esse respiro, esse tempo da gente se desconectar do instantâneo, de valorizar o manual, o artesanal.

    + as costureiras e a personalização
    + ordem de preocupação na costureira
    + vale a pena consertar nossas roupas
    + costureira em casa todo mês


  • Esse post não é nosso, mas é (inteirinho) uma tradução muito solta e livre desse texto, sobre todo um movimento falando de amar os nossos corpos. Mas esse parece ser um grandessíssimo esforço, pular da insatisfação direto pro amor. Algumas pessoas vão naturalmente chegar em sentimentos neutros em relação ao corpo — um caminho no meio, entre se odiar e se amar. Como uma bandeira branca, um lugar de calma.

    Um problemão do “amor pelo corpo” (além de parecer inalcançável) é a demanda que cria pra que mulheres regulem suas emoções — e não só seus corpos. A pressão não parece diminuir, pelo contrário: supostamente a gente precisa ter, ainda por cima, uma autoestima à prova de bala. “Amar o próprio corpo” bota o foco no corpo, e os momentos mais felizes que a gente tem são exatamente os que a gente não tá nem pensando sobre o corpo.

    No lugar da imposição (“ame seu corpo” vem sempre com imperativo, né?), uma abordagem mais realista e propensa ao sucesso é pensar que: a gente tem o corpo que tem e pode aceitar isso que é nosso; esse corpo é uma parte essencial de quem a gente é.

    uma tradução que alinha uma quebra de paradigma (bonita e possível) com a nossa metodologia aqui na ODE.

    Se dispor a neutralizar as emoções em relação ao corpo pode liberar toda a energia e atenção que a gente tipicamente devota à aparência e, no lugar, ter energia sobrando pra cuidar do que importa de verdade. A gente vive a vida através desse corpo, junto com ele — se a gente não consegue amar o próprio corpo, a gente precisa ser capaz de aceitar (ou não viveremos a vida direitinho). Que importante essa idéia de que é possível estar em paz com o corpo que a gente tem, que liberade! E não é o caso de se negligenciar esse corpo, mas sim de estar conectada serenamente com ele e com as funções que ele desempenha.

    O texto ainda fala de como a gente pode se alimentar pra nutrir o corpo, e se exercitar pra celebrar o que ele é capaz de fazer — no lugar de se impor ginástica e dietas pra moldar, manipular as formas desse corpo. Uma virada da escassez pra abundância: deixar de olhar pro que não se tem e então cuidar com carinho do que a gente já tem. (E a gente tem tão mais do que pensa que tem). Num comparativo, esquece de você mesma por um segundo e pensa na sua melhor amiga: ela é perfeita? Provavelmente não. Você é malvada com ela por isso?

    Tá vendo?

    Ninguém é perfeito física ou emocionalmente e ainda assim todo mundo se apaixona por todo mundo o tempo todo. Neutralizar emoções em relação ao corpo não é algo estático, é processo que se desenvolve e continua — e tem a ver com como a gente quer alocar tempo e foco. É um trabalho que demanda disposição e que convida a honrar e respeitar nossos corpos, e que pode fazer com que a gente se sinta forte… sem que seja preciso amar da noite pro dia. No lugar de pensar nisso como um fracasso, vale pensar como parte do processo: neutralizar nossas emoções em relação ao corpo é uma experiência pra se sentir diferente, e pode acontecer um pouquinho de cada vez.

    + 1 PENSAMENTO EXTRA BEM INSPIRADOR
    + “MAGRA”NÃO É ELOGIO!
    +CONSULTORIA DE ESTILO PRA COLOCAR
    ESSAS IDÉIAS EM PRÁTICA


  • Ce sabe que a nossa metodologia junta técnicas de consultoria com o exercício da empatia, né? Essa fórmula permite que a gente consiga questionar, provocar debates (pr’além do eu apenas),  — que seguem sendo nossas maiores motivações em todas as nossas entregas profissionais: no compartilhamento de conteúdo, na nossa consultoria de estilo pessoal, nas aulas que a gente dá.

    Assim, ó:

    “Empatia é a compreensão respeitosa do que os outros estão vivendo”, na definição do filósofo Chuang-Tzu, e ele acredita que só a verdadeira empatia só rola quanto a gente “escuta com todo o ser”, quando a gente se descola das nossas referências pessoas e se abre pras referências do outro, e recebe, e acolhe — e então há possibilidade de crescimento pra todo mundo, de soma de idéias e de referências (no lugar da luta de sobreposição de opiniões que a gente vê acontecer nas caixas de comentários das redes sociais).

    pra entender o que é, o que não é, e como a empatia ajuda a gente a ficar mais forte e inteligente. ;-)

    Nos nossos trabalhos a gente também se mantém atentas ao que NÃO é empatia:

    -aconselhar: “acho que você deveria…”, “por que é que você não fez assim?”
    -competir pelo sofrimento: “isso não é nada, espere até ouvir o que aconteceu comigo”
    -educar: “isso pode acabar sendo uma experiência muito positiva para você, se você apenas…”
    -consolar: “não foi culpa sua, você fez o melhor que pôde”
    -contar uma história: “isso me lembra uma ocasião…”
    -encerrar o assunto: “anime-se, não se sinta tão mal…”
    -solidarizar-se: “ó coitadinho…”
    -interrogar: “quando foi que isso começou?”
    -explicar-se: “eu teria telefonado, mas…”
    -corrigir: “não foi assim que aconteceu…”

    Esse tipo de empatia não é natural pra gente (nesse mundo doido de hoje) e é especialmente difícil de exercitar. É preciso manter atenção com a gente mesma, estar alerta e QUERER se manter no exercício. A lista aqui em cima é bem ampla e, se a gente não insere esses comportamentos nas nossas conversas, o que sobra?

    Na nossa experiência tem sobrado espaço pra conexão real, pra cooperação, pra gente incrementar conversas significativas e livres de idéias pré-concebidas e de julgamentos, e tem sobrado um repertório mais abastecido e forte — pra que a gente cuide melhor das nossas próprias questões, sem precisar terceirizar esse cuidado pra quem quer que seja.

    Desse jeito a gente tem experimentado, com nossas clientes, alunas e leitoras \o/ um novo senso de autonomia, empoderamento, auto-responsabilidade e — melhor de tudo — satisfação, confiança, autoestima.

    Vale ler também o texto “Não quero mais mudar o mundo” do Daniel Larusso, que diz que “quando todo mundo está gritando, falar baixo e escutar o outro é um ato revolucionário”.

    + O QUE A GENTE ACHA É SOBRE A GENTE MESMA
    + GOSTO PESSOAL x CONSULTORIA DE ESTILO

    + LOOK DO DIA NÃO É PRA PERSONAL STYLISTS
    + POR QUE A GENTE SE COMPARA TANTO?

    (essas idéias de empatia — e também do que não é empatia — a gente aprendeu nesse livro aqui, ó)


  • Sophie Fontanel, jornalista e Instagrammer francesa, disse isso daqui sobre estilo pessoal — prestenção que é valioso DEMAIS:

    Pra ser ‘bem vestida’, a pessoa tem que ser bem estudada.
    Se você quer ser bem vestida, você tem que aprender assistindo filmes antigos, indo ao museu, navegando na internet. Passa rapidex na internet pra dar uma olhada na Marilyn Monroe. Ela era super bem vestida, mesmo com uma calça simples. É muito importante ver outras coisas, diferentes das coisas que estão nas revistas. Você tem que ler bons livros, ler poesia. E é só quando você abastece a sua alma com boas coisas que entende como se vestir bem.”

     

    uma receita francesa bem esperta. ;-)

    Uma tradução livre daqui, um tem-que-ter com que a gente concorda redondamente. Se vestir é parte (deliciosa) da vida, mas não é tudo que a gente vive. E mais importante que a roupa é essa vida vivida dentro da roupa. ;-)


  • Tempos atrás a gente compartilhou numa das nossas newsletters um texto do jornal Nexo que explica como opinião não é argumento, não rende debate benéfico. Essa idéia é o que sustenta a nossa decisão aqui na ODE de compartilhar conteúdo todos os dias na internet e incentivar conversas significativas, mas não abrir espaço pra comentários negativos ou mesmo neutros-não-positivos (decisão também explicadinha aqui!).

    No texto o autor ainda diz que “nós, brasileiros, temos péssima educação argumentativa; e que confundimos discussão com briga sem saber lidar bem com críticas”. Por conta desse compartilhamento na news, a nossa leitora Maria Rita mandou email perguntando pra gente:

    “Não soa contraditório? Quem quer dialogar não tem que estar aberto a críticas e comentários negativos — e não só a aplausos?”

    E a gente acha que não tem contradição aí não! Opinião não é argumento e também é algo bem diferente de crítica.

    opinião não é argumento e também é algo bem diferente de crítica.

    A gente mesma não produz conteúdo qualquer que diga somente “achamos verde e azul lindos juntos” ou “vejam que coordenação maravilhosa”. A gente estrutura toda legenda/todo post com os argumentos técnicos que conduziram pro resultado fotografado, sabendo que (isso sim) pode servir pra quem tá lendo. Nosso conteúdo quer propor idéias ilustradas em looks, pensadas pra entregar serviço de consultoria de estilo, questionamento, possíveis novas experiências a quem lê e se disponibiliza a exercitar, a raciocinar, se apropriar e personalizar.

    Sabe por quê? Porque o que a gente acha é sobre a gente mesma, e não sobre o objeto da conversa.

    Quando alguém responde ao nosso conteúdo com “eu não usaria isso” ou “acho isso feio”, a gente nem tem o que responder — é direito de todo serzinho humano usar ou não usar o que quiser, ou avaliar qualquer coisa como bonita ou feia de acordo com suas referências e gosto pessoal. E né, isso não rende conversa alguma, é fato e pronto-cabou.

    Bem diferente é quando a gente recebe comentários tipo “eu não usaria porque, diferente do que ces dizem nesse post, eu não acho que esse comprimento fotografado na cliente alonga as minhas pernas”. Aí sim a gente consegue seguir, argumentar tecnicamente de volta, sugerir outras possibilidades de se tentar/usar, mostrar maneiras da leitora fazer acontecer (se ela quiser).

    Entende? :)

    Opinião vem do EU e geralmente vem filtrada por hábitos/práticas pessoais, é povoadíssima de adjetivos, sem muita reflexão ou questionamento. Argumento tem mais a ver com idéias, com propostas, com perguntas, com expansão de horizonte intelectual. \o/

    Nessa forma de pensar, nem os comentários ultra-elogiativos tipo “achei isso maravilhoso, ficou lindo” rendem essa conversa que a gente AMA ter. E provocar esses debates (pr’além do eu) é a nossa maior motivação — não só no nosso trabalho de compartilhamento de conteúdo, mas em TODAS as nossas entregas profissionais. Na consultoria de estilo pessoal e nas aulas que a gente dá, nossa metodologia junta a técnica de consultoria de estilo com o exercício da empatia.

    Vale ler também o texto “Não quero mais mudar o mundo” do Daniel Larusso, que diz que “quando todo mundo está gritando, falar baixo e escutar o outro é um ato revolucionário”.

    + EMPATIA NA CONSULTORIA DE ESTILO
    + COMPETIÇÃO x COOPERAÇÃO
    + MENOS PATRULHA, MAIS APRENDIZADO
    + LOOK DO DIA NÃO É PRA PERSONAL STYLISTS


  • Roupa de trabalho tem que comunicar mais ‘capacidade produtiva’ e não tanto ‘graça, beleza, molejo’. Acontece que, aqui no nosso climão-tropical-quentura-máxima, é imprescindí­vel que roupa de trabalho seja, antes de tudo, fresquinha e confortável, nénão?

    Esse post, então, é sobre looks profissionais “ventilados” mas também sobre pontos de vista: a gente propõe olhar pro calor não como atrapalhador, mas como mais um afinador de escolhas certeiras de vestir — tanto quanto outros fatores que influenciam nossas decisões de roupa pra trabalhar (alô reuniões, deslocamentos, clientes, apresentações).

    Sacou?

    A idéia é mapear atentamente as nossas vontades mais autênticas, pra que elas se conectem com elementos visuais que garantem frescor pr’além de looks óbvios ou pelados demais. E assim raciocinar/esquematizar o vestir pra que ele seja uma atividade simples, possível, não drenadora de energia — e fazer essa energia transbordar na execução do trabalho, na vida!

    pra sobreviver com dignidade (e conforto e graça!) ao nosso climão-tropical-quentura-máxima.

    MAIS FORMAS NA ROUPA, MENOS ACESSÓRIOS

    Vale pensar assim: pra não ter que carregar muita coisa, pra não ter que sobrepor nada, bom é escolher peças que impactam já na sua própria modelagem, com suas próprias formas. Tipo pantalona e pantacourt, blusa com uma modelagem mais diferentona, saia longa ou mídi, bermuda ou camiseta pólo… e quaisquer outras peças que tragam interessância em proporções e recortes e modelagem, sabe como? Tem mais impacto ainda se a coordenação tem mais peças em tecido plano do que em malha.

    ACESSÓRIOS DE IMPACTO, ROUPAS LEVÍSSIMAS

    Se é o caso de se sentir confortável com mais malha do que tecido plano — e também se é o caso de só conseguir viver com peças leves-levíssimas… então a fórmula contrária funciona bem. Quem sente muito muito calor mas não tem vontade de parecer diáfana, etérea ou delicada demais com peças super finas ventildas molengas aeradas, pode acrescentar força no look com acessórios pesadões, grandes, cheios de presença — que não ocupam tanto espaço e por isso não acrescentam calor, né.

    CORES CLARAS

    Diz a lenda que cores escuras absorvem calor e puxam a quentura pra si, e que cores claras refletem o calor, por isso “esquentam” menos. Coordenações de cores claras entre si, então, são mais frescas — e são sempre muito elegantes: pensa cáqui, branco, bege, caramelo, cinza claro. Vale também experimentar com cores mais “solares”, que ó, essas clarinhas dão muito certo junto com laranjas, amarelo, verde militar, terracota.

    TECIDOS NATURIAS

    Tecido feito em fibra natural ventila e deixa o calor que o corpo gera passar pra fora, ao mesmo tempo em que deixa o arzinho de fora passar pra dentro pra refrescar. (Tecido feito de fibra não-naural permite que isso aconteça bem menos, e quanto menos natural mais “prende” o calor do corpo lá dentro, fazendo suar, criando ambiente pro cheirinho de nhaca.) O exercício é escolher pelo toque e pelo caimento fresco, mas não deixar de investigar a etiqueta interna da peça pra escolher também pela fibra — tem uma aula de como escolher tecidos aqui, ó. Pensa assim: num dia quente de verdade, vale mais usar uma blusa de manga longa de tecido natural do que uma regata de tecido sintético — assim vale até tricô no calor, viu!

    CAIMENTOS SOLTINHOS

    Não precisa ser larguíssimo pra refrescar: caimento que não gruda na pele, que forma um colchãozinho mínimo de ar entre o corpo e a roupa, ajuda demais! E é fator crucial pro conforto, já que deixar circular o ar também ajuda a secar qualquer suor mais rapidamente — roupa justa demais no calorão pode ficar melada/marcada o dia todo roçando o corpinho de quem usa, nénão. Exemplo maravilhoso de se ter em mente é a alfaiataria feita em tecidos mais rústicos, como linho, que balançam gostoso junto com o movimento do corpo.

    SAPATOS LEVES OU MAIS ABERTOS

    Quanto mais pelado o sapato, mais informal ele é: isso significa que ambiente profissional regula a quantidade de pé que fica à mostra, dependendo da formalidade. Aí é adequar proporções e possibilidades: se pode muito pé de fora, vale compensar cobrindo braços ou pernas (com tecido fresco, rs); se não pode muito pé de fora, pode ser legal procurar sandálias com tiras grossas e calcanhar fechado ou assandalhados, que cobrem mas não tanto. A sacada é ventilar o pezinho, de preferência com materiais mais tradicionais pra equilibrar mensagens. ;-)

    pra sobreviver com dignidade (e conforto e graça!) ao nosso climão-tropical-quentura-máxima.

    pra sobreviver com dignidade (e conforto e graça!) ao nosso climão-tropical-quentura-máxima.

    pra sobreviver com dignidade (e conforto e graça!) ao nosso climão-tropical-quentura-máxima.


curtimos

ideias complementares às da Oficina