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  • Aperfeiçoamento em moda e em estilo pessoal depende de ação. Quando a gente se olha no espelho e não se encontra na aparência que vê — ou quando não tá feliz com o que tem no armário ou quando não “acerta” o que escolher pra vestir — é preciso fazer alguma coisa.

    Não adianta só conscientizar, não adianta botar as mãozinhas na testa e intuir, meditar, adianta menos ainda reclamar. Tem que partir pra ação meeeeesmo!

    Nem que seja zapeando o Pinterest atrás de inspiração e, de repente, refazer a pastinha de referências de sempre (ajuda DEMAIS carregar umas idéias no celular ou colar na porta do guarda-roupa). Ou fazer à gente mesma o favor de acrescentar ao look aquela cor que nunca foi usada antes, ou provar formas diferentes pra mangas, pra caimentos de calças… ou coordenar proporções diferentes, ou usar um saltinho mais alto (ou mais baixo!), ou juntar acessórios diferentes no visual… tem que ter AÇÃO.

    um estímulo pra deixar de lado a inércia fashion e experimentar novas idéias: por um estilo pessoal atualizado e cheio de vida!

    Geralmente essa ação implica sair da nossa “zona de conforto”.

    Se a gente sente que pode mais, que tá do mesmo jeito há muito tempo ou que não é mais aquilo que o espelho tá mostrando, o jeito é esse: dar aquele passinho adiante, se permitir experimentar, dar a cara-fashion à tapa mesmo e ver qual é o resultado. Nem é o caso de saltar pra muito muito longe dessa zona de conforto — mas também não adianta só folhear a revista, ou só fazer o mural, só idealizar. Tem que experimentar e tentar fazer funciona toda e qualquer idéia na prática! Mesmo que aos pouquinhos, em detalhes, é assim que a gente atualiza o nosso próprio estilo e faz a nossa aparência “evoluir”: fazendo novas escolhas, se permitindo ir além daquele ‘mais do mesmo’.

    A gente tá aqui intuindo que tem coisa aí no seu guarda-roupa que ainda não foi usada — ou que pode ser experimentada de um jeito todo novo. ;-)

    ((post original de outubro de 2009, atualizado — mas com os comentários mais legais desde a 1ª postagem!))

    + QUER TRABALHAR COM MODA SEM FUTILIDADE?
    + COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE


  • ‘Como construir um guarda-roupa inteligente’ teve tantos nomes antes de ter esse \o/ a gente aqui é mundialmente conhecida por não conseguir fazer títulos pequenos e objetivos, tanto quando a Fiona Apple. Importante pra gente era que já na capa se tivesse clareza de intenção — a palavra construção não tá lá de graça: melhorar relacionamento com o vestir demanda atenção e trabalho e, quando a gente põe em prática, rende resultado tããão satisfatório! A gente sabe disso na vida real, essa prática é o OURO do nosso trabalho com clientes de consultoria de estilo — e é também o assunto central desse nosso ebook, pensado pra ser uma sequência menos teórica e mais mão-na-massa do nosso 1º livro Vista quem você é: descubra e aperfeiçoe seu estilo pessoal (#títulosdeálbumdefionaapple).

    O livro propões questionamentos e exercícios que ajudam a fazer um detox certeiro — e que ajudam também a comprar menos e melhor, viu, valendo pra vida inteira. Vê aqui embaixo o 1º capítulo e a apresentação do ebook, anima e tenta experimentar na prática: a gente sente que esse livro pode ser um primeiro passo na direção de um vestir mais simples, mais fácil, mais humano e mais alegre. <3

    um ebook questionador e prático pra quem quer simplificar, facilitar e humanizar o vestir

    POR QUE ESTE EBOOK EXISTE
    #épossívelgostardoqueagentejátem

    Muito legal, muito bacana e engraçadinha toda a nossa conversa-de-sempre sobre estilo pessoal… mas né, o que permite exercitar (ou não) esse estilo é o guarda-roupa. Um espaço que deveria ser fonte de alegria e de satisfação, mas que acaba gerando ansiedade: nele a gente coleciona histórias de vida, mas também lembranças de pressa, aflição, contas malfeitas e arrependimentos.

    Perder tempo se sentindo oprimida e desamparada em frente ao espelho, entrar em pânico ao receber convites, deixar de colocar energia na vida pra desperdiçar energia pensando no que vestir pra viver a vida – nada disso é legal ou saudável.

    “Ai, meninas, eu sofro! Meu armário é o rascunho do mapa do inferno.”
    J.M., agosto de 2008

    Numa consultoria de estilo com a Oficina, nossas clientes cuidam dos próprios armários de mãos dadas com a gente, numa etapa chamada “revitalização de guarda-roupa”: nem sempre é super-gostoso desapegar, rever tudo, repensar escolhas e abrir mão de muito pra ter o suficiente. Mas elas confiam, seguem trabalhando em equipe com a gente e, olha, o resultado sempre vem. \o/

    Este livro foi pensado pra te trazer pra perto dessa etapa do nosso trabalho, do jeitinho como ele acontece na vida real. A gente quer, com este conteúdo, te ajudar a construir um guarda-roupa que funcione a seu serviço de verdade.

    Em forma de práticas a ser inseridas no dia a dia, nas próximas páginas a gente vai propor racionalizar escolhas e exercitar resistência a impulsos. E já nesse começo a gente acha importante ajustar expectativas: dá trabalho, é um processo mesmo, demanda atenção. Não tem expediente mágico, mas compensa demais!

    Pode acreditar na gente: é possível preparar o guarda-roupa pra ser feliz com ele todo dia de manhã, e não (só) sentir felicidade quando tem alguma coisa nova (vinda de lojas) lá dentro. Isso é substituir consumo por autoestima!

    COMO O CONTEÚDO TÁ ORGANIZADO

    Este é um livro pensado antes pra ser eletrônico (a gente ama novas experiências!), mas não por isso ele é pouco prático – é pra ser usado na vida real, como toda proposta da Oficina de Estilo: a gente trabalha no guarda-roupa pra que ele trabalhe pra gente.

    Nosso conteúdo tá organizado no ebook em três grandes partes:

    -na 1ª a gente conversa sobre os problemas mais comuns dos guarda-roupas das nossas clientes, sobre o que vicia o olhar e impede geral de enxergar os tesouros desses armários e sobre como se viabiliza um bom guarda-roupa (YAY!);

    -na 2ª a gente propõe pensar junto sobre o que é que faz (realmente) a diferença num guarda-roupa – e sugere pensar em eventuais compras futuras antes mesmo de sair às compras;

    -e a 3ª parte prepara o terreno pra exercitar tudo isso com fluidez, fazendo a versatilidade acontecer na prática, com tempo separadinho pra isso, com ambiente organizado e peças bem conservadas.

    Pra garantir que ninguém se sinta sozinha nessa empreitada, a gente resolveu compartilhar ao longo da leitura alguns comentários deixados no nosso site e nas nossas redes sociais nos últimos anos – #tamojunto! E a única garantia de que não vamos mais funcionar no modo “pânico e terror” em relação aos nossos armários é o propósito de estar atenta.

    Ao final de cada uma dessas três partes, vamos colocar a mão na massa: então esteja a postos, de frente pro seu guarda-roupa, com o ebook e também com um bloquinho de notas (de papel ou digital) à mão. Mas não só isso! É preciso se disponibilizar pra fazer os exercícios sem medo de experimentar e de fazer diferente do que se vinha fazendo – mesmo que de pouquinho em pouquinho. A gente dá todas as ferramentas, mas o resultado depende de quem faz acontecer.

    Por último, nenhuma das ideias compartilhadas aqui deve ser entendida como regra nem pode oprimir ninguém – mas podem, sim, incentivar questionamentos: esse é um convite a olhar pra dentro do seu armário com o mesmo carinho com que você pode olhar pra você mesma. Você merece. <3

    ========

    Tá aqui o índice completão com todos os temas e exercícios do livro, ó, junto com instruções pra baixar em todo tipo de telefone, tablet ou computador. E se você sente o chamado pra trabalhar relacionamento de guarda-roupa com outras mulheres, como profissão, anima e vem estudar a nossa metodologia no CURSO DE FORMAÇÃO EM CONSULTORIA DE ESTILO!


  • Esse post foi escrito teeempos atrás (alô 2008!), numa ocasião em que a gente teve um contato intenso com clientes de consultoria de estilo e amigas que reclamavam da mesmice e da falta de feminilidade do look que trabalhos formais demandam (tipo escritório de advocacia ou mercado financeiro), meio calça-e-camisa todos os dias — ainda por cima rodeadas de colegas que usam terno e gravata de segunda a segunda. A gente parou pra pensar — e agora re-pensou! — no que pode fazer a diferença na aparência de quem tem que se virar em dresscodes rígidos como os dessas clientes/amigas.

    + tem pastinha de referências no Pinterest, ó!

    E uma primeira sugestão pode ser essa: a de não ter preguiça nem preconceito em relação a nada, ter disposição pra experimentar. Que quanto mais a gente experimenta, mais a gente exercita criatividade e mais expande repertório de referências próprias. Mas né, segue aqui com a gente que tem mais:

    dicas de consultoria de estilo pra variar os conjuntos formais/tradicionais e acrescentar personalidade ao look de trabalho.

    MATERIAIS DIFERENTES

    Sabe o que faz super diferença, sem chamar atenção demais? Material bacana. Faz diferença em originalidade, porque é muito legal substituir o algodão e o crepe e a microfibra de sempre por algodões fininhos, tricôs leves, malhas trabalhadas, sedas mais opacas e lãs com texturas. Superfícies variadas, com toques e apariencias diversas (entre si!) sempre acrescentam interessância – mesmo em looks super tradicionais. Material diferente faz diferença também em elegância, que material de qualidade é sempre sinal de refinamento – até nas peças mais lisas ou informais. Arrasa! E lembra que tricô é super super super legal de usar com alfaiataria.

    + como coordenar materiais diferentes
    + como escolher qualidade
    + diferenças entre tecidos naturais e não-naturais
    + como usar transparências (de muitos jeitos!)

    materiais-no-trabalho.jpg

    FORMAS MENOS TRADICIONAIS, MENOS CLÁSSICAS

    É bem possível treinar o olhar pra encontrar camisas com modelagens e formas diferentes: se a gente experimentasse um exercício só com camisas brancas, por exemplo, já dava pra inovar com mangas diferentes, golas diferentes, recortes inusitados, comprimentos variados, abotoamentos diferentes, detalhes nos punhos e nos ombros e mais. Daí o exercício pode ser ampliado — tem vestidos em modelagens criativas, paletós e jaquetas bem moderninhos, blusas com recortes e volumes, calças e saias com detalhes cheios de movimentos e geometrias. Isso tudo daí, ó, ainda escolhendo as “peças-chave” do dresscode de trabalho — esperteza na sutileza.

    + como usar pantacourts
    + saia-mídi pra toda silhueta
    + como coordenar proporções diferentes
    + como usar coletes longos

    formas-no-trabalho.jpg

    MAIS CORES (E COORDENAÇÕES ORIGINAIS DELAS!)

    Tipicamente a base das coordenações de cores do look de trabalho é cinza, preta, branca. Só de substituir esses 3 neutros por outros neutros equivalentes, ó, já se ganha em originalidade: no lugar do preto, por exemplo, é possível usar marinho, marrom café, roxão, cinza-chumbo, petróleo. No lugar do branco, beges, pérolas, tons pastel bem claríssimos, nude. No lugar do cinza, tons médios como cáquis, verdes militares, azuis. Usar o círculo cromático como referência também pode render boas experiências: nessa rodinha de cores, tudo que é vizinho funciona junto, sem estar tão longe das coordenações monocromáticas… mas com um twist, tipo rosa + vermelho, roxo + rosa, azul + roxo, verde + azul, + amarelo + verde, entende? Isso não precisa orientar coordenações de peças de roupa apenas, mas também pode dar idéias pra salpicar o look com acessórios coloridos, né!

    + passo-a-passo pra usar várias cores (com sugestões de coordenações!)
    + como usar tons neutros com pequenos pontos de cores coloridas
    + fórmulas boas pra misturar estampas
    + como usar o círculo cromático pra pensar coordenações

    cores-no-trabalho.jpg

    ACESSÓRIOS INCREMENTADORES DE LOOK

    É uma verdade universal: é possível MESMO mudar a cara da roupa com acessórios diferentes. Uma boa estratégia pra começar a usar pode ser: todo dia escolher 1 “acessório principal” pro look, trabalhar a coordenação pra dar algum destaque a esse acessório, e então (se for o caso) escolher apenas alguns pequeninos coadjuvantes pra acompanhar o resto da produção. E nem tá difícil, que vários acessórios tem função além de beleza apenas — pode ser um cinto pra ajustar a modelagem da parte de cima, pode ser um bracelete sobre os punhos pra segurar uma manga longa no lugar, pode ser um colarzão que mantém o decote no lugar o dia todo, pode ser uma tiara ou faixa que ajuda a controlar o cabelo pra longe dos olhos. Sabe o que mais? Sapatos coloridos e com texturas e com formas novas e recortes diferentes também contam. E bolsas que acrescentem personalidade. Mesmo sendo pequenina parte do look total, acessório bacana é o que mais acrescenta personalidade, originalidade, consistência ao visual do trabalho formal. E mesmo os acessórios maiores ainda ocupam tão pouco espaço (na aparência inteira) que né, vale a pena cuidar.

    + como coordenar colares e decotes
    + efeitos das pulseiras na silhueta e relação com personalidades
    + tudo sobre cintos
    + como usar anéis superpoderosos

    acessorios-no-trabalho.jpg

    TODA UMA NOVA FEMINILIDADE

    Podia ser um exercício: usar vestido ou saia pelo menos uma vez por semana — e podia valer especialmente pra quem reclama de usar calça todo dia. mas tem mais jeitos de “feminilizar” o look na sutileza, no sussurro… sem precisar gritar ‘mulerzices’, ó:

    _substituir o paletó por um cardigan deixa o look menos duro, mas fofinho, mais feminino
    _vestidos podem ser complementados com cardigans finos, jaquetinhas com mangas puxadas mais pra cima, paletós ajustados
    _saias ficam sensacionais com camisas \o/ e também com tricôs finos usados
    _mais: cintinhos e peças que acinturam, sobreposições justinhas, peças com detalhes graciosos tipo mangas arredondadas e golas fofuchas.

    O look fica completo com sapatos delicados, com frente alongada e arredondada. Ou mesmo com sandálias discretas, que tenham salto médio/grosso e tiras mais larguinhas (essas são as mais profissionais!) — mas que ainda mostrem alguma coisa dos dedinhos.

    + nossas fórmulas pra essa nova feminilidade
    + meia-calça como detalhe (sexy!)
    + tudo que a gente já escreveu sobre cardigans
    + elementos super femininos pra inserir no look

    feminilidade-no-trabalho.jpg

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  • (post original de agosto de 2009 — o tempo se diverte quando a gente voa!)
    Roupa de balada quase sempre quer seduzir, quer paquerar né? Tem gente que nasce com o dom :) mas tem gente que tenta demais manipular essa mensagem sedutora aí… e dá ruim — e o look fica menos sexy e mais vulgar.

    A gente reuniu aqui as fórmulas que mais personaliza nas nossas montagens de looks, pra simplificar e pra incentivar a experiência: é na prática, montando esses looks, vestindo cada um deles e se observado :) que a gente se apropria, registra sensações de referência, ganha confiança.

    tem um jeito de ser sexy pra cada mulher, pode confiar: aqui a gente compartilha as fórmulas que mais personaliza com nossas clientes de consultoria de estilo.

    MOSTRA-ESCONDE

    Mostrar pele já é seduzir <3 então não mostrar tudo é comunicar: a seguir, cenas dos próximos capítulos (tipo de piada que só quem tem mais de 30 anos vai entender!). Então: se a blusa é muito decotada ou muito cavada, pode ser legal coordenar com calça, com pantalona curta ou com saia mídi/longuete — e assim evidenciar só um parte do corpitcho pra deixar o resto pra imaginação de quem se animar. O contrário também funciona: saias ou shortinhos muito curtos podem render boas coordenações com blusas mais fechadas, com mangas longas — ou com uma terceira-peça sobrepondo.

    “DECOTES” POUCO ÓBVIOS

    Decote não é só o que mostra o colo, né: pensa em costas de fora, pés de fora, braços de fora, pedacinhos de cintura de fora, laterais da coxa de fora (ui!)… Esses são jeitos bacanas de fazer exposição da figura, mas de um jeitinho menos literal. Quer coisa mais sexy do que as costas aparecerem por baixo dos cabelos que estão dançando junto com a gente? Alôôô mostra-esconde!

    CAIMENTOS COMPENSADORES

    Todas sabemos: peças justas sempre rendem boas coordenações com peças soltinhas — tipo calça de couro justésima-delícia com uma bata mais soltinha, fluida, escorregadia. Ou uma camiseta bem justinha e brilhosa com um shortinho jeans, soltinho e desgastado. Mas tem mais: especialmente quando tudo é curto ou decotado demais, esse caimento soltinho-fluido pode compensar acrescentando sensação de conforto e informalidade ao look, sabe como? Muita pele à mostra, mas sem marcar. ;-)

    “PIRIGUETE NÃO SENTE FRIO”

    Ah, nossas versões de *piriguetismo sentem frio sim! Então em noites mais frias é bem possível acrescentar segundas-peles e meias-calças aos looks de balada — que né, são por si só as peças mais mostra-esconde que existem! Especialmente quando não são tão opacas, quando tem transparência. A gente monta muitos looks pras nossas clients usando segunda-pele por baixo de blusas bem cavadas e de vestidos levíssimos; e tenta sempre coordenar as meias-calças delas com shortinhos bem curtos e mini-saias. 01 extra: essas peças aquecedoras ainda dão uma chance linda da gente coordenar mais texturas no look, e incentivar o toque, e render vontade de abraço… ;-)

    SAPATOS QUE REFORÇAM OU QUE SUAVIZAM A INTENÇÃO

    O sapato também pode ajudar: dá pra “acalmar” um minivestido bem poderoso usando uma sapatilha ou uma rasteirinha e um vestido soltinho fica mais sensual com uma sandália ou uma botinha com saltão!!! Essa brincadeira de menina/mulher não é divertida?

    —-

    *E o que significa ser piriguete, hein? Mulher que curte paquerar e namorar e seduzir é piriguete? Por que tem tom perjorativo, por que a gente aponta o dedo uma pra outra usando essa expressão como julgamento? Por que não tem boy piriguete, só menina? Por que a gente se permite não questionar essa linguagem, nénão? (Obrigada Flávia Stefani por essa chamada de atenção!)

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  • A gente aqui não tá acostumada com o mesmo frio que as européias, né. Tão pouco lugar no BR tem essa friaca — e ainda assim tão de vez em quando — que a gente tem pouco ou quase nenhum hábito de ter no armário o que usar pra se proteger quando gela até a alma.

    Esse post vale especialmente pra quem vive em lugar sujeito a esse frio frio FRIO de verdade! Quem vive em lugar de eventuais frios levinhos — e uma vez ou outra pega uma frente fria rapidex — pode somente investir em uma ou duas boas segundas-peles e ler tudo que a gente já postou aqui sobre sobreposições. :)

    dicas de consultoria de estilo para escolher materiais que aquecem e coordenar sobreposições pro inverno!

    Proteção eficaz pro frio começa com a escolha de materiais que esquentam de verdade. E os materiais com que a gente tá acostumada aqui no BR não são exatamente os mais quentinhos, né?

    Então, 3 meias-calças + legging + 1 calça de malha por cima equivalem a

    -1 calça de lã espessa, quentinha +
    -meias também de lã/cashmere nos pés.

    Ou ainda: 2 segundas peles + 2 tricôs finos + 1 casaquinho de malha equivalem a

    -1 camiseta de algodão com mangas longas
    -1 um cashmere quentíssimo (que aquece sem acrescentar volume à silhueta).

    Pra garantir, tem umas meias-calças bem fininhas de lã sintética que esquentam super por baixo de calças – e mesmo por baixo de bermudas, saias ou vestidos… pras corajosas! Cachecóis quentinhos aquecem o pescoço e, pra deslocamentos, casacos pesados (também em lã!) podem completar o look.

    +
    + mais referências de looks de frio no nosso Pinterest, ó!

    Lã, cashmere, mohair, couro, feltro e afins não são materiais muito tropicais, mas fazem a diferença na hora de se proteger de frio que não parece brasileiro. (Menos no sul, né.) Vale super a pena construir, de pouquinho em pouquinho, um mini-guarda-roupa de invernão: a cada viagem, ou a cada inverno, é legal adquirir um casaco ou um cashmere ou uma calça de lã quente. E ao longo dos invernos a gente vai fazendo coordenações, e incrementando esse “aparato” com cores e outros ítens. Look com poucas camadas mas todas SUPER quentinhas –> essa é a (nossa) fórmula certeira.

    Aquecer os pés também é chave pra estar inteira quentinha. No frio as solas dos sapatos podem ser um pouquinho mais grossas do que a gente usa normalmente. Vale experimentar, por exemplo, tênis confortáveis, botas com solas de borracha, sapatilhas e escarpins com solas – mesmo de couro – um pouquinho mais altas. E quando o sapato é rente ao chão, ó, as européias sacam palmilhas quentinhas pra usar por dentro: hoje tá fácil comprar palmilhas de pêlo de carneiro, de lã, de fleece e até de cortiça (diz que isola o frio).

    Com essa fórmula, o que formaliza ou informaliza o look é o tipo de material, mesmo dentro do ‘universo dos quentinhos’. Calças de veludo cotelê, jeans grossão ou nylon compõem looks mais informais; calças em couro, lãs de alfaiataria e veludo deixam o visual mais formal (sem precisar ficar careta, veja bem). E a chave pra não parecer igual todo santo dia frio é coordenar cores. Manter a base neutra – calças, camisetas e casacão –  pode ser uma boa idéia pra acrescentar cor nos cashmeres, nos cachecóis, nos sapatos… e também nos acessórios menores tipo tiara, brinco, broche, luvinhas (se for o caso), bolsa, guarda-chuva (!!!), óculos escuros, etc etc etc.

    E se tiver chovendo junto com o frio (ninguém merece!), clica aqui pra se aquecer AND permanecer sequinha. :)


  • Faz parte do treinamento das nossas clientes de consultoria de estilo pensar no custo-benefício do que a gente vai comprar, antes de comprar qualquer coisa — pra fazer valer o valor gasto e pra ter certeza de que a compra vai render tudo que tem pra render nos nossos armários! Então vale pensar em estilo de vida/rotina e em usos possíveis pra ‘calcular’ quanto é esperto gastar em cada tipo de roupa. Tipo:

    -se a gente trabalha 5 dias por semana,
    -faz baladinhas 2 vezes por semana (ó que muito! #véias),
    -tem um casamento ou uma festona 3 vezes por ano,
    -faz ginástica 3 vezes por semana (ahãm, rs),
    -e, por exemplo, tem 2 programinhas bacanas, de dia mesmo, a cada fim de semana,

    então a vida ficaria “dividida” assim:

    como fazer valer o valor gasto e pra ter certeza de que a compra vai render tudo que tem pra render nos nossos armários!

    Vê só: vale a pena gastar valores equivalentes às quantidades de uso de cada roupa! Que quanto mais a gente usa uma peça, mais ela vale o que a gente pagou por ela — e é assim que a gente aqui na Oficina ensina clientes de consultoria de estilo a calcular a relação custo x benefício do que se leva pro guarda-roupa.

    Essa conta é ótima pra lembrar que não vale tanto a pena gastar horrores naquele vestido longo pra ir à formatura da amiga: é bem mais inteligente gastar no que a gente usa todo dia, durante bem mais tempo, pra trabalhar! E procurar alternativas de uso no lugar de consumo: pegar emprestado, alugar, usufruir de um guarda-roupa coletivo, trocar, ser criativa!

    Ó um exemplo (simplão mas válido):

    -R$ 450,00 numa calça de alfaiataria em material natural pro trabalho, usada 30 vezes no período de um ano: R$ 15 por uso;
    -R$ 450,00 num vestido de couro lindo pra uma baladinha mais arrumada, usado 6 vezes no período de um ano: R$ 75 por uso.

    A calça sai mais barata do que o vestido, tão vendo?

    Raciocinar custo-benefício tem também um efeito afetivo: o que mais toca a gente na vida é a roupa que a gente veste — mais que namorado, mais que marido, mais que filho ou amigas… — então é um super carinho escolher o melhor que o nosso dinheiro puder pagar. Faz a sua conta e depois conta se não valeu! =)

    + como avaliar qualidade na roupa
    + cuidados pra fazer a roupa durar
    + ter menos, melhor e mais de perto

    QUER TRABALHAR COMO PERSONAL STYLIST?
    COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE

    (esse post foi originalmente escrito em janeiro de 2009 — o tempo se diverte quando a gente voa, hein?)


  • A gente perguntou nas redes sociais se esse tipo de jaqueta/colete tinha um nome específico em português… mas não teve consenso. Em inglês essas peças são chamadas “puffer jackets” ou “puffer vests” — usamos esses termos pra fazer buscas de referências no Pinterest. Por aqui tem gente chamando de casaco fofo, tem gente chamando pelo nome importado de ‘colete doudone’, gente inventando descritivos tipo “casaco de neve”, “colete salva-vidas”, “jaqueta fofucha”, tem de um tudo.

    Resolvemos chamar de jaqueta e colete fofos-matelassados: tipicamente esses complementos tem as costuras que seguram o enchimento (de manta acrílica ou de plumas) no lugar e que desenham com essas mesmas linhas um riscado às vezes vertical, às vezes mais horizontal. Muito muito boas pra deslocamentos, já que cortam o vento, geralmente são impermeáveis AND esquentam — tipo 1001 utilidades. Melhor ainda quando não são pesadas, mas sim são especialmente pra ser levinhas e facilmente compactadas, dobradas, pra gente guardar na bolsa quando em ambientes internos.

    Há algumas temporadas de desfiles estilistas importantes vem mostrando nas suas passarelas versões menos tradicionais desses casacos. E em tempo frio é natural a gente encontrar esses modelos nos guarda-roupas das nossas clientes de consultoria — e então a gente aqui, do grupo das que acreditam demais que #épossívelgostardoqueagentejátem, se põe a pensar maneiras de usar o que já tá nos nossos armários mas né, com caras frescas, com intenção e atenção.

    pra não se sentir grandalhona, pra não ficar super esportiva, pra criar looks femininos e elegantes :)

    PRA NÃO FICAR MASCULINA

    -vale coordenar com saias e com vestidos (por que não, né?)
    -juntar com shortinhos feitos de materiais mais pesados (couro, camurça, sarja espessa) e arrematar com meia-calça opaca também rende look feminino, mesmo de jaquetão
    -escolher sapatos quentinhos mas exclusivos do guarda-roupa feminino (menos modelo oxford ou botinhas, mais sapatilhas e escarpins)
    -cuidar de maquiagem e cabelo e escolher brincos mais longos, que balancem com delicadeza <3

    + nossa fórmula pra uma nova feminilidade

    PRA NÃO FICAR ESPORTIVONA DEMAIS

    -infalível: coordenações de jaquetas e coletes fofos-matelassados com outras peças em tecido plano
    -juntar com esse complemento outras peças formais, em tecidos e modelagens tipo alfaiataria
    -prender a parte da frente da blusa ou do tricô por dentro do cós da calça ou da saia — e aproveitar pra arrematar com um cinto vistoso
    -escolher acessórios em metal lustroso ou pedras finas, translúcidas

    + sofisticadores instantâneos de look

    PRA NÃO SE SENTIR GRANDALHONA

    -usar a jaqueta ou o colete abertos, criando aquele vão vertical alongador bem no centro do torso (funciona especialmente quando a jaqueta ou o colete tem cores neutras ou mais escuras, e a parte de dentro tem cores mais claras ou coloridas!)
    -marcar cintura — e vale por dentro ou por fora, sobre a própria jaqueta
    -deixar à mostra (com meias-calças) ou marcar (com peças justíssimas) os tornozelos, parte bem magrinha da silhueta que dá sensação de “corpo humano proporcional” independente do volumão do colete ou da jaqueta

    + escolhas emagrecedoras de vestir

    PRA NÃO SE SENTIR SEM GRAÇA

    -coordenar peças com texturas bem diferentes entre si, tipo juntar o nylon geralmente lustroso das jaquetas e dos coletes fofos com outras peças em couro, camurça, seda espessa, algodão, crepes, plissados, tricôs fofuchos…
    -escolher acessórios coloridos pra quebrar o neutro típico das roupas de muito frio: pensa em sapato, lenço/pashmina, bracelete (sobre a manga do casaco!), cinto, brincos… funcionando como pequenos pontos de animação no look

    + NOSSA ENCICLOPÉDIA DO VESTIR NO FRIO
    + COLETES DE PELE: COMO ESCOLHER, USAR E COMBINAR
    + COMO ESCOLHER O CASACO PERFEITO (PRA VOCÊ!)

    pra não se sentir grandalhona, pra não ficar super esportiva, pra criar looks femininos e elegantes :)

    pra não se sentir grandalhona, pra não ficar super esportiva, pra criar looks femininos e elegantes :)

    pra não se sentir grandalhona, pra não ficar super esportiva, pra criar looks femininos e elegantes :)

    + QUER TRABALHAR COMO PERSONAL STYLIST?
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  • Tempos atrás uma leitora pediu um post com direção do que usar numa entrevista de emprego — mas não uma entrevista pra qualquer emprego… um emprego no mundo da moda! A gente juntou nossa experiência como consultoras de estilo aos conselhos e direções que buscou ouvir de de Paulo Martinez, Manu Carvalho, Gloria Kalil, Adriana Yoshida e Erika Palomino e olha: eles disseram coisas que valem não só pro trabalho mas também pra vida.

    (post original de fevereiro de 2010, revisto e atualizado: o tempo se diverte quando a gente voa, né?)

    o que vestir, como se preparar e como ter sucesso numa entrevista de emprego no mundo da moda (spoiler: tem a ver com questionamento e autenticidade)

    PRÉ-PESQUISA

    Vale “estudar” o lugar em que se quer trabalhar e identificar suas características mais marcantes. Por exemplo, os perfis do FFW e do site da Lilian Pacce são bem diferentes — legal então é perceber o que cada ‘empregador’ pode ter de clássico, de moderno, de jovem, de elegante…, e então incorporar valores da empresa no próprio vestir (com a nossa própria cara de usar cada um desses valores: autenticidade é sempre tendência).

    SE VESTIR PRO TRABALHO

    Pro trabalho mesmo, de todo dia, e não só pra entrevista! Lá vem uma experiência pessoal, ó: minha 1ª entrevista de emprego em moda rolou 2 meses depois de eu me formar em Direito. Eu fui encontrar a figurinista com quem queria trabalhar (como assitente de produção de filmes publicitários) vestindo calça social preta, camisa de botão e escarpin baixinho de bico fino :) e a primeira coisa que a figurinista me perguntou era se eu sabia com o que ia trabalhar, porque né, não parecia (tadinha!). Se eu fosse de jeans, camiseta confortável e tênis/sapatilha — peças que têm mais a ver com as funções que eu tinha que desempenhar — provavelmente minha entrevista teria rolado menos tensa. Beijos, Fê. ;-)

    INFORMAÇÃO DE MODA

    É a indústria mais visual de todas, não? Vestir alguma coisa que tenha muito a ver com a gente mesma e que ainda tenha alguma informação de moda é imbatível. Quem entrevista saca se o look tá bacana pro tipo físico, se tem harmonia em cores, se tem coordenação interessante de proporções e, mais legal de tudo, pode identificar truques de estilo saídos da passarela e adaptados pra vida real! E nem precisa ser extravagante demais (entrevista de emprego é ocasião de look discreto, mesmo em moda), uma interessância num detalhe bacana que se destaque já é suficiente: autenticidade e atualidade!

    QUALIDADE, ATENÇÃO E ORGANIZAÇÃO SÃO METÁFORAS

    Tecido natural, couro bem cuidado e acabamento precisoso pode significar mais do que atenção ao que se veste. Quem procura qualidade transmite idéia de querer entregar qualidade no trabalho que faz, de primar pelo melhor. Maquiagem leve dá sensação de atenção consigo mesmo nas sutilezas — e por consequência isso também pode ser entendido como um valor profissional. E quem usa bolsa estufada ou demora pra achar o celular quando ele toca pode passar uma impressão de bagunça, de falta de controle, de desorganização. Sabe como? “Gente da moda” sabe decifrar esses códigos!

    MAIS PESQUISA

    E tempos de redes sociais frenéticas e super expostas, vale pesquisar o perfil de quem vai fazer a entrevista pra procurar coisas em comum com a gente — que possam ser traduzidas em detalhes ou acessórios, e talvez render conversa boa por conta disso!  Tipo se o um editor de site e a candidata que ele vai entrevistar amam praia, pode ser legal usar estampas floridas e solares que já estão no seu armário (haha). Oooou, se a editora da revista, assim como sua possível futura funcionária, também é fã da banda The Killers, porque não usar jaquetas legais com ombros marcados como num figurino do vocalista?

    É MELHOR SER VOCÊ DO QUE SER FASHION

    Profissionais da moda sabem “ler” looks. Não é porque a entrevista é com eles que todo mundo tem que se fantasiar de ‘fashion’: o que a gente usa todo dia pode ser uma boa direção do que não fazer. Se todo dia a maquiagem ideal é blush + rímel, por que usar sombra colorida em dois tons na entrevista? Se no dia-a-dia o vestidinho super funciona, porque na entrevista investir em sobreposições esdrúxulas? A gente impressiona mais quando tem segurança e auto-confiança, pode acreditar! \o/

    SE VOCÊ QUER TRABALHAR COM MODA, SEJA CHIQUE

    E esse chique não tá relacionado com roupas ou looks, tá relacionado com a vida que se tem. A gente pode ser “outdoor das próprias idéias”, e quem estuda (muito) tem mais e mais idéias né. Mais: pra se destacar (em qualquer circuito) não é preciso diminuir a outra ou tentar se aumentar — é preciso questionar, refletir, desenvolver opinião: educação, empatia e foco no trabalho fazem toda diferença. A gente tem que começar de algum jeito nesse mundo da moda, né, e humildade é chave de ouro pra todo aprendizado. “O importante não é ter a bolsa certa, mas a atitude certa”.

    + QUER TRABALHAR COMO PERSONAL STYLIST?
    + COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE


  • Individualizar looks e deixar qualquer moda com a nossa cara começa assim: a gente faz menos compras (e varia as lojas em que tipicamente faz compras), procura referências originais pra interpretar nas escolhas de vestir e –melhor de tudo!– exercita coordenações com o que a gente já tem no armário.

    A gente treina demais esse exercício com as nossas clientes de consultoria de estilo — e começa sempre por desconjuntar todos os conjuntos (vale até guardar peças-irmãs, tipo terninhos, em cabides separados). A partir daí, se tem qualquer coordenação muito combinadinha rolando, a gente troca alguma coisa e segue experimentando o que ~na teoria~ não funcionaria… até harmonizar!

    Há tempos a gente organizou um caminho descombinatório pra compartilhar — esse post foi publicado originalmente em fevereiro de 2010! — e desde então essas idéias tem funcionado super bem na vida real, ó!

    + tem muuuitos outros looks trabalhados com as nossas clientes pra ter mais inspiração desconjuntada nas nossas #dicasdeestiloODE no Instagram, clica pra ver!

    idéias práticas pra versatilizar o que se tem e fazer render o guarda-roupa!

    CORDENAÇÕES ESPERTAS DE CORES

    No lugar de coordenar “peça neutro com peça colorida”, pensa diferente: percebe se é possível coordenar cores claras com outras claras, e cores escuras com outras escuras. Com essa direção, a gente pode coordenar todas as cores (diferentes) do mundo entre si e conseguir looks originais, mas também bastante elegantes: se claro-e-escuro “conversam”, o look já é monocromático! . Vale também perceber coordenações de cor viva com cor viva e de cor opaca, mais apagadinha, com outra semelhante.

    SAPATO E BOLSA DIFERENTES, MAS EM HARMONIA

    Sapato e bolsa não precisam ser iguais — nem em materiais e nem em cores! Essa estória de combinar o que se usa nos pés e o que se carrega nas mãos é tão antiga que a gente nem lembra de quando é (#véias). Mais esperto é priorizar a harmonia entre roupa e sapato, e então complementar o equilíbrio com bolsa coerente com o resto todo. Pra saber como combinar acessórios e seus materiais e formas e linhas com mais detalhes, revisita esse post aqui (clica!).

    TECIDOS E SUPERFÍCIES INTERESSANTES

    Quanto mais variedade de texturas/sensações num look, mais interessância. Vale pensar em coordenar, por exemplo, bolsa de um couro com sapato de outro couro — e vale também (e demais!) pra coordenar peças de roupa. É possível harmonizar tudo escolhendo materiais e texturas mais equivalentes (mesmo nas diferenças, tipo seda + algodão fino + crepe ou lã + tricô + jeans) — também funciona contrapor elementos “opostos” mas complementares, tipo materiais leves com acessórios pesadões, sabe como?

    ACESSÓRIOS QUE ACRESCENTAM INFO ESTILÍSTICA

    Nem os menores detalhes precisam ser iguaizinhos! Brinco, anéis, colar(es), pulseira, relógio e broches só acrescentam informação “decodificável” quando são diferentes entre si — se são todos iguais, significam também uma mesma ‘leitura’ feitas várias vezes (opa que cansativo!). Saiba: não precisa nem ser tudo dourado ou tudo prateado, viu!

    PRA TERMINAR \o/

    Tempos atrás (na época da 1ª postagem desse conteúdo!) o blog Living Gazette fez post falando da diferença entre combinar e coordenar:

    “combinar é mais fácil, não exige tanto trabalho, raciocínio; coordenar não é tão simples — é preciso autoconhecimento, personalidade e coragem pra tentar o diferente”.

    É esse o espírito! E todas essas idéias, ó, podiam também ser chamadas de “Não-estreitamento do olhar” ou ainda de “expansão dos nossos horizontes coordenatórios”, nénão?

    + autoconhecimento é fundamento de estilo pessoal
    + autoaceitação e autoestima <3
    + ronaldo fraga responde: o que é se vestir bem?

    + QUER TRABALHAR COMO PERSONAL STYLIST?
    + COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE


  • A gente aprende na escola de personal stylists que em 5 minutos se causa uma 1ª impressão, que é nesse tempo que o cérebro humano faz todo um julgamento sobre quem a gente é — estritamente baseado em aparência, antes mesmo da gente dizer qualquer coisa. Se a gente pensar nesse 5 minutos como definitivos, então como a gente se veste, como usa o cabelo, como se movimenta… passa a ter muita muita importância, né?

    PÉRA!

    A gente, serzinhos humanos munidos de raciocínio, deixa passar o fato de que existe toda uma vida anterior e todo um futuro ainda pra acontecer além desses 5 minutos de 1ª impressão? Como assim pessoal?

    Esse julgamento depende só da pessoa julgada — ou especialmente de quem julga?

    Na teoria essa “decodificação” que o cérebro faz diante da aparência das pessoas dura 5 minutos exatamente por que seria involuntária, inconsciente. Sem nem perceber a gente já tá “lendo” as pessoas de acordo com os nossos alfabetos particulares, construídos com as nossas próprias referências e gostos pessoais (e também com símbolos que o mundo/o sistema associa a determinados valores).

    (E vamocombinar que leitura feita a paritr dos nossos universinhos pessoais são super ultra hiper mega restritas, diante de toooooodas as referências possíveis de existir no universo inteiro, não?)

    Então \o/ é possível trazer VOLUNTARIAMENTE pra consciência a disposição de transpassar esses 5 minutos insconscientes. Ir além dessa 1ª impressão só por saber que é possível (e razoabilíssimo!).

    Se a gente ouve nas nossas próprias mentes a leitura feita (alô julgamento inconsciente) e então se permite 5 minutinhos extra pra rever essa leitura, o que acontece é: expansão das nossas percepções sobre alguém (sobre o mundo e a vida) pr’além das aparências apenas.

    é possível desconstruir julgamentos e abrir possibilidades de todo mundo ser MAIS do que somente o que a gente lê nas aparências.

    Podemos sozinhas fazer o exercício de desconstruir o julgamento e abrir possibilidades de todo mundo ser MAIS do que somente o que a gente lê nas aparências. Isso fica mais fácil de acontecer quando a gente tem oportunidade de conversar, de conhecer melhor, de passar tempo juntas… mas não depende disso, depende só da gente querer.

    Pessoa loira de saltão, estereotipada como Barbie: pode ser o contrário ou o que quiser ser. Pessoa malhada de legging e tênis fluorescente, estereotipada como superficial: pode ser o contrário ou o que quiser. Pessoa engravatada engomadinha de pasta e óculos, estereotipada como materialista: pode ser o contrário ou o que quiser.

    Estereótipos aprisionam pessoas estereotipadas, mas aprisionam mais ainda quem julga, quem não se permite ir além. Quem é a gente pra achar que sabe ou que entendeu qualquer coisa sobre qualquer serzinho humano — especialmente se só baseadas em aparência?

    Seguimos firmes no exercício consciente de descolar julgamentos de aparência, por mais surpresas e espaços livres de conceitos rígidos. Certas de que é possível fazer disso um comportamento! \o/

    “Ninguém se torna bom tentando ser bom, e sim encontrando a bondade que já existe dentro de si mesmo e permitindo que ela sobressaia.” (Eckhart Tolle)


curtimos

ideias complementares às da Oficina