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  • Individualizar looks e deixar qualquer moda com a nossa cara começa assim: a gente faz menos compras (e varia as lojas em que tipicamente faz compras), procura referências originais pra interpretar nas escolhas de vestir e –melhor de tudo!– exercita coordenações com o que a gente já tem no armário.

    A gente treina demais esse exercício com as nossas clientes de consultoria de estilo — e começa sempre por desconjuntar todos os conjuntos (vale até guardar peças-irmãs, tipo terninhos, em cabides separados). A partir daí, se tem qualquer coordenação muito combinadinha rolando, a gente troca alguma coisa e segue experimentando o que ~na teoria~ não funcionaria… até harmonizar!

    Há tempos a gente organizou um caminho descombinatório pra compartilhar — esse post foi publicado originalmente em fevereiro de 2010! — e desde então essas idéias tem funcionado super bem na vida real, ó!

    + tem muuuitos outros looks trabalhados com as nossas clientes pra ter mais inspiração desconjuntada nas nossas #dicasdeestiloODE no Instagram, clica pra ver!

    idéias práticas pra versatilizar o que se tem e fazer render o guarda-roupa!

    CORDENAÇÕES ESPERTAS DE CORES

    No lugar de coordenar “peça neutro com peça colorida”, pensa diferente: percebe se é possível coordenar cores claras com outras claras, e cores escuras com outras escuras. Com essa direção, a gente pode coordenar todas as cores (diferentes) do mundo entre si e conseguir looks originais, mas também bastante elegantes: se claro-e-escuro “conversam”, o look já é monocromático! . Vale também perceber coordenações de cor viva com cor viva e de cor opaca, mais apagadinha, com outra semelhante.

    SAPATO E BOLSA DIFERENTES, MAS EM HARMONIA

    Sapato e bolsa não precisam ser iguais — nem em materiais e nem em cores! Essa estória de combinar o que se usa nos pés e o que se carrega nas mãos é tão antiga que a gente nem lembra de quando é (#véias). Mais esperto é priorizar a harmonia entre roupa e sapato, e então complementar o equilíbrio com bolsa coerente com o resto todo. Pra saber como combinar acessórios e seus materiais e formas e linhas com mais detalhes, revisita esse post aqui (clica!).

    TECIDOS E SUPERFÍCIES INTERESSANTES

    Quanto mais variedade de texturas/sensações num look, mais interessância. Vale pensar em coordenar, por exemplo, bolsa de um couro com sapato de outro couro — e vale também (e demais!) pra coordenar peças de roupa. É possível harmonizar tudo escolhendo materiais e texturas mais equivalentes (mesmo nas diferenças, tipo seda + algodão fino + crepe ou lã + tricô + jeans) — também funciona contrapor elementos “opostos” mas complementares, tipo materiais leves com acessórios pesadões, sabe como?

    ACESSÓRIOS QUE ACRESCENTAM INFO ESTILÍSTICA

    Nem os menores detalhes precisam ser iguaizinhos! Brinco, anéis, colar(es), pulseira, relógio e broches só acrescentam informação “decodificável” quando são diferentes entre si — se são todos iguais, significam também uma mesma ‘leitura’ feitas várias vezes (opa que cansativo!). Saiba: não precisa nem ser tudo dourado ou tudo prateado, viu!

    PRA TERMINAR \o/

    Tempos atrás (na época da 1ª postagem desse conteúdo!) o blog Living Gazette fez post falando da diferença entre combinar e coordenar:

    “combinar é mais fácil, não exige tanto trabalho, raciocínio; coordenar não é tão simples — é preciso autoconhecimento, personalidade e coragem pra tentar o diferente”.

    É esse o espírito! E todas essas idéias, ó, podiam também ser chamadas de “Não-estreitamento do olhar” ou ainda de “expansão dos nossos horizontes coordenatórios”, nénão?

    + autoconhecimento é fundamento de estilo pessoal
    + autoaceitação e autoestima <3
    + ronaldo fraga responde: o que é se vestir bem?

    + QUER TRABALHAR COMO PERSONAL STYLIST?
    + COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE


  • A gente aprende na escola de personal stylists que em 5 minutos se causa uma 1ª impressão, que é nesse tempo que o cérebro humano faz todo um julgamento sobre quem a gente é — estritamente baseado em aparência, antes mesmo da gente dizer qualquer coisa. Se a gente pensar nesse 5 minutos como definitivos, então como a gente se veste, como usa o cabelo, como se movimenta… passa a ter muita muita importância, né?

    PÉRA!

    A gente, serzinhos humanos munidos de raciocínio, deixa passar o fato de que existe toda uma vida anterior e todo um futuro ainda pra acontecer além desses 5 minutos de 1ª impressão? Como assim pessoal?

    Esse julgamento depende só da pessoa julgada — ou especialmente de quem julga?

    Na teoria essa “decodificação” que o cérebro faz diante da aparência das pessoas dura 5 minutos exatamente por que seria involuntária, inconsciente. Sem nem perceber a gente já tá “lendo” as pessoas de acordo com os nossos alfabetos particulares, construídos com as nossas próprias referências e gostos pessoais (e também com símbolos que o mundo/o sistema associa a determinados valores).

    (E vamocombinar que leitura feita a paritr dos nossos universinhos pessoais são super ultra hiper mega restritas, diante de toooooodas as referências possíveis de existir no universo inteiro, não?)

    Então \o/ é possível trazer VOLUNTARIAMENTE pra consciência a disposição de transpassar esses 5 minutos insconscientes. Ir além dessa 1ª impressão só por saber que é possível (e razoabilíssimo!).

    Se a gente ouve nas nossas próprias mentes a leitura feita (alô julgamento inconsciente) e então se permite 5 minutinhos extra pra rever essa leitura, o que acontece é: expansão das nossas percepções sobre alguém (sobre o mundo e a vida) pr’além das aparências apenas.

    é possível desconstruir julgamentos e abrir possibilidades de todo mundo ser MAIS do que somente o que a gente lê nas aparências.

    Podemos sozinhas fazer o exercício de desconstruir o julgamento e abrir possibilidades de todo mundo ser MAIS do que somente o que a gente lê nas aparências. Isso fica mais fácil de acontecer quando a gente tem oportunidade de conversar, de conhecer melhor, de passar tempo juntas… mas não depende disso, depende só da gente querer.

    Pessoa loira de saltão, estereotipada como Barbie: pode ser o contrário ou o que quiser ser. Pessoa malhada de legging e tênis fluorescente, estereotipada como superficial: pode ser o contrário ou o que quiser. Pessoa engravatada engomadinha de pasta e óculos, estereotipada como materialista: pode ser o contrário ou o que quiser.

    Estereótipos aprisionam pessoas estereotipadas, mas aprisionam mais ainda quem julga, quem não se permite ir além. Quem é a gente pra achar que sabe ou que entendeu qualquer coisa sobre qualquer serzinho humano — especialmente se só baseadas em aparência?

    Seguimos firmes no exercício consciente de descolar julgamentos de aparência, por mais surpresas e espaços livres de conceitos rígidos. Certas de que é possível fazer disso um comportamento! \o/

    “Ninguém se torna bom tentando ser bom, e sim encontrando a bondade que já existe dentro de si mesmo e permitindo que ela sobressaia.” (Eckhart Tolle)


  • Todo o conteúdo que a gente compartilha sobre roupas e referências visuais diz respeito a mensagens entendidas coletivamente, o que elas representam dentro dos códigos “convencionados” de vestir, os efeitos que cada elemento visual pode ter em quaisquer silhuetas. Mas a gente acredita que autoconhecimento vem ANTES desse conhecimento técnico de consultoria de estilo — e trabalha junto com ele. Todo mundo pode saber tudo que a gente mesma sabe e aplica no nosso trabalho como consultoras de estilo, mas cada uma usa esse conhecimento do jeito que quiser: sem precisar de aval ou referências externas.

    Escolher o que fazer, o que usar ou não usar, é responsabilidade de cada uma de nós :) a partir do que é importante PRA CADA UMA, PRA GENTE MESMA.

    um programa online pra botar a mão na massa e facilitar o vestir na prática \o/

    Na nossa prática, então, antes de escolher o que vestir é preciso procurar saber o que se quer sentir, como se quer parecer. Nossas clientes fazem esse trabalho de auto-investigação guiadas pela própria consultoria, pra entregar pra gente um briefing claro. E só então partimos pra técnica: a gente ensina cada uma delas a identificar elementos visuais nas roupas e acessórios que representem quem elas são e que vidas tão vivendo. Depois é só escolher certeiro, experimentar, viver o aprendizado.

    Facilita a vida, rende escolhas mais objetivas, dá uma satisfação deliciosa, uma sensação de “ser a gente mesma”. Mas né, antes, dá trabalho!

    Assumir essa responsabilidade abre caminho pra gente encontrar (boas!) respostas dentro da gente mesma. Sem precisar de propaganda ou de quaisquer “sugestões” de revistas, sem esoterismo, sem papo-cabeça: informação de moda e de estilo tá sobraaando nessa nossa internet, né, mas é na prática, na vida real, que a gente usufrui dos resultados de olhar pra si com carinho antes, e então aprender a ler imagens, decodificar signos — a gente vê acontecer todo dia com mulheres tão especiais quanto todas nós!

    Essa é a nossa motivação pra tocar, pela 1ª vez, o programa online DESCOMPLICANDO O GUARDA-ROUPA: 35 dias pra botar a mão na massa e facilitar o vestir. Se você se sente oprimida por qualquer razão que envolva o que você mesma escolhe vestir, pode ser que o exercício de rever o que é importante e o que você quer sentir te dê uma luz — pensamos pra esse programa em encontros online e exercícios semanais pra entregar técnica certeira e tirar todo mundo da inércia, da paralisia… e mais: num círculo feminino de encorajamento, colaboração, acolhimento.

    Energia que a gente coloca em autoconhecimento é uma energia que sobra pra gente aproveitar a vida. Informação eficaz e exercício prático são parte da intenção de escolher melhor —  e a gente se recusa a aceitar que qualquer serzinho humano exatamente igual à gente diga o que se deve ou não deve vestir. Vambora descobrir na gente mesma nossas próprias referências, criar nossas próprias fórmulas! Quem vamos?

    + programa online DESCOMPLICANDO O GUARDA-ROUPA
    + COMO SE TORNAR UMA PERSONAL STYLIST
    + COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE


  • Roupas bonitas não necessariamente significam roupas “certas” pra nossa vida, já perceberam? No nosso trabalho como consultoras de estilo,  visitando guarda-roupas e lojas com um monte de mulheres super diferentes umas das outras — principalmente em estilo de vida — a gente percebe que ter uma identidade visual segura e consistente não significa usar uniforme todos os dias (isso seria uma prisão), mas também não significa ter as roupas mais fantásticas do mundo… que não saem de dentro do armário.

    + programa online DESCOMPLICANDO O GUARDA-ROUPA: 35 dias pra botar a mão na massa e facilitar o vestir

    muita gente compra roupas pra vida que sonha e não pra vida que vive!

    Um bom guarda-roupa tem um monte de coisas lindas, que se AMA usar — mas essas coisas tem que combinar de verdade com a vida que se leva. Uma das maiores queixas de clientes e amigas sobre suas roupas é dizer que “apesar de ter um guarda-roupa cheio de peças incríveis, toda manhã se vestir é um martírio”: elas têm a impressão de que não têm roupas e acabam usando sempre as mesmas 5 ou 6 peças. E quanto mais compram menos opções têm.

    O diagnóstico pra isso é certeiro:

     

    De que adianta uma mulher com uma carreira que toma conta de grande parte da vida dela só comprar peças confortáveis, de usar no final de semana? Ou uma mulher que mal sai à noite só ter peças de balada dentro do guarda-roupa? Ou então uma que não curte tanto as próprias coxas só ter saias, vestidos e shorts curtíssimos? Pra gente, como consultoras vendo isso de fora (sem envolvimento emocional), fica muito fácil de enxergar que essas roupas não vão ter oportunidades reais de sair de casa!

    Boas perguntas pra se fazer –pra construção de guarda-roupa que funcione de verdade pra gente — podem ser:

    -qual é a vida que a gente leva?
    -qual o ‘código de vestir’ do meu trabalho?
    -quais são os meus programas de fim de semana, quantas baladas a gente frequenta de verdade?
    -a gente é mais calorenta ou mais friorenta? mais do dia ou mais da noite?
    -etc.

    Isso não quer sugerir que uma workaholic maravilhosa precise SOMENTE ter roupas cinzas e pretas e chatas, por exemplo, ou que no fim de semana com as crianças não seja possível ter um tantinho de glamour — não quer dizer também que, só por que se tem balada quase toda noite (alô juventude) todos os sapatos do armário em questão DEVEM ter saltos altíssimos.

    O desafio real é conseguir fazer funcionar o nosso estilo de vida junto com a nossa personalidade e com nosso gosto pessoal — sem deixar de lado o que faz brilhar o olho, mas mantendo o foco na versatilidade, na função, no não-desperdício e no não-acúmulo. \o/

    + 5 idéias pra um guarda-roupa ajudador
    + como calcular custo x benefício na moda
    + como construir um guarda-roupa inteligente

    QUER TRABALHAR COMO PERSONAL STYLIST?


  • Sabe essa história de que cada dia a gente acorda de um jeito? E que por isso se veste diferente todo dia? Coerência no vestir não quer dizer usar uniforme: tem jeito de ser diferente e ainda assim ser a mesma pessoa — é exatamente isso que a gente trabalha na consultoria de estilo. \o/

    Todo mundo tem preferências, vontades e demandas que guiam escolhas de vestir – direções que têm mais a ver com a vida do que com roupas, e que não acontecem separadamente. Por exemplo: tem cliente que é sempre elegante, até no fim de semana de chinelinho, a bichinha é elegante — tanto quanto em festas ou em reuniões. Mais: tem gente que sempre precisa estar confortável, e o que escolhe pra usar num jantar é tão soltinho e maleável quanto qualquer outro look de todo dia. Outras clientes são criativas/originais o tempo todo: seja em formas, em coordenações de cores, seja com acessórios, seja na combinação de opostos e na padaria, no trabalho, no casamento delas, na praia, em todo lugar e ocasião.

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    identidade visual não é usar uniforme: tem como se vestir (se sentir!) diferente todos os dias e ainda assim não ter um guarda-roupa esquizofrênico!

    Quando uma das nossas clientes tem uma vibe clássica, é possível definir qual é o clássico DELA. Se uma outra tem uma pegada mais rock, tem um jeito de ser rock só dela. E se ela curte boho, tem um boho bom pra ela, com a carinha dela.

    Quando isso tudo tá direcionado pelas mesmas linhas (mais retas? mais arredondadas?), pelas mesmas proporções, pelas mesmas formas (mais durinhas, estruturadas? mais molengas?), pelo mesmo conjunto de cores, pelo mesmo tamanho e espaçamento de estampas, pelo mesmo tanto de contraste… então TUDO é coerente! Todas as escolhas que se faz tem um fundamento em comum: mil mulheres numa só, sem um guarda-roupa esquizofrênico!

    É possível se desprender de referências literais, aprender a “ler” e decodificar essas referências, treinar a identificação de elementos visuais e então procurar esses elementos no que se escolhe vestir. Vale também procurar ter clareza das sensações que se quer ter (na vida) e procurar essas sensações nas roupas que se veste — com todo esse aprendizado junto não tem escolha que dê errado!

    No nosso trabalho a gente monta esse quebra-cabeça na teoria, organiza referências e pensa “fórmulas” personalizadas pra cada uma dessas múltiplas-mulheres (não somos todas?), apresenta numa proposta de ID visual e então parte pra colocar isso em prática na revitalização do guarda-roupa de cada cliente, na experiência que faz juntas em lojas e na sessão de montagem de looks — etapas práticas de uma consultoria de estilo.

    E é assim que a gente constrói, junto com cada cliente, um guarda-roupa cheio de tudo, mas com a cara delas em todas as possíveis abordagens e aplicações. <3

    + COMO SE TORNAR UMA PERSONAL STYLIST
    + COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE


  • Pro grupo das que curtem enfeitar/emoldurar sorrisos e olhos cheios de brilho: vamo pendurar coisas lindas nesses nossos pescocinhos? \o/ \o/

    dicas de consultoria de estilo pra levar em conta personalidade, materiais, caimentos e formas físicas

    COLARES x DECOTES x GOLAS
    _jeito mais simples de juntar colar com decote é: acompanhar as formas de um com as do outro – tipo decote mais arrendondado com colar redondão, decote em V com colar que pesa e forma uma ponta;

    _decote arredondado dá certíssimo com colares em formato U, mais longos pr’além do próprio decote ou mesmo um tanto acima dele, sobre a pele; (colar direto na pele é sempre sexy, ces não acham?)

    _decote em V fica sensacional com gargantilhas e colares bem junto da base do pescoço; também é um ótimo decote pra se deixar cair uma correntinha mais longa lá pra dentro!

    _decotes abertos, tipo ombro-a-ombro ou canoa, também são par perfeito pra gargantilhas — mas também funcionam como suporte pra colares mais longos e cheios, que caiam sobre a parte da frente da blusa/do vestido;

    _gola alta pode ser acompanhante de colares mais longos, que emoldurem a gola ou caiam ali debaixo dela (como na foto da nossa cliente aqui embaixo, em etapa de montagem de looks da consultoria, ó!)

    _camisas sociais com gola, se fechadinhas até o último botão, podem ter colares mais curtos passando por baixo da gola e arrematando a frentinha do colarinho; se usadas abertas, podem ter colares mais longos usados por dentro mesmo, entre pescoço e gola, caindo sobre o V que se forma com os botões.

    _blusas com decotes assimétricos, com foco de atenção já no decote, podem ser usadas com brincões — sem colar algum, pra que o decote seja o protagonista!

    COLARES x PEITINHOS x PESCOÇO
    _quem sente que tem pescoço curto e mais larguinho pode sempre escolher decotes mais abertos, mais verticais e colares que acompanhem esse efeito alongador — com pingentes longos que criam linhas de cima pra baixo

    _quem gostaria de suavizar visualmente o volume do peitão pode escolher decotes verticais e abertos, e cuidar da altura dos colares: pra que eles não encurtem pescoço (o que intensifica sensação de peso visual na parte de cima da silhueta), mas também não caiam sobre o peito acrescentando volume — altura ideal ficaria entre a base do pescoço e a linha das axilas

    _ao contrário, quem tem peitinho e adoraria fazer crescer essa área pode subir o decote, fechar a gola da camisa, aproveitar o frio pra desfilar de gola alta e usar colares que tenham correntes espessas, pingentes grandões, bastante volume

    _se tem alguém que tem pescoço longo e fino e se sente incomodada com isso, gargantilhas e colares curtinhos –em especial se contrastam com a pele– podem se sentir mais encurtadinhas e animadas ;-)

    COLARES x CAIMENTOS x MATERIAIS
    _coordenação segura é a que acompanha caimentos e materiais de blusa e colar: tecidos mais fluidos com colares mais leves e vazados, tecidos mais estruturados com colares maus duros e densos, pesados

    _(mas né) pode ser uma ótima idéia combinar sensações opostas: imagina colares super naturais, de sementes e madeira, com capinha de náilon + regatinha de seda por baixo :) ou camiseta de algodão com um super colar de metal e pedras translúcidas

    dicas de consultoria de estilo pra levar em conta personalidade, materiais, caimentos e formas físicas

    COLARES x NOSSAS CARINHAS
    _olho arredondado, boquinha coração, nariz bolinha: sempre ficam lindos com colares nessas formas arredondadas também

    _sobrancelhas angulares, nariz reto, lábios mais finos: alô colares mais quadrados, correntes retinhas, detalhes pontudos, formas retas e geométricas

    COLARES x PERSONALIDADES
    _olho, boca, nariz, sobrancelha são formas físicas — mas a gente também tem personalidade: vale escolher formas semelhantes pra reforçar o que as nossas carinhas carregam como mensagem, ou formas bem diferentes das nossas pra suavizar/equilibrar essas mensagens com outras opostas

    _linhas e formas arredondadas: mais doçura, mais expansão, mais suavidade, mais descontração

    _linhas e formas retas/angulares: mais força, mais assertividade, mais distância, mais seriedade

    _mais fofinhos mais descontraídos: materais moles, naturais, com textura, com cores-coloridas, pedras opacas

    _mais durões mais poderosos: metais lustrosos, pedras translúcidas, correntes

    PRA TERMINAR \o/
    Parte mais importante de todo look é o rosto de quem usa o look: é com olhos e sorrisos que a gente interage com o mundo, e o que a gente usa pra emoldurar o rosto é o que mais brilha em qualquer aparência — independente do que o que a gente tá vestindo logo embaixo.

    O que a gente treina com clientes na consultoria de estilo é escolher com consciência: a gente define como quer se sentir (na vida!) e como quer se parecer, e então estuda pra entender o que (no guarda-roupa) pode garantir pra gente essas sensações e aparências.

    Daí a gente experimenta tudo que pode, tanto quanto pode :) pra exercitar o olhar e assim escolher certeiro.

    + como coordenar acessórios
    + pescoço elegante e emagrecedor
    + ponto de cor perto do rosto

    + COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE
    + COMO SE TORNAR UMA PERSONAL STYLIST


  • Jeito bom de criar interessância no look (qualquer look) é coordenar proporções diferentes. No dicionário, proporção quer dizer

    “relação das partes separadas do todo que pode ser dividido ou repartido; disposição coerente e harmônica das partes que formam um todo; comprimento, tamanho, dimensão, volume, intensidade, etc”.

    Em estilo pessoal a gente pode pensar que as roupas tem vários comprimentos de mangas, várias alturas de barras (tanto nas partes de cima quanto nas partes de baixo do que a gente veste), várias larguras e tamanhos e quantidades de tecido. E que partes de cima e de baixo, quando coordenadas, formam ‘blocos’ de espaços ocupados — que podem valer pro look todo (como em coordenação de blusa mais longa e short mais curtinho, por exemplo) ou pra pedaços do look (como em blusa de mangas longas usadas por baixo de casaquinhos de mangas 3/4).

    Legal, então, é alternar os tamanhos desses blocos e ocupar espaços diferentes de propósito no look, pra criar movimento, balanço — com tudo tudinho que todo mundo já tem no armário, ó que delícia. :)

    idéias pra criar interessância no look só com larguras, alturas, quantidades de tecido -- sem precisar comprar nada novo!

    Não tem regra e não é ciência exata: na prática toda teoria pode dar super certo (ou ficar esquisito). Nos nossos atendimentos de consultoria de estilo pessoal, a gente treina clientes a procurar uma “harmonia assimétrica”, não certinha, desigual — mas distante de extremos*, mas suave e aproximada. A gente vai testando idéias juntas assim, ó:

    COM 3ª PEÇA
    Pensa “parear” a barra da parte de baixo com a barra do complemento, com uma um pouquinho mais curta ou mais longa que a outra. Tipo calça curta nos tornozelos com colete longo logo abaixo dos joelhos; ou saia mídi bem no meio da panturrilha e capinha nos joelhos; ou vestido curtinho no meio da coxa e essa mesma capinha nos joelhos; sabe como? Vale procurar mais ou menos 1 palmo de distância pra cima ou pra baixo entre as barras (apenas uma referência).

    + TODO UM PAINEL NO NOSSO PINTEREST CHEEEIO DE
    REFERÊNCIAS INSPIRADORAS DE COORDENAÇÃO DE PROPORÇÕES, Ó!

    COM PARTE DE CIMA E DE BAIXO
    Quando a barra da parte de baixo sobe, a barra da parte de cima pode descer – e o contrário também vale, com barra da parte de baixo descendo e barra da parte de cima subindo. A gente usa as linhas da virilha e do ossinho do quadril como referência (mas não é regra, é direção só). Pensa em short curtinho com bata mais longa, ou em saia longa com tops curtos pra deixar pedacitos de barriga à mostra.

    COM VOLUMES
    Um clássico a ser desafiado: é legal que os volumes das peças a se coordenar sejam diferentes, mas isso não significa que uma precise ser super justa se a outra for mais ampla/larga. A gente pode pensar em largo com um pouco menos largo ou justo com um pouco mais justo ainda, sabe como? Tipo pantacourt e camiseta soltinha usada por dentro, larguinha mas marcando a cintura. E a gente sempre pode “criar” volumes acrescentando cintos no meio da blusa ampla mais comprida, ou bracelete no punho da manga cheia de tecido, ou faixas largas pra trazer pra perto do corpo a sobreposição cardigan longo + vestido largo, tá ligada?

    COM MANGAS
    Delícia de exercitar no frio: tricô de manga longa com casaco de mangas 3/4 por cima! E não só no frio: legal também pode ser coordenar casaqueto de manga curta com blusa de manga longa mais puxadinha pra perto do cotovelo; ou regata e colete sem manga (AMAMOS); ou vestido com mangas 3/4 e camisa jeans (como 3ª peça) usada com punhos puxadinhos pra cima, mostrando pontinha da manga do vestido por baixo.

    *uma palavrinha sobre os EXTREMOS
    Juntar distâncias opostas de barras pode ser super seguro ou também super moderno, viu, e ninguém tem que se privar de experimentar idéia alguma que venha à cabeça! Dá certo pantalona longa até o pé com jaquetinha curta, tanto quanto usar uma blusa mais curta (de pedacinho de barriga à mostra) com cardigan longão.

    2 EXTRAS
    Em toda coordenação de proporção a gente exercita:

    -alongar visualmente as pernas tanto quanto possível
    -chamar atenção pro rosto, pro alto, pra cima no look

    Roupa não emagrece nem faz crescer, a gente sabe, mas pode render efeitos visuais que fazem com que a gene se enxergue com menos carinho. Mexer nas proporções das nossas coordenações pode “desequilibrar” a harmonia natural dos nossos corpinhos — por que a gente tira cinturas e volumes e alturas do lugar, né, então essas 2 direções aqui podem suavizar quaisquer ousadias. :)

    + como usar saias no comprimento longuete
    + como usar bermudas <3
    + tudo de proporções que tem aqui no blog, num só link \o/
    + pra compensar sensação de baixinha

    +QUER TRABALHAR COMO PERSONAL STYLIST?
    +COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE


  • E se no lugar das listas de peças e pesquisas de preços e endereços de outlets, a gente levasse expectativas de experiências pra viver em viagens?

    Um exercício bonito que a gente aqui na Oficina propõe pras nossas clientes de consultoria de estilo é esse: o da gente se permitir não precisar abastecer guarda-roupa quando se está em ocasião de conhecer lugares novos, sentir outros cheiros e comer comidas diferentes, viver outros modos de vida :) encontrar surpresas pelo caminho.

    uma idéia pra procurar no destino locais originais de compras -- e voltar com peças cheias de significado!

    Tamos falando disso e pensando num broche encontrado numa lojinha ao lado do restaurante do almoço, ou no xale bordado vendido na saída do museu, ou nos óculos escuros garimpados no passeio à feira de antiguidades da cidade visitada, ou na bolsa vendida pela artesã na rua, na calçada. Sabe como? O que faz diferença nos nossos armários, o que é único pela originalidade mas também pelo encanto — além do que pode ser encontrado igualzinho em qualquer filial de fast-fashion ao redor do globo terrestre.

    + do que a gente precisa?
    + mala de viagem leve e completona

    Nada contra listas ou busca pelo “mais em conta” — mas né, quando a gente cuida pra que o guarda-roupa funcione todos os dias da vida, pra todas as ocasiões que se tem, pode ser possível experimentar essa sensação de “não preciso comprar nada”. E se tem necessidade/demanda de algo específico, pode ser legal:

    -procurar blogs locais de moda de rua, e ver as fotos e checar os créditos pra entender que lojas fazem sucesso com as pessoas que vivem no destino

    -pesquisar lojas legais no destino, usando palavras-chave no google como ‘moda original em xxx’ ou ’10 lojas legais de roupa feminina em xxx’ (em português mas também na língua de lá)

    -checar se o destino tem semana de moda (mesmo que pequenina) e procurar a lista dos designers que se destacam por valorizar elementos da cultura local

    E então tentar suprir demandas nesses lugares! A idéia (sustentável) de apoiar produção local faz ainda mais sentido quando a gente tá fora de casa, nénão?

    Se na vida toda a idéia é procurar o essencial, não atravancar o guarda-roupa com excessos, cuidar das roupas que a gente tem pra que se viva por maaais tempo com o significado que elas carregam… compras feitas em viagem pode ser souvenirs, lembranças dos dias vividos no destino em que se esteve. Como pequenas materializações dessas lembranças que voltam com a gente e trabalham pra estender memórias alegres.

    + pra garimpar gostoso nos brechós do destino \o/
    + como descobrir que cores fazem a diferença no seu guarda-roupa
    + fórmula pra diagnosticar que peças (e tipos de peças) podem fazer a diferença
    (num exercício prático no fim da 1ª parte do nosso ebook!)
    + mais malas e viagens aqui no blog \o/

     

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  • (com colaboração preciosa da Luciana Diniz e da Chris Tarricone, consultoras de estilo da LEVE DE VESTIR)

    Na consultoria de estilo pessoal a gente trabalha o não-consumismo pra facilitar o vestir na prática, pra evitar guarda-roupa entulhado, pra exercitar raciocínio não-voraz, respirado, sem pressa. Isso tem a ver primeiro com roupas, mas né, se estende pra tantas outras áreas da vida! Então se esse nosso trabalho esbarra em questões éticas e de sustentabilidade… que bom, que ótimo.

    É esse o caso aqui: quando a gente se propõe a visitar brechós pra incrementar nossos armários, a gente tem vantagens reais no nosso universo pessoal-particular — que impactam pro bem também pro mundo todo. Ó!

    E se as araras (tipicamente) lotadas dos brechós desencorajam o garimpo, esse nosso MANUAL DE BOAS ESCOLHAS DE SEGUNDA MÃO pode render surpresas úteis pra quem se animar a experimentar na prática. \o/ Se liga, tem que ter intenção: é menos sobre passeio e mais sobre caça ao tesouro!

    um guia completo pra escolher qualidade, economizar dinheiro e exercitar criatividade - consumindo consciente!

    POR QUE COMPRAR EM BRECHÓ

    ROUPAS DE QUALIDADE
    A gente se impressiona demais com a quantidade de roupa boa descartada pelas pessoas: não tem mais essa idéia de que brechó só tem coisa antigona, velha, puída, maltrapilha. As araras tão sendo abastecidas, no geral, com peças das marcas que a gente costuma desejar — e que usam bons materiais, tem acabamentos preciosos, caimentos legais. Tem clientes de consultoria que já levaram seus descartes pra vender, por isso sabemos que as peças são selecionadas com critérios que levam em consideração a conservação/manutenção, a boa aparência, o pouco uso.

    USO ESPERTO DO DINHEIRO
    Mesmo quando pouquíssimo usadas, as peças de marcas boas -com ótima qualidade- são vendidas em lojas de segunda mão por uma fração do preço que se pratica nas lojas convencionais. O dinheiro vale mais por que a gente gasta melhor!

    TREINA O OLHAR E APERFEIÇOA ESCOLHAS
    Tem espaço pra ooooutras idéias surgirem quando a gente tá fora do contexto de uma coleção inteira da mesma marca, pensada pra facilitar coordenações. Em toda ocasião em que a gente voluntariamente se propõe a fazer algo funcionar (mesmo que não seja a coisa mais fácil/fluida do mundo), isso acontece: a gente expande possibilidades, exercita ultrapassar o limite da zona de conforto. Então estar disponível pra ver ver ver ver experimentar pensar ver ver pensar mais sobre muita coisa, procurando o que faz sentido e o que faz a diferença… é um treino e tanto pro olhar (de moda, das coisas, da vida).

    PLANEJAMENTO GARANTE EFICÁCIA

    Antes mesmo de sair de casa, vale:

    -Telefonar antes de ir pra pesquisar se tem dia da semana específico em que as araras são abastecidas: alguns brechós fazem isso somente uma vez por semana, depois de fazer triagem e limpeza de grandes quantidades de peças. E então programar a visita pra sequência desse abastecimento!

    -Dar uma geral no próprio armário e mapear o que tá fazendo falta, tipo: calça pra trabalhar, saia pro fim de semana, camisas leves.

    Especificar tanto quanto possível essa lista de possibilidades — imagina algo como ‘calça escura pra trabalhar’, ou ‘saia jeans com lavagem mais clara’, ou ainda ‘camisa de seda colorida pra combinar com minhas partes de baixo mais neutras’.

    +tem aqui uma fórmula pra saber que cores fazem diferença no armário
    +e aqui (no fim da 1ª parte do nosso ebook!) um esquema pra fazer diário de looks que dá resultado certeiro pra saber o que pode estar faltando

    -Quem sai de casa com um bom ‘uniforme de prova’ não se deixa abalar por provadores precários (que não são regra, mas né, podem rolar): vale ir vestindo legging e top e sapato fácil de tirar/calçar pra experimentar tudo com conforto.

    O QUE PROCURAR

    BOA CONSERVAÇÃO
    Tem que fiscalizar: o tecido tá áspero, tem bolinhas? Tem manchas? Tem fio puxado, botão soltando? O sovaquinho da peça tá amarelado? O cavalo (na ppk) da peça tá puído pelo atrito entre as pernas? Tem rasgos?

    BONS TECIDOS
    Sabemos que materiais de origem natural valem mais do que outros materiais — e as etiquetas internas das peças precisam ser inspecionadas pra gente averiguar se o preço tá justo mesmo. Tem aqui 2 boas aulas sobre tecidos, pra entender melhor efeitos que eles criam na silhueta e também mensagens de estilo que comunicam, ó:

    +tecidos naturais e tecidos não-naturais
    +como escolher: malhas x tecidos planos

    POTENCIAL x MÍNIMA NECESSIDADE DE AJUSTES
    Vale ficar atenta ao potencial das peças: às vezes, com pequeninas intervenções das nossas costureiras, a roupa ganha toda uma vida versátil no nosso armário. Mas tem que levar em consideração o gasto total se tiver que intervir demais: vale a pena arcar com o custo da peça + custo do ajuste?

    VERSATILIDADE
    Devia ser lei: só pode comprar o que vai render looks com pelo menos 3 outras peças que a gente já tem no guarda-roupa. Essa lei tá explicadinha aqui, ó!

    CAIMENTOS CONFORTÁVEIS (E NÃO SÓ NUMERAÇÃO)
    Tem que estar disposta a experimentar TUDO, de todos os tamanhos: especialmente em lojas de segunda mão, os números da etiqueta não servem como guia definitivo pro que veste bemNumeração varia demais de marca pra marca, e né, roupa usada pode ter sido ajustada, pode ter encolhido na lavagem, pode ter partes folgadas pelo uso…. sabe como?

    INSTRUÇÕES DE CUIDADOS
    Vale mais pras roupas mais delicadas: tem que verificar antes de levar pro caixa se a roupa tem a etiqueta interna bem nítida, com todas as instruções de lavagem/cuidados legíveis. Se não dá dúvida, tudo bem; mas se dá, não vale a pena levar –mesmo com preço bom– se depois vai custar dinheiro extra pra levar na lavanderia (ou se vai ficar encostada, sem uso, por conta disso!).

    AMOR ETERNO AMOR VERDADEIRO
    Não pode (não pode mesmo!) comprar nada que fique mais ou menos, que fique apenas ok, que não desperte entusiasmo e que não dê vontade de vestir játem que AMAR MUITO, MUITO MESMO pra levar pro caixa.

    DICAS EXTRA

    -Roupas com bordados e aplicações demandam uma fiscalização ainda mais cuidadosa: a chance de um monte de penduricalhos já ter despencado com o uso ou de ter um lugarzinho ou outra mais desfalcado é maior, né?

    A gente sugere evitar: roupa que tem cheiro forte. Os brechós costumam higienizar as peças antes de expor nas araras, e se o cheiro não saiu… pode ser que não saia mesmo, nem com reza.

    -Se a vibe vintage não tem a ver com o estilo pessoal, é legal botar atenção na atemporalidade da peça: quanto menos cara de datada a roupa tiver, mais chances ela tem de render looks bons (misturada às coisas que a gente já tem no armário). Fica de olho em ombreiras, lapelas muito largas, botões e brasões muito chamativos, estampas que lembram as coisas da vovó.

    -A gente recomenda: lavar/vaporizar a compra feita no brechó mais uma vez chegando em casa, antes de usar. Assumindo que muita gente tocou/vestiu/passou pelas roupas do brechó, esse cuidado pode render frescor extra (e renovo de energia!).

    UM SINCERÃO PRA TERMINAR

    As araras dos brechós são tipicamente lotadas por conta do funcionamento desse esquema aqui:

    -velocidade insana de produção da indústria
    -preços baixíssimos às custas de precariedade de materais e falta de dignidade com trabalhadores
    -pressão da propaganda pra todo mundo comprar muito com frequência
    -falta de conhecimento generalizado em relação à responsabilidade pelo próprio descarte (de tudo, não só de roupas).

    A gente deixa de contribuir com esse esquema-malígno quando se compromete a não consumir o que é extra, o que não faz diferença — a não produzir desperdício. E ó: roupa encostada = desperdício.

    Então a visita a qualquer brechó (a qualquer ocasião de consumo) pode terminar com uma etapa de re-avaliação do que foi selecionado pra se comprar. As peças que a gente escolheu são parecidas entre si? (Se sim, tem que definir qual a mais confortável e optar somente por essa!)

    Ou: as peças são parecidas com o que a gente tem no armário? Vão fazer diferença mesmo? Levar mais do mesmo é ruim pro mundo e pro guarda-roupa também: variedade é a CHAVE pra um guarda-roupa versátil, com menos peças mas com muitas possibilidades de coordenação. ;-)

    +como consumir melhor
    +guarda-roupa que combina com a vida que a gente leva
    +guia consciente de compras online
    +pra comprar menos e melhor

    +QUER TRABALHAR COMO PERSONAL STYLIST?
    +COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE


  • A gente usa muito com clientes (de várias silhuetas diferentes) uma pontinha da parte de cima do look por dentro da parte debaixo, assim meio presa meio solta. Acontece que usar parte de cima assim rende o melhor dos mundos pra todo tipo de silhueta (quase sempre né, que nosso trabalho como consultoras de estilo não é ciência exata!).

    Muitas vezes usar tudo por dentro pode “encher” visualmente a silhueta e aumentar ombros e peitinhos — por outro lado, tudo por fora pode acrescentar volume e encurtar pernas e esconder cintura. Sabe sensação de desconforto que a gente não consegue identificar? Então.

    um truque de estilo que acintura e enche de charme todo tipo de silhueta <3

    Quando a gente prende um pouco e solta um pouco, vários efeitos visuais podem rolar:

    -a cintura é delineada
    -a parte de baixo aparece justinha na barriga (deixando à vista o que tem de verdade ali embaixo, nem a mais nem a menos!)
    -a assimetria da ponta solta dá sensação de movimento e curva
    -a parte presa ajusta e a parte solta alonga.

    Tipo mil utilidades. :)

    A gente curte prender a parte da frente, mais central, bem no meião da parte de baixo, e então deixar as laterais e a parte de trás soltinhas. Curte também prender de um lado só, quase-quase na curva da cintura (não na lateral do corpo, na lateral da parte da frente do corpo!), pra deixar a parte solta criar uma caída na direção do outro lado, ao longo/sobre o quadril.

    E a gente prende só um pedacinho mesmo, tipo o que os dedinhos conseguem embutir na cintura. O resto do styling (rs) fica por conta do caminhar, do abaixar e levantar, do se mexer que o dia demanda da gente. Se for o caso de se mexer muuuito, não tem insegurança que resista a um brochinho fuefo mantendo tudo no lugar (explicadinho aqui no link).

    E vocês, como usam? Como preferem? \o/
    (post original de agosto de 2012!)

    -escolhas emagrecedoras de vestir
    -como construir um guarda-roupa inteligente
    -pra treinar truques de estilo com outras mulheres, como profissão


curtimos

ideias complementares às da Oficina