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  • O Enjoei é uma boa alternativa pra vender o que não serve pra gente, mas que ainda dá um caldo (alô encaminhamento responsável de descartes/excessos). Funciona em forma de site e também em forma de app, com linguagem e aparência e ferramentas que facilitam organizar uma lojinha só sua e acompanhar as vendas. Daí as fotos do que vai ser vendido e como a gente comunica valor fazem o resto do serviço, ó!

    como trabalhar pra vender direitinho no Enjoei (e descartar com responsabilidade os excessos de guarda-roupa).

    FOTOS MANEIRAS

    Fotos maneiras = em luz natural, direto da janela \o/ com cores bem definidas, com nitidez, num cenário discreto mas fuefo. O próprio Enjoei tem um vídeo com dicas de como produzir essas fotos, ó. Aí é tentar pensar com a mente de quem vai comprar: a gente quer ver o produto de frente, de costas, quer ver os detalhes e né, quer ver como veste num corpinho real. A gente aqui, que ensina clientes a avaliar qualidade e custo-benefício, quer ver até por dentro da roupa: como é o acabamento, como são as costuras. ;-)

    Na vida real é bom juntar tudo que vai ser fotografado, separar por categorias e, já com o cenário arrumadinho, passar/vaporizar e ir fazendo as fotos — todas de uma vez só, pra agrupar trabalhos e otimizar o tempo. Vale fazer pelo menos 5 fotos diferentes pra cada peça, pra aproveitar do melhor jeito os espaços disponíveis na página de venda — e ó, a gente sente que as fotos funcionam melhor em formato vertical, já que muita gente vê na tela do celular.

    DESCRIÇÕES ESPERTAS

    Com as fotos feitas, é hora de contar que peça é essa em título e descrição: de que marca é, por que é legal, de que jeito pode ser usada, de que material é feita (alô etiqueta interna!), como deve ser cuidada (alô manutenção), que sensação ela rende quando vestida. :) É legal tentar inserir na descrição palavras-chave sobre o produto (quanto mais palavras, mais oportunidade de ser encontrada nas buscas dos usuários!). E muito muito importante é dizer quais as medidas da peça! Sabemos que P-M-G ou 38-40-42 não são medidas padrão, então vale verificar com fita métrica quais as circunferências e alturas de cada peça — atenção pra peito, cintura, quadril, mangas, barras, ganchos, decotes.

    COMBINADO NÃO SAI CARO

    O Enjoei tem toda uma política pra facilitar as vidas de quem vende e de quem compra, e pra isso trabalha com parceiros e… também ganha um dinheirinho, claro. No próprio site dá pra estudar que facilidades o site oferece, como funciona a política de frete, que comprometimentos demanda (como tratar perguntas/respostas, como cuidar de devoluções, como como receber reembolsos, etc), quais as taxas de intermédio cobradas e que parceiros vão fazer parte do trâmite do dindin que se ganha com as vendas. Clica aqui pra conhecer a área de ajuda do Enjoei que é bem completona, e então estudar antes mesmo de botar a lojinha pra jogo.

    + tutorial bem explicadinho de como vender no Enjoei
    + instruções dos Correiros pra embalar encomendas diferentes
    + um guia simpático de como tocar a lojinha
    + depoimento de uma moça que ganhou R$ 2.000 no primeiro mês de vendas no Enjoei

    01 EMPURRÃOZINHO

    É preciso ajudar o Enjoei a te ajudar a vender \o/ e contar pra amigas, parentes, colegas de trabalho que a lojinha tá no ar, funcionando, pronta pra vender. Dentro do próprio site/app é possível se fazer conhecida: tem como seguir outras lojinhas (como em rede social) e, através de notificações, as donas dessas lojinhas vão ver que você tá seguindo, e assim a energia já vai circulando, né?

    01 extra bem importante

    A consultoria de estilo funciona como uma revisão do nosso relacionamento com o próprio guarda-roupa desde sempre (pra se definir um novo relacionamento, mais eficaz, objetivo, afetivo, consciente), e por isso é até natural que haja um grande descarte num primeiro processo de reflexão e auto-conhecimento e definição de objetivos de vida. A idéia é olhar pro que foi comprado em excesso e não fez sentido e, então, fazer melhores escolhas a partir do aprendizado PRA NÃO COMPRAR MAIS EM EXCESSO E NEM PRECISAR RE-VENDEROU RE-DESCARTAR TUDO DE NOVO EM CICLOS INSANOS DE DESPERDÍCIO. Não somos a favor de se manter lojinhas sazonais pra desovar consumismo!

    Outro extra

    Esse conteúdo é o que a gente aqui na ODE tem pra compartilhar: nossa experiência (orientando clientes a vender no Enjoei) tem sido bem boa, serena, eficaz. A gente sente muito se você teve ou tem uma experiência diferente, mas né, permanecemos todas em good vibes. \o/

    + LIMPEZA ESTRATÉGICA DE GUARDA-ROUPA
    + ABRINDO ESPAÇO FÍSICO E MENTAL NO ARMÁRIO


  • Quase todo mundo tem mais coisas no guarda-roupa do que precisa, especialmente mais coisas do que efetivamente se usa. E a gente sabe da dificuldade que é se tentar se vestir com os 20% usáveis de um guarda-roupa quando os outros 80% inúteis/encostados teimam em atrapalhar a escolha e a coordenação dos looks. Essas nossas idéias de ter menos e melhor e de só comprar pra incrementar só funcionam se a gente tem um armário construído pra facilitar, pra versatilizar, pra ajudar a gente a por energia na vida — e não no que a gente vai vestir pra viver a vida.

    uma comparação precisa com relacionamentos mal-sucedidos e sem futuro. ;-)

    Dá pra comparar a nossa relação com as roupas que precisam sair dos nossos armários com mil outras coisas que precisam sair das nossas vidas — aqui a gente vai fazer a comparação relacionamentos mal-sucedidos, porque né são iguaizinhos ao que a gente tem com as roupas que só ocupam espaço sem ser usadas na vida real.

    Que geral sabe que se alguém diz que ama mas tá emocionalmente indisponível, então esse amor não vale, não é um amor tããão amor assim. Com roupa é a mesma coisa: a função da roupa é cobrir, garantir que a gente sinta uma sensação (importante pra quem usa, tudo a ver com estilo pessoal e estilo de vida e atividades e tals) e deixar quem usa mais bonita e segura, traduzir a identidade dessa pessoa. Se a roupa não tem como cumprir alguma dessas ‘promessas’, não tem motivo algum pra ela estar/permanecer no guarda-roupa.

    Vestidinhos casaquinhos camisetinhas sainhas bolsinhas existem aos montes em mil lojas em volta da gente — mas a gente devia deixar entrar nas nossas vidas/nos nossos armários somente o que certamente vai fazer a gente feliz. Esse é o espaço que precisa ser aberto, disponibilizado… a gente merece!

    + FAXINA DE GUARDA-ROUPA
    + LIMPEZA ESTRATÉGICA DE GUARDA-ROUPA

    A parte boa é que quando a gente trata da relação com as roupas tudo tem como funcionar super mais fácil do que com relacionamentos: se a gente sabe exatamente o que esperar de uma determinada peça de roupa, só de olhar (com um olhar bem crítico, sem misericórdia!) já se sabe se é o caso dessa peça permanecer ou não nos nossos armários (e nas nossas vidas).

    Se tá manchada permanentemente, se rasgou ou puxou fio, se foi comprada só porque tava em liquidação, se tem bolinhas ou desgastes (de uso mesmo) que não saem mais, se não serve mais (presente > passado-futuro), se não é usada há milênios ou se simplesmente não cai bem… então DESAPEGA! Às vezes as razões pelas quais uma peça pode ser tirada (definitivamente) dos nossos guarda-roupas vêm acompanhadas de motivos subjetivos — e é um exercício e tanto se propor a prestar atenção nisso: mudanças de peso, de silhueta, de vontade, de trabalho, de companhias, de cidade e mesmo de vida (casamento, filhos, etc). E uma boa limpeza no guarda-roupa pode aliviar pesos e dores da vida real, não pode?

    #DESAPEGAMENINA!

    Quando a gente consegue abrir espaço físico no guarda-roupa, automaticamente abre também espaço mental pra organizar importâncias, valores e necessidades — e assim é natural comprar melhor, de um jeito mais “certeiro”. E saber a hora de parar/de deixar aquela peça seguir o caminho dela (pro lixo/pro destino mais conveniente) é fundamental.

    A gente só enxerga novas possibilidades, outros caminhos, novas coordenações e looks diferentes (perspectivas diferentes!) quando deixa pra trás o que é velho e não acrescenta mais nada de bom: acrescentar só volume ou só quantidade não adianta. “Um bom encontro é de dois”, e mesmo que a gente ame muito uma roupa, mesmo que ela seja quase essencial pra manter a gente viva, ela tem que viver com a gente o dia-a-dia, fazer valer a presença dela por perto. Senão só atrapalha. <3

    ((post originalmente publicado em dezembro de 2007, agora revisto e atualizado. o tempo se diverte quando a gente voa!))


  • Roupa nenhuma -muito menos biquíni!- faz a gente perder quilos, ou ganhar centímetros em altura, ou opera qualquer modificação real — mas roupa pode fazer a gente se enxergar com mais amor. O que ajuda a gente a escolher certeiro, então, é racionalizar, procurar conhecer elementos visuais e efeitos em silhueta, experimentar muito. Mas né, especialmente em tempo de calor e de recesso e de praia, pode ser um exercício extra esse de se permitir <3 e desencanar de padrões/exigências irreais… pra dar lugar à disposição de viver a melhor vida que a gente puder, com boa vontade e atenção ao que importa (de verdade).

    biquíni nenhum faz a gente perder quilos, ou ganhar centímetros em altura, ou opera qualquer modificação real -- mas pode fazer a gente se enxergar com mais amor.

    Aqui a gente pode ajudar compartilhando “inteligência visual”.
    Ó:

    QUEM SE SENTE COM QUADRILZÃO + PEITINHOS PEQUEÑOS

    Pode escolher partes de cima mais chamativas que partes de baixo, com preguinhas, recortes, estampas, cores mais vivas e mais claras e todo tipo de detalhe — tipo bordados, babados, aplicações e brilhinhos. Vale modelagem cortininha, frente única e tomara que caia. As partes de  baixo podem ser mais discretas, em cores neutras, sóbrias e mais opacas. A calcinha pode ter a lateral mais espessa e pode até ter faixinhas pra amarrar — garantindo que essas faixas não sejam tão finas que cortem a lateral do corpo (numa explosão deliciosa de carne em cima e embaixo do laço \o/ que pode ser bem desconfortável, nénão?).

    QUEM SE SENTE COM PEITÃO + QUADRIL MAIS LEVE

    Quem tem peitão e quadril menor pode fazer tudo ao contrário: partes de baixo mais chamativas e com mais detalhes e cores e formas, e partes de cima mais calmas. Atenção para as alças, que podem ser mais largas pra sustentar melhor os peitos – mas que demandam, ao mesmo tempo, atenção pra marquinhas que restrinjam determinados decotes. O bojo do top pode cobrir/acomodar com conforto os seios, sem apertar demais ou deixar gordurinhas sobrando dos lados (de fora) do bojo. E pra essas, os modelos meia-taça e frente-única são os mais certeiros.

    QUEM CURTE COBRIR A PANCINHA COM MAIÔ \o/

    Pode escolher altura de cavas pensando em alongar as pernas. Não precisa ressucitar o modelo asa delta dos anos 80 com cavas lááá no alto, mas também não precisa ter cavas tão baixas que façam o maiô parecer um macaquinho: na medida do possível (e do digno!), quando mais alta a cava for, mais longa a perna parece. Maiô com faixas diagonais ou transpasses afinam visualmente a cinturinha, e *faixas laterais em tons mais escuros que a cor do meio do maiô também podem render sensação de largura de tronco suavizada. E aí, direções de larguras e alças e decotes funcionam como as dos biquínis.

    *a gente sempre raciocina ‘tons mais escuros’ em comparação entre cores, sem precisar escolher sempre tudo preto: pensa só — cinza pode ser escuro se comparado com bege, mas pode ser claro se comparado com marinho. sacou?

    UM SINCERÃO PRA TERMINAR

    No verão, na praia, quem mais aparece é o corpão mesmo — bem mais que qualquer micro pedacinho de lycra que a gente use (pra tentar disfarçar os milkshakes do ano todo!). A gente sabe que relação tipo de biquíni x tipo físico é guiada pela auto-estima e pelo carinho que a gente tem pelo próprio corpo: pensa na mulherada do RJ, sortida de silhuetas, usando os menores biquininhos do mundo!

    Negócio é assumir que o corpo que a gente tem é resultado de escolhas que a gente vem fazendo ao longo da vida, respirar fundo e arcar com novas escolhas: a gente pode escolher alocar energia em reclamação, mas pode muito mais (amém!) vibrar nossa energia na frequência das oportunidades que a vida dá pra gente por o pé na areia, molhar o cabelo na água salgada, fazer caminhada com o vento do oceano beijando nossas bochechinhas, sentir o calor do sol abraçando a pele.

    Isso sim é valioso. <3


  • 1.

    Não é porque é praia e férias que a gente perde personalidade, deixa de ser quem é no resto do ano ou pode se permitir se sentir feia. A desculpa de que ‘as coisas velhinhas do guarda-roupa podem ser usadas na praia’ é furada! Se no dia-a-dia a gente escolhe o melhor que o nosso orçamento pode comprar, porque seria diferente com as férias — já que a dona do orçamento é a mesma pessoa, e se ama na praia tanto quanto na cidade?

    a gente não deixa de ser quem é só por que tá na praia \o/

    2.

    Guarda-roupa de praia também merece qualidade — essas pecinhas tocam a nossa pele, vivem momentos tão gostosos com a gente, acompanham a gente nas fotos (que são sempre as preferidas pra por no porta retratos… é ou não é?). Aqui a gente é a favor dessa máxima, personalizável/adaptável pra quaisquer realidades: pagar mais por menos peças.

    3.

    Tudo é identidade, tudo rende alguma sensação: saída que cobre o corpo todo ou saída shortinho/sainha (com barriga de fora!), saída justinha ou saída folgadona, chapéu de tecido ou chapéu de palha dourada, abas curtinhas e dobradas ou abas largas com lenço, chinelinho com pedras ou chinelo de borracha, óculos coloridos ou óculos com armação em metal, bolsa de nylon ou sacola de vinil, bolsa molenga ou bolsa mais durinha… tudo isso tem relação com sofisticação, informalidade, despojamento, feminilidade, originalidade — já parou pra pensar nos elementos  que você escolhe pra compor o conjunto da aparência na praia? E de como um elemento compensa/equilibra o outro? E de como essas escolhas podem se relacionar com tuuuudo que se escolhe ao longo do ano, até mesmo no trabalho? ;-)

    4.

    Não tem como ter praia sem água salgada, areia, vento e calor. Então cabelo, pele e o que tá em volta pode ser pensado/preparado. Bom ter à mão pauzinhos fofos de fazer coque, fivelas bacanas, tiaras e grampinhos, né? Filtro solar que já vem com pigmento e que funciona meio como base podem ser os melhores amigos da “pele boa na praia” (alô nós todas quarentonas maravilindas) — que né, maquiagem funciona tão melhor de banho tomado!

    5.

    Acessório de praia é acessório prático, que não atrapalha nem na hora de tomar sol ou entrar na água — e tem um tipo de praticidade pra cada estilo/pra cada serzinho humano, né? Delícia é ter acessórios lindos-com-função: bolsa ampla de tamanho pra carregar tudo e deixar mãos livres pra água de côco, chinelos/sandálias que protejam pezinhos na chegada e na saída, pontos de personalidade que comuniquem o que é importante pra gente mesmo que em pequeninas proporções: brinco, colar, pulseira, relógio — mesmo que o importante seja não usar nada disso! \o/

    *

    E você, como pensa no aparato praiano? Como se prepara pra por os pés na areia, tem alguma idéia extra pra compartilhar?


  • A gente aqui na Oficina trabalha a consultoria de estilo a partir de sensações (da vida!), pra escolher roupas que ajudem a gente a ter essas sensações. A gente quer se sentir confortável? Quer se sentir bem-sucedida? Quer se sentir aconchegada, feminina, descolada? Quer se sentir jovial, inteligente, impactante? Quer se sentir criativa, quer se sentir leve, quer se sentir adequada, alegre?

    Em intimidade com a gente mesma <3 com essas sensações mapeadas, aí sim a gente parte pra escolher o que vestir. E vai experimentando até chegar na frente do espelho se sentindo exatamente como se quer. Vale pra todo dia, pro look do trabalho, pro fim de semana… e vale demais pra looks de ocasiões especiais! Imagina que look de reveillón pode honrar o que a gente viveu de mais legal no ano que acaba (de repente até pode servir pra gente se despedir do que não quer levar pro ano novo!), e também pode carregar em si as sensações que se quer viver no ano que chega.

    As idéias que a gente mais exercitou com nossas clientes nesse fim de ano tão aqui embaixo e ó, todas tão boas de se apropriar/personalizar pra descolar looks bons no próprio armário. Mas né, a melhor direção pra escolher esse look nasce DENTRO, antes mesmo de direcionar pra escolha de roupas: o que você quer sentir nesse 2017? <3

    GLAMOUR COM CONFORTO: BRILHO INFORMAL

    Se o brilho dá idéia de “arrumadinha demais”, legal é coordenar opostos: pensa em paétes nas peças de modelagem mais larguinha e confortável — alô batas, modelagem saruel, quimonos soltos! Vale também pensar em criar monocromáticos com peças metalizadas e outras opacas, tipo prata com jeans clarinhos, douradão com peças em malha creme/off-white, metalizado-rosado (tipo cobre!) com algodão em nude.

    ACESSÓRIOS EM METAL PRA ACRESCENTAR FORÇA

    Pensa que metal é o material das tachinhas das jaquetas mais roqueiras que existem, das correntes mais pesadas… o elemento metálico deixa qualquer look de menininha com mais cara de mulher do que de princesa, sabe como? Legal é pensar em quanto de força e quanto de doçura se quer sentir e então coordenar todo metal com sedinhas, saias femininas, formas delicadas e mais.

    SANDÁLIAS E SAPATOS ATUALIZADORES

    A gente achou que 2016 foi o ano do conforto pros pés: teve tanto mocassim, tanta mule, tanta flatform (essas plataformas mais retonas, grandes desde a parte da frente até o calcanhar), tanto tênis branco nénão? Vale procurar equilíbrio entre peso e leveza, entre herança do guarda-roupa masculino com elementos ultra-femininos, entre o que é mais inormal com outras coisas bem elegantonas. :)

    FORMAS, TEXTURAS E PROPORÇÕES

    O look já é todo branco (ou todo clarinho), bom então é pensar em coordenar tudo branco com mangas interessantes, com alguma transparência, em materiais/texturas diferentes, com recortes estratégicos, com saias que tenham volume, com shorts de preguinhas e saias drapeadas, com sobreposição de barras com alturas diferentes…! (E, se for o caso, ficar de olho pra escolher refinadamente as formas com que se quer complementar/harmonizar silhuetas, né?)

    CABELO PRESO COMO ACESSÓRIO

    Essa vale pra vida: se o look tá simples demais, se precisa incrementar ou acrescentar formalidade… dá-lhe cabelo preso! Junto com uma maquiagem bacana pode dar mais cara de festa do que o look em si, né?

    + LISTA DE FÓRMULAS BOAS DA OFICINA DE ESTILO
    + COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE
    + QUER TRABALHAR COMO PERSONAL STYLIST?


  • Isso da gente querer raciocinar o vestir dá possibilidade de exercitar inspiração o tempo todo, em tudo. <3 Por isso esse post começa com uma receita, e segue pra frente do espelho, ó!

    Uns anos trás a gente aprendeu a fazer essa delicinha de fim de ano:

    + lava e põe as cerejas no freezer (por pelo menos umas 4 horas, ou de um dia pro outro)
    + tira na hora de abrir o espumante
    + bota uma cerejinha no fundo de cada taça tipo flauta (essa mais alta, de champagne)
    + serve o espumante bem gelado e deixa a cereja dançar boiando nas bolinhas douradas \o/

    Agora pensa com a gente: se verde-e-vermelho parece uma combinação ‘natalina demais’ pro look da ceia em família, esse drink aqui aponta pra uma outra coordenação de cores — também festiva, mas menos fantasiosa. A idéia é: juntar a força (e ao mesmo tempo a feminilidade) do vermelhão-cereja + a elegância e mansidão dos tons de creme/nude. E embalar essa coordenação de cores em tecidos levemente transparentes -como o espumante!- pode ser, ó, a cereja desse bolo. (Rá!)

    MAIS IDÉIAS PRA JUNTAR COM ESSA DAQUI \o/

    + roupa de todo dia adaptada pra festonas
    + como usar cores: vermelho
    + jeitos bons de usar transparências (e mais aqui)
    + cozinhando e recebendo com a mesma roupa

    uma idéia de look festivo inspirada numa receitinha de drink natalino <3

    ((post original de 2011 \o/ agora revisado e atualizado: o tempo se diverte quando a gente voa!))


  • Natal pra gente aqui no BR é fresquinho, né, e no lugar de neve a gente tem brisa do mar (sorte de quem tem!!!). A gente aqui na Oficina acha que calor, aconchego da família e coração tranquilo em fim de ano tem a ver com cores calmas, com pouco contraste (contraste = força), com feminilidade, com serenidade. Segue aqui com a gente que o post traz essa idéia organizadinha, explicadinha, pronta pra usar. Ó!

    natal brasileiro, sem neve e com calorzinho, tem a ver com cores claras e fresquinhas e femininas e serenas! nénão?
    (registro de sessão de montagem de looks de uma das nossas clientes de consultoria)

    CORES COLORIDAS E CLARINHAS

    Nesse fim de ano, nas nossa sessões de montagem de looks com clientes de consultoria de estilo, essa foi uma idéia que a gente personalizou demais (pra cada uma delas): a de coordenar looks em blocos de cor… mas com cores coloridas mas calmas, suaves, delicadas! E se a gente junta cores diferentes em tons parecidos (tipo assim, todos bem clarinhos/calminhos) o look ganha ares monocromáticos — o que rende sensação de silhueta mais alongada and longilínea.

    ELEGÂNCIA e FEMINICE :)

    De quebra, com a mensagem feminina e doce que essas cores-claras-e-coloridas transmitem quando são coordenadas entre si, a gente ganha também a aura elegante que só as heroínas que nunca se sujam tem! Sabe sensação de que pode cair o mundo e a fulana continua impecável toda imaculada de branco? Então. ;-)

    PRA ALONGAR GERAL

    Mesmo entre tons claros é possível “calcular” que efeitos se quer ter em silhueta, viu. Tons mais claros expandem visualmente e chamam mais atenção, tons menos claros retraem e chegam depois, lá longe. Vale comparar tonalidades: branco é mais claro que bege; bege é mais claro que cinza; lilás é menos claro que bege; cinza é menos claro que amarelinho… por exemplo. E aí a gente escolhe pra partes de cima e de baixo os claros que eventualmente podem suavizar o que a gente acha que é maior na própria silhueta, e também os mais claros ainda que vão expandir e fazer brilhar o que a gente tem de mais lindo pra valorizar. ;-)

    EXTRAS INSPIRADORES-AJUDADORES

    + como usar saias longuete ou mídi
    + como coordenar bons looks com tênis
    + como usar pantacourt \o/
    + como coordenar colares e decotes
    + lista de ‘fórmulas boas’ da Oficina

    natal brasileiro, sem neve e com calorzinho, tem a ver com cores claras e fresquinhas e femininas e serenas! nénão?

    natal brasileiro, sem neve e com calorzinho, tem a ver com cores claras e fresquinhas e femininas e serenas! nénão?

    (registros de sessões de montagem de looks das nossas clientes de consultoria)


    (imagens do Pinterest)

    ((post original de 2011 \o/ agora revisado e atualizado: o tempo se diverte quando a gente voa!))


  • É bem nessa época que nossa capacidade de multiplicar espaços de agenda se põe à prova: infinitos amigos-ocultos e happy hours e compromissos de fim de ano e programinhas de grupos diferentes de amigas começam a rolar… bem na sequência do trabalho.

    Todas as montagens de looks das nossas clientes de consultoria de estilo nessa época tem essa ‘categoria’, a das coordenações que podem funcionar desde cedinho até à noite. A gente junta aqui as fórmulas mais personalizáveis, pra que essas mesmas idéias encontrem equivalência em todo tipo de guarda-roupa — até aí no seu. Ó:

    o que vestir desde cedinho pra passar confortável pelo dia de trabalho e chegar ainda festiva ao happy hour de fim de ano!

    BRILHO + CLÁSSICOS

    Juntar brilho com peças em tecidos super opacos (como as lãs de alfaiataria ou jeans) feitas em cortes tradicionais/clássicos (como calças mais retinhas e paletós) rende segurança + originalidade. O segredo é ousar um pouquinho e garantir adequação no resto todo — vale ocupar o maior espaço do look com o que não brilha tanto, e então pontuar o look-certinho assim:

    -com uma peça “luxuosa”, tipo uma camiseta de veludo, coordenada com uma calça em sarja ou jeans
    -com acessórios que incrementem a alfaiataria: imagina colarzão de pedras ou bracelete de metal super lustroso ou sapato cheio de glitter com a calça do terninho ;-)
    +roupa de todo dia pra festonas

    MONOCROMÁTICOS IMPACTANTES

    No dia-a-dia a gente faz pouco isso, né, mas tá fácil de arranjar um espacinho nesse fim de ano pra experimentar: parte de cima e parte de baixo coordenadas na mesma cor… mas uma cor bem colorida (vale também pro combo vestido/macacão + terceira-peça). Pensa em tecidos informais, sem brilho, com cara de todo dia mesmo — mas junta tudo em roxo, ou em vermelho, ou em turquesa, ou em verdão! Daí dá pra completar com sandálias pra deixar bastante pézinho à mostra ou com outros modelos que não chamem tanta atenção (pra não competir com a explosão colorida do look!) e com acessórios também como coadjuvantes. São as mesmas peças de sempre, coordenadas com um ponto de vista novo e muito específico — isso é festivo, né!

    ALFAIATARIA + PEÇAS ULTRA FEMININAS

    Essa idéia é especialmente eficaz quando se tem comemoração de fim de ano do próprio trabalho, com o grupo de pessoas com quem a gente passa o ano todo: essa é a festa em que a gente quer estar arrumadinha mas ainda é ‘ambiente profissional’, né? Juntar seda bem levinha com paletó pode ser uma boa, juntar camisa levemente transparente com a calça do terninho também pode funcionar — ou juntar uma camisa super masculina com uma saiona bem rodada e feminina, ó, pode render um visual adequado e também festivo.

    + como coordenar looks de camisa com saia
    + o que usar nas festas do trabalho

    CAMADAS ESTRATÉGICAS

    Aquela idéia velha conhecida: vestir por baixo algo festivo com uma terceira-peça mais sóbria por cima, pra abrir mão dessa terceira-peça assim que o expediente acabar. Essa é a idéia mais fácil de fazer acontecer quando a gente pensa em se arrumar cedinho pra estar prontíssima até o último minuto da baladinha de noite — e não precisa funcionar só com blusa arrumadinha/sexy com jaqueta cardigan paletó por cima! Pensa em vestido tomara que caia com colete, pensa em macacão frente-única com quimono, pensa em outras roupas pra usar por dentro e outras peças pra sobrepor!

    01 EXTRA

    -Sapato, bolsa, maquiagem e cabelo são itens que mudam TOTALMENTE qualquer look, né migas. Passar o dia com um look usando sapatilha tem uma energia, trocar a sapatilha por um saltão (com o mesmo look) já tem outra! Vale igual pra bolsa: carregar tudo nos ombros até o computador numa sacolona ou numa mochila rende uma postura; colocar o essencial numa bolsinha pequeña e carregar sacolona/mochila na mão (como um extra) rende outra.

    Daí qualquer happy hour tá salvo com maquiagem que tem cor ou brilho + cabelo pra cima — quem sabe com um brincão bem cheio de movimento pra já incrementar o look com ritmo. ;-)

    o que vestir desde cedinho pra passar confortável pelo dia de trabalho e chegar ainda festiva ao happy hour de fim de ano!

    o que vestir desde cedinho pra passar confortável pelo dia de trabalho e chegar ainda festiva ao happy hour de fim de ano!

    o que vestir desde cedinho pra passar confortável pelo dia de trabalho e chegar ainda festiva ao happy hour de fim de ano!


  • A Garance Doré, ilustradora francesa que abastece um blog bem elegante sobre estilo de vida e consumo, publicou um artigo delicioso em que explica quais são seus “novos mandamentos de estilo”. A gente concorda BASTANTE e tem aplicado, tanto na própria vida quanto no trabalho de consultoria com nossas clientes, todas essas direções.

    No texto a Garance diz que está cansada de acumular tanta coisa/roupa e que os amigos dela também se sentem assim (podemos ouvir um AMÉM irmãs?) — diz que todo mundo quer comprar menos mas melhor, e que geral tá querendo vestir as mesmas roupas por muuuuuuitas e muitas temporadas. Ela completa assim:

    “talvez seja essa órgia’ de streetstyle e semanas de moda em que a gente esteja inserida nos últimos anos… em todo caso, mudei várias coisas e já sinto diferença: tenho viajado mais leve, só compro roupas que eu realmente vou usar e estou amando incrementar meu guarda-roupa a cada estação ao invés de refazê-lo por completo.”

    É possível, não precisa ser radical, é só querer e aproveitar. Ó!

    garance doré explica por que ela, a gente, todo mundo quer simplificar, comprar menos, usar as mesmas roupas por muito tempo.

    #1
    MENOS ESCOLHAS = MAIS CRIATIVIDADE

    Quanto menos a gente tem, mais a gente pode exercitar versatilidade e fazer tudo render (de jeitos diferentes, inusitados). Quando a gente resolve ter só o melhor-do-melhor, só o que a gente ama (como se o armário fosse uma mala de viagem!), a gente pode experimentar usar cada peça que tem com pelo menos outras três e multiplicar nosso universo visual. Assim nada fica estagnado, perdido, deixado pra trás, a gente usa de verdade tudo que tem. Isso vale também pra quem tem restrição em relação ao próprio tipo físico, sabia? Quem tem menos roupa usa mais roupas.

    #2
    PEÇA PERFEITA = DELICIOSIDADE ETERNA

    Conhecer o guarda-roupa tão precismente a ponto de sempre ter em mente o que realmente pode fazer a diferença é um privilégio — e uma delícia. Procurar por uma peça específica por um tempããããão não é ruim se a gente encara a busca como parte da diversão, como possibilidade de mais e mais aprendizado sobre a gente mesma. E é tão gostoso idealizar, procurar procurar procurar e então… encontrar!

    No texto original a Garancé diz que coisas boas são, agora, cada vez mais raras de se encontrar. A gente concorda. Então esperar e procurar pelo que realmente vale a pena faz sentido — e faz a sensação de leveza e objetividade ser uma delícia duradoura mesmo.

    #3
    QUALIDADE = LONGEVIDADE

    Gostoso ver uma peça “envelhecer bem” junto com a gente, na medida em que a gente vai usando. Camisas que vão ficando mais molinhas, sapatos que vão se moldando aos pés, casacos que acompanham a gente em fotos de muitas épocas diferentes, tipo isso. Mas né, só envelhece bem o que tem qualidade — e o que não tem qualidade não envelhece, acaba. Não precisa ser caro pra ter qualidade (a Garance diz que tem peças da Zara que tão durando anos — a gente aqui também tem, nos próprios armários!) — mas pra encontrar qualidade a gente precisa procurar, tocar as peças, olhar etiquetas, observar acabamentos. Quem quer ser interessante precisa estar interessada!

    #4
    GISELE ≠ A GENTE

    Tem roupas/looks/ideias que funcionam 100% bem nas moças da internet ou da revista ou da TV — e tem roupas que nunca vão funcionar pra gente exatamente como funcionam pra elas (ou pra quem quer que seja). Se conhecer, identificar o que é importante pra gente e buscar o que se quer sentir em frente ao espelho — usufruindo de inspiração, mas inspiração PERSONALIZADA, adaptada pro nosso universo particular — é o caminho pra ser feliz com moda.

    #5
    COMPRAR MENOS = COMPRAR MELHOR

    Quando a gente compra muito a gente perde essa DELÍCIA de sensação de satisfação que se sente com uma compra perfeita, desejada, batalhada. A emoção, sabe? A Garance explica em etapas essa gostosura (muito legal!):

    – a gente vê pela primeira vez o objeto de desejo
    – vai lá e compra — o que às vezes faz doer um pouquinho, mas a gente esquece rápido
    – daí a gente chega em casa e tira nosso pequeno tesouro da sacola, um primeiro momento a sós com o objeto de desejo (EMOÇÃO!)
    – a primeira noite que a peça dorme em casa HAHAHHAHAHHAHAHA engraçado mas verdade! isso conta né ter uma coisa muito legal em casa com a gente pela primeira vez!
    – a primeira vez que a gente sai “oficialmente juntas” (hahahahhhaahha)
    – e depois, claro, a primeira foto pro instagram!

    Sabe isso? Se a gente compra loucamente, isso daí se perde. Consumir com consciência não é não comprar — pelo contrário, comprar pode ser essa delícia, e pode ter função NA REAL. Quando a gente compra muito passa a tratar nossas compras como sacos de batata, compra e joga no armário sem excitação ou exercício extra de pensamento.

    E se a gente resolve comprar menos, com mais pensamento, com mais dedicação e auto-observação… essa emoção volta super. A gente pode preservar as histórias que vem com cada roupa/peça nova. Substituir consumo por autoestima é muito isso. Ó que delícia.

    <3


  • (post original de 22 de junho de 2012)

    A revista Moda da Joyce Pascowitch entrevistou o psicanalista Flávio Gikovate sobre comportamento, consumo, vaidade e claro, moda. Compartilhamos aqui os trechos que poderiam render reflexões ativas nas cabecinhas de todo mundo que curte roupas e internet. Ficou longo mas vale a pena ler até o fim: pode render identificação e pode dar vontade de viver de um jeito diferente em relação a compras e looks. Vê se não faz um super sentido (e que delícia seria conscientizar isso tudo pra viver melhor, hein?):

    moda: Quando a vaidade deixa de ser saudável?
    FG: Ela nunca é. Estamos diante de um mundo em que bem-estar, felicidade e saúde não significam nada. A modernidade líquida, conceito definido pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, é quando você se orgulha do que consome, mas não do que produz. A vaidade é essencialmente aristocrática. O indivíduo quer estar entre os poucos que têm bens quase inacessíveis como carro, roupa ou jóia. Apenas 0,1% da população tem beleza, magreza, fama e fortuna. Os outros 99,9% são infelizes.

    ((misericórdia. que vergonha. mas senta que lá vem história.))

    reflexões valiosas do psicanalista Flavio Gikovate sobre consumo, moda, vontades e o mundo em que a gente vive.

    moda: Pessoas mais maduras emocionalmente precisam de menos símbolos?
    FG: Sim, mas elas continuarão vaidosas porque não se trata de uma característica física apenas, pode ser intelectual. É cada vez mais difícil encontrar alguém em paz consigo mesmo, feliz com seus vínculos de amor e amizade. Essas pessoas têm menos necessidade de bens materiais. Infelizmente, a competição e o consumo afastam os indivíduos e aumentam a vaidade, enquanto o amor é cada vez mais raro. Isso faz com que as relações percam estabilidade, solidez e continuidade, e causa frustração. A sociedade não tem interesse em pessoas mais felizes porque elas consomem menos, ou seja, o capitalismo se alimenta da infelicidade humana. Os mais alegres gastam seu tempo com coisas que realmente gostam, em vez de comprar. E a vaidade continua existindo: vaidade de ser alguém decente, de ter vínculos afetivos de qualidade, bons amigos. Existem fontes de felicidade mais baratas e não excludentes como a dança. Tem música para todo mundo, assim como amor, mas o foco é, cada vez mais, em aspectos como beleza e riqueza.

    ((ó como a gente tem que ficar ESPERTA nessa vida! e cuidar da gente mesma, identificar o que importa de verdade, focar no que faz a gente viver melhor — e não no que põe a gente pra baixo.))

    moda: O desejo é ruim?
    FG: É impossível não desejar, mas vivemos numa cultura que valoriza muito esse sentimento. Isso leva ao sexo casual, por exemplo.Você não pode pensar em casais monogâmicos estáveis porque o interesse por outra pessoa pode surgir. Ora, o desejo não é uma ordem! O máximo que pode acontecer quando ele não é realizado é uma pequena frustração, mas ninguém suporta passar por isso. A mesma coisa acontece com o desejo de consumo. Queremos algo até obtê-lo e, assim que conseguimos, parte-se para o próximo objetivo. A vida fica infernal. A situação oposta seria focar no aspecto sentimental, o apego. Em vez de trocar de aparelho celular, posso perfeitamente começar a gostar dele. O consumismo vem de uma relação erótica com objetos no lugar de um elo romântico em que se tem o mesmo relógio para a vida inteira.

    ((quem quer parar AGORA de fazer sexo casual com as roupas mais baratinhas do mercado e começar a namorar com roupas de qualidade levanta a mão \o/ e quem quer se encher de coragem pra não ter medo de experimentar frustração em prol de amadurecimento emocional e economia levanta também \o/))

    moda: É possível definir uma pessoa pelos objetos que ela consome?
    FG: Se ela usar uma roupa que a defina, sim. Quem se veste só com grifes mostra apenas sua posição econômica: você pode até dizer que ela é esnobe, mas não saberá nada sobre sua personalidade. Para conhecer alguém, é preciso que a pessoa se vista sempre da mesma forma. Há uma enorme diferença entre a cultura européia e americana. Os europeus consomem boas coisas em quantidades pequenas. É o apego aos objetos. Uma roupa bacana é aquela que deixa você aparecer, que te caracteriza. O consumo não deixaria de existir, as peças precisariam ser trocadas eventualmente. Até porque a roupa que escolhemos é a primeira coisa que aparece aos olhos dos outros.

    ((isso que o psicanalista chama de “se vestir sempre da mesma forma” a gente chama de coerência — que vem de estilo pessoal definido e aperfeiçoado de tempos em tempos. quando a gente sabe quem a gente é e o que é importante pra gente, é possível (e até simples!) escolher o que vestir de acordo com isso, pra transparecer isso. mas né, tem que olhar pra dentro!))

    moda: Como lidar com essa troca frequente de desejos?
    FG: O desejo é induzido pela indústria. Você sobe ou desce a cintura da calça jeans pra vender mais. Para encarar isso de forma saudável é preciso se fortalecer internamente. Com o crescimento emocional, você ganha mais consciência e não se deixa seduzir tão facilmente. O problema é que a maioria das pessoas não tem controle nenhum sobre o tema e aceita sugestões da publicidade. Em uma época em que, teoricamente, a liberdade é máxima e todos poderiam ser superirreverentes, as pessoas nunca foram tão parecidas e obedientes às normas. Não existe nenhum impedimento para não consumir e a maioria o faz loucamente. Não é proibido andar fora da moda.

    Todo esse conteúdo causou impacto demais aqui na Oficina, por isso a gente não pensou duas vezes pra compartilhar — e quem descolar um print da revista ou um link com a entrevista toda pode colaborar nos comentários. O próprio Flávio Gikovate publicou o PDF da entrevista inteirinha, tem que ler!


curtimos

ideias complementares às da Oficina