11.
dez.
06.
espelho mágico
E no finde eu vi as imagens da campanha nova do Marc Jacobs com… Dakota Fanning! (A atriz mirim exerce sobre mim um sentimento ainda sem definição: não sei se sinto medo, não sei se acho engraçadinho, não sei. Alguém já viu a mocinha dando entrevistas? Eu a vi uma vez no David Letterman e super fui dormir com medo de sonhar: ela é muito uma míni-adulta.) Mas ok, que o que importa é que a gente ama Marc Jacobs incondicionalmente e a campanha já é um hit. Mais kidult impossível:

“As fotografias nessas revistas oferecem às mulheres uma oportunidade de inspecionarem a si próprias em muitas situações diferentes. Permitem à mulher imaginar o que elas pareceriam, para os homens, numa determinada situação ou traje, sem se comprometerem. É curioso ver a função dessas revistas como uma espécie de ‘espelho mágico’ frente ao qual uma mulher se permite ver de que modo ela poderia aparecer (…) vestindo um versace, por exemplo.” (Malcom Barnard)
O que vocês acham? A gente é mesmo atraída pelo sentimento que a foto quer transmitir? A gente temcom vontade de viver aquilo que vemos nos editoriais, assim, como descrito na citação? Eu tenho que admitir que sou mega influenciável por imagens de moda, especialmente as que são criadas por quem eu admiro – vivo atrás do que vejo na Vogue quando quem produziu foi o Fabio Ishimoto. E vivo de olho nas campanhas de quem eu mais admiro – por isso o interesse no Marc Jacobs.
Porque se a gente vê imagens de moda e imagina o que os produtos fariam pela gente e onde a gente poderia usá-los (como parte do processo de decidir se compramos ou não), a gente precisa de modelos com os quais nos identificamos, não é? E depois da mega onda de infantilização nas modas (estampas fofitas, muitas cores coloridas, acessórios lúdicos…..) a gente tem visto, desde a última temporada, uma retomada da imagem de mulher adulta nas passarelas internacionais (pelo menos). Teve beeem mais preto e cores sóbrias, por exemplo.
E aí vem mr. Jacobs e estampa a míni-atriz de 13 anos incompletos na campanha que mais desperta desejos na Oficina de Estilo (!!!!!). E agora? A gente quer amadurecer mas quer se sentir fresca, como crianças? A gente quer ser espontânea e alegre em qualquer idade? A gente se identifica com uma menina mega adolescente?? O que o Marc Jacobs quis que a gente sentisse com a campanha nova – qual a opinião de vocês, amigos e amigas? O que os produtos da marca dele “vão fazer pela gente” se a gente se espelhar em Dakota Fanning??????
** Ainda sobre ’se sentir especial’ através do que escolhemos usar, tem um post ótimo no novo (pra mim) sobretudo e sobre o salto. Já está na lista aqui do lado (que só cresce, não??) e é imperdível. **









claaaro, acho que vai muito além da roupa pela roupa mesmo, lembra do que a gente falou das assessorias colocarem roupas bacanas em pessoas não-tão-bacanas? meio que estraga todo o conceito. e, por mais que a gente adore marc jacobs, na humilde opinião de yours truly acho que colocar essa menina-monstro na campanha adicionou um elemento medo à toda a atmosfera que ele quis criar… mas ok, a gente tem a capacidade de abstrair, não é verdade?
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