13.
dez.
06.

anna wintour no you tube

publicado por: Fernanda

A gente viu no glamurama e tá aqui o vídeo: a Anna Wintour foi uma das entrevistadas da Barbara Walters, por conta de ter sido eleita uma das 10 pessoas mais fascinantes desse ano.

O glamurama destacou a parte em que a mega editora comenta o comentadíssimo filme. Mas o que nos chamou mais atenção foi o finzinho da entrevista, quando Anna Wintour fala de como a moda é termômetro do “mood” do mundo:

A entrevistadora quer saber da Anna Wintour: se a pessoa for bem esperta, dá pra ela entender o que está acontecendo no universo a partir das páginas da Vogue? Anna Wintour acha que sim – e de um jeito, eu também.

Tenho essa impressão da Vogue América, que os editoriais meio que querem contextualizar momentos de coleções específicas com momentos da sociedade (especialmente americana). Mas e aqui? Dá pra sentir “qual o climão” do país pelo que a gente vê na Vogue (ou em qualquer outra revista de moda? Alguém lembra de coleções que contextualizaram movimentos ou acontecimentos ou “moods” através das roupas apresentadas?

(E sério, escrevam o que lembrarem pra gente fazer desse um post interativo!)

18 Comentários para anna wintour no you tube

  1. Luigi diz:
    13 de dez 2006 às 21:43

    A-DO-REI esse post! Sem contar no vídeo babado, né? Vou até fazer um posto no . ABOUT FASHION . falando sobre o post de vcs, meninas!

    As páginas da vogue espelham o humor/espírito do país ou do mundo – pelo menos uma parcela dele – sim! Concordo total com vcs!!! Exemplo melhor do que a própria Mrs. Wintour deu, acho que não tem! O climax então seria aquele editorial com pegada super violenta, com armas e tudo.

    Aqui no Brasil, não sei… De verdade… Acho até um pouco perigoso pensar nisso, quando o público alvo das grandes revistas de moda nacional são a minoria da minoria desse “brasilzão”. E acho que mesmo assim, não reflete nossa sociedade…. Salva alguma raras exceções é tudo muito inspirado no que a gente vê lá fora, e mesmo o que tem um maior brasileirismo, não chega a ser um reflexo mesmo do nosso mood. E também não culpo editores e produtores… Trabalho mais que difícil representar nosso espírito nacional. Aliás que espírito é esse?

    Bxos,
    Luigi

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  2. Luigi diz:
    13 de dez 2006 às 22:24

    Ah, e acabei de lembrar mais uma coisa! A moda sempre foi, e sempre será um fênomeno social. Ou seja, a moda sempre foi influenciada pelos acontecimentos e sentimentos da sociedade – tudo bem que hoje em dia há uma série de outros fatores influenciando a moda, as vezes até mais do que os anseios e humores sociais. Desde o surgimento da moda, a indumentária, ou as roupas, vem sofrendo modificações e adptações de acordo com o momento em que a sociedade se encontra. Quer melhor exemplo do que o encurtamento das barras das saias, e maior conforto e mobilidade que as roupas femininas foram adquirindo primeiro em medas da década de 10 e depois entre as décadas 30 e 40 – ambos períodos de guerra?

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  3. Fernanda diz:
    13 de dez 2006 às 22:57

    como mario mendes diz, “a moda é o figurino da história”!
    arrasante como sempre, luigi. adoro.
    mega thanx!

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  4. dea diz:
    14 de dez 2006 às 10:45

    não sei a vogue, mas a campanha da forum arrasou e deu um tapa com luva de pelica em nosso presidente.

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  5. 14 de dez 2006 às 15:00

    Vcs já repararam que os editoriais de moda nas revistas aqui são sempre assim: o que está “nas melhores lojas do ramo”, fotografados pelos mesmos fotógrafos, editados pelos mesmos stylists, tudo igualzinho aos catálogos das marcas, produzidos pelas mesmas assessorias de imprensa? É um processo de retroalimentação que se otrna um ciclo vicioso, sem muita chance de se desenvolver.

    Ou então, vcs já repararam que existem 3 mundos da moda aqui no BR (Leia-se SP e RJ): 1 o mainstream, representado pelas grandes marcas que podem até serem bem-intencionados quando dizem fazer moda, mas a força de venda vem mesmo é do jeans e da camiseta; 2 os estilistas novos talentos, que podem ser geniais, mas não tem mercado (a não ser Edredons, Melissas e celulares, além de cadeiras, abajures, frigobares e sacolas para os bem-sucedidos em termos de imagem), ou que “exportam toda a sua produção” de 60, 70 peças, baseados na imagem folclórica e exótica do Brasil; 3 e o Bom Retiro (repare que as lojas do Bom Retiro aos poucos vão se tornando as grandes anunciantes de revistas como Caras!), ou as grandes Magazines, que não dão muita bola pra criar tendências: pegam o que está nas revistas e transformam rapidamente em produto nas araras e movimentam grande parte do volume do comércio.

    Assim fica difícil para os veículos editoriais especializados conseguirem sair da mesmice, não tem muito o que dizer, e acabam tendo que falar do figurino d”O Diabo Veste Prada”. Quando o mercado brasileiro de moda amadurecer em termos de marketing, as marcas (novas ou velhas) tiverem gestões mais sofisticadas e profissionais (como as marcas que desfilam em NY, Paris, Milão etc) e passarem a criar e não importar tendências, aí vai sobrar assunto e espaço para reflexão.

    Bjs meninas!
    AF

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  6. comentário diz:
    15 de dez 2006 às 21:11

    Boa essa discussão, heim! Concordo totalmente que as grandes revistas de moda brasileira, em geral, são de uma mesmice estarrecedora. Acho que isso é fruto de vários fatores, como: a mentalidade (equivocada, na minha modesta opinião) de que para vender mais revista tem que popularizar, que as pessoas comuns não “entendem” a moda e tudo tem que ser dado “mastigado”. Vejo também muitas limitações de dinheiro: não se pode gastar, ousar, experimentar. A idéia é fazer aquilo q já foi feito, que já deu certo. Tem coisa mais brochante para quem trabalha com criatividade?
    Ainda bem que existem algumas (poucas) revistas mais abertas e alternativas, como a MAG, a Key e a Simples.

    A campanha da Forum: ok, a mensagem política foi pertinente, mas alguém pode me dizer pq a Jeísa e seu partner tinham que ficar de peito nu? Me pareceu uma apelação, uma bobagem.

    Quanto à questão dos estilistas brasileiros, a cada SPFW eu me pergunto: será que o veludo é o tecido do momento, ou será que está na passarela por causa do patrocinador do estilista? Por que era o que tinha?

    Olha a solução….
    Aí vem um investidor, comprar uma marca de muita personalidade, como a Sommer, por exemplo, injeta recursos e quer que ela arrebente de vender. Para isso, populariza e descaracteriza o produto, despede o criador e acaba transformando a marca numa “coisa” sem identidade.

    Tá difícil, né não?

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  7. 16 de dez 2006 às 2:04

    [...] O André Felipe (de quem somos beeem fãs) deixou um mega comentário no post do videozinho da Anna Wintour, e o que ele escreveu rende mais tantos outros posts. Esse aqui quer começar pensando a divisão que o André “propôs” pro mundo da moda brasileiro (isso existe?) e não sabe onde vai parar. Reproduzimos livremente assim, ó: [...]

  8. 08 de fev 2007 às 13:03

    [...] um link com o post anterior sobre outro post feito pelas meninas do blog da Oficina de Estilo, Vivienne Westwood é umas das melhores estilistas que representa a influência de fenômenos [...]

  9. 20 de mai 2007 às 20:00

    comentários ótimos!!!

    A vogue não sei,mas sinceramente a moda de rua mostra sim. o street style do Brasil é pobre e configura bem a criatividade nacional: periférica, filha da pobreza e colonizada.

    [Responder]

  10. Nicolas diz:
    08 de jun 2007 às 3:49

    interesting

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  11. Ari diz:
    09 de jun 2007 às 5:03

    Cool.

    [Responder]

  12. Makis diz:
    09 de jun 2007 às 12:23

    interesting

    [Responder]

  13. Nikodemos diz:
    10 de jun 2007 às 7:16

    Interesting…

    [Responder]

  14. 12 de jun 2007 às 14:59

    Nice…

    [Responder]

  15. Kypros diz:
    09 de jul 2007 às 5:32

    Nice…

    [Responder]

  16. Aristides diz:
    09 de jul 2007 às 5:33

    Cool.

    [Responder]

  17. Antonis diz:
    10 de jul 2007 às 8:51

    Nice…

    [Responder]

  18. kelly diz:
    12 de mai 2008 às 20:38

    moda comanda o mundo

    [Responder]

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A Oficina


A Fê e a Cris são personal stylists de gente da vida real e dividem, aqui no blog, tudo que aprendem nesse trabalho.