2.
abr.
07.
vontade de brechós e vintages
Na semana passada o catwalk queen começou a fazer a lista dos 10 sites de moda-vintage mais legais da internet (só tem o post parte 1 até agora). A gente aqui no BR não usa tanto vintage quanto elas usam lá fora (especialmente europa e oriente), e o primeiro a chamar atenção pra isso, em voz alta, foi o Yvan-Face-Hunter, durante o SPFW. O termo vintage define tudo que é antigo e que representa claramente uma época, mas tem que ser original: o João Braga já falou que “existem coleções que revisitaram certas décadas, se inspiraram em certas peças vintage. Mas se foi produzido agora, é uma releitura, não é vintage”.

O mais legal de inserir peças antigas no guarda-roupa atual é o resultado de individualização, de diferenciação: quanto mais antigo, mais chance de não ter mais outros tantos iguais. Não tem como a global da vez aparecer na novela usando aquele vestidinho que foi da bisavó de alguém e que você achou, sozinha, no brechó do bairro (!!!). Mas daí a gente dá de cara com outra “questã”: é uma luta ter brechós legais, com precitos bacanas e alguma organização, que nos encoragem a garimpar. Não é?
Que um monte de vezes os brechós têm coisas demais, amontoadas demais e quase sempre não tão legais – ou por conservação, ou por numeração, ou por estilo mesmo. E tem sempre os Trash Chic e Estúdio Vintage da vida, que selecionam coisas incríveis mas carésimas também. E eu não sei em todo lugar do BR, mas se aqui em SP já é difícil, eu posso dizer que em VV (minha outra casa) a coisa piora bastante.

Mas pra voltar no tema do post do CQ, a gente não tem quase nada de comércio de moda online aqui no BR, né? Ia ser a coisa mais legal do mundo ter Net-a-Porter, E-Luxury e Yoox aqui, com marcas locais que a gente ama e precinhos incríveis pra entregar em casa. Ia ser tudo de bom pra comprar E pra estudar/falar sobre, porque a gente não tem fotos de peças de coleções disponíveis na internet, como esses sites disponibilizam. E se não tem coleção nova pra vender na internet, imagina “coleção” antigona?
Pois o assunto rendeu na minha cabeça de um jeito que eu vou fazer força pra ter mais coisas vintage no meu armário, e vou começar seguindo o exemplo da Brenda, que compra tecidos vintage (!!!!) e leva pra costureira fazer modelitos sob medida. Acho legal também ter uma bolsa, um broche, um anel… Que, de novo, o João Braga ensina: “as pessoas buscam cada vez mais a individualidade, pois vivemos num período sem definição. Por isso também o resgate do antigo, de uma época mais definida”. Eu quero carregar referências no meu look!

Aqui tem lista de contatos de brechós em SP, RJ, BH e POA, aqui outra lista só com contatos de SP e aqui tem listinha de dicas pra comprar em brechós. E eu vou colocar a câmera na bolsa pra postar aqui qualquer visita e “descoberta”, pra gente poder incrementar essa conversa de vintages, tá?!









Oie!
Post ótimo. Realmente existe uma carência muito grande de bons brechós e saindo do eixo rio-sp a coisa piora muito. O país não tem muito esse cuidado e essa cultura de preservar o vintage. Uma pena. No masculino mesmo, quase missão impossivel achar uma boa tee.
Beijo.