O jumper é um vestidinho feito pra ser usado com alguma coisa por baixo: pode ser uma camiseta, um tricô, uma pecinha em seda pra sofisticar… sobreposição é sempre moderninho mas com o jumper acaba ficando romântico-fofo. No frio super funciona com cashmere fininho e meia opaca, calça skinny ou legging. Pra escolher a modelagem mais legal de acordo com silhuetas diferentes é só pensar no jumper como um vestido:
• saia retinha ou afunilada funciona melhor pra quem é magrinha ou quem tem quadril-nada
• saia em A ou mais rodada ajuda a diminuir visualmente o quadril
• modelagem super ampla, em A, é a mais atual e ainda dá super liberdade de movimento (adoro), mas acaba ‘arredondando’ a silhueta de quem tem seios grandes
• os que têm cintinho ajudam a marcar a cintura de quem tem a silhueta retinha – a cintura está mais alta! – mas marca a barriguinha de quem está acima do peso…
• decotes mais abertos favorecem seios maiores (bom pra quem tem muito!), decotes fechados fazem os seios parecerem maiores (bom pra quem não tem muito!)
• quanto menos contraste houver entre as cores da meia-calça (ou da calça, ou do legging) e do jumper, mais longas as pernas vão parecer (quanto mais escura a meia-calça ou whatever, menos grossa a perna parece)
• sobreposição quase sempre aumenta visualmente a silhueta: todo mundo pode prestar atenção em proporções, volumes e alturas de barra
A gente postou pela primeira vez esse texto em maio do ano passado (!!!), mas a dica do jumper tá super valendo pro friozinho que resolveu aparecer logo no fim de semana. O post foi um pouquinho editado porque a gente (graças a Deus!) muda de idéia e agora pensamos diferente sobre algumas coisas – o original tá aqui pra quem quiser procurar as diferenças (hahaha)!
As Spice Girls se reuníram essa semana pra anunciar uma turnê mundial (ahãm!), que vai visitar 11 cidades do mundo e vai começar no finzinho do ano. As moças estavam diferentes de como se apresentavam na época em que apareceram (amadureceram, né? eu acho…), mas “o espírito da coisa” ainda tava lá. Eu admito que ouvia (…às vezes ainda ouço…) as musiquinhas e que, de algum jeito, fui influenciada por elas no meu jeito de vestir quando era adolescente. =)
Que elas são meio o Village People da minha geração: se fantasiaram, criaram personagens e celebraram, do jeito delas, a liberdade de poder fazer isso e tudo mais que tinham vontade. Elas eram magras, coloridas, super divertidas, representavam estilos diferentes, estavam sempre mega maquiadas, dançavam horrores… E eu, que também curto uma fantasia, já tô ansiosa pelos figurinos dessa nova turnê. No fim, enxergo meio como uma lição de ‘como não se levar tão à sério’, e adoro. Girl Power é tudo.
Aqui tem uma “linha do tempo” toda ilustrada, com mil fotos e ‘acontecimentos’ da carreira das fofas desde o começo até agora. Sério, eu tô ansiosa por mais aparições!
Na semana passada a Diesel apresentou uma prévia da coleção de verão numa feira de tendências e moda, em Milão, e o desfile foi transmitido ao vivo pra todo mundo pelo site da marca. Mas a ‘mudernidade’ não parou aí, e o Luigi escreveu no Filme Fashion sobre o que tem no vídeo (clica pra assistir grande! é demais mesmo!):
“Misturando realidade com tecnologia e ficção, a apresentação é toda inspirada no vasto espaço das profundezas do oceano e coloca modelos reais ao lado de seres submarinos e imagens holográficas ao longo de toda a passarela. O ponto alto do desfile é quando criaturas marinhas, criadas a partir de relógios da Diesel, se transformam em modelos vestindo a coleção, que depois se transformam novamente em milhões de peixes brilhantes, fazendo com que um simples desfile de moda assuma proporções de um evento de entretenimento multimídia tecnologicamente avançado.”
Na quarta-feira teve palestra-aula no Clube de Estilo sobre ‘editoria de moda’, bem boa. A palestrante trabalha com moda há pelo menos 20 anos e ficou por 15 na revista Marie Claire.
A gente viu como identificar elementos necessários pra construção de um editorial e a “ler” esses elementos. Logo no começo a gente ouviu que todo editorial quer contar uma história: seja de uma época, de uma peça, de uma cor ou de uma combinação de cores, de uma mulher… E essa história vem formatada de acordo com o perfil da revista em que está publicada, com o perfil da leitora dessa revista, com a linguagem da publicação – e a receita só dá certo quando todos os elementos/recursos que se tem pra contar a tal história são selecionados de jeito coerente e consistente.
A partir daí a gente passeou por uma redação de revista através das explicações da palestra. Diz as revistas mensais trabalham sempre em 3 edições ao mesmo tempo: tá todo mundo sempre fechando uma, fazendo outra e pautando a próxima (tipo em outubro eles já têm a sensação de ser Natal, dada a antecedência com que produzem e fotografam os editoriais de fim de ano!). E que as equipes que “contam as histórias” fazem toda a diferença na hora de construir um editorial: fotógrafo, produtor, maquiador/cabelereiro e modelo devem ser selecionados de acordo com o tema, com as roupas, com a revista e com o público. Teve uma lista de tarefas da editora de moda num editorial que deixou todo mundo com sensação de que, em revista, se trabalha muito muito muito mais do que a gente pensa.
A palestrante acha imprescindível numa revista de moda “apresentar o ‘novo’, surpreender”. Geralmente as revistas sempre têm um editorial sexy, um mais romântico/feminino e outro mais esportivo/casual: esses três ‘temas’ alcançam quase todo o universo das mulheres, com desdobramentos infinitos pra cada tema. Ainda assim a leitora tem que suspirar, tem que ter o olho brilhando, tem que apresentar idéias novas, possibilidades novas. A gente concorda, especialmente pensando que hoje os produtores têm que ser repórteres também: eles são responsáveis por trazer novos designers e novos trabalhos pras páginas das revistas – têm que pesquisar, descobrir, correr atrás pra conhecer as propostas deles e converncer os editores a fotografar (ufa!). Que a gente tá mesmo precisando, né?
A gente tá trabalhando um tanto esses dias na vida offline por conta das liquidações que já tão all over the place. A da Theodora vai começar no sábado e já tem nossa visita garantida, tipo imperdível. E desde agora a gente já tem liquidações favoritas – onde tem variedade, numeração e descontos bem legais, tipo de 40% pra mais: Alexandre Herchcovitch, Maria Bonita Extra, Maria Garcia e Huis Clos, NK Store (lá tem acessórios incríííveis!), Forum (sem ser Tufi Duek, só Forum), Zil, Zoomp (com 70%!) e Paula Ferber. Mas tem que correr que todo mundo já tá correndo – assim não sobra muito pra depois! =)
Os contatos e endereços estão nos sites das marcas e a Zil (tem site? alguém sabe???) fica na Oscar Freire, nº 518. O telefone de lá é 11 3086 0569.
O site Bolsa de Mulher fez um textão sobre estilo x moda e a Cris deu entrevistinha super informativa e consistente (arrasante a minha sócia). O texto é gigante e fala de tudo que a gente fala aqui desde que começamos, mas de uma vez só. E a parte da Cris é a mais legal (desculpa aí, outras entrevistadas, mas é). Aqui embaixo a Oficina de Estilo no texto do BDM e aqui a íntegra da matéria. Enjoy!
Seu estilo Este não pode mudar conforme a moda, porque o estilo é o que diz respeito à sua essência, ao que você é. Seguir fielmente as tendências e usá-las sem um toque pessoal pode indicar uma grave falta de auto-estima. É assim que Cristina Gabrielli, consultora de estilo da Oficina de Estilo, recebe grande parte de suas clientes. “Elas nos procuram normalmente quando estão em uma fase de transição em suas vidas, quando querem encontrar si próprias”, conta Cristina. “Esse é justamente o nosso trabalho: ajudar a cliente a identificar seu estilo, porque às vezes, sozinha, ela não consegue”.
Na semana passada o International Herald Tribune publicou um texto dizendo que os óculos escuros são o último luxo acessível que existe (o Daltzinho traduziu o texto todo, tá aqui na íntegra). “Os óculos escuros são a última esperança de quem quer entrar no universo das marcas de luxo, mas não pode pagar os preços cada vez mais altos das bolsas e roupas de grife. Sapatos, maquiagem e perfume ainda podem estar ao alcance das pessoas, mas não causam o mesmo impacto instantâneo – até à distância – de óculos ostentando logomarcas.”
Mas e as bolsas? Ontem uma amiga trouxe uma leva de bolsas recém chegadas de NY com precinhos incríveis, e a mulherada enlouqueceu pra ver e pra comprar. Todo mundo, no nosso meio, quer ter uma bolsa poderosa, e todo mundo tá disposto a se esforçar de algum jeito pra ter uma. Bolsa é poder, meeeesmo. (Eu fiquei com uma Marc Jacobs liiiiiiiinda, tô bem me achando).
Mas o que o texto dos óculos quer dizer é que é “mais possível” comprar um par de óculos por US$200 do que uma bolsa de US$ 1000. Que mesmo comparando nos nossos preços, em reais e com impostos, ainda tem diferença gigante entre comprar um óculos de R$ 800 de uma bolsa de R$ 5500. Né? E a matéria clama que maquiagem e perfume não ostentam marca na hora que usamos, e os óculos, invariavelmente, têm aquele nominho ali do lado na haste – no “espírito” do texto isso faz diferença (e na vida real? faz ou não faz?).
Outra coisa que o texto diz é que, porque a gente não combina mais (há tempos!) sapatos e bolsas, os óculos viraram a combinação da vez. E porque são acessíveis, é possível criar um “acervo” de óculos pra diferentes ocasiões, pra coordenar com looks diferentes. E a gente conhece gente que aaaaama óculos e que têm um monte mesmo – o próprio Dalton tem uma coleção considerável e suepr estrelada (inveja!). Mas tem que ter paixão, né? Eu não posso ter um monte – tenho sempre um só e sempre perco esse um. =(
O IHT termina a matéria dizendo que o tempo tá correndo pra quem quer começar uma coleção de óculos “de luxo” porque as marcas já estão super inflacionando os preços: pode ser que os óculos sigam o mesmo caminho dos outros acessórios e acabem mesmo ficando mais difíces da gente ter (inacessíveis?), tipo sapatinhos e bolsas. Quem quiser começar pode rever o post que a Cris fez aqui há tempos, ensinando truques pra escolher a melhor armação pra cada tipo de rosto. Tá?
mais um super obrigada (e uma salva de palmas!) pro daltzinho pelo texto 100% colaborativo: que ninguém entende mais de óculos do que ele. arrasa.
“A menos que eu esteja errado. O que é inteiramente possível. Nós nos enganamos muito frequentemente, quando discutimos o que não aconteceu. Além do mais, no que diz respeito à forma, qualquer especulação futura é profundamente fútil. Exatamente como plantar uma árvore é um ato sem preço, como é vital combater o bom combate contra aqueles que destroem a Terra e não deixam nada para amanhã, da mesma forma me parece irrelevante imaginar como serão os filmes de amanhã, como serão no futuro os filmes de hoje. Nada é tão imprevisível quanto o futuro. Não fazemos filmes hoje para platéias do próximo século, tanto quanto não encenamos Shakespeare para espectadores do século XV. Toda forma de expressão é contemporânea. Trabalhamos para aqueles que compartilham este momento da história conosco. Aqui e agora. Amanhã e em outro lugar: o que podemos dizer sobre isso?”
Esse texto incrível é um parágrafo do livro de Jean-Claude Carrière “A Linguagem Secreta do Cinema”. Carrière é roteirista e trabalhou em parceria com Pierre Etaix, Luis Buñuel, Jean-Daniel Verhaeghe, Milos Forman e Peter Brook e no seu resumé esta Belle de Jour, Danton, The Mahabharata, O Discreto Charme da Burguesia e o ainda não lançado Os Fantasmas de Goya (que vai ter Natalie Portman e deve ser lindo!!!). Ele é brilhante, ganhou três oscars e nesse livro reflete um tanto sobre as diversas dimensões do cinema, entre elas a passagem do tempo. E nessa reflexão sobre as expectativas do futuro de um movimento cultural, que pode ser cinema ou moda (não pode?) Carrière deixa claro que o que o que embasa esse movimento é a contemporaneidade e que embora saudáveis, discussões sobre o seu futuro são inúteis.
As pessoas usam laranja porque tá na moda ou laranja tá na moda porque as pessoas usam?
Com o que vimos nas semanas de moda nacionais e com o que vemos nos sites de streetstyle não dá pra não pensar que a moda hoje se alimenta do que se usa nas ruas do mundo. Quando um birô “prevê” uma determinada tendência é porque existe uma “vontade” nas pessoas de se vestir assim. As informações não surgem do nada, mas de uma observação do que se “está usando”, das motivações dessas escolhas e de uma inclinação que já existe nos “reles mortais” em adotar determinados códigos de vestir. Não é engraçado pensar que enquanto discutimos sobre a tecnologia dos tecidos, sobre as mudanças substanciais disso nas criações de moda, o povo quer mesmo é usar viscolycra (pelo menos aqui no Brasil)? Que apesar de todas as transformações na silhueta masculina o que mais a gente vê é menino de jeans e camiseta?
E o futuro da moda? Depende do que as pessoas estão usando agora!!! Citando mais uma vez o texto do Ricardo Guimarães na última ffwMag, “a tecnologia da comunicação acelerou tanto a vida que o tempo não permite mais intervalos, não tem antes nem depois, somente o durante. Tempo real, ao vivo”. O futuro virou gerúndio e nada mais vai ser, está tudo sendo.
As fotos são dos blogs de streetstyle The Sartorialist, Face Hunter e Hel Looks. E a partir de agora vamos sempre usar imagens de “gente de verdade” pra ilustrar os posts de “tendência”… a gente acredita que é na rua que a moda nasce e vive!!!
A Dani Varanda, leitora querida desse blog, foi conhecer a gente na vida real ontem lá no Clube de Estilo. A parte fofa é que ela postou no blog dela um resuminho das impressões dela da conversinha que a gente promoveu lá, bem fofa!
“Uma das impressões mais legais do evento foi notar que, em qualquer rodinha de interessados, as opiniões sobre a atual fase da Moda são muito semelhantes. Embora Fê e Cris estejam muito mais inseridas no mundo fashion, aquilo que chega aos olhares das moças também chega para nós, consumidoras e apaixonadas pelo tema. Saldo positivíssimo dessa reunião, além da constatação de que as duas mocinhas palestrantes são mesmo umas graças e parecem se complementar muito bem.”
Bem fofa, não? A gente também adorou ter ido, e ainda vamos aproveitar pra assistir às outras palestras que vão ser feitas até o fim da semana. =)
A Regina Guerreiro já decretou que “tendência é uma das palavras mais fora de moda que existem”. De qualquer forma, a gente sabe que não tem mais super tendências definidas por períodos desde a década de 90: é fato que a gente vive, na prática, o supermercado de estilos. O que acontece é que as mesmas coisas acontecem de tempos em tempos e cada um usa do jeito que for melhor, do jeito mais personalizado (a gente tá aqui pra isso, né?). Pois então, essas são as ‘mesmas coisas’ que a gente acha que os meninos podem usar, de jeito personalizado (e com muita personalidade, please!) no verão que vem:
Cores vivas e looks claros: teve muita cor viva, muita mesmo. E de novo teve muito look monocromático claro, mas quem tá de mãos dadas com as cores fortes do verão é o preto – a Cris tá preparando um post só sobre ‘como usar no calor’!
Vans e AllStar e variações do tema: já estão na rua há tempos, e agora foram pras passarelas.Hoje de manhã a gente viu (bem de pertinho!) os vans estampados do desfile Do Estilista: sucesso garantido ou seu investimento de volta.
Bolsos: se depender da quantidade de bolsos que apareceram em mil peças nos desfiles que a gente viu, vai dar pra carregar todos os gadgets com conforto e ainda vai sobrar espaço. Tudo, né? Look legal E funcional. =)
Xadrez e listras: “mais do mesmo” total, mas teve tanta imagem bacana com esses dois elementos que vale a pena “reusar”. De novo.
Cangurus: É assim que a gente chama esse moletom com capuz (chamado de ‘hoodies’ em inglês). Tem tempo que o Romeu e o Lula Rodrigues falam que esse é O casaquinho que todo menino deve ter – a gente super acredita.
E desde sábado tá tendo semana de ‘moda masculine’ em Milão: o Luigi tá escrevendo sobre os desfiles mais ‘especiais’, tipo super tem que ler – já estão lá no About Fashion os textos que contam o que Burberry, Prada, Jil Sander e Alexander McQueen fizeram nessa temporada; até o fim da semana tem mais.