3.
jun.
07.
debate recorrente (!!!)
Que toda vez aparece esse debate, de jeitos e abordagens diferentes: qual é a da moda apresentada nos desfiles? E qual é a dos estilistas quando fazem a gente ter vontade de coisas que depois não existem na loja? E como se gasta tanto dinheiro pra produzir desfiles “grandiosos” (ãnh?) se na vida real ninguém vende tanto assim? Quem ganha mais com as semanas de moda (duas!), e quem faz mais força pra manter essa estrutura? Desde que a gente faz parte desse grupo de estudos na NaMídia, chamado Tendências Contemporâneas, a gente pensa nessas coisas com mais frequência e ouve um monte de soluções inteligentes…. mas a gente é só um grupo de estudo, né? (Still!)
“Tá na hora desta gente bronzeada (ou não) mostrar seu real valor. E sua mercadoria deve ser roupa de qualidade, idéias originais, porque imagem vende, mas o consumidor no fim das contas que produto.” Foi o que o Oliveros postou no blog dele sobre as locações externas propostas no line-up do Fashion Rio. Vale ler o texto todo.
A gente na Oficina entende que uma coisa é roupa e outra coisa é imagem de moda – mas que as duas não têm como andar separadas. Que pra gente ter identidade consistente, tem que ter mais tempo (somos adolescentes na moda, né, Oliveros?) e mais imagem coerente, com conteúdo e inteligente, sendo feita por gente daqui e com a nossa cara. E pra evoluir pra loja tem que ter a ver com a passarela, mas o produto (e essa é nossa visão pessoal) não tem que ser necessariamente o mesmo que foi desfilado (ou fotografado logo em seguida pelas revistas).
Acontece que o que a gente mais vê são as fotos dos desfiles e esses mesmos looks nos editoriais, né? Por isso a gente acha que deiva ter também um trabalho de educação do consumidor final, junto com semanas de moda e fotos em editoriais e catálogos e lançamentos em lojas. Que o Alexandre Herchcovitch já falou claramente que semana de moda não é pra consumidor, é pra imprensa e pra compradores (e a gente já pensou sobre isso quando falou das semanas de moda regionais), mas no fim quem tem mais vontade é justamente esse consumidor – que a imprensa e os compradores resolvem suas vidas ali na hora, mas a gente fica esperando produzir, chegar (ou não!) na loja, pra depois experimentar, ver se rola…
E se é uma indústria que lida direta e intimamente com o desejo, tem que ter um jeito de sustentar esse desejo de uma forma mais esperta, não? E tem que prestar mais atenção no de dentro do que no de fora, tem que fazer esforço pra conseguir ser pequeno e tirar vantagem disso. A gente vai prestar atenção nisso tudo também, nessas próximas duas semanas, junto com “tendências” e tals.










queria comentar no post que você fala que vem para o rio, mas não consegui…
ó, vou torcer para o tempo virar porque tá um frio e uma chuva chaaaaata…
sejam bem-vindas ao rio e divirtam-se! (e depois contem, né?)