20.
jun.
07.
bafo da piauí: as cópias e o consumidor
Pra terminar a nossa “seção reflexão” sobre o bafo da revista Piauí, a gente resolveu pensar não tanto mais nas cópias (assunto central do texto da revista que começamos a discutir aqui e aqui), mas na realidade:
“”A mulher que compra um vestido copiado na loja nem sabe que se trata de uma imitação. E se souber, ela pouco se importa. (…) A compradora quer saber se o vestido ficou bonito, se a fez parecer magra e se o preço é bom.”, explicou a estilista Karina Sterenberg, dona da grife carioca Ka.”

looks de simone nunes, priscila darolt, anabela baldaque, erika ikezili e jefferson de assis que a gente adoraria ver na loja
E mais:
“Desfile no Brasil não serve para nada, e semana de moda, muito menos”, opina. “A passarela que vale no Brasil é a novela. É a Juliana Paes usando uma camiseta no sambódromo. É a Glória Maria com um vestido no Fantástico. É essa peça que vai aparecer para o consumidor, que vai vender, que vai fazer você existir como estilista. Porque se você cria e não vende nada, você não existe, certo?”
Quem trabalha com moda e pesquisa imagens contruídas por gente do mundo todo pode saber de onde veio x ou y. Mas e quem não tá inserido nesse meio? Não fica só com as referências que chegam via atividades do dia-a-dia mesmo? Tipo tv aberta e jornais e arevistas e afins? E importa saber de onde vem ou não??? A gente aqui no Oficina já falou da influência dos figurinos das novelas, do que as celebridades usam e mesmo da questão quem vende e quem não vende – nada disso é assunto novo pra gente, e ainda assim não temos opinião formada (alguém tem?).
A gente quase concorda com ela no quesito “quem não vende não existe”. Uma coisa é desfilar uma coleção, outra é ter ponto de venda definido, conhecido e “bem-sucedido”. E a gente aqui na Oficina, por causa do trabalho e da curiosidade, vai atrás de bastante gente, pergunta de ateliêr, liga pras assessorias pra saber onde o produto tá disponível… mas o consumidor não deveria ter que correr atrás dessa informação, né? A gente acha tudo que nas resenhas recentes do site da Erika Palomino eles publicam, além de ficha técnica dos desfiles, quem faz assessoria pras marcas – facilita um tanto na hora de procurar pelo produto na vida real. Mas eles não deveriam fazer essa informação chegar até a gente?
(Claro que a gente sabe que “fazer essa informação chegar” custa dinheiro, depende de estrutura e tals. Mas ainda assim, estamos pensando como consumidoras também…)
A parte boa é que a discussão já é alguma coisa. Considerando que a gente é super novinho em mercado de moda e que esse universo ainda tá sendo moldado do nosso jeito, todo mundo se dispor a pensar, ler, conversar e achar soluções criativas é super um indicativo otimista (a gente acha). Que quanto mais se conversar, mais soluções podem aparecer. E caminhos bons. E á assim que se cresce, não é?









OI FE
Concordo com a Karina em algumas coisas….realmente o que vale p/ o consumidor final e produto bom, bem acabado, com otimo caimento e com preço..ele nao se importa se e copia ou nao…. moda no nosso Pais ainda acho uma coisa meio nova e dificil de definir….pq em um Pais onde falta o basico p/ o cidadao…sei la…..assim como nao sei falar sobre as semanas de moda ..algumas marcas nao lucram nada com isso …alias estao no vermelho salvam-se exceçoes…sem citar nomes… mas deve ter alguem ganhando com isso….ao contrario de outras que conheço que nao desfilam e que vendem mtooooo…alias vcs ficaram de falar sobre este assunto aqui ne.
Bjs e Sucesso…
P.S. Vi a fotinho la no CHIC..
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