21.
jun.
07.
desfile conceito x moda comercial
A temporada de desfiles nacionais terminou mas o assunto não, né? E uma das conversas que a gente teve durante o SPFW virou esse post aqui – eu, Luigi e Cris estávamos assistindo Zoomp pelo telão da sala de imprensa e começamos a pensar nas imagens conceito (quais mesmo?) e no monte de looks prontos que estávamos vendo por lá. E pensamos mais:
Pra gente aqui na Oficina o ideal é que exista um equilíbrio entre algum conceito na passarela e elementos desse conceito diluídos em peças comerciais. A gente conhece as coleções comerciais na loja por causa do trabalho, e é uma delícia identificar pedacinhos da história que o estilista/marca quis contar na passarela impressos na roupa que a gente veste – ou que nossas clientes escolhem. Também é uma delícia aprender a “ler” desfiles de um jeito que nos faça imaginar como cada ‘inspiração’ vai se desdobrar na coleção comercial (a gente ainda tá aprendendo!).

Bons exemplos de quem consegue esse equilíbrio (na nossa humilde opinião): Alexandre Herchcovitch, Ronaldo Fraga, Giselle Nasser (nas fotos!). Tem imagem forte, tem todo o conceito, e tem equivalência na loja.
Mas também tem um tanto de gente que desfila uma coisa e e oferece outra 100% diferente na loja (né, Dalton?). Tipo duas coisas tão separadas que não se reconhece nada comum em uma ou em outra – a gente sabe de marcas que desfilam uma imagem super forte e depois, na loja, não tem nem o mesmo tecido pra contar a história. E a gente não tá defendendo, de jeito nenhum, os desfiles-showroom. Tudo bem que desfiles são pra imprensa e compradores, mas o consumidor final invariavelmente tem acesso às imagens criadas pela marca e têm desejo despertado – rola uma decepção quando não tem produto na loja, né? E aí não dá.
Não ia ser incrível se todo mundo nos fizesse pensar, nos apresentasse idéias consistentes, nos fizesse viajar em imagens marcantes e inesquecíveis e, ainda assim, nos fizesse felizes na hora de comprar?!??









Né! Ia ser incrível mesmo. Acho uma questão de respeito ao consumidor, que pode não assistir aos desfiles ao vivo, afinal ele não é imprensa nem comprador. Mas imprensa e comprador existem nos desfiles em função de quem mesmo? Do consumidor, que lê as revistas, que vê a cobertura na tv, e fica cheio de vontades (olha elas aí) frustradas quando entra na loja. Que vender uma ‘peça de desfile’ não é exatamente o propósito, né? Tem que entrar em produção mesmo que seja numa grade-palito. E tudo aquilo que a Karina falou no post ali embaixo, da Piauí: se não vende, não existe. E não adianta dizer que só vende no Japão, que não cola.
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