30.
jul.
07.
as compras e o emocional
Leitura obrigatória: a revista da Folha desse domingo trouxe uma mini-série de textos que falam de liquidações, da doideira que a gente se permite pra aporveitá-las e de como isso funciona no nosso cérebro (aqui, aqui, e aqui). E uma neurocientista (ahãm) apresentou num dos textos uma teoria que dá pra ser aplicada não só pra ‘compras’, mas pra um monte de outras situações da vida:
“Decisões de comprar ou não comprar envolvem considerações complexas sobre o que está disponível, seu custo, a necessidade real de obter o produto e as preferências do consumidor. Uma teoria supõe que essas decisões refletem a antecipação de ganhos com a compra em questão. A hipótese que ganha o apoio da neurociência, no entanto, é outra: decidir comprar depende de uma competição entre os circuitos cerebrais que representam o prazer imediato de adquirir um objeto e os que representam a dor imediata de pagar por ele. Quem falar mais alto no cérebro -o prazer de comprar ou a dor de pagar- conquista a decisão.”

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Em outra parte da mini-série tem uma entrevista com o Gilles Lipovetsky em que ele fala do seu livro novo (’A felicidade paradoxal’ – tão apropriado também pra tantas situações…) e dos pensamentos que reuniu nele:
“Hoje, o consumo é, para todos, uma forma de terapia. É uma forma de se esquecer e também de se dar prazer porque a vida, com freqüência, te faz mal. É uma forma de fugir da realidade e também de suportar os dramas ou os problemas pessoais e interpessoais. (…) Mas, entenda, o consumo não é só uma terapia. Há muitas coisas positivas no hiperconsumo. Permite que você se comunique, você tem prazer em comprar coisas interessantes. Também por uma visão terapêutica, é uma maneira de se amar. Quando o mundo, as pessoas não te amam, você tenta amar a si mesmo e, então, você vai às compras.”









Gente caiu como uma luva essa reflexão, fui dar uma passeada pelos Shoppings de minha cidade e tudo tava super liquidando!! Pensei com meus botões-vou comprar e arrasar!!-mas resisti, não sei se fiz bem ou mal, mas resisti!!! Depois disso passei a enxergar o mundo com outros olhos…! “Filosofia de botequim” à parte, é pra se pensar: Como viver num mundo açoitado por misérias que te obriga a comprar cada vez mais com um dinheiro que não existe?!!! Meu DEUS!! A moda sobrevive?? Beijos meninas!! Vamos refletir…
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