18.
set.
07.
o desfile esquisito do marc jacobs
Marc Jacobs é super mega criativo e faz as coisas mais copiadas/homenageadas do planeta, e a gente acaba querendo absolutamente tudo que faz. O estilista é antenado, sabe direitinho o que desperta desejo e ninguém pode negar o seu valor como profissional de moda ou a sua influência nesse mundjinho. Mas o desfile dele em NY, na semana passada, foi difícil e todo mundo demorou pra entender e pra gostar. A coleção foi apresentada de trás pra frente, as roupas são esquisitas, as modelas tinham cabelos horrendos, tinha uma coisa sexy-estranha no ar os acessórios são um capítulo à parte.
O Oliveros escreveu sobre (tem que ler!) e lembrou que a gente que é consumidora final pouco liga pra desfiles ou críticas de desfiles, que o que chega nas lojas (e nas reproduções vendidas no mundo todo) é o que importa. E que o que é mostrado na passarela serve de pista pro que vai realmente pras araras: o produto final é desdobrado daquela inspiração, daquele tema visto no desfile com lentes de aumento. Então o feio pode ficar bonito, o esquisito pode virar desejável, e ainda assim o recado do estilista foi dado.
E mais gente que a gente admira e respeita falou da feiúra e da delícia desse desfile: o Mario Mendes escreveu sobre o makeover pessoal do estilista, a Maria Prata falou das mil vezes que viu as fotos até curtir, o Vitor Ângelo fez uma conexão incrível entre o trabalho do MJ e o evento de 11 de setembro, o Luigi escreveu, o Alcino Leite Neto escreveu, a Suzy Menkes e a Cathy Horyn também. A gente leu tudo antes de decidir que a gente também achou tudo super esquisito, mas que as cores e tecidos e acessórios dão uma pista de que a gente vai super querer o produto final, as usual.












é, ainda bem que eu não entendo nada de moda mesmo, porque eu gostei de tudo de cara. e pela primeira vez, em se tratando de MJ. por mim, os acessórios podiam estar no MAM.