11.
out.
07.
a morte (definitiva?) das tendências
A temporada internacional de moda acabou e confirmou o que já era fato (Regina Guerreiro E Ricardo Oliveros falam disso há tempos): não tem mesmo mais tendências. Os desfiles que vimos agora podem mostrar micro e mini tendências, mas não dá pra identificar grandes temas – diz que bastante por causa das mudanças de clima no planeta, que fizeram as maisons “trocar” os especialestas em tendências por especialistas em temperatura. E o advento das megalojas de fast fashion tipo Zara e H&M e afins despertou o mercado pra urgência em vender, não? Junto com a enxurrada de coleções feitas em parcerias de celebrities e marcas (que não chegam aqui pra gente, mas que mexem com o mercado inteiro), que geram vontades e vendas relâmpago. Ok, ok.
O que importa é que a gente tá no meio do tempo mais “tem pra todo mundo” que já se viu. É a melhor hora pra se escolher como se quer ser, como se quer parecer, todo dia, a cada ocasião. Todo mundo pode tudo (conhecendo seus limites e vontades autênticas e tals). Nunca se falou tanto em serviços de personal stylists e autoconhecimento e fazer valer sua essência e mais. Tá fácil ter estilo, amigos. Tem pra todo mundo, é só escolher com coerência e algum carinho por si mesmo, daí já se tem meio caminho andado. Ivete Sangalo (ahãm, adoro por causa da “roupa do amor”!) falou essa semana que “se ela bota uma roupa masculina, vira um homem; com uma roupa mais poderosa, vira Sophia Loren; com um boné, fica esportiva; e com uma mini-saia vira pantera”. E ela completou: “das duas, uma – ou eu não tenho personalidade ou eu sou uma mulher multifacetada”.

A gente aqui acha que não existe pessoa sem personalidade. Existe quem não comunique sua personalidade através do que veste (isso existe!), mas não existe ninguém vazio, ninguém sem opinião, sem desejo, sem objetivo, sem grupo de amigos, sem atividades e coisas pra fazer no dia a dia. E todo mundo é, de um jeito, “multifacetado”: dá pra ter uma vontade diferente todo dia, com coerência. Ivete Sangalo deve se vestir desses jeitos todos sempre com cara de Ivete Sangalo, não? Esse é o segredo: se aproveitar da multiplicidade de “minin e micro tendências” que a moda nos oferece agora pra moldar nosso rótulo, nossa identidade visual. Com consistência, com coerência, com algum élãn, sem chatice, sem regrinha. Ninguém depende de direção de ninguém pra se vestir como realmente é – e pra voltar pra casa com alguns elogios na bolsa, não?!??









mais das mudanças de clima influenciando a moda:
http://estilo.uol.com.br/moda/ultnot/2007/10/10/ult630u6944.jhtm