8.
nov.
07.
pense moda: quarto dia
O quarto dia foi o dia em que todo mundo acordou mais cedo. No dia anterior a Camila Yahn avisou que o Paulo Borges ia começar super pontualmente e ele começou mesmo! Foi a primeira palestra do dia, cheia de informação valiosa sobre a moda como negócio, como mercado e como indústria. O Paulo Borges explicou que o SPFW não é um evento e sim um projeto – projeto para desenvolvimento da moda nacional com resultado esperado pra trinta anos! Ele mesmo disse que “o efeito do SPFW vai acontecer pros nossos netinhos”. Mas que o evento – ooops! projeto – já tem mérito por ter colocado o Brasil no mapa da moda mundial: ainda com imagem meio caricata, meio ‘exótica’, mas como país que tem moda autoral.

Ele falou também da quantidade de gente que se forma todo ano (em moda) e de como o mercado não tem como abrigar um zilhão de novas pequenas marcas. O conselho que ele deu pra quem tá saindo da faculdade, inclusive, é pra que ninguém abra logo sua própria marca: ele disse que tem muito que trabalhar em outras empresas, ser assistente e conhecer várias áreas pra só então se definir no que fazer. Ele ainda falou bem mais, foi uma palestra muito rica de informação – ele é super seguro e inteligente, e fala de um jeito bem objetivo, foi uma palestra incrível mesmo. O resto todo do que ele falou daqui a pouco tá lá no textão do site do Pense Moda, e enquanto isso tem mais vídeos dele aqui no nosso YouTube (onde também tem mais videozinhos de mais gente no Pense Moda).
Depois do café (hummmm!) teve mesa de debate com os estilistas Marcelo Sommer, Jum Nakao, Tufi Duek, Lorenzo Merlino e Reinaldo Lourenço. Foi uma mesa-bafo porque eles tinham um super conteúdo bacana e dava pra ter uma discussão incrível, mas a pessoa escolhida pra mediar o debate foi bem louca, bem equivocada, e a gente acabou perdendo um pouco por isso – mas ok que ainda sobra a piada (!!!). Muito se falou da necessidade de se melhorar o circuito comercial de distribuição no Brasil – a gente não tem aqui grandes magazines como no outro hemisfério (tipo Saks e Neiman Marcus) e as multimarcas daqui não estão organizadas de forma profissional e comercial. Falaram da dificuldade com matéria-prima e mão de obra, o Marcelo Sommer reclamou que não tem como achar um plissado bom (por exemplo!) e o Reinaldo disse que cada vez mais concentra sua produção “em casa ” (na própria confecção) pra alcançar maior qualidade. Tem mais no texto pro site oficial do evento, daqui a pouquito (se Deus quiser!).
Sabe quem tá cobrindo in-cri-vel-men-te o Pense Moda? Ricardo Oliveros no Fora de Moda. E o mais legal é que a gente tá assistindo a tudo juntos, sentando juntos, e ainda assim os posts saem com visões diferentes (e acrescentativos! hahaha!). Passa pra conferir que super vale a pena.








