13.
dez.
07.

ABRINDO ESPAÇO FÍSICO E MENTAL NO GUARDA-ROUPA

publicado por: Fernanda

Quase todo mundo tem mais coisas no guarda-roupa do que precisa, especialmente mais do que efetivamente se usa. E a gente sabe da dificuldade que é se vestir com os 20% usáveis de um guarda-roupa quando os outros 80% inúteis e encostados teimam em atrapalhar a esolha e a coordenação do look du jour. E se a gente já está em campanha pra todo mundo comprar menos e melhor, agora entramos em campanha também em favor de todo mundo abir espaço nos armários pra se enxergar melhores oportunidades.

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Dá pra comparar a nossa relação com as roupas que precisam sair dos nossos armários com mil outras coisas que precisam sair das nossas vidas. Por identificação a comparação aqui vai ser feita com relacionamentos – mal-sucedidos, como os que temos com as roupas que só ocupam espaço sem ser usadas na vida real. Que a gente sabe que se alguém diz que ama mas está emocionalmente indisponível, então esse amor não vale, não é amor de verdade. Com roupa é a mesma coisa: a função da roupa é cobrir, transmitir uma mensagem (escolhida por quem usa, de acordo com estilo pessoal e estilo de vida e atividades e tals) e deixar quem usa mais bonito e seguro, traduzir a identidade dessa pessoa. Se a roupa não tem como cumprir alguma dessas ‘promessas’, ela não deve estar no guarda-roupa. Vestidinhos mais que lindos existem aos montes em mil lojas em volta da gente, mas a gente tem que deixá-los entrar nas nossas vidas/nos nossos armários pra que eles nos façam felizes. Esse é o espaço que precisa ser aberto, disponibilizado.

A parte boa é que quando a gente trata da relação com as roupas tudo tem como funcionar super mais fácil do que com relacionamentos: se a gente sabe exatamente o que esperar de uma determinada peça de roupa, só de olhar (com um olhar bem crítico e sem misericórdia!) já se sabe se essa peça deve ou não permanecer nos nossos armários (e nas nossas vidas). Se está manchada permanentemente, se rasgou ou puxou fio, se foi comprada só porque estava em liquidação, se tem bolinhas ou desgastes (de uso mesmo) que não saem mais, se não serve mais, se não é usada há mais de seis meses (isso super vale, juro!) ou se simplesmente não cai bem, então essa peça deve ir embora. Às vezes as razões pelas quais uma peça deve ser tirada (definitivamente) dos nossos guarda-roupas vêm acompanhadas de motivos subjetivos – e tem que se prestar atenção nisso: mudanças de peso, de silhueta, de trabalho, de cidade e mesmo de vida (casamento, filhos, etc). E uma boa limpeza no guarda-roupa pode aliviar pesos da vida real, não pode?

joganomato.jpg

Quando a gente consegue abrir espaço físico no guarda-roupa, automaticamente se abre espaço mental pra organizar necessidades e prioridades e assim comprar melhor, de um jeito mais “certeiro”. E saber a hora de parar/de deixar aquela peça seguir o caminho dela (pro lixo) é fundamental. A gente só enxerga novas possibilidades, outros caminhos, novas coordenações e looks diferentes (perspectivas diferentes) quando deixa pra trás o que é velho e não acrescenta mais nada de bom – acrescentar só volume ou quantidade não adianta. “Um bom encontro é de dois”, e mesmo que a gente ame muito uma roupa, mesmo que ela seja quase essencial pra manter a gente viva, ela tem que viver com a gente o dia-a-dia, fazer valer a presença dela por perto. Senão só atrapalha. Não é?!??

19 Comentários para ABRINDO ESPAÇO FÍSICO E MENTAL NO GUARDA-ROUPA

  1. Ale diz:
    13 de dez 2007 às 1:34 am

    Feeee, sincronicidade mega!
    1- Eu to adiando, adiando e coloquei o próximo fim de semana como deadline para fazer uma arrumação profissional no meu armário – o que vai me ajudar a editar melhor meus looks em 2008.
    2- De olho em minha experiência pessoal deste momento, bolei há alguns dias uma pauta exatamente a respeito disso. Depois te explico por e-mail – até pq vcs estão entre as minhas “entrevistadas”!
    3- No começo da semana, fui pesquisar o assunto no Google e na Oficina e… me deparei com esse post que vc acaba de republicar.
    Depois da “sintonia fashion”, precisamos mesmo conseguir marcar nosso café!
    bjo

  2. 13 de dez 2007 às 8:41 am

    Ano novo, armario novo!!!

  3. Fer Funchal diz:
    13 de dez 2007 às 9:38 am

    poxa, bonito o texto!

  4. Beck diz:
    13 de dez 2007 às 12:08 pm

    Vou começar a trancar meu closet com medo que você passe por lá e jogue tudo fora.

  5. helga diz:
    13 de dez 2007 às 12:23 pm

    Lindo o texto. há muito tempo não compro roupa legal, e estava com um pouco de medo de encarar meu guarda roupa. Chamei minha irmã, provei todas as minhas roupas e sobraram 10 produções, isso mesmo 10! Eu não tenho roupa, mas agora estou aliviada. Minha irmã pegou as ropas e acessorios inuteis (com medo de eu querer de volta) e eu estou pronta pra 2008. Super sem roupa mas cheia de possibiliddes. E já tenho uma regra: não vale roupa quebra galho, quero comprar devagar mas tentar comprar coisas com qualidade e que conversem entre si.
    Adoro vocês!

  6. Cibele diz:
    13 de dez 2007 às 1:11 pm

    Encontrei esse blog a pouco tempo, e adorei. Tenho visitado-o bastante.
    Gostei muito deste texto, engraçado que no início desse mês resolvi dar uma limpada no meu guarda-roupa e agora lendo-o ví que fui pelo “caminho certo”, tirei tudo que não usava ou que usava e não me sentia bem. Tinha umas roupas legais, mas que mesmo achando legais não gostava em mim. Aí me desvinculei dos pensamentos de que gastei grana com as roupas e que doá-las seria um “desperdício”. Com certeza eu gastei e não aproveitei, mas também não faz sentido nenhum guardar algo inútil para mim. Agora estou pensando como a Helga(comentário aí de cima): … “E já tenho uma regra: não vale roupa quebra galho, quero comprar devagar mas tentar comprar coisas com qualidade e que conversem entre s.”…
    Muito bom

  7. Erika diz:
    13 de dez 2007 às 2:16 pm

    Pois bem, semana passada fiz um rapa no meu guarda-roupa… Foram embora 2 malas de viagem cheias de roupas, 10 pares de sapatos, bijoux e acessórios que, argh, não davam mais. O que permaneceu ficou mais visível e de quebra, uma energia tão boa de mudança!
    Adoro o blog de vcs, parabéns!!! E fazendo ponte com outro assunto, continuem escrevendo como vcs escrevem, que é uma “deglícia” de
    ler!

  8. jupter diz:
    13 de dez 2007 às 2:28 pm

    gente, olha deglícia em boquitas alheias! m-e-d-o de virar tendence!

  9. Simone diz:
    13 de dez 2007 às 2:33 pm

    Aí Erika pq vc não mora aqui perto de mim! 2 malas, aí, aí….
    sabe q eu estava pensando, doar é legal claro, ajudar e tudo mais… mas organizar um brechó entre amigas tb é, cada uma leva algumas peças e trocam entre si, como já foi falado aqui, ou algo parecido…

    bjos

  10. Fernanda Guimarães diz:
    13 de dez 2007 às 3:37 pm

    Como tem psicologia nesse post, não é?
    A gente se apega mesmo…

  11. 13 de dez 2007 às 6:34 pm

    fe,
    passa lá no estudio panelinha no sábado…
    de preferência depois das 13 hrs : )

    beijos
    r

  12. B. diz:
    13 de dez 2007 às 8:50 pm

    Será que eu tranco o banheiro também? =x

    HUAHUIAUHIAHUIUAHIIAUHUHIA.

  13. B. diz:
    13 de dez 2007 às 8:50 pm

    Essa risada foi uma *evil laugh*.

  14. Eliza diz:
    13 de dez 2007 às 9:17 pm

    Fê,

    Mês passado, quando esse post foi publicado, achei ótima idéia e fiz uma bela “limpeza” no meu guarda-roupa. Foi ótimo, porque separei as roupas que não usava há séculos, presentei a minha manicure-fofa-querida, visualizei o que precisava comprar… Enfim, foi uma maravilha!

    Bjsss!!

  15. Bel diz:
    13 de dez 2007 às 10:41 pm

    Fe!!!! Tem tudo a ver com a nossa conversa de hoje!!! Adorei!!! Beijos

  16. 14 de dez 2007 às 12:04 am

    [...] vale a pena ler de novo essa semana em mil links [...]

  17. Priscila diz:
    14 de dez 2007 às 9:52 am

    Amei o texto!
    Ano novo, vida nova, não é isso q dizem?
    Então resolvi reformar os móveis do meu quarto, mas antes disso… fazer o famigerado rapa! Q realmente só aconteceu por pressões maternas, pq eu tava total s/ coragem.
    Foram inacreditáveis 3 caixas de roupas, sapatos e acessórios. Eu nem sabia q eu tinha td isso p/ doar! Eu ia colocando nas caixas e pensando “Vou ter q trabalhar de pijama, não vai sobrar nd!”, mas, alívio, sobrou. E sobrou somente os úteis. Foram doados desde aquela blusinha surrada de usar em casa até aqueles presentes horríveis q eu nunca troquei. Gente, eu ainda tinha pulseiras de corda de violão da minha adolescência, uó. E agora apesar de ver o guarda-roupa meio vazio, me senti aliviada e percebi q não tenho coisas básicas (tipo sapatilha preta, pólos coloridas, sutiãs lisos). Meus investimentos na imagem física serão beeeeem mais conscientes em 2008!
    Essa limpeza no guarda-roupa tb serviu p/ outras coisas, tipo jogar fora o make vencido, mandar p/ reciclagem aquela papelada s/ noção q só uma mulher sab guardar, esvaziar todas as bolsas, trocar os enfeites (pelo menos de lugar)…
    Hoje, consigo enxergar oq tenho, está td bem à mão e organizado (por cores, texturas, estações) e, além disso, doei td p/ pessoas q tenho certeza q irão usar (minhas primas, hehehe).
    Chega de depoimento, né! Amo vcs!

  18. 03 de jun 2008 às 10:21 pm

    [...] nunca fica do jeito que a gente quer né?! Depois disso já me inspirei nas meninas do Oficina de Estilo e resolvi abrir o tal do espaço físico e mental no meu guarda-roupa e dei um monte de roupitchas [...]

  19. 14 de dez 2009 às 8:59 am

    [...] me fez pensar num post muito legal que as meninas da Oficina de Estilo fizeram uma vez sobre “abrir espaço físico e mental no guarda-roupa”. Ando exercitando esse pensamento e tem sido muuuito bom. Com um armário desentulhado, parece [...]

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A Oficina


A Fê e a Cris são personal stylists de gente da vida real e dividem, aqui no blog, tudo que aprendem nesse trabalho.