Na carona do post das duas bolsas vem esse aqui, só com as novas bolsas pequenas. Costanza avisou que as bolsas iam diminuir e ela mesma desfilou nas semanas de moda nacionais com a sua micro-Prada – que já apareceu em nova versão na campanha da marca, e isso pra gente é um sinal, não?!?? Pois a gente tem percebido que essas novas bolsas não são tão pequenas quanto a gente pensava que fossem, e são quase médias: a ordem é caber o essencial, que mocinhas mudérnas não abrem mão de praticidade em função do look (né, gatas?). E elas acontecem tanto no dia-a-dia quanto em festchinhas – deglícia de moda é versátil.

dos desfiles inter: miu miu, prada (mega objeto de desejo!), chloé e fendi
Daí o exercício de edição é pessoal: nas minhas bolsas-pequenas (adoro) eu levo celular, bloquinho e caneta, cartões, chaves e um batonzinho de hidratar o lábio. Tem que pensar no que não dá pra viver sem (pelo menos à mão!) e acomodar o resto todo numa sacola linda de trabalho, extra – é o “exercício de minimalismo” de que dona Costanza falou. Porque junto com o charminho da bolsa pequena a gente também ganha mobilidade, mais liberdade e menos cansaço (carregando menos peso), especialmente se a bolsinha tiver alças longas pra usar cruzando pra deixar as mãos livres – perfeitas pra tardes com clientes em compras e provadores. =)

se o mega site de vendas net-a-porter estampa uma dessas na capa, então é um sinal meeesmo!
E então a gente tem que pensar em proporção: não existe isso de alguém grande não poder usar bolsa pequena e vice-versa. Tem um “grande” e um “pequeno” pra todo mundo (por isso chama ‘proporção’!). A bolsa pequena de uma fofa de 1,60m vai ser menorzinha do que a bolsa pequena de outra fofa (e sortuda) que tiver 1,75m, sabe como? A alta vai usar o que seria uma bolsa média pra baixinha (ei!), e todo mundo vai ficar feliz de bolsa-pequena-da-hora (o inverso super vale pra pensar em bolsas grandes!). Diz que tem na C&A umas bem bonitinhas – pra usar já!, e vai ter na Triton pro inverno – pra desejar!
Então, amigos, essa empresa de ursos de pelúcia anunciou que vai fazer uma versão-brinquedo de ninguém menos que Karl Lagerfeld. Tipo vai ser demais a gente dormindo abraçadinha com o ursinho de cabelo branco preso num rabinho e colarinho mega alto e apertado e anéis mointos anéis em todos os adedos vai ser tudo , néam?!?? Quero de verdade ter um (quem não vai querer?)!!!

Diz que vai ter cinto com fivelão e óculos escuros também, urso-pacote-completo. Tá bom pra você?!?? =)
Na onda das combinações de camisetas com saias e shorts (mais saias!), a gente viu esse post cheio de vestidinhos que parecem coordenações de top branco, saias de cintura alta e fixas/cintos arrematando o look. E não é que essa é uma sugestão fácil fácil de fazer… e incrível?!?? Porque é despretensioso e fica beeem descolado, né?

vestidinhos que podiam ser top + saia com cintura alta + cinto/faixa pra marcar!
Dá pra experimentar mil coisas ao mesmo tempo, tipo: camiseta com peças mais femininas e em formas originais (já que a camiseta em si é uma peça super básica), sainhas e shortinhos de cintura alta (na dúvida, com parte de cima branca, sequinha, tem super chance de dar certo), blocos de cores no look e coordenações legais (o branco dá chance de pirar nas outras duas cores – da parte de baixo e do cinto/faixa!). E nem precisa ficar só no básico: top branco é companhia perfeita praquela saia glamourosa que você tem, power estampada, cheia de brilhos e aplicações, ou cheia de fraaaaaanjas – tipo pra deixar a peça-escândalo brilhar! Eu já fiz, no casamento da Cristi! =)

as celebs preferem com saia preta – e a rainha rania, arrasante, prefere com uma saia beeem chique
Mais: dá pra otimizar a sugestão se a gente pensar em vááárias partes de cima! Dá pra fazer o look com camiseta, com tops fininhos, com camisas de botão, com tricôs… E dá pra estender o uso pra festonas, se a gente coordenar a parte de cima branca (muito limpa, muito bem conservada, muito charmosa e muito digna!) com uma parte de baixo bem glamourosa, em tecido elegante e com acessórios bem finos. Néam?!??
Tempos atrás dona Costanza avisou que era pra gente “aposentar aquela bolsona que só atrapalha” porque a carteira-bolsinha tava pra estourar. E agora, numa enquete feita pelo querido Glauco durante o SPFW, ela disse que tem feito “um exercício de minimalismo”- e essa é a parte mais legal da história das (novas) mini-bolsas. O que a gente tá percebendo é que as bolsinhas da hora não são micro, tipo sem espaço pra nada: são bolsas que parecem pequenininhas mas têm tamanho quase médio, em que cabe pouca coisa, mas o essencial (pelo menos!). A da Costanza carrega “dois celulares, agenda, dois batons, lápis de olho, dinheiro e outras coisinhas para retoque de maquiagem”. Alguém precisa de mais?!??

costanza e sua bolsinha prada (me vê uma igual, por favor?)
Que quem precisa ter mais coisas por perto pode se adaptar à solução das duas bolsas, sabe? A power personal stylist Manu Carvalho ensina pra gente a lição: dá pra levar uma bolsinha média, em que o ‘kit de primeiros socorros’ fica mais perto da gente, e dá pra levar (também!) uma sacola bem estilosa com os extras, tipo bloco, agenda, necessaire, guarda-chuva, pashimina ou mantinha, cardigan, livro e revistas, whatever. A gente ganha em acessórios (um “enfeite” a mais!) e ganha na saúde – a Manu em si foi quem lembrou à gente que os médicos recomendam que a gente divida o peso que carrega em mais de uma bolsa! Nos dias de SPFW ela trocava todo dia não só a bolsinha “de gente normal”, mas também a sacola – era uma mais legal que a outra!

manu carvalho e suas duas bolsas no SPFW: a gente acha o máximo
Pras nossas clientes a gente também aconselha a coisa das duas bolsas, e nem precisa trocar tudo com tanta frequência: dá pra trocar mais vezes a bolsa pequena e ter uma ou duas sacolas neutras (mas incríveis!), feitas em material resistente, elegante, com alças firmes e confortáveis pra segurar, mesmo com peso. E aí essa grandona a gente troca menos, mas não deixa nada pra trás – e ainda pode deixar no carro, na mesa ou num cantinho do escritório quando precisa desfilar livre leve e solta só com a bolsinha pequena. Não é mesmo?!??
• A gente é bem fã das imagens que vemos nos desfiles da alta costura (falamos na semana passada, aqui e aqui). Porque é tudo mointo rico, tudo encanta, sempre cheio de detalhes e trabalhos inacreditáveis. Quer entender porque é assim e como tudo na alta-costura funciona? O Cajon DeSastre fez um post curtinho e mega explicativo, passa pra ver que vale.
• Bolsas da moda: um monte de parcerias de fazedores de bolsas e estilistas legais, tipo Thais Gusmão e Fábia Bercsek e Simone Nunes fazendo bolsas pra Le Postiche (eeeee! baratinhas!), com fotinhos no Novidadeiras e tudo. Quer mais?!?? Tem Stella McCartney fazendo bolsas pra LeSportsac – essas são in-críííí-veis e diz que vão ser vendidas pela internet! Vamos todos torcer pra entregar no BR e juntar dinheiros desde agora, que as bolsas vão ser bem menos caras que as da marca principal da estilista, mas ainda assim… é em dólar, né?

mochila de coelho de stellinha para lesportsac: quero uma tipo agora!
• Sabe o que a gente tá adorando? Blogs de jornalistas e de editores de moda. Deglícia saber dos pensamentos de gente super inserida no meio, conhecer a visão de quem tá pertinho de tudo que acontece na indústria e no ferrrvo (como diz a Gabi!). A Simone Esmanhotto, editora da revista Elle, acabou de inaugurar um blog e foi lá que a gente viu que pro próximo inverno não basta só a gente escolher um floral qualquer pra atualizar o look, tem que prestar atenção num floral específico: a mensagem que se comunica com o floral ‘da hora’ faz toda diferença!
• Lembra que a gente comentou da Victoria Beckham como modela pra uma campanha/caridade do Marc Jacobs? Depois de estrelar a campanha grande da marca (é ela aqui, acredita?!??), a foto da Posh Spice tá estampada nessa camiseta – eu suuuper queria uma! =)
• Transmissão de pensamento: a Márcia postou no blog dela o que ela achou da coleção de inverno da Osklen e a gente achou tudo igualzinho (tipos a gente ainda tá estudando o desfile pra escrever sobre, mas é bem isso meishmo). E o mais legal é que ela diz o que pensa (super penso igual!) e no fim diz que vai ter alguma coisa dessa coleção, nem que seja uma camisetinha – quem viu o documentário Lagerfeld Confidential naquele dia que passou na internerd viu o Lagerfeld em si dizendo que o amor pela moda só vale mesmo quando a gente USA a moda de verdade, né?!?? Arrasante.

fabio ishimoto e carol trentini: best friends forever (oooolha!)
• Pra terminar, uma homenagem (quase) gratuita ao amigo mais que querido Fabio Ishimoto. Porque ele é um produtor/stylist mega talentoso, porque ele já teve série de posts aqui no blog (quer ver de novo? aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), porque ele já me levou de assistente pra acompanhar uma foto incrível e um desfile da Dior (tá?) e porque tem super chances da gente trabalhar junto com ele logo logo – e a gente tá feliz da vida com a possibilidade! =)
Cor é sempre bom, não é mesmo?!?? Anima quem tá pra baixo e acompanha a alegria de quem já sai de casa com tudo – melhor ainda colorir o look pegando carona nos florais e xadrezes e geométricos propostos pro próximo inverno! Deglícia criar looks legais só com coordenações originais de cores: porque é fácil, é bom de pensar e de fazer, porque é garantia de elogio e porque faz sorrir (não faz?).

mais campanha da prada e a campanha da mulberry
Então na carona dos temas do inverno e usando como inpiração as campanhas novas das marcas internacionais que a gente curte (tantas fotos e tão pouco espaço!), a gente convida todo mundo a exercitar o olhar e tentar achar coordenações de cores em tudo em volta! Esse post foi inspirado no site Wear Palettes, que monta essas paletinhas de cores tiradas dos looks fotografados pelo Sartorialist. Mas dá pra ir além e fazer paletinhas com as campanhas (usando até os cenários e acessórios que compõem as imagens dessas marcas!), com quadros, com capas de revistas, com tudo mesmo! =)

campanhas de ysl, chloé e missoni
Quem sabe tudo dá a dica: diz que uma das editoras-assistentes da Vogue América tem como “receita” de look-bacana ‘usar cor todos os dias’. Receita boa essa: mesmo quando a cor não está coordenada com cores coloridas, dá pra inserir cor nas coordenações de neutros: em bolsas, nos lenços (hit!), nos pezinhos, numa tiara. Por um dia menos chuvoso, menos cinza, mais alegre e animadíssimo (que eu mereço!).
Sabe toda essa coisa art nouveau que a gente viu no último desfile da Prada, em forma de viés nas roupas, de estampas e no cenário todo ilustrado em que as modelas desfilaram?!?? Vai tudo virar filminho. Miucia já fez figurino, já fez um outro filminho com o Ridley Scott e agora tá fazendo essa animação a partir dos seus desenhos fluidos e arredondados e orgânicos pra essa coleção, que vai chamar “Trembled Blossoms” (quem quer traduzir?).

Os desenhos têm formas de flores e plantas e fadas e arabescos, bem no estilão que predominou em arquitetura, móveis, roupas e jóias nos anos 20. Quando a gente viu as fotos do desfile pela primeira vez, deu pra lembrar na hora dessa coleção da Giselle Nasser pro inverno de 2005 (!!!) – a Giselle desde sempre usou debruns e todos os tipos de viés (qual é o plural de viés, hein, gente?) nas suas roupas, sempre tão românticas e espertas quanto a art nouveau em si.

a gente aaama essa coleção: o vestido de noiva da cris é dela, quer ver?
E a gente lembrou não tanto pelas roupas apresentadas pela Prada, mas pelo climão inspirado pela arte da década de 20: agora que a campanha dessa coleção saiu nossa lembrança “confirmou”. Não é literal, claro, mas dá pra saber que as duas estilistas tiveram inspirações-irmãs, né?!??
A primeira vez que a gente “cobriu” o SPFW com o blog foi na edição de inverno 2007, em janeiro do ano passado. Foi quando a gente começou a enxergar tudo com olhos de quem quer pensar, entender, dividir e conversar sobre o que vê. Nessa mesma edição do SPFW a gente trabalhou com um grupo de outros bloggers e muitos viraram amigos queridos – contribuíram um tanto com o nosso crescimento e ajudaram (ajudam ainda!) a ampliar a nossa visão e conhecimento da nossa área de trabalho. Um desses amigos é o Michell Zappa, que desde então colabora com o blog com referências e inteligências e pontos de vista e companhia mas, principlamente, com fotos incríveis. =)

vale o passeio pra ver tudo com os olhos de quem tava com a gente o tempo todo: super super super obrigada, michell!
A gente (todo mundo!) vê sempre fotos iguais, com o mesmo formato, não vê? E daí o Michell mostra pra gente as mesmas coisa com ângulos diferentes, detalhes diferentes, mais cores, mais gente, mais luz. A mania de câmera na mão desse amigo já foi recheio de um post logo que a gente grudou nele – nosso jeito de agradecer pela amizade e pelas imagens mais que legais. Depois daquela edição, nessa última nosso ‘fotógrafo muito chique’ (como disse a Thais) acompanhou a gente de novo na Bienal, desde antes do evento começar até o último desfile: a gente ganhou de presente a visão dele nesse mega álbum com ‘bastidores’ da Oficina, encontros com amigos, momentos lindos dos desfiles que vimos juntos e muitas, muitas risadas.

quer passear por onde o michell passeou com a gente?!??
Teve anos 70 tanto no Fashion Rio quanto no SPFW, né, amigos? A gente pode super usar de inspiração pra fazer compras futuras e pra programar looks pro frio, sabendo do que se trata e de como apareceu na passarela. Mais importante é saber interpretar e não somente reproduzir, senão vira festa à fantasia, néam?!?? O Alcino Leite Neto (que tá virando meu super top jornalista favorito!) escreveu hoje na Folha de SP (aqui) dos três grandes temas desse inverno – geometria, country e anos 70 (a gente vai falar desses outros dois também, logo logo) – então é pra gente prestar atenção!

Da tendencitcha anos 70 o Alcino falou como “desdobramento do universo country, trazendo a delicadeza das saias longas e dos vestidões”. As referências aparecem pra gente em forma de bordados e patchworks e detalhes artesanais (herança dos hippies), estampas floridas e coloridas, rendas e volumes feitos em tecido (também dos hippies super otimistas: “faça amor não faça guerra”, sabe?), calças com cintura mais alta e perna larguinha (lembra de “Embalos de sábado à noite” e “Dancin’ days”?), tricôs rústicos com tramas largas e espessas (referência ao avanço na tecnologia têxtil desse tempo – quando foi criada a Première Vision, principal feira de lançamentos de tecidos e ‘modas’), masculino x feminino (herança da vontade de afirmação de independência e força de trabalho da mulherada, que começou a usar terninhos).

Sabe o que mais tem cara de anos 70? Franjas nas bolsas, lenços de todo jeito – mais de todos no cabelo, estampas em tie-dye ou manchadas tipo mudando de cor (mesmo em tom sobre tom!), peças em lurex (muita calma, hein, amigos) e estampas multicoloridas, tipo pucci, bem psicodélicas (por causa das drooooogas que eles usavam!).
Então, amigos. Se moda é o que a gente quer usar antes que todo mundo esteja usando, a hora de arranjar uma jaquetinha preta de couro pra quando o frio chegar é agora. Que Junya Watanabe já fez (e estilistas japoneses enxergam beeeem mais na frente que a gente, néam?), Jean Paul Gaultier fez pra Hermés, e editoras de moda im-por-tan-tes já têm as suas, tipo Emanuelle Alt e a Maria Prata (eeeeeee!) – e o que elas usam serve de sinal pra todo mundo, elas também enxergam na frente e ensinam pelo look, não é mesmo?!??

quem toma conta da vogue francesa e da nossa vogue tem crédito pra servir de referência, néam?
E se as jaquetinhas apareceram junto com Marlon Brand o e James Dean nos anos 50, super rebeldes, aqui elas apareceram por conta da onda de masculino/feminino, associadas a elementos suuuper femininos – a gente adora essa mistura e acha um jeito fácil (e descoladérrimo) de entrar na ‘tendência’! Pra você ter uma idéia a jaquetinha apareceu no desfile da Maria Bonita Extra, marca mais de-menina-fofinha-de-boneca do mundo!

maria bontia eishtra, duas vezes patrícia vieira (versão babaaado!), neon cori, animale e ellus
A melhor parte é que jaquetinha de couro preto funciona com quase tudo nessa vida. Dá certo com jeans, com alfaiataria, com bermudinhas e shortinhos, com vestidos super femininos, com tudo. Mesmo. E a gente pensou em aconselhar todo mundo a procurar uma jaquetinha dessa nas Zaras e C&A’s da vida porque é tendencinha meeeesihmo – mas a jaqueta em si é tão clássica que vale um investimento: a Cris têm a dela desde sempre e, por mais que ela tenha ficado guardadinha durante um tempo, ela vai super usar de novo agora!