18.
jan.
08.
inverno 2008: a nova zoomp e o grupo i’m
Hoje a gente conheceu a primeira coleção da Zoomp com Alexandre Herchcovitch no comando do estilo da marca. O estilista já tinha trabalhado na Zoomp há tempos e voltou agora, depois que a marca foi comprada pelo grupo de gestão de marcas I’M. A historinha da coleção era assim: pessoas do futuro com saudades do passado, sendo que o passado é o nosso hoje. Então essas pessoas usam vintage em detalhes de renda, de ponto cruz, de artesanal – e a gente vê tudo isso nas roupas que o Alexandre Herchcovitch fez!
Os jeans tinham um trabalho delicado de furinhos, tipo mini-cruzinhas (referência ao ponto cruz), que criou um efeito de textura e deixou tudo mais interessante. Os vestidos, calças e jaquetas têm suas modelagens super atualizadas – parte mais incrível do trabalho desse estilista para essa marca: AH deixa moderninha a parte mais tradicional da Zoomp, mega “fazedora de jeans”. A identidade do estilista não sobrepõe a imagem da marca, mas a fortalece. Ainda tem peças-desejo feitas nesse jeans, tipo os macaquinhos, e dá mega vontade de ver isso ‘desdobrado’ na loja, pro comercial. Ainda teve uma seção ‘casacos e vestidos’ super fáceis de usar e um bloco final de couros cheios de bordados em ponto cruz, ponto alto da imagem de moda da coleção (curioooosas pra ver como isso vai acontecer na vida real!).
Desde ontem o mega assunto de todo mundo na Bienal eram os desfiles das marcas compradas pelo grupo I’M – Identidade Moda (aqui no SPFW, Fause Haten, Alexandre Herchcovitch e a própria Zoomp). A gente ainda vai ver desfiles masculinos do Fause Haten e do AH, mas já deu pra passar a ansiedade e ver que, até agora, os efeitos maiores dessas compras ainda tá pra acontecer. Pra gente (da vida real) o que muda é que essas marcas passam a ter coleções maiores, vendidas em mais lugares. Vai ter mais de tudo, desde mais vestidóns até mais jeans e camisetas – então tem tudo pra todo mundo, com todo tipo de preços – e vão ter mais lojas, em mais shoppings – vai ser mais fácil conhecer e comprar.
O que mais tinha chamado atenção desse assunto pra gente, até hoje, tinha sido a venda-furada da marca Sommer pro grupo AMC Têxtil (mesmo que tem a Colcci), e nessa entrevista pra Folha de SP o Marcelo Sommer em si explica que vendeu sua marca para uma tecelagem e não para um grupo financeiro. E a gente tá bem simpática em relação à motivação do I’M (se fala “I am”, tipo ‘eu sou’ em inglês – a ver com identidade!), pelo que conhecemos do discurso deles até agora: “acreditamos que a moda deve ser plural, democrática, diversa, bela, humana e trazer maior auto-estima e bem-estar para todos (…) e nos propomos a gerenciar marcas e relacionamentos no mundo da moda para que as pessoas expressem suas identidades”.
No Pense Moda muito se falou sobre o estilista não ter tempo pra criar por ter que se preocupar com dinheiros e negócios. A gente imagina que essa nova fase de grupos e gestões nos negócios da moda no BR possibilite mega super fluência de criatividade dos nossos ‘criadores’ e adoraria ver reflexo disso (em muitas lojas! em todos os shoppings!) o quanto antes, na vida real. Deglícia.











Affffff, o terceiro vestidinho ali da segunda foto é perfeito, incrível. O primeiro também.
[Responder]