Olha, a gente nessa Oficina é bem fã de tudo na Melissa. É incrível a trajetória de pensamento que levou a marca a produzir desejo em forma de plástico, e nao só sapatinhos que a gente ama. A gente fez super post contando os fundamentos deles na Melissa na ocasião de uma palestra no Pense Moda, quando ouvimos direto de quem pensa nessas coisas o porquê de Melissa ser um produto nacional de dar orgulho na gente. E a iniciativa de produzir sapatos em parceria com gente incrível, tipo Alexandre Herchcovitch, Thaís Losso, Judy Blame, Vivienne Westwood é sensacional: a gente pode pagar esse design, e vem com cheirinho e tudo! =)
Por isso a Melissa feita em parceria com a Zaha Hadid, super arquiteta bombada no mundo todo (fez museus e já ganhou zilhões de prêmios e tem um projetão de galeria de arte itinerante com a Chanel!), é uma das coisas mais legais dos últimos tempos. A pessoa projeta museu, gente. E senta e projeta uma sandália impossível de acontecer no plástico, mas que acontece. Não precisa nem estudar tanto as formas de tudo que ela faz pra enxergar os elementos do trabalho de Zaha Hadid aplicados à sandália-bafo: as linhas sinuosas, a fluidez, a cara de mudérna. Pode suar o pezinho, pode ser louca demais, pode ser performática e tals. Mas é pedaço valioso de design e vale ter, nem que seja pra decorar (eu vou ter). No vídeo aqui em cima tem todo o processo de confecção da versão gigante da sandália de Zaha pra Melissa, que decora a frente da loja da Oscar Freire até hoje – é tão legal que eu tirei foto junto, tá bom pra você?
Gente! Tamos com o site mais que fofo do Encontrinho no ar! E vamos concentrar toda informação – séria e não-séria – relacionada ao evento nesse endereço! Lá vai ter agenda dos próximos encontros, possíveis locações all aroud the world (que tem super mega chance do Encontrinho viajar por capitais, sabia?), tem relatos completíssimos de tudo que aconteceu nos primeiros encontros (com mil links), registros das nossas reuniões pré-Encontrinhos e mais!
Vale a visita e vale ficar de olho, que já em agosto a gente tem duas possíveis datas e as instruções pra participar vão ser postadas lá! Vale comentar e ir coordenando tudo junto com a gente, que Encontrinho só tem graça com mointas leitoras-migas por perto! =)
Junto com o ‘blog oficial’ (rá!) entrou no ar também a comunidade do Encontrinho no Orkut! E só eu tô lá, então entra pra eu não ficar sozinha mointo tempo?!?? =)
Nessa última temporada as jaquetas de couro apareceram em coordenações super leves, em propostas pro verão mesmo. O couro já carrega em si (!!!) a mensagem de material-sexy, então as modelagens mais soltinhas e molengas das jaquetas “novas” colaboram em equilíbio para quaisquer peças feitas nesse material – que couro justo-justo não dá, néam? E aí que uma jaquetinha boa de couro acrescenta uma textura muito boa de incrementar qualquer look: não pode couro com couro, mas pode couro com algodão, com seda, com tricô, com lãs, com tecidos de alfaiataria e mais! ((O quesito “não pode couro com couro” se estende até pra acessórios: não tem graça usar casaco de couro com bota de couro, sabe como? Um de cada vez, gente!))
“E viscolycra com couro, pode?”
Olha, a gente acha que não. Que tudo bem coordenar couro com esses outros materiais leves que a gente listou aqui em cima. Mas a visco, além de ser super mais leve que o couro, é infinitas vezes mais esportiva. Mesmo com tantos couros moles, com tratamentos novos que os deixam mais maleáveis, eles ainda são cou-ros = material mais pra pesado. Lembra da teoria do peso visual? Se a gente vai quebrar regras, é bom quebrar uma de cada vez, né, amigas?
“E com calça jeans, fica bom?”
Daí só falta acrescentar malha de gola alta e bota longa sobre a calça – tá pronto o look mais batido do milênio. Gente, Dudu Bertholini ensinou que “estilo pede ousadia”. Então vamos aproveitar que a moda tá oferecendo mil elementos legais da gente acrescentar ao look e vamos ousar, pelo menos um pouquinho! No lugar do jeans, experimenta uma outra calça, em material diferente ou colorida. No lugar da bota, arrasa de assandalhado ou de peep-toe, ou whatever. Interessância pra já.
Do mesmo jeito que paletozinhos pretos funcionam sobre (quase) qualquer coisa, as jaquetas de couro também. Especialmente nos looks de temperatura média (treino pra quando o calor chegar!), a gente pode substituir cardigans e jaquetas jeans por um modelito de couro, não pode? E pras super mudérnas, vale também trocar a jaqueta e continuar com o couro, mas de outros jeitos: em calça de couro, em saia de couro, em blusa de couro (a Alexandra Farah usou uma no SPFW e tava arrasante)… e nem precisa ser só couro, pode ser em camurça também! O importante (nesse post e na vida!) é a gente se exercitar em coordenação de materiais diferentes!
Das coisas que aparecem repetidas vezes quando se faz pesquisa de imagem! Tem uma parte do trabalho de consultoria em que a gente abastece a cliente com mil referências, pra reforçar os elementos de identidade visual que ela pode escolher pro próprio vestir – é só um começo, logo logo a cliente tá recheando seu próprio arquivo inspiracional sozinha (e surpreendendo a gente, que nossas clientas são sucesso). Quase sempre, no meio da pesquisa pra buscar essas referências, surgem assuntos pra post – não é ótemo? Dessa vez foi a quantidade de vezes em que Kate Moss apareceu nas buscas, usando blazer preto. E não é que tem bem mais gente fazendo a Kate – e coordenando looks bem bons?!??
As referências podem nem ser tão novas, mas todos esses looks são bem atuais. Todos têm semelhanças, elementos em comum – e são esses que a gente pode transportar pra vida real, pra experimentar em casa e ver se funciona pra gente (ai, eu super quero um paletozinho a-go-ra). Os blazerzinhos das fotos são todos ‘inhos’ mesmo, com ombros certinhos, cinturas ajustadas, mangas estreitas, sequinhas. Pensando que a moda em volta da gente tem oferecido modelagens mais almplas (mesmo em mangas), os brechós podem ser super passeio à procura de um desses – ou guarda-roupa de mãe, néam? E nas referências os blazers funcionaram super bem em festchinhas, sobre vestidinhos de tecidos lustrosos com meias opacas, sobre renda na versão zéxy de Gwyneth, sobre vestidinho opaco no look-de-tarde de Julianne Moore e mesmo de micro sainha e camiseta. Quase todas tão usando com a manga puxada pra cima (um charme, não?) e, mesmo quando o blazer completa o look ‘jeans + camiseta’, ele completa arrasante – o look de shortinho e sapatilhas é quase o meu preferido!
Bom é que mesmo sendo um blazer preto liso reto, provavelmente desconjuntado de um terninho antigo (na imaginação!), o efeito é de look super super atual, descolado. A impressão que dá é que elas trocaram os cardigans e jaquetinhas e bolerinhos por uma peça que poderia não ter a ver, poderia pesar, mas que funcionou mega bem porque elas foram eshpertas! Então vale a tentativa, por cima de qualquer look que daria certo com esses outros complementos – e é exeprimentando, testando sem medo (nem compromisso) é que a gente vai avaliando resultados bons pra gente mesmo. E mais: além do blazer acrescentar o elemento masculino no look das meninas, ele ainda cria sensação de cintura fininha quando usado aberto – esse vão vertical que as partes da frente formam ao longo do corpo é ótemo, menina.
A gente constrói nosso guarda-roupa a partir de duas atividades/necessidades que se repetem de tempos em tempos: compras e limpezas. Essas cinco liçõezinhas aqui servem pra todo mundo (to-do-mun-do) e dão direção boa tanto pra comprar, quanto pra ter em mente na hora de descartar o excesso do armário, o que não serve mais. É mais uma daquelas listinhas de imprimir e andar na bolsa, ou de pregar na porta do armário. Que não é solução a curto prazo, mas serve pra vida toda! =)
CUSTO x BENEFÍCIO
É o princípio desse post aqui, sobre investimentos certeiros em guarda-roupa: tem que ter bem em mente como é o nosso estilo de vida, pra então investir no nosso estilo de vestir. Vale gastar mais com o que se usa mais, e gastar bem menos no que vai ser usado pouquinhas vezes. E o que a gente mais usa pode ser descartado com menos peso na consciência, e o que é menos usado dura um tempão sem desgaste nem enjôo no armário. Néam?
QUANTIDADE x QUALIDADE
É mais inteligente ter uma quantidade razoável de peças boas – feitas em material de qualidade, com acabamento durável – do que ter montes de peças que com o tempo vão desbotar, descosturar, soltar botões, criar bolinhas no tecido, etc etc etc. Poucas e boas meishmo. Que roupa em ótemo estado de manutenção é meio caminho andado pra se ter imagem elegante, mesmo com look informal. Faz toooda diferença!
ATUALIZAÇÃO CONSTANTE (variedade x clássicos)
Mesmo que a gente tenha um guarda-roupa coerente com o nosso estilo de vida, recheado de coisas que tem a nossa cara, é bom acrescentar pelo menos uma peça-bafo a cada estação pra dar aquela atualizada no look pra não ter cara de sempre-igual, sabe? Mesmo que essa peça dure só por uma temporada mesmo: vale jaquetinhas, vale uma sandália incrível, a bolsa do momento, uns lenços coloridos, um macacão… sabe como? Uma peça que, coordenada com tudo que a gente já usa, faça a diferença pra gente não ficar pra trás. E são essas as peças perfeitas pra se comprar em liquidas!
CONJUNTOS x VERSATILIDADE
Se a gente tem muitos conjuntos no armário, é fácil ficar sempre presa às mesmas combinações e assim parecer sempre ter a mesma cara. Ao mesmo tempo, conjuntos que a gente “desconjunta” e usa com outras peças rendem mil combinações novas – e a gente é a favor até de guardar tudo separado (em vez de juntar a calça e o paletó no mesmo cabeide, por exemplo), pra exercitar a coordenação ‘desconjuntada’! Regra boa de versatilidade é essa: cada peça do guarda-roupa deve ser cordenável com pelo menos outras duas, lembra?
ACESSÓRIOS
Tamos todas convencidas que acessórios são fundamentais e que, no fim, são o item mais barato e ao mesmo mais “modificador de looks” que a gente pode acrescentar ao guarda-roupa, néam? Armário inteligente tem que ter acessórios que façam a diferença, que sejam cereja do bolo dos nossos looks e que digam, com todas as letras e contas e pedras e cores, quem a gente é! =)
Pequena pausa nos pensamentos de Clarice pra um pensamentão de Alber Elbaz, estilista da Lanvin (que a gente bem adora). Tem uma entrevistona dele na revista Key #10 (de maio e junho), que tá lá porque é mointo boa meishmo: a entrevista original foi feita pra revista Self Service e a revista da Erika Palomino traduziu e publicou pra gente. Vale a leitura, cheia de insights bons e pensamentos pertinentes. Tipo esse:
“É essencial aprender o que fazer e o que não fazer. A idéia toda é manter suas idéias abertas e dizer: “estou aprendendo”.”
E assim, no meio de uma entrevista de oito páginas, com essa frasezinha Alber Elbaz entrou pro time de musos da Oficina. Que isso daí super vale pra looks, mas vale (mointo) também pra vida toda. =)
O blog Dus Infernus tem essa semana uma série de posts que, juntos, são uma aulona de moda masculine: como entender a evolução e o desenvolvimento, como observar possíveis caminhos futuros, como enxergar detalhes que apontam pra mudanças maiores e como compreender esse universo, tão diferente do universo da moda feminina. Vitor Ângelo (genial como sempre!) entrevistou Lula Rodrigues – super jornalista de moda masculina, editor do blog HomemPontoCom e mestre! – com vontade, com interesse real, tendo estudado sobre o assunto, tendo pensado e refletido sobre ele, pra então nas perguntas expor sua opinião e trocar idéias com quem sabe tudo de moda meninos. (O que faz da “semana Lula Rodrigues no blog Dus infernus” uma power-aula de moda, mas também uma aula de entrevista – viu, repórteres?!??)
E a mesma coisa que eu tenho falado na vida real, eu vou falar aqui pra vocês também, meus amigos de blog: tem que ler tudo, tem que estudar, pra na próxima temporada ( e na vida real!) colocar todo esse pensamento-novo em prática. Pra assistir à desfiles de meninos com outros olhos e alcançar o que há de positivo na nossa produção e na nossa reflexão em relação ao universo dos meninos. Vai ser um exercício deglícia e eu, empolgadíssima, mal posso esperar pra chegar a hora!
Gente, tem fotos novas no Flickr da Oficina, separadas em álbuns que tão precisados de colaboração de todo mundo daqui – e que vão ser colaborativos pra sempre! Um é de fotos da gente com famosos – e o conceito de famoso aqui é bem diferente e beeem estendido! O outro, mais legal de todos do mundo, é um álbum de fotos da gente com leitoras que a gente encontra/conhece na vida real: a partir de agora vamos registrar to-dos os momentos de afetividade fashion que a gente recebe de presente do universo. Até agora os ábuns tão murchinhos, esperando contribuições! Então, se você é famoso ou famosa (rá!) e se você em algum momento já tirou foto com a gente, manda pra cá – pro falecom@oficinadeestilo.com.br – com o link do seu blog junto, que a gente vai postar tudo com créditos e carinhos de agradecimento!
ana, cristi, fê, giu, carol, mari, fê de novo e aline!
Olha, o tratado-anti-preto-e-branco postado essa semana fala de um tipo de look sem vida, sem interessância, que parece ter sido escolhido por preguiça. Mas a gente aqui acredita na motivação sincera da mulherada – sem preguiça-fashion – pra se vestir com personalidade e com elementos que possam ser lidos positivamente, então, nesse espírito, até o look total-preto tem espaço pra brilhar! Claro que esse post não é um anti-manifesto, nem um outro tratado agora à favor de todo mundo em negritude: sem ser todo dia, sem ser o tempo todo, o preto super funciona e pode ser tão legal quanto um look mointo colorido (que, desculpa gente, ainda é – quase sempre – mais legal que o todo-preto).
Especialmente em ambientes profissionais formais se tem a impressão de que preto é mais sóbrio. Se fosse assim a gente não usava preto no dia-a-dia e nem tinha tanto terno marinho chique por aí. Pra implicar formalidade, tecido e forma contam tanto quanto cor, então o preto fica bom no escritório e na festa, mas também no almoço de domingo (se for o caso). Outras cores neutras transmitem mensagens sóbrias também, e ficam chiques e bem interessantes combinadas com o preto: marinho e preto, marrom e preto, cinza e preto, bege e preto, etc etc etc. E se o preto total pode transmitir mensagem distante, um preto-fofucho transmite uma mensagem não contrária, mas bem equilibrada! Por isso é mointo importante, no look all-black (rá!), que haja textura, forma, design, detalhes, elementos além da cor – pra comunicar alguma coisa a mais de personalidade e pra servir de veneno anti-monotonia. Vale superfície diferente, que chame ao toque, vale babados, vale mangas cheias de formas, vale recortes que mexam na modelagem. Vale se dedicar.
E se é pra falar de vida real, então vamos todas confessar: por mais que a gente adore brincar de boneca em frente ao espelho, tem horas que a gente nem tem forças, nem tem vontade. Nessa hora o preto parece solução fácil, né? Mas se solução é algo que acaba com um problema, um preto qualquer não pode ser considerado solução. Tem que ser um preto-BAFO – que na preguiça possa salvar a gente e ainda possa deixar bem claro que a gente é legal, que esse preto específico parece ter sido feito pra gente, que tem tudo a ver com quem a gente é e com o que a gente usa nos dias de não-preguiça. Então, amiga, providencia um preto incrível – ou elementos que possam ser acrescentados ao preto pra incrementar, tipo meias ótemas, sapatos e cintos, colares, golas, boches, acessórios pro cabelo, o que for. Mas não se deixa ser mais uma de pretinho-básico na multidão. Que eu acredito que se você tá aqui, lendo isso, você definitivamente não é mais uma! =)
Esse blog é bem a favor de todo mundo exercitar tanto o olhar que tudo em volta possa render inspiração. A vida já é mesmo o que alimenta a moda e suas tendências, então porque a vida não pode render imagens pra gente adaptar e usar em forma de look?!?? Fica mais fácil quando a gente separa elementos que a gente pode prestar mais atenção, pra depois fazer em casa (tipo PODE tentar isso em casa, crianças! rá!). E tudo pode render: cores de um filme, formas de um letreiro (letreeeeiro!), o que inspirou uma fotografia – um clima, um lugar, um sentimento… vai saber! – e o que essas coisas despertam na gente. Montes de coisas chamam a nossa anteção, e se a gente transforma essa atenção em ‘vontade de se vestir de acordo’, daí a coisa rende. Tipo, Clarice Lispector tem me feito ter vontade de ser todo dia um pouco mais mulherzinha! =)
Outra que me inspira é Tarsila do Amaral. Ela foi uma artista muito muito importante pra gente aqui no BR porque em tudo queria reforçar sua origem, e assim foi. Tarsila estudou em Paris e vivia viajando, mas em tudo que fazia deixava bem clara a sua essência, e essa essência tinha super a ver com o lugar de onde ela vinha – daqui! Nas pinturas de Tarsila tinha muita árvore, tinha gente, coisas simples do cotidiano, tinha mointas cores, simplicidade com carga emocional e conteúdo denso, que enche os olhos. O Brasil registrado por Tarsila é bem bonitchinho, cheio de paisagens bonitas de se ver – você quase sente uma brisa bater quando vê, sabe como?!??
E se Tarsila se deixou influenciar esse tanto pelo seu meio, se o ‘em volta’ foi tão importante no seu repertório de imagens, as cores não tinham como não aparecer. Toda a sua produção é super colorida, alegre, e cada espaço da tela é preenchido com um tom que pode, à primeira vista, não pertencer ao “conjuntinho” – mas que no todo faz um super sentido. Mesmo básica, ela é básica com cor! Com mointas cores juntas, diferentes mas em tons próximos, que aparecem aos montes quando há mais detalhes nas visões de Tarsila. Ao mesmo tempo, quando a forma é super importante, a cor ainda aparece (forte!), mas como suporte pra deixar essa forma brilhar!
Nessa idéia de tirar inspiração de tudo, super tem como relacionar Tarsila e sua história (e suas obras) com a nossa (possível) motivação pra se vestir. Tarsila, junto com um grupo de amigos, propôs “digerir” a cultura européia até que o resultado de tanta “mastigação” (rá!) fosse bem brasileiro. Então as referências vêm de fora, mas se enriquecem de figuras bem familiares: bichinhos, florzinhas, casinhas, frutinhas. Na figuração de Tarsila a gente encontra lugar pras nossas estampas, pras nossas formas, pros nossos broches, pras nossas tiaras.
Mas Tarsila era menina-moça, e, tipo a gente, no fim do dia queria mesmo era estar bonita e impressionar/conquistar o bofe. Então em tudo, mesmo nas imagens mais elegantes, a artista usa formas arredondadas, corações, cores femininas e degradês suaves – não porque isso impressiona mais, mas porque, muito provavelmente, Tarsila era tão romântica quanto qualquer menina do nosso grupo de amigas de hoje. =)