31.
ago.
08.

a nossa visão da moda das meninas do rio

publicado por: Fernanda

A gente aqui em SP trabalha mointo em shopping e nos Jardins, pra agilizar e facilitar a nossa vida e as das clientas. E é tudo super legal e tals, mas no Rio o mesmo trabalho sempre acaba numa praia, ou na Lagoa! Então a melhor coisa da nossa viagem pro Rio na semana passada foi trabalhar-passeando: a gente andou tudo tudo tudo em Ipanema e no Leblon, num calorzinho deglícia, e voltamos com vontade de ir muitas outras vezes pra lá – e a gente vai voltar sempre na A Teen, na Q Guai, na Cantão, na Tidsy, na Eu com Elas, na Leeloo, na Cavendish, na Permanente e na Redley, nossas favoritas (ainda falta conhecer um monte, né?). A Cris comentou que a luz do sol deve incidir de jeito diferente no Rio, que tudo é mais colorido, mais brilhante, mais intenso, mais bonito meishmo. E tudo que a gente pensou sobre como as moças se vestem lá vem daí, da proximidade da praia, da luz e do tempo bom.

parque_lage.jpg
olha a gente brincando de ‘onde está wally’ no parque lage, que ótemas!

Que aparentemente, quem mora pertchinho da praia tem mais consciência do corpo, cuida mais dele e da pele, tem menos pudor (e muito mais vontade!) de mostrar.  Então as moças cariocas tão o tempo todo de pernocas de fora – em quatro dias de andanças a gente viu tipo três meninas de calça e só. Todo mundo de roupa curta (que não precisa ser micro, mas quase sempre é, de leve, acima do joelho), de decote, de cavas amplas (com tops por baixo), de decotes nas costas. Faz calorzinho, então tudo que se usa é bem leve e bem solto: a gente viu nas lojas toneladas de algodão fino, de jérsei, de viscose misturada com algodão e com seda, de tecidos com tramas abertas e vazadas. Pos isso a gente nem ficou passada com a quantidade de looks com três peças que a gente viu por lá, mesmo no calorzão! É tudo tão fresquinho que as sobreposições só acrescentam estilo, e nenhuma quentura a mais. =)

Mas por tudo isso daí, as cariocas são também mais informais. Se a gente perceber só peças de roupas, todo mundo tá mais ou menos “nivelado”: a gente enxergava mais formalidade ou menos formalidade nos elementos periféricos, tipo sapatos, bolsas, óculos, acessórios. Pelo tipo de material e pela qualidade de cada um a gente conseguia imaginar se as moças tavam indo passear, trabalhar ou à praia – tipo isso. A gente viu também que as cariocas usam beeeem menos salto, e que quase todos os saltos são super confortáveis: as calçadas tão cheias de anabelas e saltos grossos de madeira (umas graças). Por conta do calor, talvez, a gente também tenha visto tantos pés de fora: todo mundo usa sandália, desde as mais abertas até as super fechadas, mas sempre com dedinhos à vista. E como o meio super influencia o vestir, as cores do Rio – de vegetação, de praia, de montanha, de asa delta, de calçadão, de táxis amarelos e mais – fazem com que as moças de lá também seja mais colorida. Uma alegria, gente, quero voltar.

30.
ago.
08.

oficina de estilo e moda de rua na época sp

publicado por: Fernanda

A revista Época tem uma “filha” mensal, que circula só aqui em SP e que chama Época SP (dã!). Tem essa seção que se chama “O que estão usando por aí” pra mostrar moda de rua nos bairros daqui – cada edição da revista traz fotos de gente com looks legais em um bairro diferente. A gente fez essa seção na Época SP desse mês, que retrata a moda de rua de Higienópolis – e foi uma deglícia de fazer!

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clica pra ver grande e pra ler nossos comentários sobre cada look! =)

Se a gente parar pra pensar, a gente percebe muito mais looks ruins do que bons. Pára pra lembrar quantas vezes você comenta “nossa, que look uó super ruim cafona” e quantas vezes você diz “gente, que look incrível que ótema”. Foi um exercício procurar looks que foram criados não só pra cobrir, mas pra encantar (de algum jeito). Nossos olhinhos passaram essa tarde (de super sol e calor) em Higienópolis examinando gente que teve sacadas boas no look, gente que andava feliz da vida com o que escolheu vestir – foi um exercício de se deixar chamar a atenção!

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essas são fotos extra, que não entraram na edição da matéria, mas que a gente amou fazer tanto quanto. também tem comentários, clica pra ler!

Quem lê o blog vai perceber, junto com o gente, o que faz o nosso olho brilhar em cada look desses – parecia que nossas personagens também tinham lido esses mesmos posts! Foi super legal ver que tem um monte de gente bacanérrima, super se preocupando (pro bem) com o que veste, em cirscunstâncias diferentes, com motivações diferentes. Não é só querer estar incrível, é querer despertar alguma coisa a mais no outro, tipo inspirar!

Todas as fotos são da queridíssima Dani Toviansky, que é “fotógrafa da Oficina” há tempos: tirou essa nossa foto aqui e a nossa foto que aparece aqui em cima no header! São dela também as fotos do MAKING OF dessa matéria, da gente trabalhando de assistente de fotógrafa e se divertindo! =)

28.
ago.
08.

volta do rj e laço de uma volta só

publicado por: Fernanda

Tamos no Rio de Janeiro desde segunda, amigos, cuidando de uma clienta querida. Hoje é dia de voltar pra SP, mas a gente volta com as malinhas cheias de conteúdo carioca: já já tem posts pra mostrar jeitos de usar três peças no calor, mais jeitos de amarrar lenços e paninhos finos (pro calor!), duas lojas daqui que a gente a-mou, um estudão de como a tendência “bohemian” começou e como virou o que é agora (que tem tudo a ver com o nosso momento três peças) e mais. Tudo idéia desse nosso tempo aqui. Enquanto a gente organiza essas estórias todas, tem videozito com um jeito fofo de marcar a cintura: a gente adora fazer esse laço de uma ponta só em faixinhas de vestidos e de casaquinhos. Que esse jeito, com a volta única e com as duas pontinhas caídas, cria menos volume e ainda é mais charmoso. Não é?

Tomare que o processo (no vídeo) todo não esteja confuso. E daqui a pouco a nossa aventura carioca começa a aparecer aqui no blog – que nossa passagem pela cidade maravilhosa foi rapidinha mas foi tãããão legal! =)

27.
ago.
08.

os hits/atualizadores de look da temporada

publicado por: Fernanda

Todos os textos de Suzy Menkes são aulas peso-pesado de moda e de percepção de moda. A jornalista escreve para o International Herald Tribune e parece enxergar mil vezes mais que a gente. Quando descreve desfiles faz a gente alcançar mais informação fashion do que qualquer foto, em qualquer definição, mostraria. Então, se ela resolve dizer pra gente o que é que atualiza os nossos guarda-roupas nessa temporada (na verdade, na temporada de inverno do outro hemisfério, néam?!??), a gente presta atenção. E Suzy (ô intimidade!) escreveu pra Bazaar pra dizer que meias-calças, sapatos (especialmente botinhas curtas tipo ankle boots) e jóias (colares e pulseiras) são as peças-chave da estação. E mais:

grafico.jpeg
sabe esse gráfico de “surgimento, aceitação e declínio” de modas? rende um post inteiro, néam? (vamos fazer, cristi?!??)

Suzy Menkes nossa “gurua” diz que os CASACOS da temporada têm a forma de um ovo invertido, arredondado em cima afunilando embaixo. E diz que esses casacos – coloridos em tons pastel, clarinhos! – têm golas carecas pra mostrar as jóias (rá!). Ela diz que casaquinhos tipo JAQUETINHAS também tão em alta.

Olha, o texto diz que todos os VESTIDOS do mundo tão na moda, menos os de modelagem império (morto e enterrado, diz Suzy). Vale com mangas amplas e importantes, em jérsei drapeado (com casaco 3/4 por cima, que é pro inverno deles isso aí), em estampas gráficas e blocos de cores. Os mais-mais são os que têm formas interessantes, lembrando arquitetura, “esculpidos em três dimensões no tecido”.

Diz que depois de tantas temporadas-mulherzinha, os designers tão “hiperimaginativos” em relação à CALÇAS. É a temporada das modelagens saruel e jodhpurs, tudo com cavalo super baixo – ou das cinturas altíssimas e pernas mais largonas.

As SAIAS da temporada também têm esse formato de ovo invertido, que aqui a gente chama de tulipas. Diz que as longuetes tão aí mas não pegam ninguém (rá!) e que se for pra ser longa, tem que ser longa no tornozelo meishmo.

E nem os TRICÔS escapam da atualização. Suzi diz que não tem um tricô ‘definitivo’, mas que cardigans continuam sendo boas escolhas e que “mangas amplas são frescas”. E diz que o jeito atual de usar é misturando metais-hardcore ao tricô-fofucho, tipo sueterzinho com cintinho de tachas, sabe como? Ó, ela menciona bolerinhos também.

Diz que as maxi-bolsas tão mesmo encolhendo, ao mesmo tempo em que as carteiras tão aumentado. Suzy diz que as BOLSAS, em geral, tão diminuindo de tamanho e que tão ficando mais suaves, com menos elementos decorativos em metal. E diz que “tá se usando” bolsa e sapato combinandinho.

E os SAPATOS são sexies e chamativos, que os pés são o fetiche da estação, diz Suzy. Então vale saltos decorados, cores ótemas, materiais que brilham e mega enfeites. E quem tem motorista ou carona garantida pode arrasar com os saltos mais altos do mundo.

Suzy é musa e tem visão de vida real, gente. Ela cita CHAPÉUS, diz que bons são os tipo fedora e as boinas, tudo em feltro – mas termina dizendo que na passarela eles funcionaram, sem garantir que vão funcionar pra gente também.

Pra terminar, Suzi diz que as CORES da estação são azul pastel, pêssego apagadinho e cinza. E que tem espaço pra azuis intensos e vermelhos-cereja. E que pinceladas de turquesa, amarelo, verde oliva e ferrugem são bem vindas. É uma cartela bonitona meishmo, não?

Essa daqui foi uma tradução mais que livre da matéria, pra servir de divertimento mas também de direção. Aquele gráfico ali de cima ensina a gente a adotar “modas” antes de todo mundo pra se desprender delas logo, antes até de enjoar de tanto ver na rua. Então, se alguma coisa dessa lista é sensacional pro seu guarda-roupa, a hora de usar é djá. E se você vai fazer compras, a lista serve pra sinalizar compras super atuais. Sacou? =)

27.
ago.
08.

aprendendo com as leitoras na vida real

publicado por: Fernanda

A gente vive dizendo aqui que fazer o blog é um super jeito de aprender mais. Junto com o aprendizado o blog tem rendido também amigos queridos e oportunidades – e na última sexta-feira o blog rendeu isso tudo junto, de uma vez: uma van levou a gente e mais sete leitoras à Rua 25 de Março, aqui em SP! Foi uma manhã de aprendizado (elas foram guias de oportunidades no comércio de lá!), de comprinhas bem boas e de risadas. O time de leitoras-amigas era formado pela Maria Estér, pela Alda, pela Tati, pela Carla, pela Daniela e pela Cris Hélcias. Durante a semana, via emails coletivos, a gente debateu sobre o que gostaria de ver lá na 25 e as meninas meio que pensaram num roteiro – elas vão lá com uma super frequência, sabem tudo e foram as guias desse ‘passeio’. As fotos tão aqui, quer ver?!??

A 25 de março é uma rua de comércio aqui em SP, comércio de tudo: tem fantasia, tem coisas de artesanato, tem coisas de cozinha e de casa, tem flor artificial (meninos do estúdio Xingu, vamos fazer um dia um passeio desses com vocês?!??), tecidos, papelaria, sapato, roupa, tudo. E em toooooda a calçada dessa rua, e nas ruazinhas em volta, tem camelôs e banquinhas com mais um zilhão de outras coisas. É tudo bem barato, por isso tem gente que vem de todo lugar pra comprar lá e depois revender – por isso a multidão de pessoas nas ruas, um mar de gente.

A gente decidiu no email coletivo que queria ver acessórios, e pra cada um dos ítens que a gente queria ver, as lojinhas visitadas ofereciam mil modelos pra gente escolher. Lá tem tiaras de to-dos os tipos, estampas, materiais e formas; tem to-dos os modelos de fivelas, presilhas e grampinhos de cabelo (barateenhos!), tem brincos e anéis e colares de acrílico bem legais e muita coisa que parece jóia – e que, com o look certo, super cumpre esse papel! Tem broches de metal e pedras translúcidas (alguns até bem caros!), tem colares de pérolas de todos os tamanhos e tons, tem brincos de zircônia – muitos “homenageando” designs clássicos de joalherias babado, tipo Cartier e Tiffany – e lenços e echarpes em sedinha e algodão fino. Com muito pouco dá pra incrementar bem o guarda-roupa de todo dia ou pra acrescentar um brilho-bafo ao look daquela festona, sabe?

A 25 de março, então, é um lugar ótemo pra comprar acessórios (mil bolsinhas de festa incríveis, algumas até mais legais do que as que a gente vê nos Jardãns), tecidos, coisas de armarinho – a “caixa de primeiros socorros da Oficina” foi super re-abastecida! – e mais. Prestando atenção etiquetas que indicam materiais, olhando fechos e acabamentos, a gente foi experimentando, conversando e discutindo tudo em grupo, de um jeito que cada compra virava um fórum de opiniões (boas!). E todo mundo voltou com comprinhas boas, tendo gastado pouco $$. E esse foi a nossa primeira saída do virtual pro real, pra experimentar essa fórmula que a gente quer repetir pelo menos uma vez por mês: leitoras e Oficinas num passeio educativo-divertido-produtivo, ligado à moda e à estética de algum jeito – pra ficar bem perto da vida real. Vamos pensar nos próximos juntos?!?? =)

26.
ago.
08.

sandálias gladiadoras na vida real

publicado por: Fernanda

Ó, fotinhos pra completar o post antigo que falava das sandálias gladiadoras. O que tem aqui não tem lá, então vale o clique pras informações funcionarem juntas! Essas moças foram ao último Encontrinho e tavam bem fofas com suas sandalinhas cheias cheias cheias de tiras. Invariavelmente o look fica moderninho, e elas deram lições de estilo que a gente pode dividir aqui com todo mundo (que look bacana faz sorrir!). Let’s:

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ó que fofitas: camila, alê-it-girls, vânia-comme-il-faut e larissa amiga

A Camila e a Vânia subiram os comprimentos das barras pra deixar mais pernoca de fora, já que as tiras de suas gladiadoras são mais escuras e espessas. Ponto pra elas. A Alê e a Camila estavam com comprimentos menos curtinhos, logo acima do joelho, mas escolheram modelos de gladiadoras com tiras mais fininhas e em tons não tão contrastantes com o tom da pele – o que não tira a sensação de pernas longas e magrinhas. Era uma manhã de calor e elas todas tavam fresquinhas de sandália, femininas de pezinhos de fora e mudérnas com a sandália da hora. Experimenta você também que tem tudo pra ficar suuuuuper legal. =)

25.
ago.
08.

karl lagerfeld de pelúcia, por 1500 doletas!

publicado por: Fernanda

Olha, e é tão surreal que se esse dinheiro tivesse sobrando por aqui um desses ursos em forma de Karl Lagerfeld já tinha destino certo. Em janeiro a gente tinha contado da possibilidade desse urso ser produzido, e agora tá aí na foto: o estilista da Chanel, com oclínhos e terninho e colarinho alto e tudo, pra dormir abraçadinho com os fashionistas que passearem em setembro no próximo mês – e que tiverem esses US$ 1500 pra gashtar. Tá?!??

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Podia ter do Marc Jacobs, do Galliano (não ia ser urso, ia ser pavão de pelúcia!), do Ghesquiére, da Stellinha (McCartney), de Donatella Versace (rá! imagina?!??), de todo mundo. E podia ser mais barateenho. =)

25.
ago.
08.

vogue américa x vogue paris

publicado por: Fernanda

A gente ama as Vogues francesa e americana aqui na Oficina, são as duas leituras que não faltam em mês nenhum. As duas servem de guia pro nosso trabalho, as duas inspiram, as duas são super consideradas pelos fashionistas – mas as duas são super diferentes, porque têm editoras super diferentes: a Anna Wintour e a Carine Roitfeld. Bom é que as duas meio que são complementares, e a gente resolveu pensar porque a gente curte cada uma delas. E a gente pensou em grupo, junto com os amigos stylists Fabio Ishimoto e Heleno Jr., porque amigos fashionistas sempre acrescentam. =)

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olha umas capas da vogue américa

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e umas da vogue paris

A Carine Roitfeld é mais jovem, mais moderna, mais ousada e mais sexy – a Vogue Paris também é tudo isso porque é mointo a cara da sua editora. A Anna Wintour é mais tradicional, mais clássica, se arrisca menos e é mais classuda, mais elegante – e a revista que ela comanda, a Vogue América, também tem essa cara certinha, mas chique. A Vogue Paris é inovadora, é provocadora, tem um projeto gráfico todo não linear, quase maluco. A Vogue América é politicamente correta, não dá chance pra ser criticada, é mais conservadora. Carine põe nas capas da VParis modelas magérrimas, peles e cigarros. Dona Wintour põe atrizes de Hollywood (ninguém mointo magra pra não reclamarem das questões de distúrbios alimentares e tals), com mointa jóia que a mulher-vogue-américa é rica.

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essa é carine. oi, carine, muito prazer. =)

Fabio Ishimoto lembrou que a VAmérica pode até ser caretinha, mas que mostra a roupa como ela deve ser usada – sempre do jeito mais glamouroso, da forma mais elegante e ao mesmo tempo mais atual. Inspira e faz sonhar, mas o que se vê é um sonho alcançável: a gente pode ser daquele jeito. O Heleno defendeu a VParis e disse que tem que fazer sonhar mais alto, tem que sacudir quem lê a revista com mais que o possível – ele entende que imagens de moda precisam ser inusitadas, precisam causar algum estranhamento, pra que a gente estude mais, tente decifrar códigos, leia elementos e assim, cresça em inteligência-fashion. O Fabio contou que Anna Wintour uma vez explicou porque a VAmérica ama tanto a Carol Trentini: diz que a Carol é (na opinião da editora) supermodela linda magra e tals, mas que tem cara de gente de verdade e gera identificação com a leitora da revista. E aí o Heleno disse que as modelas de VParis não são tão “vida real”, mas vendem desejo, mexem com a imaginação.

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e essa é anna. oi, anna, a gente já se conhece.

Os dois amigos disseram pra gente ficar bem de olho nas próximas edições das duas revistas, por conta de uma troca de profissionais de uma e de outra: o diretor criativo da Paris foi trabalhar numa outra revista (a Interview) e uma editora de moda, também da Paris, foi trabalhar na Vogue América! A gente vai prestar atenção sim e vai continuar lendo as duas, que a VAmérica é mais vida real, é mais comercial e é mais a nossa cara meishmo, mas a vida real se abastece de sonho e a VParis cuida disso aqui pra gente. Alguém mais tá empatado em preferência? Ou acha que vale mais o $$$ de uma ou de outra (que elas são caaaaras, né, minha gente?)?!??

24.
ago.
08.

pensamento (com conteúdo!) pro domingo

publicado por: Fernanda

“Vá ao seu armário e olhe pra dentro dele. Por que razão emocional você guarda coisas antigonas? Memórias? Potencial? Incentivo pra si mesma? Medo? Aspiração? Conforto? Cada uma de nós tem uma super lista de razões – mas quando a gente olha pro armário das amigas, o que a gente vê? COISAS! Ou um vestido velho ficando ainda mais velho, uma minisaia de couro com a etiqueta do preço da época, roupas de ginástica desbotadas, coisas antigas e desatualizadas. Pras suas amigas essas coisas parecem ter valor, do mesmo jeito que aquela bolsinha velha com a alça estourada parece ter valor pra você. Na análise final, as suas coisas e as delas são iguais: não têm propósito na sua vida de todo dia, do presente. Coisas velhas são o seu passado. O futuro é agora, hoje, e tá cheio de possibilidades (no vestir) incríveis.”

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cantinho sentimental tem que guardar roupa com lembrança, e não fantasias!

O pensamento é do livro “I don’t have a thing to wear” e vale pra todo mundo – a gente aplica pros nossos armários e pros das clientas também. Todo mundo tem um cantinho sentimental no guarda-roupa, pra manter por perto peças com valor de lembranças, não tem? Esse cantinho só não pode virar um cantão, ocupando o espaço das roupas que a gente usa de verdade, ou reafirmando sentimentos não legais pra nossa auto-estima. Cantinho sentimental é feito pra guardar peças com histórias boas, com lembranças queridas. Não é feito pra guardar compras furadas de liquidações antigas (que representam dinheiro mal gasto), nem “roupas de um dia”- tipo “um dia eu posso precisar”, ou “um dia eu posso voltar a ter esse peso” ou mesmo “um dia eu posso ter uma festa à fantasia”. Esse dia pode não chegar e enquanto isso as roupas antigas ficam te lembrando que você não alcançou alguns objetivos que queria alcançar, o que vai baixando a auto-estima de qualquer um, não é meishmo?

Então aproveita o restinho do domingo, vai até o seu armário, respira fundo e esvazia o canto sentimental – pra abrir espacinho a mais pras roupas que vão te deixar lhinda todo dia – hoje mesmo! Porque eu aposto que quem você quer ser tá menos no passado do que no futuro. E boa semana pra gente! =)

20.
ago.
08.

vídeos e histórias de yves saint laurent

publicado por: Fernanda

O vídeo aqui embaixo mostra um desfile do Yves Saint Laurent em 1962 (!!!), cheio de pivôs e opiniões – tá tudo em francês, mas tem legendas em inglês e assim a gente pode ouvir os comentários de quem assiste. Tem gente que diz “nossa, é super difícil de usar” e mais “daria uma ótema foto” – a gente (às vezes) também pensa assim, mesmo hoje nos nossos dias, né? No vídeo ainda tem a irmão da Jackie Kennedy – tão elengante quanto! – dizendo que super curte o YSL e que desejava que o povo nos Estados Unidos não copiasse suas criações, que ela “não queria ter o mesmo tailleur o mesmo vestido as mesmas roupas que todo mundo”. Tá bom pra você?!??

Numa certa altura do vídeo alguém pergunta pra essa jornalista francesa, Edmonde Charles-Roux (que diz que era amiga de Chanel e depois virou sua biógrafa oficial), se o futuro da moda é o pret-à-porter. Sabe o que ela responde? Que não! Que o futuro da moda depende da criação – e ela diz da criação da alta-costura, de onde o pret-à-porter pode até tirar idéias e usar, mas só. Seria uma discussão bem boa pros tempos de agora, não?!??

A história de YSL é boa de um jeito que demora pra ter mais histórias boas assim pra contar (na moda). O estilista saiu de casa com 17 anos (de-zes-se-te!) pra trabalhar com ninguém mais ninguém menos que Christian Dior. Quando Dior morreu, em 1957, foi o YSL quem passou a comandar a maison – nesse tempo ele tinha 21 aninhos (gente, vin-te-um!). Em 1962 ele saiu da Dior e abriu sua própria marca – bem a época do vídeo! – e daí pra frente a história só melhorou: teve vestido trapézio, teve jaquetas tipo safári, teve inspiração na pop-art (com os vestidos Mondrian), teve smoking pra meninas, teve silhuetas dos anos 20, 30 e 40 (diz que YSL foi o primeiro estilista a revisitar épocas). Foi o primeiro também em muitas outras coisas, tipo abrir loja de pret-à-porter (a Rive Gauche), tipo colocar modelas negras na passarela, tipo ainda vivo ter exposição-solo no Metropolitan Museum of Art (o MET, que todo ano recebe a festona mais glamour do povo da moda, sabe? comandada pela Anna Wintour por conta do Costume Institute do museu!) e mais.

Fora que a história pessoal dava uma novela, das bem animadas (e lhindas). YSL teve um namorado/parceiro de vida toda, teve passagem pelo exército (em guerra!) e por um hospital psiquiátrico (pra tratar um nervous breakdown), teve musas-amigas incríveis, conviveu com o top glamour, top sucesso, top reconhecimento, com o que a gente imagina que tenha de mais legal no mundo da moda. Alguém podia contar essas histórias, néam?!?? Outras histórias você pode ler aqui:

no Dus Infernus
no Fora de Moda
no About Fashion
no C’est Sissi Bon (ótemo!)
no Prataporter
no MyPreview (com link pra mais vídeos)
e nessa série de vídeozinhos comentados

A Oficina


A Fê e a Cris são personal stylists de gente da vida real e dividem, aqui no blog, tudo que aprendem nesse trabalho.