25.
ago.
08.
vogue américa x vogue paris
A gente ama as Vogues francesa e americana aqui na Oficina, são as duas leituras que não faltam em mês nenhum. As duas servem de guia pro nosso trabalho, as duas inspiram, as duas são super consideradas pelos fashionistas – mas as duas são super diferentes, porque têm editoras super diferentes: a Anna Wintour e a Carine Roitfeld. Bom é que as duas meio que são complementares, e a gente resolveu pensar porque a gente curte cada uma delas. E a gente pensou em grupo, junto com os amigos stylists Fabio Ishimoto e Heleno Jr., porque amigos fashionistas sempre acrescentam. =)

olha umas capas da vogue américa

e umas da vogue paris
A Carine Roitfeld é mais jovem, mais moderna, mais ousada e mais sexy – a Vogue Paris também é tudo isso porque é mointo a cara da sua editora. A Anna Wintour é mais tradicional, mais clássica, se arrisca menos e é mais classuda, mais elegante – e a revista que ela comanda, a Vogue América, também tem essa cara certinha, mas chique. A Vogue Paris é inovadora, é provocadora, tem um projeto gráfico todo não linear, quase maluco. A Vogue América é politicamente correta, não dá chance pra ser criticada, é mais conservadora. Carine põe nas capas da VParis modelas magérrimas, peles e cigarros. Dona Wintour põe atrizes de Hollywood (ninguém mointo magra pra não reclamarem das questões de distúrbios alimentares e tals), com mointa jóia que a mulher-vogue-américa é rica.

essa é carine. oi, carine, muito prazer. =)
Fabio Ishimoto lembrou que a VAmérica pode até ser caretinha, mas que mostra a roupa como ela deve ser usada – sempre do jeito mais glamouroso, da forma mais elegante e ao mesmo tempo mais atual. Inspira e faz sonhar, mas o que se vê é um sonho alcançável: a gente pode ser daquele jeito. O Heleno defendeu a VParis e disse que tem que fazer sonhar mais alto, tem que sacudir quem lê a revista com mais que o possível – ele entende que imagens de moda precisam ser inusitadas, precisam causar algum estranhamento, pra que a gente estude mais, tente decifrar códigos, leia elementos e assim, cresça em inteligência-fashion. O Fabio contou que Anna Wintour uma vez explicou porque a VAmérica ama tanto a Carol Trentini: diz que a Carol é (na opinião da editora) supermodela linda magra e tals, mas que tem cara de gente de verdade e gera identificação com a leitora da revista. E aí o Heleno disse que as modelas de VParis não são tão “vida real”, mas vendem desejo, mexem com a imaginação.

e essa é anna. oi, anna, a gente já se conhece.
Os dois amigos disseram pra gente ficar bem de olho nas próximas edições das duas revistas, por conta de uma troca de profissionais de uma e de outra: o diretor criativo da Paris foi trabalhar numa outra revista (a Interview) e uma editora de moda, também da Paris, foi trabalhar na Vogue América! A gente vai prestar atenção sim e vai continuar lendo as duas, que a VAmérica é mais vida real, é mais comercial e é mais a nossa cara meishmo, mas a vida real se abastece de sonho e a VParis cuida disso aqui pra gente. Alguém mais tá empatado em preferência? Ou acha que vale mais o $$$ de uma ou de outra (que elas são caaaaras, né, minha gente?)?!??









oi fernanda! é, p/nós, aqui no brasil, o preço das vogues paris e america é alto demais, né? mas, escolher entre elas? nossa, super difícil! como vc mesma disse, elas se completam! e como nós gostamos de referências/inspiração, não dá p/ficar com uma só! é por isso que, ao viajar, volto c/a mala cheia (risos)! é uma festa poder comprar toooodas estas revistas! bjs e boa semana!!!