14.
out.
08.
a moda e a crise de dinheiros no mundo
Nada mais vida real do que tentar pensar a moda em tempos de crise, não, amigos? Com a provável nova ordem que vai se estabelecer nos próximos meses – nas bolsas de valores, nos bancos e nas nossas contas! – qualquer consumo vai precisar ser revisto, incluindo nosso consumo de moda, né? A gente tem uma clienta linda que trabalha com dinheiros e investimentos e que explica tudo que tá acontecendo pra gente. Por isso deu vontade de escrever aqui pra gente conitnuar pensando juntos. Que os jornalistas (de moda) tão dizendo que a gente têm dois caminhos pela frente: ao mesmo tempo que a mode reflete a realidade ela também tem função de fazer sonhar. Paradoxal mas muito verdade!

Dependendo de onde a gente enxerga, a estória toda muda. Em momentos de crise financeira, a gente (a gente aqui da vida real) tende a parar de comprar ou só comprar o que é durável, o que tem qualidade que garanta o não-consumo por mais um tempo, o que não é espalhafatoso demais pra não marcar e poder ser usado repetidas vezes (tem que ser versátil). Então é natural que existam estilistas preocupados em oferecer isso, roupas basiquetes, cores não chamativas demais, formas bem mais tradicionais. Por outro lado, tem uma gente mointo rica no mundo – especialmente na China, na Rússia, na Índia e aqui meishmo na América do Sul – que não tá muito preocupada com preços de roupas porque nunca teve essa preocupação anyway. Pra esses a crise não faz diferença, pelo menos não na hora de consumir moda, e pode ser que existam estilistas dispostos a ignorar a falta de dinheiro no resto do mundo pra continuar propondo luxo, ostentação e riqueza nas roupas de passarela.
Os estilistas mais importantes do planeta são, ao mesmo tempo, os que fornecem idéias pra todos os outros criadores de moda e os que vendem de verdade pra essa gente mointo rica. Então se eles propõem luxo e riqueza, os outros criadores se inspiram nisso e também ignoram a crise? Ou abstraem a parte rica e se inspiram de maneira mais pobrinha, mais adequada à realidade? A gente só vai saber como as águas da moda vão rolar (sem dinheiro) nas próximas temporadas, porque o que se viu nos últimos desfiles internacionais foi pensado antes de se falar em recessão. E aqui no Brasil, provavelmente, a gente vai ter chance de ver antes – já que nossa próxima temporada, em janeiro, chega bem no tempo da expectativa de como as coisas vão ficar. Dá um medinho, néam?!??
Então pode ser que a gente queira ser bem básica, pra esperar (bem calminha!) a crise toda passar, bem comportada, sem excessos. Ou pode ser que a gente tenha vontade de fingir que não é com a gente e ser bem rica (pelo menos visualmente!), com muita estampa e cor e forma pra animar o tempo ruim. E provavelmente vai ser um tempo (se for mesmo, tá, que ninguém sabe) de reciclagem de idéias, de fazer funcionar o que a gente já tem, de comprar pouco pra conseguir muito resultado. E de usar (bem!) a criatividade porque, né, a moda tem essa função de fazer sonhar que a gente não vive sem. Pelo menos não por aqui. =)
Mais textos de moda na crise do mundo:
No About Fashion
No Caminho Dourado
No Style (de onde veio a idéia desse post)
No Telegraph









Então meninas, com crise ou sem crise, ostentar e consumir demais é meio brega né, não? Consumo consciente ajuda nosso bolso, o planeta e faz a gente errar menos no estilo (sem falar que com armário mais vazio as peças ficam bem mais cuidadas- eu que o diga rsrsrs).
Mas o mercado financeiro é assim mesmo, depois da tempestade sempre vem a calmaria e vice versa e até que a última calmaria durou hein… Pra relaxar um capirinha bem preparada, afinal It´s only money!
Beijos
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