Todo mundo sabe do poder de um look bom na hora de conquistar, né? Homens são criaturas visuais e, antes de serem arrebatados por charme inteligência graça personalidade e bom humor, eles precisam se render ao nosso visual. E tá muito enganada quem pensa que com roupa justa, roupa curta, perna de fora e decotes a batalha tá ganha – especialmente se todos esses elementos aparecem juntos, no mesmo look. Porque excesso transmite mensagem de ‘desespero’ e não de segurança e auto-estima em alta. Sacou?!?? ;-)
Insinuar é muito mais eficiente do que mostrar de vez. É como se um atraísse uma paquerinha e ou outro atraísse casamento! Então, lingerie que seduz é a lingerie que aperfeiçoa as formas, deixa sem marquinhas ou pneuzinhos, valoriza o que a gente tem de melhor – e não a que aparece por baixo de alças ou sob transparências exageradas. Outro mito da paquera (quando a gente trata de guarda-roupa!) é usar tudo justo, colado no corpo. Roupa que gruda na pele deixa qualquer relevo (gorduriiiiiiiinhas) à vista e mostram a barriga estufadinha de quem tá sentada. O tecido tem que acompanhar a silhueta, mas sem marcar: tem que parecer confortável e mais – tecido solto no corpo dá impressão de “sobra de espaço” e faz a gente parecer mais magrinha!
Na hora da conquista (rááá!) nada é mais válido do que ser bem feminina, tanto quanto possível. Tudo que existe no guarda-roupa das meninas, e que não pode ser usado por meninos, conta como vantagem: cintura marcada, vestidos, saias com pernocas de fora, meias-calças, decotes assimétricos… Tudo com parcimônia, e um de cada vez: se tem decote, melhor usar saia com comprimento perto dos joelhos; se a parte de cima tá mais fechada, mini-saias são uma ótima escolha. Pezinhos descobertos também são privilégio feminino, então sandálias delicadas são top-opção pra um encontro bom desses!
Toque de mestre: decotes em V apontam pra onde os peitinhos se encontram no decote – especialmente se o pingente do colar também aponta pra esse caminho. Fileiras de botões (de camisas ajustadas ou vestidos chemise, por exemplo) podem fazer parecer que a qualquer momento um pedacinho de pele pode ficar à mostra, entre um botão e outro. Materiais sedosos, tipo jérsei, veludo e seda, despertam vontade de tocar, de sentir a superfície. Sério, insinuar é muuuuuito mais eficiente do que mostrar de vez. Não é?!??
Por outro lado, é bom evitar jeans e materiais super duros, peças masculinas (ou com cara de masculinas), botas e sapatos pesados, looks infantis ou lúdicos demais, peças super extravagantes ou acessórios que dêem medo no gathinho. Cabelo e make em dia, bem cuidados e preparados com carinho, são cereja do bolo. E “bom amor” pra todo mundo. ;-)
Última chamada (desse ano!) pra estudar com a gente na Escola São Paulo, amigos. Dessa vez vamos conversar sobre o nosso jeito de entender imagens de moda – em editoriais, em vitrines, em desfiles e mais. A gente vai contar como é o nosso trabalho com as clientas de consultoria de estilo, e porque a gente procura sentidos diferentes em cada coleção/foto/proposta: a gente ama as imagens belezas inspirações e tals, mas a vida-de-verdade é bem importante (pra gente!). Identidade, praticidade, adequação, versatilidade e formas/silhuetas/cores contam muito na hora da gente escolher qualquer coisa, pra qualquer clienta. O curso vai ser (tipo) sobre tudo que a gente fala pra todomundo que procura a Oficina pra fazer entrevista, pra desenvolver pautas, pra dar opinião (tipo em aspas, sabe?) e mais. E vai ser super legal.
O nome do curso é “Das passarelas pra vida real: consultoria de imagem para jornalistas”, mas não é só de passarelas e nem é só pra jornalistas. Vale pra todo mundo interessado em olhar diferente, em dividir conhecimento e pontos de vista, em comversar sobre possibilidades e mais. A gente tem aprendido um taaaaanto a cada curso desse, tamos ansiosas pra chegar terça-feira – o curso acontece na terça, na quarta e na quinta, sempre à noite. Ainda dá pra fazer inscrição (clica! clica!) e a gente quer muito encontrar todo mundo lá. Que se não for agora, só vai ser no ano que vem! ; – )
Essa semana a gente atendeu duas clientas que AMAM a fórmula ‘jeans + camiseta’ e que tão confortáveis assim. As duas são super ativas (de jeitos diferentes!) e a praticidade, o conforto e a descomplicação desse combo é perfeito pra elas. Acontece que elas, com a repetição da fórmula, sentiram que parecem ter a mesma cara sempre, todo dia. O look parece combinado sempre com o mesmo jeans e com a mesma camiseta. A gente pensou que elas duas não precisavam abandonar sua fórmula do coração, mas que podiam modificar elementos dentro desse mesmo universo pra incrementar o visual.
Se conhecer é (sempre) o primeiro passo, conhecer o que corresponde à sua identidade, em forma de estilo, é a chave da “incrementação”: tipo, um look ‘jeans e camiseta’ da maria bonita extra é totalmente diferente de um look ‘jeans e camiseta’ da osklen, sabe como? A gente tem que pensar no que, em estilo, comunica quem a gente é. Pra então procurar esses elementos nos nossos próximos jeans e nas nossas próprias camisetas – que vamos falar a verdade, gente tem uma hora que só fazendo comprinhas mesmo pra dar aquela levantada no visú (não é mesmo?). Partindo daí, a gente foi procurar pra essas clientas novos jeans e novas camisetas – e novo não significa só ser original, ou muito doido ou whatever, significa ser novo para o guarda-roupa delas! Então, a que usava jeans bem lavados e muito sequinhos, agora tá experimentando jeans mais lisos e escuros (sem tantas lavagens) e com pernas mais soltinhas, quase com corte de alfaiataria. E a outra, que usava o mesmo modelo de camiseta só variando cores, agora tá experimentando camisetas com decotes diferentes, mangas cheias de detalhes, recortes e pences estratégicas e mais. Sacou como?!??
Os elementos dessas duas peças podem ser alterados (pro bem) pra todo mundo sair da mesmice sem deixar de usar jenas e camiseta, mesmo se for todo dia. Os jeans podem variar em tecido (mais espesso ou mais molenga), em caimento (mais ajustado, mais solto, a gente tem visto uns modelos saruel bem legais), em lavagens (mais escuras, mais claras, em cores quase coloridas tipo cinza e marinho, com lavagens localizadas) e em detalhes (bolsos, cós diferentes, barras, pregas, etc etc etc). Tudo isso muda a cara da peça-de-sempre. Camisetas podem também variar em materiais (malhas diferentes, com texturas, aldogões e sedinhas finas), em caimentos, em modelagens, e aí podem ter transparências leves, decotes ótemos, mangas e cores e estampas bacanas. O mais legal é observar o que a gente mais tem no armário e fugir dessa zona de conforto, experimentar, se permitir ousar – nem que seja um pouquinho. Pro look ‘jeans e camiseta’ parcer um look novo todo dia – pras clientas tá dando certo, certíssimo. Tão lindas.
Já deu pra perceber que a gente é muito fã de sapatilhas – não só a gente usa muuuuuito como acaba dando de sugestão pra usar com quase tudo, né!?! É que pra quem anda pra lá e pra cá o dia todo e ainda quer ficar com uma cara arrumadinha elas acabam sendo a solução ideal!!! E tem o modelo certo pra todo mundo (que quiser usar, é claro), pra todas as ocasiões e o melhor jeito de usar pra cada modelo.
* quando a frente é alongada (pode ser pontudinha, mesmo, ou mais ovalada) acaba que alonga a perna e é a melhor opção pra coordenar com saias, bermudas ou vestidos que tenham comprimento próximo ao joelho. As sapatilhas com a frente bem redonda (que parece de boneca) ou mais quadrada já não têm essa vantagem, então ficam melhores com calças.
* gáspea é a frente do sapato, a parte que cobre nossos dedinhos, e quanto mais baixa (ou seja quanto mais pé ficar de fora) ela for, mais alongada parece a nossa pernoca. Quando a gáspea for mais alta o ideal é usar com vestidos mais curtos, saias ou bermudas mídi – acima do joelho – pra não ficar “baixinha”.
* modelos com tiras que prendem em volta do tornozelo ou que ficam no meio peito do pé (tipo mary jane’s) também encurtam, principalmente se forem em cores que contrastam muito com o tom da nossa pele!!!
* tem sapatilhas que são totalmente abertas nas laterais dos pés – são chamadas de “gáspea e talão” – que deixam o pezinho super sexy.
Looks mais-que-elegantes com sapatilhas em editorial na Vogue America, tá!?!
* sapatilhas boas pra usar no fim de semana (ou em looks beeeeem informais) podem ter solinha de borracha, que ficam ainda mais confortáveis e combinam super com bermudas de plush, vestidos de malha, calças de jeans bem molinho… E sempre tem as sapatilhas de plástico da Melissa, né!?!
* já os modelos bons pra usar em ambiente profissional são os feitos em materiais de qualidade, tipo couro (que pode ser liso, prensado, texturizado, metalizado, tressê), verniz ou camurça. A sola pode ser de couro e mais fininha e a frente mais alongada pra deixar a sapatilha com uma cara bem chique!!!
* e o sapatinho vai até na balada ou eventos mais elegantes, sabia!?! Sapatilhas metalizadas, feitas de tecido (cetim ou veludo), bordadas ou com aplicações de pedras ficam lindas com vestidos de festa mais curtinhos ou com jeans mais sequinho e tops sofisticados.
Lembra de quando a gente postou aqui as dicas da Manu Carvalho pra quem quer trabalhar com moda? Tipo isso, tem dois posts sensacionais que precisam ser lidos por todo mundo que quer ser alguém na noite (em moda), que quer trabalhar mais e melhor, que se interessa ou que quer aprender coisas legais. Que essas dicas são universais e tals, mas se são selecionadas/ditas por gente que sabe tu-do desse universo, e se são repassadas por gente que também sabe mointo, então é pra se prestar atenção. E pra anotar no caderninho.
No blog Estilo Quem, da Denise Dahdah, tem uma lista com dez dicas de Louise Wilson (que ela chama, inclusive, de mandamentos). Louise, que já veio falar aqui no BR num Fashion Marketing, é diretora dessa escola londrina de moda chamada Saint Martins (que diz que é tudo de bom), e por isso sabe do que tá falando. A dica (ou mandamento) que a gente aqui mais curte é
Que essa, gente, é uma lição sobre humildade. A lição número 4 também arrasa, e as duas listas de dicas precisam ser lidas. E se algum dia a gente for fazer uma lista de dicas pra quem quer entrar/estar no meio da moda, a nossa ia começar com “não pode esquecer que tudo que a gente faz (de bom e de ruim) sempre volta pra gente mesmo”. E ia ter também “é bom fazer tudo tudo tudo com um sorrisão no rosto, acreditando que no fim vai dar certo”. E mais.
Esse aqui a gente não carrega na caixa de primeiros socorros de stylist (lembra?), mas deu super vontade de ter em casa. Esse no vídeo é o aparelho de renovar as roupas da Brastemp – ele funciona como um super steamer gigante, que desodoriza as peças (diz tira cheirinho de cigarro, de suor, de fritura e mais) através da “ação do vapor nas fibras do tecido”. Tipo, a roupa não precisa ser lavada toda vez que é usada: com esse aparelho daí ela fica fresquinha e passadinha sem se desgastar (tanto). A clienta comprou, usou, contou pra gente toda feliz e a gente ficou super curiosa… então ela fez vídeo pra mostrar pra gente como é! Usando de figurino um vestido que comprou no nosso Sacolão de Estilo! ;-)
No vídeo dá pra ver como é o aparelhão fechado, como monta e com que tamanho ele fica quando tá funcionando (direitinho ele mede 85cm de altura e 27 de largura, pequeño até). Tem aqui um comparativo de preços se alguém se animar (não é tão barato, viu), ou tem esse telefone da própria Brastemp pra tirar dúvidas e tasl: 0800 900999. Quem mais comprar conta mais pra gente?!?? Obrigada pelo vídeo, Renata!
No ano passado foi assim também, e a gente ficou feliz de ver que a eficácia do Pense Moda é real e se estende super, mesmo depois do evento ter acabado. Na primeira edição teve uma chuva de textos bons pra ler, resultado das reflexões propostas pela programação que a gente assitiu. Nessa segunda edição não foi diferente: algumas questões colocadas lá estão se desenvolvendo até agora, nos blogs que a gente mais curte e respeita. Aliás, um bom complemento (esse daí) pra mesa de discussão sobre novas mídias: enquanto no palquinho não se falou tudo que tinha pra se falar – por melindre, por preguiça, por medo ou qualquer outro motivo, na blogolândia a conversa tem acontecido de jeito aberto, fundamentado e em forma de diálogo (mesmo! com perguntas e respostas!) – e essa não é uma das contribuições do “formato blog” para a moda em si (!!!)?!??
A conversa passa pelas revistas e pelo seu modo de fazer. Os blogs Moda sob Medida (da Renata Piza, jornalista da Elle), Hypercool (do Sylvain Justum, colaborador da Vogue, da Wish e de mais), Fora de Moda (do Ricardo Oliveros, editor de moda da Playboy), 1988 (do Romeuuu, editor da U_Mag) e Estilo Quem (da Denise Dahdah, editora de moda de Quem Acontece) escreveram sobre isso com muita muita propriedade. Mercado editorial não é a nossa praia e a gente já fez comentários em todos esses textos. Sem comentar muito mais, a gente é da opinião de que ‘falta de tempo’ e ‘obrigação de vender cem mil exemplares’ não é desculpa pra não ser criativo/original, não exercitar estéticas diferentes, não experimentar o novo. E olha, pelo que foi falado no Pense Moda e até depois, via email anônimo, tem editoras sendo injustiçadas por aí, sendo negligenciadas, não ouvidas: porque elas tão sempre certas, né, obedecendo o mercado e não o seu propósito como editoras, e suas equipes nunca são criativas ou profissionais o bastante. E ai de quem contestar, esses é que tão errados. Então a gente continua aqui quietinha, só consumindo o refluxo das filiais estrangeiras dessas revistas, bem felizinha. (Sugestão pro ano que vem: o PM podia reunir essas editoras e suas equipes de colaboradores pra conversar com todo mundo, não? A Renata Piza sugeriu pautas ótemas, super pertinentes.)
Sobre blogs de moda, a conversa começa por querer definir o que é um blog. Tem texto no blog Dus Infernus (de Vitor Ângelo) tratando da definição de blog – e a gente defende a importância de se discutir a essência pra se aprofundar no que se faz. Tem texto-resposta no Caminho Dourado (de Jorge Wakabara) – e a gente concorda super que os blogs de música contribuíram/contribuem ativamente para que sua indústria evolua, e que os blogs de moda, aqui no BR, ainda não têm esse alcance (ou esse interesse, ou essa força). No Filme Fashion tem comentário (da própria Alexandra Farah, musa das novas mídias em moda) que diz que “blog legal tem que dar serviço, tem que ser útil”, e a gente mega hiper concorda. No blog O Avesso do Espelho (da queridíssima Tati Rodrigues) tem post chamando atenção para o fato da “balança da moda ser cravejada de cristais swarovski”, e desse tanto de brilho pesar (e ofuscar) a mais – a gente concorda bem com isso daí. E a maior concordância de todas é a pluralidade de razão dessa conversa: não tem uma verdade absoluta, não tem uma opinião certa e outra errada, todo mundo tem questões válidas.
“Quando dizemos: uma mesa, quando pronunciamos o nome de mesa, quando formamos o conceito de mesa, designamos sempre apenas essa mesa aqui ou nos remetemos realmente a uma entidade mesa universal que fundamenta a realidade de todas as mesas particulares existentes? A idéia de mesa é real ou pertence apenas ao nosso espírito? Nesse caso, porque certos objetos são semelhantes? É A LINGUAGEM QUE OS AGRUPA ARTIFICIALMENTE E PARA A COMODIDADE DO ENTENDIMENTO HUMANO EM CATEGORIAS GERAIS, OU EXISTE UMA FORMA UNIVERSAL DA QUAL PARTICIPA TODA FORMA ESPECÍFICA?” Esse é um trecho do romance que a Cristi tá lendo agora, chamado “A elegância do ouriço”, de Muriel Barbery. Tudo a ver, não?!??
Sobre a quantidade de gente, o preço da inscrição, o interesse do próprio meio da moda e mais, a Camila Yahn (uma das idealizadoras do Pense Moda) escreveu com propriedade no seu blog (rá!) e a gente concorda com tu-do. Ela citou o diretor de cinema Heitor Dhalia, que, participando de uma mesa no primeiro dia do evento, falou que a gente aqui no BR se acha tão legal (em tudo) que não se aprofunda, que se contenta com um (suposto) hype e deixa de estudar, deixa de se esforçar pra ser melhor – tá tudo no vídeo aqui em cima. É um recado bom, válido pra todo mundo (pra gente, inclusive!).
Tamos agradecidas pela oportunidade de participar desse evento, de conversar com gente tão inteligente, de aprender coisas novas e de exercitar pensamento e opinião. E que venham mais discussões, até que o Pense Moda do ano que vem aconteça. =)
Amigos desse blog, tamos nos organizando pra fazer uma cobertura bem completinha e bem legal na próxima edição de SPFW, aqui mesmo no nosso endereço virtual (rá). Vai ter mais compromisso e mais posts do que teve até hoje, a gente vai experimentar um formato novo (pra gente) pra ver no que dá – tá todo mundo aqui empolgado, achando que vai ser super legal. Acontece que pra cobrir, pra assistir muita coisa e pensar/postar sobre tudo, a gente precisa de equipe. Não é mesmo?
Esse post serve, então, pra recrutar um estagiário ou uma estagiária pra fazer parte da equipe, acompanhando nossa assistente de texto e nosso fotógrafo (eeeee!). Como a gente não tem lugar fixo de trabalho na Bienal, nos dias de SPFW, a gente preisa ter um lugarzinho na sala de imprensa do evento – e é lá que nosso estagiário (ou nossa estagiária) vai morar de 18 a 23 de janeiro. A gente precisa de alguém que permaneça nos computadores o tempo todo, meio “na base”, enquanto a gente tá em desfiles e em corredores. Além de cuidar do nosso espaço, a estagiária ou estagiário – que precisa ter familiaridade com o nosso blog, com a ferramenta wordpress e com os blogs que mais se destacam no nosso blogroll – também vai ficar por conta das seguintes atividades:
• inserção de vídeos e legendas no YouTuba
• tratamento de fotos no Photoshop
• inserção de fotos no PhotoBucket e no Flickr
• organização de pautas, emails e telefonemas
• atividades auxiliares (assistência meeeeeeesmo)
Essas são as funções de bastidores, gente. A gente não tá recrutando pra circular, pra assistir aos desfiles ou pra passear com a gente, mas pra ajudar no suporte que a gente precisa pra funcionar lá. Não tem glamour (como no resto todo, na verdade), mas tem trabalho bacana, convivência com esse mesmo trabalho e, quem sabe, oportunidades legais para o futuro. O trabalho acontece nos mesmos dias de SPFW, de 18a 23 de janeiro, lá na Bienal -provavelmente das 9h às 21h. Quem topar vai ter credencial da Oficina de Estilo pra estar com a gente lá durante esse tempo todo, e vai ter despesas de transporte e alimentação devidamente cobertas – junto com a remuneração, que vai ser acertada em entrevistinha na vida real.
O CREDENCIAMENTO PRO SPFW ACONTECE SÓ ATÉ O PRÓXIMO FIM DE SEMANA, então a gente tá esperando emails de interessados até, no máximo, quarta-feira. No email tem que ter telefone de contato, links pra Orkut, Flickr, Fotolog, MySpace, blog pessoal ou o que mais tiver disponível sobre você na internê (que agora a gente exercita os conselhos do top stylist Nicola Formichetti e dá uma olhada na personalidade virtual de quem vem trabalhar com a gente!). O endereço falecom@oficinadeestilo.com.br tá aí pra isso, viu, gente. Vem trabalhar com a gente em janeiro?!?? =)
Ainda do Pense Moda: foi bem rapidinho que se lembrou, durante a mesa de debate sobre a moda masculina, da questão do streetstyle brasileiro. A gente aqui entende que conta como streetstyle todo look que foi coordenado com intenção de se divertir, de divertir quem vê, de brincar com a moda e pensá-la de algum jeito – não necessariamente pra impressionar, pra ser fotografado ou, ao contrário, com intenção de apenas cobrir e corpo, com essa função úncica. Roupa de quem se veste se curtindo, aproveitando a oportunidade de exercitar mente e senso estético, “par ao seu bel prazer” apenas.
Essa moça aqui embaixo, Gala Gonzalez, mantém um blog com fotos dos seus próprios looks. O passeio pelos arquivos dá um monte de idéias, mostra mil combinações incríveis mas mais que tudo: mostra a cara dela de satisfação de se fazer bonitona desse jeito. E tem que passear pelos arquivos mesmo, que as postagens mais recentes são quase todas de clipping – a moça tá famosa por conta do seu espaço na rede e todo mundo quer tirar uma casquinha.
Outra moca, dessa vez francesa e fofucha. Seu espaço chama Le blog de Betty e a Betty em si também curte uma montação – sem fashionice a mais, se curtindo. Ela é mais romantiquinha, cheia de laços e sobreposições, mas em cada foto dá lições de coordenação de proporções, texturas, materiais e caimentos que são aulas. Super pra estudar (e pra se encantar, que ela é um mimo).
Por último, tem o blog de Garance Doré. A ilustradora francesa decidiu que ia captar nas ruas por que passa não só looks e coordenações, mas a poesia de quem os criou/combinou/se curtiu. E sério, dá pra ver nas fotos das moças o “algo a mais” de quem foi fotografado, a graça com que as pessoas se apresentam (pelas roupas que escolhem ou por seus sorrisos!) – tanto que muitas vezes a roupa nem aparece inteira.
Hein, vamos nesse fim de semana exercitar o sorriso em frente ao espelho? Que se todo mundo se vestisse pra si mesmo, procurasse sentido e história nas coordenações que faz e colorisse mais o mundo (mesmo com pretos e brancos – inteligentes! – toda rua ia ser um blog bombado de streetstyle. Nosso sonho tipo bem dourado, bem brilhoso. Bom fim de semana, amigos. =)
Chega o verão e o povo aproveita pra casar na praia, na fazenda, em ambientes abertos e na luz do dia, não é? A gente pode pensar que esses casamentos são informais porque acontecem fora de salões e buffet, mas eles continuam sendo ca-sa-men-tos, elegantes e formais sim (no conceito): tudo bem que o look escolhido por madrinhas e convidadas não precise ter cara de casamentão às nove da noite na igreja mais imponente, mas não pode ter cara de roupa de “todo dia”. Os tecidos ainda precisam ser sofisticados (ainda que mais leves) porque tem que ser fino-de-verdade pra segurar a onda de ir a um casamento, e os comprimentos podem ser mais curtos (barra que não arrasta no chão super colabora com dignidade até o fim da festa) e os acessórios precisam ainda ser refinados. E não é porque todo mundo diz que é a oportunidade de usar chapéu que todo mundo precisa se fantasiar: aqui no BR a gente não tem essa cultura, então fica mais fácil errar do que acertar (tem mais aqui, ó).
E aí, se o casamento acontece de manhã ou no início da tarde, os tecidos e detalhes de cada look podem ser mais opacos – brilhinhos podem ficar reservados pra festas que começam no fim da tarde, que podem se estender até a noite (mas ainda com parcimônia). Sabe o que é legal? No lugar dos bordados que os vestidos de festona carregam, em festas de dia os modelóns podem ser recheados de detalhes inteligentes na modelagem: pode ter babados, dobraduras, recortes, alças diferentes, drapeados, plissados e pregueados, sabe como? A idéia é acrescentar interessância ao vestido sem precisar brilhar tanto porque né, gente é de dia! As cores podem ser mais claras – a Constance, que faz o Bem Casadas (top blog bacana pra noivas) defende que não tem essa de “competir com a noiva”: diz que nunca ninguém confunde a noiva com qualquer convidada de vestido clarinho (é verdade! noiva é noiva!) e que tem gente que escolhe competir mesmo usando outras cores super fortes ou escuras. E aí, de novo porque é de dia, estampas e texturas são super bem vindas: em tecidos sofisticados tipo seda (e musselines e georgettes, quanto mais cor, mais informal o look fica – bom é misturar cores próximas, em menor quantidade. Transparências e rendas são ótemas pedidas.
E aí, vestidos de festa menos sisudos precisam ser acompanhados de elementos que comuniquem formalidade, pra complementar: pode ser tudo feito em tecido (se o chão for de verdade) ou em verniz refinado (não é qualquer um viu gente) ou couro metalizado – agora tem uns couros metalizados em tom nudeque são bem bem chiques. Os saltos podem ser um pouquinho mais baixos e um pouquinho mais grossos que os que a gente costuma escolher pra casamentões: tem que saber antes onde esses pezinhos vão andar – se na areia, na grama, na terra, no chão de verdade. Se os noivos pedirem ainda menos formalidade, valem até anabelas metalizadas bem elegantes (e com a frente bem fininha). As bolsinhas precisam ter tamanhinho micro, mas podem ser mais divertidas: nesse tipo de festa cabem bolsinhas sofisticadas feitas em materiais naturais, tipo palha, bambu e madeira – mas ó, não vale nada de semente, búzios e afins (vixe). Se tiver perigo de esfriar, cardigans em cashmere bem fininhos (vale até meio transparentes) e jaquetinhas em tafetá e shantung cobrem obros e bracinhos com um super charme, e ainda são mais originais que pashminas e echarpes. Jóias e bijus super finas com pedras coloridas e translúcidas são a cereja desse bolo e pronto: bora aproveitar as festas.