12.
nov.
08.

um pouquinho da história de louis vuitton

publicado por: Fernanda

(Senta que lá vem história!) Diz que em 1854, bem na época de revolução industrial e progresso e viagens de navio, tinha esse rapaz que trabalhava como embalador. Um dia ele teve vontade de embalar as coisas de quem viajava de um jeito mais inteligente, e inventou uma tela impermeável e forrou baús com ela, com acabamentos de metal e tudo. Os clientes surtaram, acharam aquilo tudo de bom, começaram a encomendar loucamente e o negócio surgiu. O nome desse embalador era Louis Vuitton e foi assim que tudo começou, veja só! Essa tela não era essa estampada com monograma que a gente conhece hoje, e nem foi a primeira a ser criada, sabia?

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tem pra todos os gostos! sonho de consumo total!

Trinta anos depois, em 1888, Louis Vuitton (em si) decidiu que ia dificultar a vida de quem copiava os baús dele – já tinha cópia nesse tempo! – e pensou num padrão único, que diferenciasse seus produtos e que os deixasse mais bacanas ainda. Daí foi criada a tela Damier, essa de quadrinhos escuros e mais claros, tipo um xadrez. Aqui dá pra ver que o xadrez é formado por microtracinhos que, colocados lado a lado, formam os quadrinhos – não é demais? As primeiras cores foram o preto e o marrom, que depois evoluíram pra preto e chumbo e preto e creme. A tela com monogramas só foi feita em 1896 (quase quarenta anos depois do começo!) e os desenhinhos que acompanham as letras LV até hoje são um mistério: nem a empresa sabe em que foram inspirados, mas todo mundo acha que foi influência do japonismo, das florzinhas de cerejeira e tals. Louis Vuitton já era moderno no tempo de antigamente, não é mesmo?

telas_lv.jpg

Daí que, nesse meio tempo, o antigo-embalador que virou fazedor de malas pensou num jeito de fabricar essa tela mais maleável, com movimento. Até então somente baús rígidos eram produzidos, e o sucesso era tanto que valia a pena expandir o catálogo de produtos – pra fazer bolsas, pastas e mais. No começo, cada bolsa tinha uma função específica, tipo a bolsa-saco (a terceira da foto lá em cima) servia pra carregar garrafas de champagne para pequeniques (que tudo!). Hoje a LV tem um catálogo super mega extenso de produtos, com roupa, acessório, jóia, calçados, lenços, relógios e óculos – tem até porta-post-it, coleira pra Wendy e guarda-chuva – e ainda é possível encomendar qual-quer coisa feita por eles. Tipo podem encomendar cama, baús com divisões específicas, barraca de camping (vai saber), qualquer coisa mesmo. Quem cuida desses pedidos especiais (chamados “special orders”) é um cara da quinta geração da família, na casa que foi do próprio Louis Vuitton e que hoje hospeda um museu (junto com o atelier em que as peças são feitas). Pode fazer visita e tudo à essa casa/museu, que fica em Asnières na França. Passeio chiquérrimo, néam? =)

celebs_lv.jpg
celebs de hoje com bolsas centenárias!

Por conta do envolvimento da família, mesmo pertencendo a um grande grupo de gestão de marcas (LVMH) a Louis Vuitton é considerada uma empresa familiar. Mesmo sendo uma marca mais que centenária, as sacadas pra se manter moderna foram geniais – e deram certo. Logo depois de comemorar o centenário da tela monogramada, em 1996, a LV chamou o estilista Marc Jacobs pra perto: além de renovar a cara da marca, ele ainda criou linhas de roupas e de sapatos – depois de jóias e acessórios também. A primeira novidade que MJ trouxe foi a tela de monograma feita em verniz colorido (isso era 1998), que era pra ser uma tiragem especial e virou linha permantente, pra você imaginar o tamanho do sucesso. Depois dessa vieram todas as parcerias com gente nova, ligada à arte e ao mundo pop: as bolsas grafitadas feitas por Stephen Sprouse, os patchworks de Julie Verhoeven (mointo fofos!), o monograma colorido do Takashi Murakami (e as cerejinhas, e agora também a camuflagem) e a arte do Richard Prince. Tudo super tradicional e ao mesmo tempo suuuuuper moderno.parceriaslv.jpg
sprouse, verhoeven, murakami e prince: tudo increíble

A Louis Vuitton dá garantia de 10 anos pras bolsas que faz, e se for preciso troca alças e forros sem custo nenhum pra seus clientes – elegantes, não? E de tempos em tempos materiais novos são inseridos nas coleções, tipo couros novos (e exóticos), jeans, teflon e mais. E é tudo cuidado pra não destruir o planeta, tudo sustentável, tudo feito com qualidade incomparável (diz que ninguém tem o know-how que eles têm!), muita coisa feita à mão (até hoje) e tudo cuidado nos mínimos detalhes. Esse encantamento vem daí, dessa atenção. A gente se encantou mesmo com essa história, que a gente ouviu essa semana no trabalho no shopping Cidade Jardim. E tudo mais que a gente aprender vai ser dividido aqui – tanta marca legal, tantas lojas super bonitas, tantos materiais e acabamentos novos… todo dia a gente cresce um pouquinho mais por lá. E tudo que tiver de mais legal a gente traz pra cá – continua aqui com a gente pra ver!

Mais:
Pra investir numa primera power bolsa
Tudo sobre bolsas (na silhueta e na imagem)

15 Comentários para um pouquinho da história de louis vuitton

  1. Talita diz:
    12 de nov 2008 às 12:06

    Adorei isso ^^
    Amo bolsas e amei a história…
    Muito legal ver que coisas que são super influências podem surgir “do nada”

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  2. Mariana Adans diz:
    12 de nov 2008 às 12:11

    Amei este post!
    Super interessante a história da Luis Vuitton e muito legal o fato de ser uma marca sustentável! Eu não sabia!
    Beijos e Parabéns pelo trabalho incrível.

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  3. Helena diz:
    12 de nov 2008 às 12:34

    eu tenho duas bolsa pequenas, tipo carteira dessa marca. o fecho do ziper caiu e também perdeu a cor dourada mas, aqui na loja do rio, me cobraram para trocar. é o tipo de coisa que não tem saída, pq tendo uma original ninguém vai querer colocar um similar no armarinho que vai parecer falsa, não é? (será que isso de não cobrarem é novidade ou só vale para forro e alça?). bom, mas uma coisa é certa, elas duram mesmo, tenho ha anos.

    adorei saber a história da marca!!!!

    beijos

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  4. Jr_Mendes diz:
    12 de nov 2008 às 12:49

    Adorei meninas, e mais uma vez parabéns pelo Oficina!
    adoro
    bjos

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  5. 12 de nov 2008 às 13:02

    oi meninas! a LV tem uma história e tanto! e hoje é uma super força no mercado do luxo… vide sua mega loja em paris (tá hoje lá no blog)! bjs!!!

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  6. Ciça diz:
    12 de nov 2008 às 15:19

    Que post ótimo (e informativo). Adoro saber a história das coisas!!
    Pena que a gente vê em cada camelô da esquina umas imitações péssimas, vendidas a vintão. Não que eu consuma LV. Meu budget tá loonge disso. Mas acho o fim as falsificações descaradas, e o histórico de exploração de mão-de-obra barata por trás delas, na maioria dos casos.
    Beijos.

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  7. 12 de nov 2008 às 16:54

    Oi Meninas…
    A Louis Vuitton apesar do lado tradicionalista tb teve o seu lado moderno, mas com certeza Marc Jacobs trouxe um certo frescor para a marca!
    Me lembro dum modelinho da LV em jeans com os monogramas (tipo bolsinha de mão)… muito fófis! Um looshooooooo…
    Bjuuuuuuuuuuuuuus

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  8. Camélia diz:
    12 de nov 2008 às 19:05

    Olá..!!!
    Adorei a historia de Louis Vuitton..!!! Acho muito legal saber essas coisas..
    Muito legal mesmo.. e o blog é uma graça; já está ate add nos meus favoritos..!! Parabens..!!!
    Beijos

    [Responder]

  9. Giovani Barros diz:
    12 de nov 2008 às 22:43

    meninas, 1854 já é segunda revolução industrial. esses novos materiais que o LV usou já são conquistas das novas demandas do capitalismo industrial.

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  10. 12 de nov 2008 às 23:53

    Bela história, adorei saber mais um pouquinho. As bolsas LV assim como todos os outros produtos da grife acho liiindos de viver (sonho de consumo), pena que não cabem em todos os bolsos$$$. Não é à toa que a LV é a marca com mais status no mercado do luxo.
    Bjobjo ;)

    [Responder]

  11. Oliveros diz:
    13 de nov 2008 às 6:55

    Adorei como vcs contaram a história da LV. E desde a Revolução Industrial os clientes em surto já eram os mais mais endinheirados do pedaço.

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  12. 13 de nov 2008 às 6:57

    É uma história bem interessante né… eu gosto mt das bolsas, acho que entre as de luxo as de estamparia clássica são super essenciais. As outras são pro poucos que podem…

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  13. 13 de nov 2008 às 10:39

    Meninas, esse post é mesmo incrível. Parabéns!!!
    Na faculdade eu vi um video sobre a fabricação de bolsas Louis Vuitton e é inacreditável… as bolsas cuja quantidade é limitada são feitas praticamente 100% à mão… Fala sério, né? A pessoa costurando uma peça em couro à mão! É muita coragem, muita dedicação. Fora que é tudo milimetricamente pensado e calculado, para as padronagens se encaixarem perfeitamente… Enfim, é uma coisa assim, tipo, de outro planeta!
    No ppl+arts uma vez passou um documentário sobre o processo criativo de Marc Jacobs para Louis Vuitton… Muito legal ver como ele consegue inovar mantendo a identidade visual da marca. Uma hora ele vê uma maquete têxtil de um tipo diferenciado envernizado de couro e ele dis algo como: “isso é tão horrível, mas tão horrível… que é lindo!” Achei isso tudo! Pq toda novidade choca… mas depende de como canalizar essa novidade para tornar esse choque em desejo.
    Com esse post de vcs, eu passei a admirar ainda mais a marca!
    *smacks*

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  14. Fernanda diz:
    13 de nov 2008 às 13:37

    a gent teve essa aulona e também amou aprender isso tudo, gente. e a cada foto que a gente via, a gente ia entendendo as motivações de criação, da escolha de materiais, do fecho… tudo vem de viagens, de manufatura, de durabilidade – porque começou assim! e aí dá um amorzinho pela marca, né? tanto que agora a gente tem ainda mais bode das falsetas que fazem por aí. depois que a gente conhece, parece desrespeito com o trabalho do outro, né? =)

    [Responder]

  15. Eduarda diz:
    13 de nov 2008 às 14:28

    axo tão linda as bolsas louis vuitton…*-*

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A Fê e a Cris são personal stylists de gente da vida real e dividem, aqui no blog, tudo que aprendem nesse trabalho.