19.
Nov.
08.
pense moda: meninas em cena, fora das passarelas
A última mesa do dia de ontem no Pense Moda discutiu, com feminilidade, a inserção de uma marca no mercado de moda sem a realização de desfiles para o lançamento de suas idéias e propostas de coleções num grande evento de divulgação e exposição de mídia. As estilistas Andrea Marques (ex-Maria Bonita Extra), Cecilia Prado, Carina Duek e Carol Gannon (D’Arouche), mediadas por Lilian Pacce, expuseram suas experiências e conclusões.
Carol pontuou que o foco e a energia que se põe num desfile, em uma marca pequena, muitas vezes contrasta com sua capacidade produtiva e de venda. Carina acrescentou que sem desfilar consegue redirecionar seus gastos em investimentos e Andrea ressaltou que não desfilando sobra mais tempo (e cabeça, e dinheiro!) para se preocupar com os produtos que realmente irão vender. Como ela disse, a produção e a agilidade na distribuição são fatores de fundamental importância para o fortalecimento de uma marca pequena, muito mais que um desfile. Mailing, assessoria de imprensa, movimentação do cliente dentro da loja (como lançamentos e acessibilidade ao próprio estilista) e um consistente espaço dentro da internet são algumas das medidas utilizadas pelas estilistas para suprirem a falta de exposição gerada pela ausência de uma apresentação em passarela. O desfile é um sonho de qualquer recém-formado, lembrou Carina, mas nem sempre é sua melhor opção.
Sim, a questão da inserção de uma marca numa semana de moda é de extrema relevância, pois são elas, as semanas de moda, as maiores responsáveis pela projeção de mídia e de mercado de uma marca. Entretanto, antes de se discutir um desfile, deve-se primeiro discutir as reais condições de colocação de uma pequena marca dentro das relações comerciais. Quando se é pequeno não existem fornecedores dispostos a trabalhar com produções reduzidas – e quando existem, o valor cobrado por esta quantidade inferior é significativamente mais alto. Como sempre, os que podem menos pagam mais. Dessa forma, se produzir já é muito mais difícil, parece lógico e de bom senso que o desfile não seja, pelo menos por hora, uma alternativa. Como bem disse Carina, “sucesso é quando está todo mundo (te) usando”. Ou seja, o sucesso de uma marca não está em cima de uma passarela – está no volume de sua caixa-registradora.
Quem tá curtindo os textos-relato da Tati Rodrigues levanta a mão! =)






oi meninas, mas vcs nao acham que poucas marcas daqui tem coisas realmente legais (informativas) na internet? (andrea marques tem o nome e telefone; a extra tem fotos dos desfiles e nao tem do ultimo, a d’arouche eu nem encontrei…)
eu adoraria poder ter idéia do que eu ia encontrar nas lojas pela internet. para mim é mais fácil eu dar uma olhada na internet enquanto meus programas ficam rodando do que ficar entrando em um monte de lojas para ver. depois pensar e voltar lá para comprar.
eu ia até perguntar se vcs nao conhecem algum blog que mostre as roupas legais que tem por aí (com preços de preferencia rsrsrsr). tipo aquela seção shopping spree da teen vogue.
bjs.
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