31.
dez.
08.

you only get what you give (feliz 2009!)

publicado por: Fernanda

((Pra ler ouvindo)) Na moda esse foi o ano dos lenços, dos coletes, da cintura alta, das calças com pernas largas, das jaquetinhas de couro, dos longuetes, da modelagem saruel e das sandálias gladiadoras. Na vida real foi o ano da gente encontrar nossas leitoras-amigas ao vivo, pra elas mesmas (que são alvo dessa moda!) contarem pra gente o que tavam experimentando, o que funcionava, o que não rolava. Foi, pra gente, o ano em que a web deixou de ser 2.0 pra ser (talvez?) 3.0: a gente saiu mointo da nossa casinha online pra fazer o blog acontecer no offline – e deu super certo! Os Encontrinhos foram top parte legal de 2008, e no finalzinho do ano os passeios com leitoras se firmaram como top promessa de coisa legal que a gente quer continuar fazendo no ano que vem! Em cada oportunidade dessas o aprendizado veio em toneladas: a gente tá (sempre) disposta a trabalhar muito, trabalhar mesmo!, e de ser legal com todo mundo – e a gente acredita que recebe de volta aquilo que se dispõe a dar. ;-)

risos

E 2008 foi mesmo um ano de mointo trabalho (mointo mesmo, graças a Deus!). A gente trabalhou como personal shoppers no shopping Cidade Jardim (e na Lilla Ka, e na Spezzato, e na Paula Ferber…ufa); o Sacolão de Estilo aconteceu duas vezes (em março e outubro) e das duas vezes o evento teve mais sucesso do que a gente esperava e previa; a gente trabalhou na cobertura do SPFW pra editora Globo (uau!); participou de mesa de debates no Pense Moda (uaaaau!); ganhou uma coluna mensal na revista Época SP; fez conteúdos diários pro blog da Triton e pro blog da Besni; participou da confecção/publicação de um livro com a Rita Lobo; trabalhou em matéria pro PROGRAMA DA HEBE (!!!); deu aula na Escola São Paulo; se filiou ao AICI e mais: o blog foi citado numa lista feita pela revista Época como um dos 80 blogs que todo mundo precisa conhecer. Quase não teve fim de semana, nem a gente chegava cedo em casa, nem dormia o tanto que queria (ou que precisava) – mas essas carinhas tão felizes assim por conta disso tudo daí, e dos amigos que esse trabalho todo rendeu pra gente (foram muitos, e bons). Deus é mooointo bom pra gente, tamos agredacidas de verdade.

Também durante esse ano a gente aprendeu a prestar atenção à ponte (de conhecimento) que personal stylists podem promover: a gente conhece as propostas da indústria da moda e se familiariza com conceitos, pra logo depois pôr tudo à prova na prática, na vida real, com as clientas. A gente aprendeu que tem diferença entre ‘descrição de desfile’ e ‘análise de desfile’, e que desfiles/catálogos/editoriais podem mostrar moda mas também podem mostrar só roupa – e que um não é pior ou melhor do que o outro. Esse aprendizado a gente vai exercitar durante a próxima temporada de moda daqui do BR: pela primeira vez a gente vai ter cobertura completinha e exclusiva pro blog, organizadíssima pra falar dos desfiles mais legais e de todo o assunto em volta (com equipe e tudo! eeeee!). É só esperar 2009 chegar, ainda sem tempo pra pensar no que não soma, mas pra abrir braços e coração pra tudo de legal que o ano novo vai trazer. Com a Estelinha na área a partir de março!

((Gente! Não vamos esquecer de Maísa com a gente no SPFW, néam?!?? E de Susie Bubble no BR, dizendo que conhecia o Oficina de Estilo! De-mais!))

29.
dez.
08.

as donas da personalização

publicado por: Fernanda

A legendária Regina Guerreiro disse num seminário fashion no ano passado que “o mundo ficou um lugar meio tedioso, as pessoas estão se vestindo igual, estão industrializando a mesmice.” A gente concorda. Falamos em estilo pessoal, em individualização e personalização o tempo todo, mas ninguém é tão original quando se depende do mercado: tudo que a gente veste vem das mesmas lojas, dos mesmos shoppings, dos mesmos lugares, não?

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as costureiras da tarsila!

Durante a segunda guerra mundial a recessão e o racionamento de tecidos obrigou a mulherada a se virar pra conseguir um look bom: “devido ao aproveitamento de sobras de tecido tornou-se moda o debrum de outra cor nas golas, mangas, etc; ou a gola, tampos de bolsos e acabamentos em outro tecido, servindo de enfeite para os momentos de crise econômica”, foi o que o professor João Braga escreveu num artigo antiguinho para a revista Costura Perfeita. As melheres da década de 30 customizaram por uma necessidade. A gente acha que hoje há uma outra necessidade, diferente da delas: só dá pra individualizar (de verdade!) quando a gente mesmo põe “a mão na massa”. Como não dá pra tecer o prórpio tecido, tingir em casa, criar, modelar, costurar… quem salva a gente são as costureiras! Tipo tem que ter, essas senhorinhas que salvam a gente na hora dos ajustes e acertos também podem salvar a gente no look todo.

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infância na costureira: montação pra festas juninas!

Uma delícia adaptar uma peça pra que fique perfeita pra gente: mudar uma manga, diminuir uma prega, subir uma bainha (fundamental!) ou acrescentar um botãozinho a mais pode fazer toda a diferença. Mais delícia ainda ver materializada, pelas mãos dessas fofas, uma criação/inspiração/invenção autoral, nossa! Tipo parte de cima do vestido da celebrity com a parte de baixo vista numa vitrine – na medida perfeita, construída sobre o corpo, com cuidado e carinho, com as mãos. Escolher tecidos, então…! Quem mais tem looks assim, “desenvolvidos” em conversinhas entre duas pessoas apenas, na intimidade de ateliês quase sempre simples? Só quem tem uma costureira incrível!

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vestido de casamento TEM QUE ser personalizado, né?

Mais do João Braga: “interferir naquilo que já está pronto ou mesmo criar uma nova peça que seja única ou individualizada; pegar alguam coisa e transformá-la em outra – a palavra ideal da língua portuguesa para identificar esse processo é ‘personalização’. E nisto brasileiro é craque, talvez até mesmo por necessidade de expressar criatividade. Qualquer costureira das mais simples sabe o que é fazer uma reforma de roupa e inventar alguma coisa nova a partir de algo já existente.” E se a gente tem repertório, se tem história pra contar, a gente tem estilo. E dá pra imprimir isso em vontade autêntica, super pessoal, não dá?

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ronaldo fraga homenageou: suas costureiras foram pra passarela! – a gente tá no mesmo time

Mas será que a gente é craque nisso mesmo? Que todo mundo quer ‘expressar criatividade’, mas e o medo? E o preconceito? Fora de SP a coisa rola muito mais tranquila, mas aqui tem meio uma tensão em relação à costureiras e à “roupa mandada fazer”! Se for por falta de indicação de gente super bacana e cheia de habilidade, aqui tem a listinha de profissionais que trabalham com a Oficina, sempre incríveis. E todo mundo pode contribuir nos comentários com contatos de costureiras bacanas de outros lugares, pra gente montar uma agenda exteeeensa. Que tal?

Tamos de férias, amigos! Esse post foi escrito há um tempão e programado pra reaparecer aqui desde antes! A gente explicou essa “programação piloto-automático” aqui, ó! ;-)

26.
dez.
08.

no sartorialist: transformação de estilo

publicado por: Fernanda

Tem esses posts no Sartorialist mostrando a transformação de estilo de duas meninas em um ano, registradas sem querer pelo Scott Shumann, dono do blog. Diz que quando ele foi fotografar uma das moças ela conversava com ele como se eles já se conhecessem e ele demorou pra entender pela diferença de aparência dela entre um encontro e outro. No blog ele conta a história toda e ainda reflete sobre o que motivou/provocou essas mudanças.

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Uma das moças é de Chicago e tinha acabado de se mudar pra NY (as duas se mudaram pra lá, na verdade). Ele diz que o sorriso dela é a única coisa que permanece igual da primeira foto pra segunda – ela deu uma super sofisticada no look depois de passar um ano em NY, estava super mais urbana. Ela diz que as lojas bem mais legais e comprar menos em shoppings foi o que mais ajudou a moldar o ‘novo estilo’, a fez por pra fora quem ela sempre achou que foi, mas não era (ainda). Mas se estilo é refletir do lado de fora o que a gente é do lado de dentro, então o que tá em volta da gente não pode ser unicamente responsável por mudanças assim, não? Alguma coisa do lado de dentro tem que acontecer também!

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Acontece que o autor do blog diz que o que mais impressiona nele na conversa sobre a mudança de look é o fato dela ter mencionado que não conhecia ninguém quando se mudou pra NY. Ele acha que o que mais conta é o fato de não ter medo de experimentar e nem de não ser aprovado no “grupo” por causa de um look mais original (essa insegurança – que todo mundo tem! – de pertencer ou não, de ser aceito ou não…. uó!). E ainda desafia a gente a pensar se todo mundo não mudaria ou aperfeiçoaria alguma coisa no look se não fosse pelo povo que tá em volta!

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Às vezes a gente precisa mesmo de alguma coisa maior pra dar uma chacoalhada. Mas não é só uma questão geográfica – no trabalho eu e a Cris vemos motivações diferentes todos os dias: gente que casa, gente que muda de emprego, gente que tem filho, gente que se desapaixona, gente que muda de grupo de amigos… A gente super se identifica porque as duas mudaram de área profissional, uma casou e a outra morou a vida toda em cidade de praia antes de vir pra SP. Alguém mais tem história-fashion pra contar?!??

Tamos de férias, amigos! Esse post foi escrito há um tempão e programado pra reaparecer aqui desde antes! A gente explicou essa “programação piloto-automático” aqui, ó! ;-)

24.
dez.
08.

filmes fashion de vida real

publicado por: Fernanda

É semana de férias, amigos. Bom pra ir mointo ao cinema pra ver tudo novo, ou pra alugar dvds e rever nossos filmes preferidos. E programa de férias também pode render inspiração: tem um monte de figurinos que rendem idéias de looks pra vida real. Tudo bem, às vezes inspiram, outras só fazem sorrir (vale, né?!??).

Minha experiência pessoal com figurinos pra vida real começa com ‘Clueless’ (As Patricinhas…). Eu já saí do cinema com vontade de ser a Cher, de só usar micro sainhas e xadrezes (existe xadrzes?) e cardigans e sapato boneca. Consegui durante um tempo (adaptando pro calor de frente pra praia!), e depois disso as situações “quero ser essa personagem” só se repetiram, se repetem até hoje. Que eu assisti a versão adolescente de ‘Ligações Perigosas’, ‘Cruel Intentions’, e entrei em crise de identidade: não sabia se queria usar vestidinhos pretos justinhos pra ser a Sarah Michelle Geller, super vilã, ou se queria usar shortinho branco e malha lilás pra ser a boazinha Reese Witherspoon. E um tempão depois eu ainda tinha vontade usar esses looks ‘patricinha combinandinho’, bem com tudo certinho, tudo no lugar, bem Winona Ryder em ‘Mr. Deeds’.

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margot tenembaum, winona ryder em mr. deeds, sarah michelle geller em cruel intentions e amanda peet em a lot like love: adoro todas

Fora da ordem cronológica, um dia eu assisti ‘Os Excêntricos Tenembaums’ e desde então sonho usar vestidinhos polo da Lacoste e mega casacos de pele por cima, como se fosse a coisa mais normal desse mundo (e não é?!??). Que Margot Tenembaum é tudo, não? Tipo ícone fashion instantâneo. E quando Amanda Peet usou, em ‘A Lot Like Love’, a combinação teninhos + saia + moletom, eu fiquei uns 6 meses só variando cores e formas dessas mesmas peças pra ver se Ashton Kutcher também me curtia. =)

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amélie poulain, miranda july, claire danes (a shopgirl em si) e olive hoover, a little miss sunshine: mais fofas impossível

De ‘Shopgirl’ eu herdei a vontade de ter sempre um arzinho vintage, uma coisa “uso o vestido da vovó e ainda assim sou moderninha” (ainda não consigo!). De ‘Fabuloso Destino de Amélie Poulain’ e de ‘Me and You and Everyone We Know’, da sensacional Miranda July, eu ganhei ânimo pra inserir cores coloridas nos looks de todo dia, pra vida toda (essa eu consigo!) – quem também ensina a usar cores coloridas é a Olive de ‘Little Miss Sunshine’, com seus rosas e vermelhos super doces. Agora é aproveitar a programação dos cinemas nas férias e registrar novas vontades. Quem sabe, né?!??

Tamos de férias, amigos! Esse post foi escrito há um tempão e programado pra reaparecer aqui desde antes! A gente explicou essa “programação piloto-automático” aqui, ó! ;-)

22.
dez.
08.

dna individual (ou auto-ajuda fashion)

publicado por: Fernanda

A gente acredita que o que a gente veste é extensão do que a gente é por dentro. A gente acredita mesmo e acha que “existência e aparência são forçados a se interligar na constituição da subjetividade contemporânea”, como disse a professora Cristiane Mesquita. Ao mesmo tempo, “cada história singular é atravessada por aspectos culturais, políticos, econômicos, científicos, afetivos, familiares, etc” (também foi a professora que falou!). Então o que a gente veste é extensão do que a gente é por dentro mas também é produto do meio em que a gente vive. Não?

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imagens do livro “meninas do brasil”, de mari stockler…

Todo mundo se veste de dentro pra fora e de fora pra dentro, não necessariamente dos dois jeitos ao mesmo tempo ou nessa ordem. Todo mundo faz escolhas por emoção (de dentro pra fora), porque quer ter confiança e segurança, quer mostrar o corpão e quer comunicar personalidade. Mas não tem como fazer escolhas ignorando o exterior (de fora pra dentro): ninguém quer se sentir inadequado, ninguém quer se destacar demais (de jeito ruim), ninguém quer ter o modelón gongado. O meio e o coletivo super influenciam o vestir individual. Que todo mundo quer pertencer a um grupo, mas quer se destacar dentro dele – a gente quer ser igual e ao mesmo tempo diferente. Confusão de estilos?

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… que fotografou ruas, bailes e sambas e os chamou de ‘mundo paralelo’

E da conversa sobre a existência – ou não! – de um street style brasileiro (aqui e aqui) surgiram questionamentos e fórmulas que direcionam não só esse assunto mas também a ‘construção’ do estilo pessoal: se conhecer, identificar ‘dna’, saber contar uma história através do que se veste e adquirir mais e mais intimidade com a própria essência são caminhos pra que as aparências possam revelar subjetividades. Quando colocamos características de quem somos (e do que curtimos) no que vestimos, estamos comunicando estilo. O que é importante pra gente tem que aparecer objetivamente no que vestimos pra contruir essa subjetividade: em cores, em caimentos, em texturas, acessórios, tecidos e estampas.

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as moças do ‘mundo paralelo’ têm estilo pessoal super definido, não têm?

Esse é mais ou menos o princípio do “self-branding” (!!!): descobrir pontos fortes e aquilo que é único num indivíduo e transformá-los um super diferencial. Achar essa ‘diferençazinha’ é a graça do vestir, não?!?? Porque, no fim, ter estilo é ter história pra contar, ter conteúdo pra mostrar, com nuances e sutilezas que só podem vir de dentro da gente, com a nossa narrativa. E aí, se essa “receita” fosse aplicada pra nação inteira (conteúdo a gente tem!), talvez a gente não tivesse mais dúvidas sobre qual é o nosso estilo – de rua e de qualquer lugar.

Tamos de férias, amigos! Esse post foi escrito há um tempão e programado pra reaparecer aqui desde antes! A gente explicou essa “programação piloto-automático” aqui, ó! ;-)

19.
dez.
08.

programa de férias: vale a pena ver de novo

publicado por: Cristina

A Oficina vai entrar de férias!!!! Ebaaaaaaaaaaa!!!! E a gente não vai deixar ninguém abandonado por aqui, viu!?! A partir de segunda (22.12) até comecinho de janeiro (04.01) a gente vai republicar posts que a gente AMA e que acha que vale a pena ler de novo!!! São conteúdos preciosos e que a gente sempre volta pra dar uma olhadinha e relembrar.

seeusoon

Vamos aproveitar esse tempinho de festas pra retomar o fôlego e voltar com tudo pra cobertura (online) do Fashion Rio!!! Ah! A gente vai continuar nossa campanha pelo Prêmio Chic pro Filme Fashion!!! Vota lá!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

19.
dez.
08.

passeio à fábrica da huis clos e da maria garcia

publicado por: Fernanda

Duas semanas atrás, amigos, a gente foi com mais 12 meninas à fábrica da Huis Clos e da Maria Garcia. As duas marcas foram criadas pela Clô Orozco há 30 anos, e hoje a Clô comanda (como empresária) as equipes de estilo que cuidam dessas marcas. A própria fundadora é super elegante, nada espalhafatosa, calma, fina, inteligente e moderna: não tinha como suas criações refletirem outras características. A Huis Clos parece ter tudo que caberia no armário da Clô, e a Maria Garcia tem tudo que caberia no armário das filhas de quem usa Huis Clos. A gente é fã tanto de uma quanto de outra, desde sempre. Tem entrevistona feita pelo Jorge Wakabara pra todo mundo conhecer mais (que super vale a pena).

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tem mointas fotos de tudo lá no nosso flickr, clica pra ver!

A “guia” desse passeio foi a Valentina, que cuida do marketing por lá. A gente entrou no prédio antiguinho (é dos anos 50?) e já sentiu o clima-super-chique: tudo lá tem a cara da Clô, a cara das marcas, a cara dos produtos, é tudo coerente! Todo mundo conheceu o showroom e viu, em primeiríssississima mão (!!!) as coleções de inverno das duas marcas, antes mesmo delas serem mostradas em desfiles (que vão acontecer em janeiro no SPFW). Tavam lá as cores, as estampas, os acessórios e os detalhes, tudo bem de pertinho. E tava só começando! O grupo subiu a escadaria toda em pedra preta e branca (e corrimão dourado, chique!) pro segundo andar da fábrica, pra então conhecer os espaços de criação da Huis Clos e da Maria Garcia – com direito a ver de perto os moldes, os cadernos de referência, os livros, as rendas, as peças-piloto, as canetas coloridas e até a própria estilista da Maria garcia, a Camila Cutolo! Um privilégio do início ao fim! E veja bem que ainda não tinha acabado: a gente conheceu o espação (mega) onde ficam as costureiras, que quase-quase tudo dessas marcas é produzido lá mesmo! O passeio continuou pelas senhorinhas lindas costurando (a todo vapor), pelas mesonas de corte, pelo depósito de tecidos, pelo acabamento, pela modelagem… foi de ficar arrepiada! Todo mundo ficou! ;-)

O ponto alto do passeio foi a visita à sala da Clô Orozco, um arquivão vivo de referências, uma aula de coerência e de desenvolvimento de imagem, um baú gigante de inspiração. Tipo aula mesmo: a estilista/empresária se envolve com tudo que inspira e faz o olho brilhar – tem fotos, tem imagens de moda, tem livros e revistas, tem sapatos e sandálias (como peso de papel!), tem painel de fotos e mural de referências de arte, de cinema, de arquitetura, de tudo. É como se a sala inteira fosse o arquivo inspiracional da Clô, como se todo aquele universo (à parte) alimentasse a vida inteira em volta. E o resultado de tanta inspiração a gente ainda viu na lojinha de ponta de estoque que fica dentro da fábrica – e aproveitou super, em comprinhas, conversas, risadas e mointa alegria. Anima de vir com a gente que no ano que vem tem maaaaais!

Mais dos nossos passeios:
Pra rua 25 de março
Pra três top brechós legais

19.
dez.
08.

adriana degreas por menos

publicado por: Cristina

Na nossa onda de falar de biquini, beachwear e tals (férias, né, gente!!!) veio a calhar a venda especial de pecitas da Adriana Degreas no Coquelux – aquele site que faz vendas por um ou dois dias de marcas muuuuuuuuito legais com precinhos muito bons (tem desconto de até 70%!!!!!!!!!!!). Acontece que o site é tipo um clube fechado e que pra se cadastrar tem que ser indicado por alguém que já é membro. Mas a boa notícia é que hoje (e só hoje) nossos leitores amados vão poder se cadastrar pra poder aproveitar o “bain couture” de Adriana: É SÓ IR LÁ!!!

degreas

Os biquinis e maiôs da moça são super pensados e construídos, daquele tipo que dá pra desfilar no calçadão no fim da tarde sem fazer nada feio. Diz que Adriana tem um caso antigo com moda e por isso o que ela faz é muito mais do que peças de lycra. Teve desfile no Rio Summer inspirado em Carmen Mayrink Veiga (tá!?!) bem, bem chique. Pra quem curte comprinhas pela internet é só ir lá e aproveitar!!!

18.
dez.
08.

roupa de todo dia, pra festonas

publicado por: Fernanda

Na revista Bazaar desse mês tem matéria dizendo da “nova roupa de festa”, tipo uma nova ordem para dresscodes formais: diz que agora, em vez de pensar em vestidinhos de chiffon e meia-calça, quando a gente recebe convites pra festas a gente precisa pensar em como surpreender. Não é ótemo isso, gente?!?? Parecer original, hoje, pode mesmo ser mais importante que parecer correta – nesse nosso tempo de todo mundo meio igaul, fazendo força pra parecer diferente. A revista dá a receita (a gente super curtiu aqui, e já tá pondo em prática).

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tem texturas, tem materiais diferentes, tem cores elegantes, tem brilhinhos nos brincos, pulseiras, bolsinas e sapatos – tudo com cara de qualidade, de bem cuidado!

A idéia é versatilizar o que se tem no armário, e adequar com acessórios corretos e de impacto. Tipo coordenar o look com peças de todo dia, mas arrumar um “acabamento” luxo, com jóias (e bijus bem finas), sapatos finos e de qualidade, bolsinhas sofisticadas com brilhos e afins. No finzinho do ano passado a gente tinha falado dessa mesma idéia, mais focada em saias – e agora a onda é desfilar calças de todo dia com cara de festchinha. E mais interessante que estar impecável, corretinha, é combinar texturas, misturar materiais, ousar em cores e modelagens, construir visuais interessantes, com informação pensada, sabe como? Na semana passada a gente arrumou uma clienta pra festona de aniversário do pai dela assim (fes-to-na!): calça alfaiataria de linho cinza-claro, regata de algodão finíssimo branco (bem transparentinha!), lenço (usado como golona) de seda verde-água com brilhinhos prateados, sandália metalizada, power-brincos com pedras translúcidas, power-bracelete e micro bolsinha. Todas as peças podem ser usadas até pra buscar as crianças na escola, mas coordenadas desse jeito ficaram super mega elegantes. E o look ficou bem original: a clienta tava LHINDA, jovial, moderna e nada nada previsível. ;-)

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a revista sugere também que a gente acrescente ao look uma peça em seda ou tecido lustroso, e a partir dessa peça coordene o resto todo. também dá suepr certo, néam?!??

Vale misturar calças retas, em alfaiataria e tecidos finos tipo lã, seda, linho e até algodões arrumadinhos, com regatas lisas, tricôs finos, camisetas e mais. Vale saia e bermuda também (porque não?). Os acessórios dão o tom mais formal e deixam o look mais adequado, sem cara de dia-a-dia: broches, colares, brincos, sandálias, braceletes, anéis e bolsas super colaboram com brilhos e superfícies elegantes. A matéria da Bazaar termina dizendo que “com os acessórios certos, praticamente não existe look que possa frequentar festas chiques” e completa a lei firmando a idéia (ótema) de versatilidade: “com os toques certos, o mesmo look pode ir de um café da manhã, ao almoço com amigas e depois pra uma balada – não importa o que você veste, mas sim COMO veste”. Que, especialmente em final de ano com crise, versatilidade é o “santo graal” da moda. ;-)

Mais idéias pra comemorar bem linda:
Preparando o look pra festonas (e pra todo dia)
Idéias pra festonas de fim de ano
Looks bacanas com camisetas brancas
Dicionário de dresscodes da Oficina de Estilo
Idéias de looks-bafo pra quem tá grávida!

17.
dez.
08.

2009 de cara nova aqui no blog!

publicado por: Fernanda

Então, amigos, essas imagens do header do blog (aqui em cima) são um conjunto de referências à Oficina de Estilo e aos nossos “universos particulares”. É tudo tão de verdade, que com o tempo as coisas mudam – sempre pra melhor, por aqui, graças a Deus! A gente resoveu atualizar essas referências: tem a Lanchonete em que a gente almoçou/trabalhou mointo nesse último ano, tem nossas musas e musos, tem Encontrinho, Passeio com Leitoras (e leitoras!), tem o Shopping, te a gente com Glorinha Kalil… uma deglícia passear por isso tudo – que não só fez a gente feliz, mas rendeu assunto aqui pra esse blog, não é mesmo?!??

roxo-amarelo
roxo e amarelo é tããão anos 90! e a gente tá amando! ;-)

O layout do blog também foi atualizado, com mudanças-micro porque a gente ama essa cara: agora a gente tem detalhes em amarelo, uma foto nova ali do lado, espaço maior pros posts e um blogroll reformado e atualizado. Não tá super legal?!?? ;-)

O responsável por essa atualização de layout (e pelo layout em si!!!) é o Danilo, gente. Ele é uma graça, super talentoso, e o contato dele tá nesse site-portfolio, ó!

A Oficina


A Fê e a Cris são personal stylists de gente da vida real e dividem, aqui no blog, tudo que aprendem nesse trabalho.