1.
abr.
09.
sobre lojas de departamento e a sobre vida real
A power jornalista de moda Cathy Horyn escreveu hoje no seu blog (dentro do site do NY Times) um post sobre a inauguração da TopShop em NY. A TopShop é a super loja de departamentos que tem uma linha de roupas feita em parceria com a Kate Moss – meio tipo Zara, meio tipo H&M. Oferece modinha fácil, bacanérrima de descolada, e principal: barateenha. A coluna da Cathy Horyn é o máximo não porque conta da inauguração, mas porque mostra motivos pra essa abertura de loja ser super importante como idéia mesmo. Não só pra quem tá lá, mas pra todo mundo que gosta de moda.

O texto chama atenção pra estória da crise do mundo, tão falada pela gente (mesmo em moda). CH diz que todo mundo conhece alguém que já está sendo afetado por essa crise; mas que, mesmo antes de qualquer dificuldade mundial, ninguém vive um universo de não-crise. Poucas de nós podem comprar tudo que querem, do jeito que querem (em moda), não é? A falação sobre “o fim dos excessos” não tem tanto lugar no meio de um público que nunca – nem antes de qualquer crise – viveu de excessos. CH começa a se perguntar pra quem a mídia tá fazendo esse discurso, pra que público. Mais: ela segue dizendo que esse “ajuste de discurso” é o que pode salvar revistas e comércio em tempos futuros: tipo se as pessoas estão tendo tanta cautela ao escolher o que vão usar, elas também vão ficar exigentes em relação ao que lêem e ao que compram. Tipo a equção do futuro vai ser tratar da vida real sem trivializar os problemas econômicos do mundo e ao mesmo tempo não deixar ninguém esquecer que moda é um prazer. Certa ela, não?
Dona Cathy emenda dizendo que marcas de moda precisam pensar em preços bacanas e atrativos extra pra fazer o povo querer entrar nas lojas. Ela diz que a coisa toda da crise é uma oportunidade de criatividade nesse sentido – por isso a gente fica feliz de participar, de algum jeito, de iniciativas daqui de perto da gente de agregar valor extra (e serviço!) aos produtos das loja que chamam a Oficina de Estilo pra trabalhar – seja em lançamentos, em eventos de informação, em tardes nas lojas e mais.
Daí pra parte da TopShop: ela foi à inauguração e contou que tá tudo certo com eles lá, e que eles vão fazer muitos outros designers prestarem atenção nessas coisas – nada mais vida real que isso. Lá o ambiente é bacana (diz ela), as peças são desejáveis (ela quis comprar 12 coisas!) e os preços são tudo de bom – diz que tudo que ela cobiçou custava menos de 150 conto. Agora, custa isso refletir aqui no BR de um jeito bom? A gente não podia ter também lojas de departamentos que fossem tão legais que competissem com os estilistas que mais fazem mídia? Não ia er um sonho ter equivalentes brasileiros da TopShop?
Aqui tem o post de dona Cathy na íntegra e em inglês, e aqui tem um super tour por essa TopShop de NY, pra gente invejar as sortudas de lá – e as que tão de viagem marcada!









Fe, estou super de acordo! O que falta pras empresas daqui é investir em pessoas, pesquisa, design mesmo! Porque os materais são similares, os precinhos de algumas peças aqui são bacanas, mas aí falta aquele apelo fashion, de desejo mesmo, né?!
beijo
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