28.
abr.
09.
sobre todas as últimas bombas do mundo da moda
A gente aqui é personal stylist, a gente trabalha com o que o nosso trabalho rende na vida real (com cada clienta) e na internê (com o que a gente aprende e divide aqui no blog). Então a gente passou o fim de semana pensando no que esse monte de notícias representam pra gente e pra quem tá interessado nessa mesma visão (da moda). Diz que quando grandes grupos adquirem marcas de moda, o interesse maior é aumentar a distribuição dos produtos que ela oferece, com mais pontos de venda não só no eixão SP-RJ mas no resto do BR todo. Esses grupos também têm interesse em aumentar o “círculo” de compradores das marcas que passam a ser deles, então acontece dessas marcas apresentarem mais de uma linha de produtos nas suas lojas – com preços e designs diferentes, pra alcançar mais gente (ou gente mais jovem, ou gente “menos fashion”. A Ellus, por exemplo, depois de ter sido comprada (é isso?) pelo grupo InBrands – que também tem Alexandre Herchcovitch, Isabela Capeto, e que tá de olho em mais marcas) – anunciou que vai inaugurar amanhã, aqui em SP, uma lojona que vende Ellus mas que também vai “abrigar” outros estilistas, bem tipo a Dover Street Market da Rei Kawakubo (é isso mesmo???).

E se essas marcas, com o tempo, massificarem seus produtos de um jeito que tudo fique igual ou que a gente – pequeno grupo que não compra massificado, mas que procura ‘o diferente’ – não queira mais usar o que eles fazem, tipo a Sommer ou a Zoomp agora (duas trsitezas), ainda assim a gente é afetada. Porque aí, por exemplo, se a Forum perder a mão dos produtos legais porque o Tufi Duek não tá mais no comando, a gente fica meio órfã de um produto que a gente sempre procurava na marca e que não vai mais encontrar. Então a gente vai ter que correr atrás de quem supra essa necessidade. A gente sendo esse “pequeno grupo”: tanto dos que querem usar ‘o diferente’ como dos que trabalham apresentando esse ‘diferente’ a quem vai usar (stylists, editores, gente que faz imagens pra incentivar o uso). Tão entendendo, to confusa? Então, se houver necessidade de se olhar com mais atenção pro que tá em volta, novos estilistas e novos trabalhos vão ter uma chance a mais de se destacar e aparecer, pra des-massificar a moda que não funciona mais (se for assim) e pra guiar a gente por caminhos alternativos – e quase com certeza mais interessantes.
Então, gente, a gente aqui acha que vai ser um tempo de se observar, de se prestar atenção nas marcas que a gente consome e que curte, de conscientizar o que é mais importante em cada compra que a gente faz (nessas marcas envolvidas nos bafos, especialmente) e torcer pra tudo melhorar mesmo, como é a promessa. Pra moda no BR creser como indústria de um jeito que o consumidor seja o maior beneficiado, com mais qualidade, mais facilidade, mais opção e mais liberdade. E se as semanas de moda mais importantes do BR sob o mesmo comando são um bom negócio ou não, a gente não sabe. Mas tá de olho pra ler sobre e pra observar. Né?









eu nao acompanho muito toda esta discussao, nao. só por aqui mesmo, mas já pude perceber um efeito positivo do grupo InBrands. nao deve ter sido por coincidencia que vcs estão/estiveram com Alexandre Herchcovitch e Isabela Capeto, né? é uma estratégia do grupo, né?
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