21.
jun.
09.
neon dá – e é – show!
É inverno e faz frio em São Paulo. A maioria dos fashionistas aqui na Bienal veste ou preto, ou escuro, ou muita roupa (sobre muita roupa). Bode! Depois da Neon explodir em cores, alegria e malemolência, a vontade é de ir pra casa, se tingir de cor e voltar, caminhando leve, cada passo em sua cadência.

No primeiro dia em que se faz inverno no Brasil, Dudu Bertholini e Rita Comparato transformaram o Ibirapuera num acalorado calçadão, fazendo do concreto de Niemeyer um cenário de mareada – e desejosa – viração. Passarela externa, sol a pino, modelos dengosas desfilando modelos charmosos – sob a direção de Dudu e da top-diva-veterana Marina Dias, a interpretação do casting é mais um protagonista ao lado das criações dos estilistas.
Ok, a silhueta não é nova nem as roupas revolucionárias, mas formas justas recorrentes nos anos 80 desfilando com a amplitude das calças, dos caftáns e dos chapelões molengas dos anos 70, mais 007 na trilha, mais passadas looongas, mais liberdade nas cores, mais estampas de espreguiçadeiras e leques fizeram deste invernal – e urbano – domingo de sol um refúgio para os corredores desta Bienal, onde muita gente sonhou em se abanar à beira-mar, espreguiçando-se, em vez de digitar e publicar, atropelando-se.
Maiôs em nude arrematam o desejo da estação e caftáns plissados são a maximização dos leques que se abrirão para o verão – que se vier como dramaticamente propôs a Neon, será gingado e apresentado no maior clima de desfilão. Público e fashionistas presentes agradecem, muito mais que contentes.









Gente, adoro o tom poético dos seus posts, fica muito bonito.
Pra todo desfile que eu olho tem nude, que que é isso.