9.
jul.
09.
É MEU E DE MAIS NINGUÉM
Ter um estilo super bem definido é como um quebra-cabeça que a gente tem que montar levando em consideração a nossa personalidade, as nossas atividades, as nossas referências visuais, as nossas inspirações, o nosso corpo, nosso humor em determinada situação, os nossos traços, o nosso budget, as nossas escolhas… é muita coisa que tem que encaixar direitinho pra que a nossa imagem seja consistente com quem a gente é e como a gente quer parecer ser. Falando assim parece que é difícil, mas muito disso tudo é instintivo e o resto a gente estuda – e se estuda – pra que fique mais fácil. E quando a gente atinge o nosso objetivo e se olha no espelho antes de sair de casa e fala “eu tô linda e tô a minha cara” é uma delícia. Essa satisfação aparece e todo mundo enxerga a nossa confiança e prazer em ser quem a gente é!!!
E o ápice da identidade visual é a marca registrada!!! É quando as pessoas reconhecem a gente sem nem mesmo a gente estar lá, é quando as pessoas lembram da gente pelo mesmo motivo, é quando a nossa imagem tem algum elemento visual tão forte que aquele elemento passa a ser “eu”. Exemplo? Na revista Nylon desse mês tem três!!!
Num editorial fofo chamado “just the two of us” a gente vê a relação forte da imagem misteriosa de Yoko Ono e o seu óculos-escuro Carrera, da imagem transgressora de Nancy Spungen (do Sid Vicious) e a sua camiseta listrada e da imagem chic-cool de Marianne Faithfull e seu peacoat com botões de metal!!! É como se aquelas peças fossem uma extensão dessas personalidades e mesmo você não sendo essas pessoas você pode “get the look” delas se utilizando de suas marcas registradas!!!
Não seria um sonho se todo mundo tivesse a sua prórpia marca registrada? Aquela uma-coisa-especial-no-nosso-look que faz com que a gente seja a gente? E pode ser uma peça – tipo os óculos de Jackie Kennedy – pode ser um tipo de peça – tipo a cigarrete de Audrey Hepburn – pode ser um cabelo – tipo o curtinho de Twiggy – pode ser um jeito de usar acessórios – tipo os vários anéis em vários dedos de Karl Lagerfeld – pode ser um make – tipo o batom vermelho de Gwen Stefani – pode ser uma coordenação de peças – tipo a calca jeans + camiseta branca + jaqueta de couro de James Dean – pode ser um estilo – tipo a extravagância de Carrie Bradshaw – pode ser alguma coisa que já veio com a gente desde que a gente nasceu – tipo o sorriso de Cary Grant – pode ser alguma coisa que a gente representa – tipo a simplicidade chique de Michelle Obama!!!
Seja o que for, aquilo é nosso, é pessoal, tem a ver com a nossa história, com o nosso jeito, com a nossa maneira de vestir. É alguma coisa que deveria vir com uma etiqueta de “marca registrada” e a estampa da nossa carinha do lado!












…Pode ser vocês (duas fofas) que sabem falar de moda como ninguém! E com um estilo inconfundível!
Beijos
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