5.
out.
09.
PORQUE TER (OU NÃO) UM BLOG DE MODA
(Ou “blog não é fim, é meio”.) Eu e a Cris somos personal stylists. A gente trabalha só com consultoria de imagem há sete anos. No meio desse caminho a gente resolveu ter um blog – o que não faz com que a nossa profissão seja essa, a gente não é blogueira profissional: a Oficina de Estilo presta serviço de consultoria de imagem pra clientes e também pra leitores, é isso. O blog é um jeito de dividir informação de moda (usável) pra mais gente, pra além das nossas clientes. Aconteceu de a gente trabalhar mais (e de outros jeitos!) por conta desse nosso “veículo”, e só.
E o blog começou por isso, pra isso mesmo. A gente mandava email, tipo newsletter, pras nossas clientes (lá em 2005, 2006). Não eram nem trinta “destinatários”, mas a gente resolveu publicar tudo num lugar só em vez de mandar pras caixas de entrada delas. Esse ‘tudo’ era o que a gente queria mostrar pra quem tava em volta da gente: filmes legais de se ver, lojas que a gente tinha visitado com coleções bonitas, liquidações, aprendizados nossos que podiam servir pra elas, nas vidas delas. A gente não queria dominar o mundo (ainda não quer!), a gente não tinha pretensão de nada – ainda não tem. De repente é por isso que deu certo. Porque o trabalho e a vida real (vivida mesmo) importam mais do que conteúdo só pelo conteúdo: é a experiência que vira texto aqui, e não o contrário.

Não é uma cartilha, não é porque deu certo com a gente que vai dar certo com todo mundo. A gente vê um monte de novos profissionais reclamando de não receber retorno em seus blogs – mas não é obrigatório ter blog! Nem é meio de divulgação oficial de todos os profissionais de imagem, gente. Se você tem alguma coisa pra falar de muito especial, de diferente, de inteligente… faz o seu blog. E seja inteligente na interação com outros blogs e com os comentários que faz e que recebe – esse sim é um jeito de se “fazer conhecer”. O que não pode é abrir blog, repetir a conversa que tá sendo conversada por todo o resto do mundo, não interagir e esperar que magicamente acessos e comentários brotem assim, do nada.
No fim, aqui na Oficina eu e a Cris fazemos força pra (cada vez mais) pensar no que as nossas clientes querem aprender, no que a gente aprende com elas, no que nossos amigos têm de assunto novo pra discutir, no que tá em volta da gente – no que faz parte do nosso “universo particular”. Pra ser autêntica, sabe? E aí, quem se interessar entra na conversa. Simples assim. Não precisa fazer força, não precisa querer agradar.
Fazer blog é igual a fazer amigos, gente. Se o papo é bom, criativo, se a presença é agradável, a gente quer mais é estar perto e passar mais e mais tempo juntos. Todo mundo que pensa em blog com uma função definida – a de fazer relações profissionais, ou de angariar clientes, ou de “dar certo na vida social” devia pensar nisso. E nunca esquecer!









Adorei o post, meninas!!!
Hoje em dia tem muita gente que acha que “blogueiro” é profissão… Conclusão: muitos blogs com informações repetitivas e às vezes até erradas!
Bjks!!!
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