5.
nov.
09.
PENSE MODA: VENDEDORAS DOS NOSSOS SONHOS
A gente aqui na Oficina é fã da Geni Ribeiro há tempos. Ela já fez palestra no Pense Moda em outras edições (clica aqui e aqui pra ler que super vale a pena) e o que ela fala sempre rende aprendizado bom. Dessa vez, participando de uma mesa de discussão, ela chamou atenção pra um pedaço da “cadeia-fashion” que não tá em dia com o resto. Tipo o Brasil tem designers incríveis, tem gente bacana que administra marcas direitinho – mesmo lidando com a carga tributária surreal e com os empecilhos de crescimento de empresas que existem aqui – tem modelistas, marketeiros, assessores, stylists, tudo de mais legal. Mas em pouca gente especial na equipe de vendas, no comercial. E ela perguntou (com razão) de que adianta esse trabalho todo se, na hora da venda, com o produto na mão, a vendedora não colabora?
A gente trabalha em parceria com vendedoras a cada compra com clientes. Desde sempre a gente sabe que essa parceria pode render imagens lindas em frente ao espelho mas também podem fazer com que uma cliente nunca mais queira voltar à loja onde se teve uma experiência ruim. Quem vende precisa conhecer a marca que vai vender, o produto que essa marca oferece, a história dessa empresa, quem pensa/faz essas roupas e, principalmente, a cliente que procura essas peças. Se fosse um emprego numa multinacional famosa seria assim, porque não é em lojas de roupas? Vender é profissão e quando é encarada só como uma passagem (de uma coisa pra outra) não dá certo mesmo. E mais:
• vendedoras deviam ajudar a gente a escolher, a decidir entre uma coisa e outra quando dá dúvida e a gente não pode levar tudo. Tipo dizer razões reais e inteligentes pelas quais uma e outra peça são melhores pra gente, e porque a gente deveria mais levar uma do que outra. E tinha que ser sincero.
• elas precisam entender e conhecer o que está se passando com a marca onde trabalha, tipo uma vendedora (ou vendedor) da Rosa Chá tem que saber que quem desenha as peças é Alexandre Herchcovitch.
• as vendedoras deviam visualizar rapidamente várias opções de uso pra determinada peça que a gente prova. Tipo eu tô com uma saia estampada de fundo roxo: elas tinham que sugerir cores e modelagens de blusas (de preferência as mais legais pra minha silhueta e tals), com que cor de meia-calça, com que casaquinho, se eu precisar…. isso, sabe?
• essas mesmas profissionais deviam memorizar todo tipo de informação que a gente passasse sobre nós mesmas pra das próximas vezes que a gente estivesse na loja metade do caminho já tivesse sido andado. E elas deveriam saber de mais coisas disponíveis em outras lojas, pra sugerir complementos mais legais mesmo que a gente não comprasse com elas. Não?!??
Imagina que mundo ideal?









olha,trabalhei com moda muitos anos(como vendedora/gerente) e agora vendo veículos,mas o que amo mesmo é moda!e poxa, ao menos nas marcas que eu trabalhei, fazer o que foi listado é requisito básico!!ainda tínhamos que ser super simpáticas e se virar pra arrumar clientes….vendedor é isso!o resto é só quem carrega a mercadoria da loja até o caixa!
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