pelo fim definitivo dos conjuntinhos
Até os anos 90 era assim: dava pra “segmentar” décadas por estilos caractéristicos que direcionavam as escolhas do que vestir em cada tempo. (Pra começar bem tarde) nos anos 50 as saias amplas do ‘new look’ de Christian Dior eram onipresentes, nos 60’s tubinhos e formas geométricas tomavam conta dos guarda-roupas, nos 70’s vieram o ‘flower power’ e a influência dos hippies… mas agora que vivemos num ’supermercado de estilos’ em que vale tudo - tudo meeesmo! - a individualização é o fundamento da hora.
Quanto mais o que a gente veste tem a ‘nossa cara’, quanto mais nós falamos de nós mesmos através do que escolhemos pra compor nossa imagem/aparência, mais notados e elogiados nós somos - e assim fazemos alguma diferença.
Voltando às ‘épocas’, teve um tempo em que era super legal usar logomarcas e looks 100% compostos por peças de uma mesma marca (foi nos 80 ou nos 90??). Agora sentimos a situação se inverter: a idéia de misturar peças e criar imagens ‘autorais’ e independentes de sugestões ou inspirações (de coleções ou de estilistas) nos obriga a exercitar a criatividade. A liberdade nos permite criar imagens individuais mesmo, vamos nos vestindo de maneira única e bem mais inteligente. A proposta de seguir a fórmula “high & low” nos ensinou ainda que é mais legal coordenar um jeans bacana e caro do Jeans Hall com um top fofo e baratinho da Zara, ou um vestidinho da Adriana Barra com uma Melissinha.
Porque, então (Deus do céu!), ainda encontramos tanta gente “combinandinho”? Porque pessoas que vivem num mesmo mundo, que têm acesso às mesmas informações e que não são cobradas nem pela moda e nem pela sociedade (who cares?) ainda se vestem de maneira rígida e previsível? É por tradição? É por ‘estreitamento do olhar’? Por medo de errar, talvez?
Agora é a hora de experimentar e a gente quer fazer a nossa parte pra incentivar todo mundo a relaxar e curtir mais a “hora de se arrumar”, sem medo e sem insegurança (morte aos conjuntinhos!). Chega de usar sandalinha rosa + jeans + top rosa + brinco rosa + fivela rosa no cabelo! Os elementos das nossas peças de roupa são os mesmos que nos “guiam” na coordenação de visuais coerentes e harmoniosos:
• cores: perceber se estamos combinando peças claras com claras ou escuras com escuras já é um começo; prestar atenção em combinações de cores vivas com vivas e de opacas com opacas também vale!
• tecidos: a gente fala na consultoria em ‘peso visual’- tecidos leves e molinhos sempre dão certo com outros com o mesmo caimento, tanto quanto tecidos mais pesados e estruturados ficam bem com os que têm peso visual semelhante, tipo jeans com tweed, brim com algodão…
• estampas/texturas: tecidos com relevo ou textura coordenados com outros lisos sempre funcionam, e um jeito fácil de coordenar estampas é escolher (pra coordenar) uma peça lisa que repita uma das cores contidas na estampa.
• acessórios: não precisa ser tudo prateado ou tudo dourado (ou tudo colorido igualzinho) - é mais importante perceber se as formas são retas e angulares ou arredondadas e mais maleáveis, e aí coordenar os semelhantes. Também não custa pensar em peso visual nessa seara! Bolsas, sapatos, brincos, anéis e afins também variam entre leves e pesados.
Pensando nisso tudo a gente ainda consegue “separar” mais fórmulas pra coordenar (e descoordenar, por que não?) nossas pecinhas - facilitar e incrementar a vida de todo mundo na hora de se vestir é o ou não é o nosso trabalho?? Vamos ver se depois a gente posta dicas de como usar mais de uma estampa ao mesmo tempo e sugestões de looks, ok?
Agora todo mundo pode desligar o computador e correr pra frente do espelho pra provar novas coordenações, sem medo de deixar fluir a criatividade!

Até tu, Mischa?????

