a moda muda mas a moda não é muda
A gente não curte essa bota pata de bode, amigos. Porque encurta e engrossa a perna de quem usa, visualmente (de um jeito não-bom). Porque a plataforma é desproporcionalmente pesada. Porque ninguém anda com graça quando está calçando a botchinha - a Nina Lemos experimentou e disse que é tipo andar com dois banquinhos nos pés. Porque a gente acha feio, bem feio. Porque aqui faz calor e essa bota não combina com nada levinho, de verão. Porque no frio é a meia-calça que faz o pé ficar quentinho. E porque pijama também é confortável, mas ninguém usa fora de casa.

O Gareth Pugh desfilou um genérico da pata de bode num palhacinho. E aqui tem uma lista de outros sapatos feiosos: alguns apareceram por aqui, outros só no outro hemisfério. Mas é engraçado rever!
Claro que a gente considera que o nosso tempo é de liberdade, claro que cada um pode ter o estilo que quiser, usar as coisas que quiser. Mas a gente considera mais ainda que tudo que a gente veste é lido por quem tá em volta, todo mundo interpreta os sinais do que a gente usa no vestir. E quando a gente vê alguém super bacana usando pata de bode, nosso primeiro pensamento não é considerar que o calçado foi um erro - mas sim que a parte bacana aconteceu por acaso (não é ruim?). Mas a gente não tá em campanha nem nada, a gente acha que todo mundo tem que ser feliz mesmo. Arrasa, Natalie.

13 de Novembro de 2007 às 1:39 pm
não é que a pata não dá bode
até agora é assunto
adoro tanto quanto Cris Gabrielli
13 de Novembro de 2007 às 4:00 pm
ah, eu admito que é feioso mas eu adoro birkenstock! :P
e crocs, meu deus. estão se multiplicando pelas ruas. medo.
13 de Novembro de 2007 às 5:06 pm
Mas quem é responsável pela bota? Quem bota a bota ou quem desenhou e produziu a bota?
Se tivessem (ou tivéssemos) feito uma bota mais bonita e legal pra Natalie se sentir mais altinha, ela provavelmente usaria.
Que acabe o fim da passividade sobre o pé do bode! Que se faça um salto alto e confortável para a humanidade!
Ultimamente só temos dado rasteirinhas pra cá e prá lá!
13 de Novembro de 2007 às 6:44 pm
Uó.
13 de Novembro de 2007 às 7:06 pm
Ai-ai-ai! Há uns posts que desejo comentar esse assunto… já até escrevi e depois deletei tudo, que é pra não me contradizer. É que sou super a favor da democracia na moda - tipo lema da grife Bitten, da Sarah Jessica Parker: “moda não é luxo, é um direito”, mas tenho que dizer: o cabelo da Natalie não tem nada a ver com os sapatos. Sabem aquele projeto gringo que vocês já postaram aqui? Aquele que “corta” as pessoas, só mostrando seus pés e a cabeça? Pois é, se fotografarem essa moça vai parecer o Frankstein! E termino comentando o comment do Antes de Paris, acima: quem desenha, produz e vende estas famigeradas botas não pode ser responsabilizado pelo mau gosto da multidão que as compra! Que ainda é o dinheiro o que manda em tudo, não é não?
13 de Novembro de 2007 às 11:11 pm
na na ni na não! isso do gareth é um belo de um coturno (ou dr marteens, já que o moço é inglês) com megaplataformas. pata de bode é ooouuuuutra coisa, que fique bem claro….
14 de Novembro de 2007 às 11:01 pm
Ah q é bem feinha isso eu concordo, mas fazer o que?
Cada um escolhe o modo de vestir que se encaixa mais com seu perfil!
Se a Natalie se sente feliz usando a tal pata de bode, Total apoio pra ela!!
A moda está aí pra isso, não apenas para ditar tendências, mas para nos fazer refletir e argumentar!
Cabe a nós consumidores decidirmos se gostamos ou ñ, se queremos aquele produto ou não e é essa procura que ainda mantém a pata de bode no mercado, são as pessoas que se identificam com ela!
Tudo é uma questão de adaptação, e acho bom começarmos a nos adaptar as crocks, por elas estão desfilando por aí e como estão…
15 de Novembro de 2007 às 2:26 am
Olá pessoal!! Tô voltando no pedaço!!rsrsrs!!
Bom eu concordo com a Maria Prata, “pata de bode” é o novo “bicho papão” fashion, mas o Gareth Pugh não tem dedinho nisso não, eu adoooro o rapaz, aliás acho que ele é o que chamamos de “Farol” nas artes, ele está completamente conectado com seu tempo, vivendo o mais intenso da chamada “young generation”, mostrando em suas coleções uma mistura tenra de arte e moda (wearable art), um cara que na minha opinião pode ser considerado, para a moda atual, um Da Vinci ou Marcel Duchamp (das artes)!! Apesar de não conseguir vender suas loucurinhas/maravilhosas ele é formidável (se ele quisesse eu ajudava ele a pagar o aluguel, rsrsrs!), e moda não é só vender, tem que revolucionar, tem que causar!!! Beijos meninas, adoro vcs!!
15 de Novembro de 2007 às 12:39 pm
=)
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