Espadrilles são aqueles sapatos feitos com o solado feito de corda (ou com uma borracha moldada pra parecer corda). Apesar desse nome afrancesado, elas são uma invenção espanhola e começaram a ser fabricadas na Cataluña, no século XIV. Se fala como se escreve só que sem os Ls, com o “i” tônico tipo “espadríes”.
Originalmente esses sapatitos são feitos em algodão, mas hoje a gente encontra em mil versões: vários tipos de tecidos, couro, couro metalizado… Mas se tem solado de corda, a gente continua chamando de espadrille. E elas são sempre bem ‘veranescas’, combinam super com vestidões soltos, shortinhos e saias. Alguns modelos são só de “enfiar o pé” – esses a gente chama de alpargatas (aqui no BR)! – mas no caso das que amarram no tornozelo, vale o truque de Read more
Entre estação, sai estação, tem sempre uma preguinha aqui, outra ali. Pra dar um voluminho, um movimento, às vezes até ajudar na hora de se mexer dentro da roupa. Mas e quando a gente precisa explicar pra alguém – tipo a costureira na hora do ajuste – que tipo de prega a gente precisa, o que faz? A gente resolveu separar então uma mini-lista das pregas mais comuns, só pra ninguém ficar perdido. É tudo simples, nada de achar que prega é origami avançado (hehe).
Prega Macho Ela é formada por duas dobraduras viradas para dentro e voltadas uma para a outra. É tipo pegar o tecido, dobrar doas pontas e deixar um retângulo sobressaindo. Olha no desenho que dá pra entender melhor!
Prega Fêmea ou Embutida
Na lógica, era pra ser a prega macho invertida, mas ela é mais que isso. A prega fêmea é curva e se insere no meio da parte traseira ou lateral de uma saia. Ali perto da bainha, pra dar maior mobilidade. Read more
Quando a gente é criança quer ser astronauta-professora-artista-inventora (ainda é assim?). E pelo menos na minha lista de sonhos, bailarina eu também já quis ser. Lindas, longilíneas e impecáveis. Sempre parada com o pezinho denunciando que ali estava uma bailarina. Fofo isso né? Mas legal mesmo, é que (quase) todo mundo, todo dia é um pouco bailarina.
Parece papo de maluca, mas quem resiste à uma sapatilha de biquinho arredondado, com aquele lacinho (tipo um micro-cadarço) na frente? Bem com cara de bailarina mesmo! – daí a inspiração pra essas sapatilhas, as ballerines. Fala-se “balerríne” e apesar de ter esse nome todo afrancesado, quem batizou as sapatilhas com esse nome foi um australiano criado na Inglaterra chamado Jacob Bloch, em 1932. Quinze anos depois, Rose Repetto (que emprestou o nome pras famosas-até-hoje Repetto) desenvolveu as sapatilhas – e deu super destaque a elas. Com o tempo, elas acabaram saindo do palco e ganhando as ruas – afinal quem não tem uma dessas, não é?
Por conta dessa aura de bailarina que as ballerines carregam, elas vêm cheia de “informação feminina”. Legal é usar quase do jeito contrário do que se faz com a meia-pata, coordenando looks mais duros e sérios – porque as sapatilhas já acrescentam feminilidade sem precisar de muito laço ou cor-de-rosa. Ballerine é quase um ‘delicalizador/fofurador’ (hehehe) de look instantâneo. Mais: no look de quem já é romantiquinha por natureza, ballerines em cores fortes – roxo, vermelhão, preto, marinho – podem fazer a diferença.
Há umas duas ou três estações muito se fala nos sapatos pesados. Saltos nas alturas, gáspea mais alta, tiras, correntes, tachas… Os acessórios da hora são sandálias mais fechadas e sapatos meio abertos, num jogo de mostra-esconde nos pés. E quase sempre, pra sustentar essa quantidade de informação, os sapatos estão apoiados numa “meia-pata”.
Meia-pata é a plataforminha que sustenta a parte da frente do sapato, com um salto não tão fininho logo atrás. Ela é quase um meio termo entre a plataforma anabela e o salto agulha (não tão pesado quanto o primeiro, nem tão leve quanto o segundo). A gente pensa nelas como a evolução da plataforma, sabe? E olha que elas eram usadas já na Grécia Antiga, pelas Read more
Sempre dá uma pontinha de curiosidade pra saber de onde vieram peças-ícone da moda. Tipo as bolsas da Hermés, ou da Chanel, e o trench coat da Burberry, né? E sabe que quando a gente vai atrás dessas histórias, muitas vezes, elas acabam sendo super mais interessantes do que a gente pensa. No caso do trench coat da Burberry, é possível perceber uma evolução fashion muito louca – e útil!, afinal ele nasceu como uniforme de guerra. Sabia?
Na I Guerra Mundial, as batalhas eram de contato – o soldado tinha que se arrastar e se esconder nas trincheiras pra assim chegar perto do adversário. Não era tipo a II Guerra, em que as brigas podiam acontecer à distância, com tanques e aviões e etc. Então o Thomas Burberry – fundador da marca – criou esse casaco pro exército inglês usar na I Guerra. Servia pra proteger de chuva, do frio e tudo o mais, tudo sem perder mobilidade, sendo confortável. Originalmente, o casaco se chamava ‘raincoat’, mas como os soldados lutavam nas trincheiras – as “trenches” – e daí virou trench coat.
O casaco funcionou tão bem pra sua finalidade que continuou no uniforme dos soldados ingleses na II Guerra – e o pessoal americano também aderiu. Read more
Espartilho é uma peça que muita gente acha difícil de aceitar/combinar/usar, né? Mas sabe que sabendo dosar sua sensualidade, ele pode fazer um papel de terceira peça (!) meio inusitada. Desse jeito, dá pra tirar o look da obviedade!
Ah! E uma curiosidade interessante: muita gente chama o espartilho de ‘corselete’ (abrasileirado mesmo) sem saber que o jeito certo de chamar é ‘corset’ (pronunciando “corsê”). Sabe porque? Quando a gente fala ‘corselet’ é daquele ‘coletinho’, parte de cima de uma armadura, que a gente tá falando. Engraçado, né?
O corset é, então, uma das peças mais femininas que inventaram. Na época em que foi inventado (século XVI), servia pra afinar a cintura das moças, valorizar os seios e deixar a silhueta mais sinuosa – mas isso tudo rolava às Read more
Nem tão de outrora assim, porque ela continua arrasando no trabalho! Arianne tem um currículo que muita gente gostaria de ter: trabalhou com gente bafônica do mundo pop e grandes nomes da moda – tipo Madonna e Tom Ford. E desde os fim dos anos 80/início dos 90 ela faz figurino de filmes bem famosos. Foi ela a responsável pelos looks de Garota Interrompida, Hedwig – Rock, Amor e Traição, O Corvo, O Povo Contra Larry Flynt e Johnny e June (com indicação pra Oscar inclusive!)
Arianne fez o styling da Madonna na turnê The Confessions, em 2006. Também trabalhou como personal stylist de Justin Timberlake e Courtney Love. Fez fotos pra The Face, Vogue Itália e mais. Ela consegue contar estórias de pessoas (personal stylist) e estorinhas inventadas (editoriais) com o mesmo bom tom, com o mesmo cuidado de detalhes – e por isso é reconhecida como ‘rara’ no meio onde trabalha. Read more
A gente falou de Diana Vreeland e Edith Head nessa “seção” do blog e agora é hora de falar de um grande nome da moda brasileira: Dener Pamplona de Abreu. Ele nasceu no Pará, mas começou a trabalhar com moda no Rio de Janeiro – super novinho, lá pelos 13 anos. Aos 21 ele já tinha ateliê próprio em São Paulo.
Dener era apaixonado pela alta costura. Diz-se que ele era fã do Cristóbal Balenciaga – que fundou a Balenciaga – e a influência ídolo-fã no trabalho do brasileiro a gente nota no gosto pelo clássico, pelos detalhes e riquezas nas roupas especiais, de festa. Dener se “apropriou” de elementos da alta costura para enriquecer seu trabalho. E por tanto preciosismo, por utilizar o artesanato e mão de obra especializada, pelo rigor, por tudo ser feito sob medida para suas clientes, Dener fazia luxo de verdade – por isso “ousava” chamar seu trabalho de alta costura. Read more
Sabe o que é blousée/blusê? Talvez não seja um conhecido de nome, mas a gente vive trombando com blusas que tem esse caimento: quando a barra da blusa é mais apertada que o resto. Pode ser uma amarração ou uma parte elástica, que deixe a blusa com um efeito mais cheinho. Como se fosse um balonê da cintura pra cima, sabe como?
Muita gente aproveita este artifício pra disfarçar a barriguinha. Mas ó, o que parece ser um elemento de ajuda pode acabar atrapalhando. É que o efeito “afofado” criado pelo blusê faz com que tudo seja uma coisa só. A idéia é suavizar a barriguinha, mas faz com que braço, peito, barriga e ombros “se misturem” e a parte de cima fica toda mais gordinha, mais cheia.
O jeito mais comum de combinar peças com esse caimento é colocar uma parte sequinha embaixo. Mas quanto mais diferença nas formas de cima e de baixo, mais se evidencia a parte que fica “gordinha” em cima. O ideal então é combinar proporções! E não adianta tentar usar a parte folgadinha em cima só pra tentar tirar atenção dos quadris, por exemplo. Como ele “amplifica” a Read more
O Pense Moda acabou, mas os conhecimentos, as dicas e os temas continuam aí pra gente refletir, né? E mais uma vez a gente vai falar de PauloMartinez. Ficou faltando nesse post (aqui embaixo) dicas ótimas que ele deu pra se ter uma biblioteca básica e super imagética de moda. Na opinião MUITO bem-humorada dele quem quer trabalhar com isso precisa dessa inteligência. Pra clicar no vídeo, anotar tudo e começar o planejamento de gastos já. O vídeo é bem rapidito e a informação vale muito a pena.
Pra dar uma espiada em capas e preços, clica nos links que a gente separou aqui embaixo – direto do Amazon! =)