Dessas “tendências” que a gente vê um monte em desfiles, editorias, campanhas publicitárias, uma que chamos atenção foi a inspiração militar. Já não é de hoje que a moda olha pros uniformes dos exércitos (lembra do trench?) e desde que um certo veterano de guerra resolveu colocar sua antiga jaqueta com uma calça jeans (láaaaaaa nos anos 70) o uniforme militar virou peça de guarda-roupa.
E como o jeito mais legal de usar uma referência é não ser literal a gente pode pensar em formas bacanas de vestir um look com um “perfume militar”, mas sem parecer que vai pra guerra. Só de misturar elementos desse universo com peças beeeeem femininas já fica mais original, né!?! Imagina a jaqueta de abotoamento duplo, super fechada no pescoço com uma saia bem leve ou um vestido super delicado por baixo! E os tais elementos de uniformes – galões, botões de metal, ombors marcados – podem aparecer em detalhes. Mesmo as cores verde oliva ou cáqui já transmitem a ideia. (Na galeria, aí embaixo, tem detalhes dos looks do último desfile do Reinaldo Lourenço que teve a inpiração militar com uma leitura super feminina)
O militar de agora é de mulherzinha, sempre aparecendo de um jeito mais romântico (casacos com galão E manga bufante, por exemplo) ou através do utilitário, em mil bolsos “gordinhos” aplicados em calças, saias, vestidos, jaquetas… Porque hay que endurecer pero sin perder la ternura jamás!!!
Não na praia ou na prática de esportes, mas no dia a dia, funcionando como acessório, mesmo! Porque chapéu tem função de proteger nossas cabecinhas do sol ou do frio e acaba que muita gente usa quando viaja na maior naturalidade e quando chega na cidade onde mora não tem mais coragem de usar. É ou não é? E quando alguém usa um chapéu panamá em plena terça-feira na avenida paulista a gente ainda estranha um pouco, não estranha?
Acontece que cada vez mais a gente recebe emails de meninas que querem usar chapéu como acessórios e não sabem como. Cada vez mais a gente vê chapéus disponíveis em lojas. E se cada vez mais acessórios de cabelo ganham espaço será que não chegou a vez do chapéu? Começamos com a tiara, passamos pelo turbante… Read more
Ouvi essa frase ontem num almoço com uma amiga de muito, muito tempo. É claro que a gente estava falando sobre relacionamentos, mas isso se aplica muito a moda e principalmente a estilo pessoal.
Tenho pensado muito sobre isso desde o desfile do Marc Jacobs, agora na semana de moda de NY. Porque achei a coleção linda, super, super refinada, mas o tempo todo me trouxe a lembrança da grunge que ele criou na década de 90 (na época que trabalhava pra marca Perry Ellis, sabe!?!). Era como se a adolescente que curtia ouvir Nirvana há quase 20 anos atrás fosse hoje uma profissional super bem sucedida, muito elegante (e rica!), mas que ainda preza pelos elementos transgressores e confortáveis em suas roupas!
“Eu era assim…”
Hoje as estampas quase não existem ou são discretíssimas, as cores são neutras, os tecidos sofisticados e tem muito brilho, muita pele, bolsas poderosas. Mas as sobreposições ainda estão lá, assim como o caimento oversized, o tricô grosso, as peças mais longas e soltas, o xadrez, as meionas, o desleixo (não no mau sentido), o conforto… o espírito! Ela não mudou, apenas amadureceu!!!
“… e agora sou assim!”
E é assim que eu acredito que a nossa relação com o nosso guarda-roupa deve evoluir. O que é mais importante pra gente, aquilo que a gente mais gosta, que tem a nossa cara, isso não precisa mudar. Mas a gente vai amadurecendo de acordo com o nosso trabalho, o lugar onde vive, a idade, as amizades que faz, os programas que escolhe, o que descobre na terapia. Não dá pra ser a mesma pra sempre, mas a gente é sempre a gente!!!!!!!!
É ela que faz a vida ficar mais interessante, faz a gente se mover adiante, faz a gente querer ser melhor no que faz, né!?! E todo mundo tem a “semente” da criatividade, às vezes a gente só esquece que ela está lá, liga o piloto automático e sai por aí fazendo tudo igual a todo mundo, todos os dias.
Tem gente que tem mais facilidade de exercitar a criatividade ou porque tem essa característica mais forte na sua personalidade ou porque trabalha com algum atividade que demande ser criativo. Mas pro resto da humanidade que faz coisas que aparentemente não tem nada de original existe uma hora do dia que a gente pode exercitar todo o nosso potencial: a hora de se vestir!
Olha como tem gente se divertindo e sendo criativa por aí: a Cris Martins produz e fotografa looks montados na melhor amiga e divulga (e divide) tudo isso no flickr! (dica da Mazinha via comentário!!!!!!!!)
Dizem que o exercício da criatividade desenvolve a nossa cabecinha, faz com que a gente se sinta mais feliz, desperta curiosidade, torna nossa vida mais gostosa de se viver. Especialistas recomendam atividades em que se explore esse “tal lado do cérebro” pelo menos uma vez ao dia. Mas hoje em dia quem tem pelo menos uma vez ao dia pra pintar, desenhar, fotografar, escrever…? Read more
Carmen Miranda é a cantora brasileira mais conhecida no exterior e também uma das imagens mais fortes que o Brasil já produziu. Tem mais de cem anos que ela nasceu (em Portugal, sabia?), mas até hoje seu estilo marca o imaginário brasileiro pro mundo – com balangandãs, chapéu tutti-frutti, barriga de fora (ousada!) e fendas incríveis nas saionas. No SPFW em que Carmen foi homenageada (edição de inverno 2009), a blogueira-mantonegro Diane Pernet soltou essa: “os estilistas brasileiros deveriam olhar mais para essa maravilha fashion que foi Carmen Miranda e menos pras tendências internacionais”. Certa ela.
De verdade, apesar da acusação de que era muito “americanizada” – tinha gente aqui, naquela época, achando que ela tinha trocado o pais pelos Estados Unidos – a cantora levou a magia colorida dos trópicos por onde passou. Imprimiu cores e brilhos na sua roupa num tempo bem austero, já que o auge da sua carreira coincidiu com a segunda guerra mundial. Diz que o turbante, Read more
Uma das maiores qualidades da Oficina de Estilo (além da modéstia, é claro! haha) é saber re-olhar ideias e re-pensar como usá-las, sem nunca ter preconceito. A gente deve ter falado inúmeras vezes de que uma peça volumosa ou com forma acentuada fica melhor se coordenada com outra peça mais sequinha. Mas a gente começou a observar o mundo, perceber as vontades das cilente – e as nossas! – e decidiu “refletir” e se rebelar contra a regrinha que a gente mesmo se impôs. Que tal experimentar peças volumosas coordenadas com outras peças volumosas? Por que não? Se a gente nunca tentar, nunca vai saber, certo!?! E é lógico que no começo pode gerar dúvidas ou até estranhamento, mas depois fica legal e fácil de usar… é só saber como coordenar esses volumes de forma harmônica.
A velha e boa coordenação monocromática funciona também nesse caso, porque ameniza o exagero das formas ou do volume. É lógico que no dia-a-dia a gente pode usar volumes mais sutis, tipo uma manga evasê, uma bermuda saruel larguinha, uma casaqueto estruturado, uma saia em A ou tulipa… Tecidos mais molinhos e com peso são bons porque mesmo em uma peça que tem mais quantidade de tecido, acabam não armando e assim deixam tudo mais delicado. Como num look desses o foco está nas peças de roupas, os acessórios podem ser mais dicretos pra só acompanhar.
Essa não é uma coordenação pra quem quer valorizar as próprias formas, porque o corpitcho fica escondido debaixo daquela quantidade toda de tecido. É mais pra quem quer ficar confortável e muderninha ao mesmo tempo. (A Marni é campeã de fazer esse tipo de coordenação E ainda misturar estampas, vale uma visita aos desfiles lá de trás pra se inspirar, viu!?!) E também não é a coordenação mais “emagrecedora” do mundo, né, gente!?! Mas dá pra arriscar coordenando peças em cores neutras e mais escuras, sem quebra na cintura e com tecidos mais levinhos!!! E pra ficar um pouquinho mais feminina é só marcar a cintura com um cintinho ou com a blusa por dentro da calça/saia/bermuda.
Dos looks que a gente montou pro Preview da Renner o que mais fez sucesso – e o que a gente também mais gostou – foi o que tinha um “colete” feito de pashmina! Ficou chique, feminino e original. E é a coisa mais fácil de fazer em casa. Ó!
É perfeito pro nosso inverno nada, nada rigoroso e muito bom pra sobrepor às peças que têm ombro ou manga importante, porque não esconde o que é mais legal nelas!!! Funciona também pra dias mais quentinhos, se no lugar da pashmina a gente usar lenços de seda mais fininhos. Imagina que graça se a gente arrematar com o cintinho amarrado?
A gente A-DO-RA prestar atenção em truquezinho de styling de desfiles. Dá pra um tanto de ideias boas de como usar as peças que a gente já tem no guarda-roupa, mas de um jeito fresco! E daí que a gente aproveitou que durante o SPFW a Olivia – que é stylist das boas – estava trabalhando ali do nosso ladinho pra perguntar pra ela um truque bom de copiar na vida real. Foi logo depois do desfile da Maria Garcia e olha só que informação bacana ela dividiu com a gente:
Isso de saia que vai por cima do vestido chemise é uma sobreposição espertíssima e dá a sensação de que a saia está tão, mas tão curta que a camisa fica aparecendo lá embaixo! Sexy e fofo, não!?! Não que esse truquezinho seja a maior novidade do mundo – porque a camisa xadrez do Renato Paiutto já tinha chamado nossa atenção – mas parece que agora teve mais gente Read more
Último dia sempre tem fortes emoções e hoje não foi diferente… Começando pela decepção de perder o desfile da Isabela Capeto, passando pela descoberta feliz da Carlota Joakina, da sensação de desconforto com Do Estilista e terminando com a trilha animada de André Lima. Quer enteder cada desfile em uma frase? Aproveita que é o último da temporada!!!
ISABELA CAPETO
Cris: Gosto muito quando ela é colorida.
Fê: Jeito doce de marcar o ombro.
CARLOTA JOAKINA
Cris: Uma surpresa boa!
Fê: Uma surpresa super boa (parte 2)! Achei tudo super usável e desejável.
DO ESTILISTA
Cris: No fim há esperança!
Fê: Fiquei passada com a habilidade do estilista instalar uma atmosfera tão opressora em um desfile de moda.
Cáren: Depressão profunda.
ANDRÉ LIMA
Cris: Enxerguei a habilidade dele de ser um grande costureiro, mas não achei bonito…
Fê: Melhor trilha do SPFW.
Eba! Fechamento em dupla! Essa edição trouxe muitas surpresas boas, fez a gente se emocionar algumas vezes e rendeu muita discussão boa. A gente trabalhou bastante, mas se divertiu bastante também. E juntas conversamos sobre os desfiles do último dia.
Agora vamos pensar e debater sobre tudo o que a gente viu e como isso vai funcionar nas ruas, na nossa vida. Logo, logo tem mais chat pra conversar sobre nossas vontades pro próximo inverno. É isso, amigos! Obrigada leitores queridos, obrigada convidados, obrigada amigos de sala de imprensa e obrigada equipe do coração!!!
<3 rt @mariagranola a oficinadeestilo é tipo jamieoliver da moda né? desmitificando aquela balela de que só gente da moda anda bem vestido. 2 hrs atrás
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