Considerando que eu fui pra Portugal no tempo frio deles, agora é hora boa pra gente prestar atenção no que a mulherada tá usando lá – pra começar a se inspirar pro nosso friozinho, que né, daqui a pouco chega (se Deus quiser!). Tá aqui uma listona do que eu vi repetidas vezes pelas ruas de Lisboa, sempre de jeitos muito legais, e que podem render posts individuais aqui no blog – de agora até o inverno! Vamos medindo interesse pelos comentários, o que acham?!??

• casaco sobre casaco: elas põem colete de pele por cima de paletozinho e, juro, fica incrível! já teve aqui post de cardigan sobre cardigan, até o inverno sai dessa sobreposição também.
• casacos com barra balonê: era um hit, tanto em comprimento na altura do quadril quanto mais longuinho, tipo na altura do joelho.
• saia/vestido + casacão: muito mais que calças! meia-calça decorada é lei pra elas sustentarem o look ‘pernocas de fora’.
• detlhes em pele: nas golas, em volta do capuz, nos coletes, nos punhos, até nas botas tinha pele. não acho muito brasileiro, maaaaas… nunca se sabe né.
• mariniéres: top hit em todas as vitrines, na mulherada em todo tipo de look – desde o de dia até o de balada.
• calças com cintura alta: com pernas curtinhas e afuniladas, quase sempre com botinhas de cano curto ou sandalhonas pesadas. super lindo.
• abotoamento duplo: em cardigan, em jaqueta jeans, em jaqueta de couro, em camisas pesadas… tipo em clima militar, sabe como?
• sapatos masculinos baixinhos, tipo oxford: mas super coloridos – até metalizados, uma graça infinita!
E aí, queridos, tem a galeria de imagens (todas daqui!) pra reforçar essas imagens no nosso imaginário até essas coisas todas aparecerem nas vitrines de inverno – porque elas vão aparecer, certeza. A gente tem é que ir olhando bem pra elas, pensando no que a gente tem e em quem a gente é, pra então fazer cada uma dessas vontades funcionar com a nossa cara, “personalizadamente”. Néam? ;-)
Tamos vendo uma super onda de meias-calças decoradas, né gente? Com lacinhos, com coraçõezinhos, com listras, com flores, de renda e tals. Considera que meia sempre tem transparência, sempre mostra-mas-não-mostra, então é acessório que carrega mensagem sexy (uhú!). Mais sexy ainda é conseguir enquadrar a meia calça na máxima “sugerir é mais eficiente que mostrar tudo”: deixando só um pouquinho dessa transparência decorada à mostra! Ó só o que as semanas de moda internacionais lembraram pra gente:

Sabe que a gente já pratica meias sob calças mais curtinhas há tempos com nossas clientes – juro! – e vendo imagens de desfiles o ‘truque de styling’ apareceu. Bom pra lembrar que a gente nunca tinha mostrado isso aqui: bom pra quem curte mas não tanto as meias mais decoradas, bom pra quem quer usar de jeito diferente, bom pra variar – e render mais idéias. Uma graça usar com sapatos também vazados, né? Vale também pras coloridas (delícia coordenar cores de sapato, meia e calça!) e pras meias tipo arrastão, como nas imagens. Bom pra tempinho meio-termo e pra quando o inverno chegar!
Quem conhece modelo é fashionista, a gente (o resto do mundo) conhece mesmo é a atriz da novela, a global do momento. Por isso a presença de tantas celebridades nas passarelas do ParkFashion. Artista-não-modelo tem personalidade, desempenha papéis com estórias ricas, rendem identificação com quem vai comprar – e no fim, o caminho entre produto e consumidora é encurtado por afinidade com essa personalidade, com essa estória. Fora toda uma “nova hierarquia de moda”, em que quem ocupa as primeias filas na sala de desfiles são as clientes mais poderosas das marcas, prestigiadíssimas! ;-)

Informação é a nossa parte preferida – ou quase preferida, já que a gente ama desfiles de qualquer jeito. No ParkFashion a parte mais esperta de todas é promover a moda DO SHOPPING, e pra isso Daniel Ueda foi recrutado (espeeertos!!!): as marcas “grandes” desfilaram individualmente, cada uma com a sua trilha e celebridade; as marcas “menores” (mas não menos importantes!) ganharam atenção em desfiles coletivos, com o styling estrelado do nosso novo melhor amigo (haha) e com trilha tocada ao vivo – tudo tudo tudo com curadoria de Jackson Araújo, gênio. Todo mundo participa, todo mundo gera notícia e conversa, todo mundo faz negócio – todo mundo ganha.
Nosso trabalho então, que já tinha tudo pra ser legal – fizemos o workshop que a gente mais AMA fazer, clica pra saber como foi – foi ainda mais incrível com esse entorno todo. A gente quer agora trabalhar em to-das as outras semanas de moda de longe, que haja Brasil pra gente abastecer de informação de moda, né? ((esse post começou aqui!!))
Na semana passada a gente trabalhou em Brasília, no Park Fashion. Esse é um evento que tá na sexta edição, super acertado, com objetivos claros e resultados super legais. Semana de moda de shopping, feita pra público que consome de verdade, promovendo informação e encantamento, tudo ao mesmo tempo.

Os desfiles de temporadas oficiais têm propósito de abastecer a imprensa e promover distibuição de produtos – por isso é fechado pra repórteres, editores, compradores de grandes magazines e multimarcas. E os desfiles “regionais”, promovidos fora do eixo SP-RJ, querem mesmo é aproximar essa moda do consumidor final, promover identificação, incentivar a ida às lojas dali de pertinho e – melhor de tudo! – festejar a moda da vida real, na prática. Todo mundo tem chance de conhecer identidade de marca, aprender um ou outro truque de styling direto das passarelas e melhor: deu vontade, corre pro shopping no fim do desfile, prova e leva pra casa! Desejo disponível em forma de produto na arara, sem complicação ou inacessibilidade!
A fórmula melhora quando se acrescenta informação: no Park Fashion teve concurso/exposição de fotógrafos super jovens, teve mostra de acessórios sustentáveis, palestra com Chiara Gadaleta sobre luxo nos nossos tempos e workshop com a gente (eeee!). Estudantes de moda (e interessados) tiveram dias de abastecimento intensivo de info bacana, fresca, inteligente – com espaço pra ver e ser visto, trocar contatos, tirar dúvidas e tals. E de novo, de pertinho! ((continua!!))
Achei essa imagem aqui nos arquivos do passeio com leitoras que a gente fez pro Bom Retiro tempos atrás (foi TÃO legal!). O aviso tava na entrada de uma loja – e não é que faz sentido pra além dos domínios da marca? “Não entrar na vitrine” pode fazer a gente pensar em não se vestir da cabeça aos pés com num lugar só (com peças de uma marca só). Também pra não precisar da orientação dos looks pré-preparados pela equipe que monta a vitrine – ou pelo menos só pra ter essa orientação como base pra quebrar regras e elaborar uma proposta mais pessoal!

Mais: o aviso pode servir pra desprender a gente da idéia de que a moda tá ali atrás daquele vidro… na verdade, a moda de cada uma tá em frente ao espelho do guarda-roupa, com as ferramentas que se tem ali dentro, angariadas durante uma vida (vivida de verdade!!!) e prontas pra serem misturadas de acordo com referências e vontades próprias! Então gente, não mesmo. ‘Não entrar na vitrine’ vale pra nossa relação com toda a moda, com toda roupa, todo look, todo dia. Néam? ;-)
((Aliás, que saudade dos passeios com leitoras – tamos precisadas de um desses! Sugestões? Onde a gente pode ir passear, conhecer lojas/propostas novas, arrumar mais conversa pra dividir aqui no blog? Alguém quer ajudar a pensar???))
((Mais parêntese: semana passada a gente trabalhou – muito! – em Brasília, e o blog ficou paradinho porque a vida real ferveu mais que o comum. Essa semana a gente conta como foi lá, o que a gente aprendeu e mais – que eu ainda não contei tudo da viagem de Portugal, né? Beijocas e até já, Fê!))
Guarda-roupa de gente criativa rende mais looks – com muuuuito mais interessância – do que guarda-roupa de gente que compra demais. Fazer o que a gente tem parecer diferente a cada uso é um super desafio, mas também uma recompensa deliciosa de se ter em frente ao espelho. Por isso, obrigada querida internet: por abastecer a gente com idéias fáceis fáceis de experimentar em casa!

Olha que sabidinha: a moça fez um suéter larguinho virar um bolero – ou um cardigan meio fechado meio aberto. A sacada foi franzir a frente e prender com um micro-cintinho, que pode ser uma pulseira, um alfinetão, um colar em várias voltas e mais. A peça antiga, retinha e solta, ganha forma nova e rende proprções originais na coordenação com as outras peças do look. Fofura.

A saia rodada, na altura do joelho, deixa de ser cinquentinha pra ser atualíssima: com nozinhos laterais, na própria barra da peça, o caimento se transforma em balonê e o volume novo rende outro look, outra cara, outro clima. Não é esperto?
Tava bem friozinho enquanto eu tava em Portugal, tipo 10 graus todo dia. E aí que eu prestei bem atenção no look protegido das lisboetas e concluí que faz MUITA diferença conviver com frio desde que se nasce – e não só 40 dias por ano como a gente aqui no BR (o que elas usam no frio vai render todo um outro post, pra já já). Das coisas mais legais que elas dominam por conta dessa convivência (amigável, diga-se de passagem!) com o frio são as sobreposições: as meninas de Lisboa usam casaco sobre casaco, cardigan sobre cardigan!

Como a gente tem menos inverno – e um inverno menos friorento que o europeu – mais legal é tentar exercitar essas sobreposições com peças leves. Pra isso cardigans são ideais! Premissa pra dar certo é escolher cardigans diferentes em textura, em trama, em peso visual e em proporção/comprimento. Tipo uma trama mais abertinha e outra mais fechada; um cardigan mais pesado e estruturado e outro mais levinho, molenga; um mais comprido e outro curtinho, um com mangas 3/4 e outro com mangas compridas… assim, sabe?
Daí vale perder o preconceito, pensar em coordenações incríveis de cores e partir pro exercício. Vale tentar:
*cardigan fechado, usado como blusa, com outro soltinho por cima
*cardigan mais curtinho por baixo e cardigan mais longo por cima
*dois cardigans com a mesma altura de barra e mesmo caimento, mas com tramas diferentes e arrumados de modo que mangas e abas (onde ficam os botõezinhos e casas) apareçam separadamente
*cardigan mais longo bem fino por baixo e um outro mais curto e espesso/estruturado por cima
*cardigan fechado com cintinho e outro cardigan solto usado por cima
* dois cardigans sobrepostos e os dois presos por cintinho fino, abertos mesmo
*cardigan como cardigan e cardigan como cachecol/lenço
*cardigan transpassado (usado por dentro ou por fora da parte de baixo do look!) como cache-coeur e um outro cardigan solto aberto por cima
*cardigan (fechado ou aberto!) por baixo e cardigan como bolero usado por cima
Sendo os tricôs sempre maleáveis e finos, não tem tanto acréscimo de volume na silhueta – e quem quiser equilibrar proporções pode escolher cores claras e escuras pra compensar larguras! As meninas do blog Academic Chic experimentaram na semana passada e fizeram umas fotos bem ilustrativas – essa que estão aqui no post. Aqui embaixo ainda tem uma galeria com mais sugestões de passarela – eu vou tentar, bem inspirada nas mocinhas elegantes de Lisboa! E quando o frio chegar a gnte faz post de casacos mais pesados sobre outros casacos! <3
Passei 10 dias em Lisboa, amigos de blog, e AMEI o que conheci de Portugal. Super incrível passear por ruas estreitinhas, pensadas pra carruagens puxadas por cavalos (!!!), entre predinhos que já existiam antes do Brasil ser descoberto (ou quase isso). Lisboa tem uma história maluca, de um terremoto que derrubou tudo 250 anos atrás: aquela lindeza toda é fruto de trabalho de reconstrução, e as tradições de antes permaneceram pra gente admirar. É o caso dos azulejos: os quadradinhos de cerâmica cobertos de vidro colorem boa parte das fachadas lisboetas, e inspiram mil combinações de cores pro nosso vestir. Mesmo no frio (que frio!) eu tinha vontade de colorir um pouco mais o look de todo dia, pra sair na foto bem coordenadinha com as paredes! Fiz um álbum desses azulejos, todos de prédios das ruas por onde eu passeei. E juntei os pontinhos de cor que os artesãos usaram na decoração de cada um pra gente ter um álbum de sugestões de cores legais juntas. Dá uma olhada na galeria logo aqui embaixo! ;-)

No Flickr da Oficina tem mais fotos de azulejos – mais inpiração! – e umas grades de varandinhas, também dos predicos de Lisboa. Bom pra gente pensar em texturas também, junto com todas essas cores lindas juntas (lembra das rendas que eu vi nas férias que passei em NY? essa é a idéia!). Passa lá pra ver!
A gente AMA prêmios e desde sempre assiste tudo com os olhos de quem vai, tempos depois, ter referências sobrando pra clientes – e pra galhera do blog né? – em formaturas, casamentos, festonas e mais. Domingo não vai ser diferente: esse vai ser um Oscar cheio de divas (Nine tem uma mulherada louca no elenco!) e a Oficina vai acompanhar o tapete vermelho no Twitter, postando tudo ao vivo, dividindo as fotos que forem aparecendo na internet pra gente ver vestidos em detalhe, comentando maquiagens e cabelos e trabalhos de personal stylists famosas (alô Rachel Zoe!)…. e conversando com todo mundo que tiver no Twitter também! Vai ser no domingo a partir das 21h – que é a hora que o canal TNT começa a transmitir o tapete vermelho. Quem souber de fontes de fotos desses sites que vão postando tudo na hora avisa a gente nos comentários pra agilizar todo o processo!

Pra entrar no clima tem aqui um teste pra saber que personalidade de tapete vermelho a gente tem (HAHA), tipo qual é o estilón que cada uma de nós vai escolher na hora de receber prêmio próprio (!!!). Tem também as categorias Oscar e tapete vermelho daqui do blog com tudo tudo tudo que a gente já escreveu sobre esses temas. Marca aí na agenda e assiste com a gente no Twitter! Domingão hein! ;-)
Nos anos de 1960, 70 e até 80, as pessoas se reconheciam pelos livros e discos que gostavam, pela posição política (direita ou esquerda) que tinham e pelo comportamento e roupas que usavam. Desde que ‘muros ideológicos’ caíram, a lógica de mercado parece o espaço ideal para definir o ser. Diga-me de que marcas gostas e eu te direi quem és!

Essa é a idéia do projeto 5brands. A gente manda (por e-mail) pro site as cinco marcas que mais “representam” e traduzem quem a gente é. Vale marca de carros, capa de disco, marca de moda e até churrascaria. O resultado tá num tumblr com as galerias, nomes, nacionalidades e profissões dos “submetidos” em exposição. É surpreendente como dá pra imaginar personalidades, gostos, idéias, pessoas – só pelas marcas escolhidas por cada um! (Também é de ficar passada a quantidade de brasileiros por lá!)
Imagina se a gente tentasse se definir por cinco marcas… de moda? Ia ser uma tentação pensar em marcas que representam quem a gente é e também imaginar marcas que representam quem a gente queria ser – não? Um super exercício de auto-conhecimento e de identidade de marcas (de moda!).
(Com colaboração do Vitor Ângelo!)