bafo da piauí: as cópias e o consumidor
Pra terminar a nossa “seção reflexão” sobre o bafo da revista Piauí, a gente resolveu pensar não tanto mais nas cópias (assunto central do texto da revista que começamos a discutir aqui e aqui), mas na realidade:
“”A mulher que compra um vestido copiado na loja nem sabe que se trata de uma imitação. E se souber, ela pouco se importa. (…) A compradora quer saber se o vestido ficou bonito, se a fez parecer magra e se o preço é bom.”, explicou a estilista Karina Sterenberg, dona da grife carioca Ka.”

looks de simone nunes, priscila darolt, anabela baldaque, erika ikezili e jefferson de assis que a gente adoraria ver na loja
E mais:
“Desfile no Brasil não serve para nada, e semana de moda, muito menos”, opina. “A passarela que vale no Brasil é a novela. É a Juliana Paes usando uma camiseta no sambódromo. É a Glória Maria com um vestido no Fantástico. É essa peça que vai aparecer para o consumidor, que vai vender, que vai fazer você existir como estilista. Porque se você cria e não vende nada, você não existe, certo?”
Quem trabalha com moda e pesquisa imagens contruídas por gente do mundo todo pode saber de onde veio x ou y. Mas e quem não tá inserido nesse meio? Não fica só com as referências que chegam via atividades do dia-a-dia mesmo? Tipo tv aberta e jornais e arevistas e afins? E importa saber de onde vem ou não??? A gente aqui no Oficina já falou da influência dos figurinos das novelas, do que as celebridades usam e mesmo da questão quem vende e quem não vende - nada disso é assunto novo pra gente, e ainda assim não temos opinião formada (alguém tem?).
A gente quase concorda com ela no quesito “quem não vende não existe”. Uma coisa é desfilar uma coleção, outra é ter ponto de venda definido, conhecido e “bem-sucedido”. E a gente aqui na Oficina, por causa do trabalho e da curiosidade, vai atrás de bastante gente, pergunta de ateliêr, liga pras assessorias pra saber onde o produto tá disponível… mas o consumidor não deveria ter que correr atrás dessa informação, né? A gente acha tudo que nas resenhas recentes do site da Erika Palomino eles publicam, além de ficha técnica dos desfiles, quem faz assessoria pras marcas - facilita um tanto na hora de procurar pelo produto na vida real. Mas eles não deveriam fazer essa informação chegar até a gente?
(Claro que a gente sabe que “fazer essa informação chegar” custa dinheiro, depende de estrutura e tals. Mas ainda assim, estamos pensando como consumidoras também…)
A parte boa é que a discussão já é alguma coisa. Considerando que a gente é super novinho em mercado de moda e que esse universo ainda tá sendo moldado do nosso jeito, todo mundo se dispor a pensar, ler, conversar e achar soluções criativas é super um indicativo otimista (a gente acha). Que quanto mais se conversar, mais soluções podem aparecer. E caminhos bons. E á assim que se cresce, não é?

20 de Junho de 2007 às 7:26 pm
OI FE
Concordo com a Karina em algumas coisas….realmente o que vale p/ o consumidor final e produto bom, bem acabado, com otimo caimento e com preço..ele nao se importa se e copia ou nao…. moda no nosso Pais ainda acho uma coisa meio nova e dificil de definir….pq em um Pais onde falta o basico p/ o cidadao…sei la…..assim como nao sei falar sobre as semanas de moda ..algumas marcas nao lucram nada com isso …alias estao no vermelho salvam-se exceçoes…sem citar nomes… mas deve ter alguem ganhando com isso….ao contrario de outras que conheço que nao desfilam e que vendem mtooooo…alias vcs ficaram de falar sobre este assunto aqui ne.
Bjs e Sucesso…
P.S. Vi a fotinho la no CHIC..
21 de Junho de 2007 às 7:11 pm
Oie!! Então voltamos a discussão “Piauí”. Li a matéria e confesso que fiquei até meio chocado como a coisa foi tratada, com nomes e sobrenomes. Ainda nao tinha opinado sobre isso, apesar de já ter lido zilhoes de posts a respeito. Acho importante esse tipo de levantamento pq todo mundo que de alguma forma trabalha com moda sabe que isso acontece. Mas acho que temos que analisar qual a relevância. A Karina pode até estar certa, mas convenhamos que quem faz isso por puro e total business nao pode ser levado em conta como “criador”. Acho que todo mundo que é/deseja ser/ um “criador” tem a preocupaçao com cópia e com ter seu trabalho diferenciado dos demais. Inspiraçao vem de vários lugares, todo mundo hoje em dia olha pras mesmas referencias e la la la. Mas e a satisfaçao com o proprio trabalho ? E o orgulho de mostrar algo que vc realmente saiba que é seu ? Tem coisas que o mercado não paga, como ver alguém andando na rua com uma peça sua e vc ter a ctza que aquilo é seu trabalho. O mundo vive de dinheiro, vive, mas acho que ainda tem pessoas com um bom trabalho, mesmo pautado nas tendencias mundias, nos biros, no “inconsciente coletivo”. Qto a isso chegar nas lojas ? Enquanto as pessoas sonharem em ser Bebels, Ivetes e etc, acho dificil que quem tenha um trabalho diferente disso consiga chegar aos grandes mercados de venda de moda.
Já deu tanto “pano pra manga” essa historia.. hahaha
Um beijo.
22 de Junho de 2007 às 2:45 pm
Nossa, muito bom o comentário do Douglas, porque, quando li (acima) que a Karina Steremberg acha que copiar é normal, fiquei furiosa! Ora, onde já se viu? Com tanta falta de ética neste país, não dá mais para acatar esse tipo de opinião. É claro que importa saber de onde vem a idéia, pois moda é cultura e a gente veste informação. A minha roupa tem um discurso que eu quero saber qual é e o que comunica. Minha professora de redação sempre dizia que não se deve nivelar por baixo seus leitores. Aumente a qualidade que aumentará a demanda por qualidade. Por que será que os franceses e italianos são tão elegantes, assim, naturalmente? Por quê aqui no Brasil quem dita a moda são os atores de telenovela? É muita discussão, é verdade, mas viva a liberadade de expressá-la.
22 de Junho de 2007 às 2:49 pm
Nossa, muito bom o comentário do Douglas, porque, quando li (acima) que a Karina Steremberg acha que copiar é normal, fiquei furiosa! Ora, onde já se viu? Com tanta falta de ética neste país, não dá mais para acatar esse tipo de opinião. É claro que importa saber de onde vem a idéia, pois moda é cultura e a gente veste informação. A minha roupa tem um discurso que eu quero saber qual é e o que comunica. Minha professora de redação sempre dizia que não se deve nivelar por baixo seus leitores. Aumente a qualidade que aumentará a demanda por qualidade. Por que será que os franceses e italianos são tão elegantes, assim, naturalmente? Por quê aqui no Brasil quem dita a moda são os atores de telenovela? É muita discussão, é verdade, mas viva a liberdade de expressá-la.
13 de Outubro de 2007 às 9:10 am
eu folo que não devemos criticar os outros