as iranianas e um caso de polícia

Tá vendo, gente? Tem lugar nesse mundo em que usar bota por cima de calça é caso de polícia! =)

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Passada a brincadeira, tem esse post incrível no Fashionistas Graças a Deus! que foi o que levou a gente pro link da polícia fiscalizando o look das botas. A Ana Helena fez um textinho super ótimo contando que criaram no Irã uma semana de moda “diferente”. As moças de lá usam essa roupona que tampa tudo, chamada ‘hijab’, e a moda ocidental tem influência de um tamanho que elas começaram meio a customizar suas roupas pra diversificar o look. Mas tipo, não pode! Então eles organizaram desfiles com hijabs dos mais fashion (!!!!) pra incentivar o uso da roupa certinha. Punk, né?

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Nesse mesmo clima tem esse post que a Cris escreveu aqui no blog, contando mais desses jeitos que elas arrumam de diferenciar o visual (imposto!), com cores fortes, make marcado, lenços e óculos escuros. Super “vale a pena ler de novo”. Pra gente agradecer e celebrar nossa liberdade de escolher QUALQUER COISA pra vestir.

6 respostas para “as iranianas e um caso de polícia”

  1. maria prata diz:

    lotaaaaada a sala de desfiles, heim, meninas… acho que nem a sala 2 do fashion week comportaria tanta gente. sucesso mesmo.

    hehe.

  2. SAM diz:

    Cheguei há já algum tempo aqui, através do Lino e tenho gostado do vosso espaço. Me dá um certo relaxe no meio da vida corrida. E, dos blogs que falam só de coisas sérias (ao ponto do enfadonho, por vezes), este é daqueles que trazem uma certa serenidade na minhas leituras diárias.

    Interessante foi ver que hoje, como vocês mencionaram no outro post também, trouxeram uma realidade que me é próxima: o hejab, o chador, o ru’sarí são a realidade das mulheres iranianas e a dificuldade do povo iraniano está em protestar. Quem se manifesta é preso, levado a Evin, torturado e depois desaparece ou é morto em condições estranhas: basta ler qualquer relatório de qualquer observador neutro.

    O caso das mulheres iranianas já é exemplar! Elas brincam com a lei, como quem brinca com jogos em casa. Demonstram a argúcia e esperteza típica das mulheres e se manifestam, diariamente, aos olhos de qualquer um, sem que lhes seja possível incutir qualquer pena… Debaixo do véu um penteado superarrojado, na face uma maquiagem bem viva, as unhas pintadas, os óculos de marca e seguem a vida… manifestando-se contra a injustiça de não poder ser livre!

    O pior que lhes acontece (nestas situações) é serem presas, à medida que forem passando, num ônibus que, quando estiver lotado ou for o fim do dia (ou seja, podem ficar horas a fio nesse transporte), leva-as a alguma esquadra policial, aonde se apresentam e saem logo de seguida. E, no dia seguinte, continuam outra vez, com mais força, com o seu chador sobra a cabeça e com toda a sua coragem manifesta, para quem queira ver, por baixo dele.

    É brilhante como as mulheres iranianas fizeram da sua moda (e da legislação modal) a sua arma de protesto! Espero, de todo o coração, poder vê-las vencer essa luta. Se a moda é comunicação, no Irã a roupa é manifestação!

    Obrigado pelo texto e pelo blog, meninas. :)

  3. Ana Helena diz:

    Oi meninas, que surpresa boa este link!!! :) Eu concordo com o Sam, tenho uma grande amiga iraniana que estudou comigo em Londres (e foi fonte de inspiração para o post), e é impressionante como elas sabem fazer e usar a moda como forma de protesto. Essa minha amiga se vestia como qualquer jovem, jeans e all star, e não queria voltar de jeito nenhum pro Irã exatamente por causa dessa falta de liberdade (em todos os sentidos). Hj ela mora na California e está feliz da vida, usando e abusando da moda.
    Bjão!!!

  4. Andrea Vialli diz:

    E que tal botas pata de bode brancas, com solado toscão de madeira usadas por cima da calça de cintura baixa? Eu vi isso na rua hoje, chama a polícia, rsrsr

  5. NÃO SOMOS APENAS ROSTINHOS BONITOS diz:

    A MODA É MUITO MAIS DO QUE PARECE SER…É UMA ESPÉCIE DE SILÊNCIO ELOQUENTE!
    BEIJOCAS, “NÃO SOMOS APENAS ROSTINHOS BONITOS”(http://rostinhosbonitos.blogspot.com)

  6. jupter diz:

    o meu protesto eloqüente/silencioso é só ir à praia de burkini, tá valendo? tipo Michael Jackson fashion, sabe como?

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