PRA COMPRAR MENOS E MELHOR

UM CHECKLIST PRÁTICO E EFICAZ (DE VERDADE) PRA LIQUIDAÇÕES E BAZARES \o/

Tem esse ditado sueco que diz que “quem compra coisas de que não precisa ou que não usa está roubando de si mesmo”. E consumir aleatoriamente, sem ter por quê definido, além de pouco inteligente é também bastante démodé (haha!). Com essas duas idéias em mente a gente compartilha aqui uma sequência de comportamentos que podem render compras eficazes, em especial quando é tempo de se usufruir de valores reduzidos em mudanças de estação. Ó!

passo-a-passo pra avaliar melhor as escolhas e nunca mais sentir arrependimento com uma compra frustrada!

PREPARO
Liquidação bem aproveitada começa antes mesmo de se passear pelas vitrines: é no próprio guarda-roupa que a gente pode ter idéia do que vale a pena comprar pra incrementar o acervo ali acomodado. Vale pensar no que pode estar fazendo falta (roupa de calor? roupa de frio? roupa de trabalho, de lazer? pra alguma ocasião específica, pra alguma mudança específica de corpo ou de vida?) e também no que se tem demais: se tem muita cor-colorida, pode ser que peças neutras sejam especialmente complementares; se tem muita malha, pode ser que tecidos planos dêem uma sofisticada geral… sabe como?

E revistas, Pinterest e conversas com amigas podem também render idéias do que pode fazer a diferença nos nossos acervos, viu!

PLANEJAMENTO
(LIMITAÇÃO ESTIMULA CRIATIVIDADE!)

A gente propõe com segurança e sabe que pode ser legal: experimenta, no lugar de rodar aleatoriamente toooodos os andares do shopping, fazer um roteiro de possíveis lojas legais pra conhecer — mais legais ainda se essas lojas tão na rua (fora do shopping!), num bairro legal, com possibilidades de se encontrar gente diferente/interessante em volta em outras atividades: cafés, restaurantes, espaços abertos, etc.

Experimenta também rascunhar uma lista de possibilidades, a partir desse nosso 1º tópico, o do preparo: que peças ce quer encontrar? em que cores, com que tipo de modelagem? é sapato, é acessório, é roupa? com que tipo de decote, com que amplitude de perna, com que altura de barra, com que detalhes?

Por fim, quanto $$$ é possível gastar sem complicar o resto do seu orçamento de moça adulta, responsável, disciplinada e comprometida com tantas outras importâncias além de (só) roupa?

OPORTUNIDADE DE EXPERIMENTAR
Uma coisa é perceber o que mais se usa, o que sempre dá certo nos looks de todo dia; outra coisa é comprar um monte do mesmo! Todo mundo, quando tem alguma coisinha que funciona, naturalmente procura mais dessa coisinha: por isso a gente tem essa mania de comprar 3 cores da mesma saia, ou as versões manga-curta e manga-longa da mesma camiseta… Mas né, roupa repetida faz sempre os mesmos looks – pequenas variações não fazem diferença. O que faz diferença MESMO é o que é novo e complementar, o que ainda não existe no nosso acervo.

E aí que preço reduzido dá mais coragem pra experimentar! Liquidação é tempo bom pra ir pro provador de coração aberto porque né, moda não é ciência exata: o que parece maluco pode ficar ótimo quando vestido no corpo (a gente aqui na Oficina tem tanta surpresa com as nossas clientes, ces nem imaginam!). Vale perder o medo e vestir modelagens novas, peças nunca usadas antes, cores diferentonas, materiais inusitados. E se não der certo, tudo bem tudo ótimo: ninguém é obrigada a comprar somente por que levou pro provador. É “muito obrigada e até uma próxima oportunidade”, aquele axé e TCHAU!

TEM QUE PROVAR TUDO
Especialmente porque liquidação não tem política de troca super bem definida aqui no BR, né? Tem que ir pra qualquer liquida/bazar usando lingerie boa – que seja versátil e que não marque! -, tem que ir vestindo 2 peças (vai que não tem provador decente e você tem que tirar o vestido/o macacão inteiro pra provar só uma blusinha?), tem que provar cada peça e então sentar, simular dirigir, andar, se olhar de costas e até dançar, se for o caso. E se for o caso de comprar um vestido ou look de festa é bom levar junto os sapatos da ocasião pra provar junto.

EXERCITAR QUESTIONAMENTO
(E FAZER TUDO DURAR, E VALORIZAR O PRÓPRIO DINDIN)

Mas né, quem passa or tudo isso daqui de cima, chega no provador, experimenta e se vê linda :) ainda pode pensar na vida útil, no valor real de cada possível compra. A gente hoje começa esse questionamento pelo por quê de cada peça nas nossas próprias vidas, na esfera individual:

-A cor e a modelagem valorizam atributos, deixam linda, são confortáveis?
Dá certo com pelo menos outras 3 peças que já existem no armário? Vai ser MUITO usada?
-Tem material gostoso de vestir, durável, possível de se manter bonito por muito tempo? (É possível cuidar em casa? Demanda cuidados custosos?)

E então, se as nossas demandas pessoais/individuais tão supridas, pode ser uma experiência e tanto se questionar pra além da esfera pequenina-particular e pensar num espaço maior de atuação política através do que a gente consome (óóóóóó!!!). A gente tem procurado avaliar:

A confecção do produto é própria da marca ou terceirizada (e quão terceirizada é)?
Tem chance do dinheiro gasto ser bem distribuído entre um grupo razoável de funcionários que mantém contato pessoal com quem comanda a marca de perto? Ou vai ajudar grandes empresários a comprar mais um iate ou o 25º apartamento?
O produto demandou processos ultraquímicos detonadores de meio-ambiente pra existir? Tem valor baratíssimo justificado pela falta de dignidade nas condições de quem produziu, vem do sofrimento de alguém?

Por fim, a gente tem pensado no descarte: quando a vida útil desse produto acabar, o que eu vou fazer com ele? Já tenho planos de doação, revenda, encaminhamento pra reciclagem têxtil, customização ou re-uso?

PODE PENSAR!
No nosso trabalho de consultoria aqui na Oficina ninguém compra nada que gera dúvida: se a cliente não tem certeza, então a gente pede à vendedora pra reservar durante um tempo e olha mais lojas, toma um café, conversa, pensa e aí sim, volta pra buscar a peça ou pra des-reservar. Se depois de uma ou duas horas (e outras vitrines!) a compra ainda tá rendendo vontade, então tá valendo.

MODA É PRA SER FELIZ
Compra boa é a que faz a gente feliz – e achar uma “peça dos sonhos” com valor pela metade (ou com descontão) é sempre mais gostoso. Se rolou AMOR pela peça, se ficou per-fe-i-ta no corpo e tem uso certo na vida real, vale ir pro caixa. E muitas vezes pra peça ficar ‘perfeita’ ela precisa de ajustes e tals — mas quando é amor, amor de verdade, a gente sabe, né? Tem que partir da gente: corpo ou vida não tem que se adaptar à roupa, é a roupa que tem que servir na gente!

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IDÉIAS PRÁTICAS PRA FACILITAR O VESTIR!
  • e comprar menos e melhor
  • e se arrumar em menos tempo
  • e se sentir linda e autêntica com o que tem no guarda-roupa
  • e exercitar criatividade e se sentir empoderada <3