CONSUMISMO É DIFERENTE DE CONSUMO

Esse post faz parte de uma série de questionamentos, tem mais dessas idéias aqui, ó:
+ QUESTIONAMENTOS PRA CONSUMIR MELHOR
+ NÃO É SOBRE ‘O QUE’, MAS SIM SOBRE ‘COMO’
+ PROPAGANDA ATRAPALHA ESTILO PESSOAL

Ces sabem que a revista Forbes se mantém atualizando o tempo todo uma lista das pessoas mais multimilionárias do mundo. O ano de 2016 começou com a notícia de que o 1º lugar dessa lista ficou com o dono da Zara.

A gente aqui entende que, de um jeito, comprar na Zara significa financiar a desigualdade social no mundo — a mesma revista explica que metade da riqueza do planeta Terra tá concentrada nas contas bancárias de 85 famílias apenas, e que a outra metade vem sendo “repartida” entre os outros 7 bilhões de pessoas da do mundo inteiro. Tipo: quanto mais dinheiro 1 único serzinho humano acumula, menos outros tantos bilhões conseguem ter.

Isso daí é simbólico demais pra gente. Nós duas aqui na Oficina (pessoalmente) estamos em constante auto-vigilância pra não entregar qualquer centavo do nosso dinheiro pra Zara em circunstâncias futuras.

fastfashion-blog

PORÉM, entendemos que consumo é bem diferente de consumismo. E temos bastante clareza de que consumo consciente pode ser exercitado até na Zara: uma pessoa que sempre comprou 6, 7 pecinhas por mês no fast-fashion e que, por reflexão ou amadurecimento, passa a comprar 1 peça por semestre ESTÁ PRATICANDO UM CONSUMO MAIS CONSCIENTE!

O negócio não é “deixar de comprar na Zara”, mas sim deixar de comprar em excesso, sem propósito. Se o orçamento só permite comprar no fast-fashion, então que se raciocine também essa compra: procurando qualidade, durabilidade, versatilidade — e quase principalmente avaliando quantidades! A gente não precisa de tanta coisa, de qualquer que seja a proveniência dessas coisas.

Vamos lembrar que: comprar loucamente produtos verdíssimos também é consumismo. Comprar produtos 100% éticos em excesso, sem precisar de verdade, também é consumismo. Comprar um zilhão de roupinhas usadas em sites que vendem de 2ª mão: consumismo. Seguindo esse raciocínio a gente não duvida que o mercado invente logo mais uma “black friday vegana”. Sacam?

No fim, é bom que a gente cuide mais da gente do que das coisas. Que a gente se conecte com o mundo e com os outros humanos do mundo, e não com produtos. Isso –na nossa opinião pessoal-personalíssima– é substituir consumo por autoestima!

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