GOSTO PESSOAL x CONSULTORIA DE ESTILO

Umas das coisas mais difíceis na profissão de personal stylist é se desprender do nosso gosto pessoal na hora de trabalhar com uma cliente e seu guarda-roupa. Seria hipocrisia da minha parte dizer que minhas preferências não interferem em nada no trabalho — mas tem que existir um esforço consciente e atento pra que isso interfira o mínimo possível, e cada vez menos.

(Essa, inclusive, é uma vantagem de se trabalhar em dupla: uma ajuda a outra a identificar se o critério usado em determinado momento está baseado no que a gente acha bonito ou no que é bom e eficaz pra cliente.)

de que modo é preciso flexibilizar referências pessoais pra dar espaço e valor pras referências das nossas clientes (na consultoria de estilo)

E esse exercício de se desprender de gosto pessoal é contínuo. A cada cliente atendida a gente se sente um pouco menos bitolada, um pouco menos preconceituosa. Um dos grandes aprendizados que temos tido nesses 6 anos de trabalho na Oficina é esse: não gostar de alguma coisa tem muito mais a ver com preconceitos do que com o olhar estético. Muito mais a ver comigo mesma do que com a cliente — e sobre quem é esse trabalho? Não é sobre ela, não é pra cliente brilhar? ;-)

Quando vejo uma imagem de moda — seja um editorial de uma revista, um desfile ou uma peça no guarda-roupa de uma cliente — é inevitável fazer um julgamento rápido: “acho bonito” ou “acho feio”. Depois desse 1º momento inconsciente, tento enxergar ali que mensagens essa imagem transmite, sensações que me desperta, o que posso aprender com ela. E no final eu sempre aprendo muito mais com o que a princípio achei feio!

Se a gente simplesmente pára no “não gostei” ou –pior ainda– “não gosto”, perde a oportunidade de ampliar o universo de referências visuais, deixa de ganhar conhecimento, fica presa às mesmas ideias. Intolerância só atrapalha nosso desenvolvimento profissional.

Tanto faz se eu acho bonito ou feio o que a Joelma veste. Tanto faz se a Sabrina Sato é sexy demais ou de menos. Tanto faz se eu gostei ou não do filme que eu vi, mas importa o que tem lá escondido pra ser “enxergado”. Em todos esses “desgostos” tem um infinito de coisas pra gente estudar e aprender — sobre os outros e, especialmente, sobre a gente mesma.

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