19.
Dez.
06.
finalmente Maria Antonieta
Durante quase um ano esse blog postou, comentou, citou, mostrou e criou a maior expectativa em torno do filme Maria Antonieta da Sofia Coppola, certo!?! Ontem a Fê, o Luigi e eu fomos ao Sarau FilmeFashion lá no cine Olido e finalmente assistimos ao filme mais esperado do ano e embora muita gente não tenha gostado e a crítica não tenha sido muito favorável, a Oficina de Estilo AMOU (e o Luigi também!!!).
Desde muito pequenininha tenho contato com a história da “pobre niña”, princesa da Áustria, que com quatorze anos se casou (por procuração) com o delfim da França (na época o país mais poderoso da Europa) e se tornou rainha de uma das cortes mais luxuosas e exigentes do mundo… minha abuelita é fã de Maria Antonieta e cresci vendo imagens e ouvindo sua triste história, mas nada disso me preparou para o olhar de Sofia Coppola.
O filme é lindo visualmente, todo em cores claras e suaves e o figurino de Milena Canonero é impecável e participa como se fosse mais um personagem, já que a rainha teve muita influência na moda da época. Vestidos e mais vestidos, uma quantidade infinita de sapatos (com um All Star no meio) e cabelos inimagináveis aparecem como se tivessem vida própria e seduzem não só Maria Antonieta, mas a todos nós! A evolução de menina entediada e deslocada (em tons mais azulados e rosados), passando por rainha frívola e festeira (corem claras e quentes), até mãe sofrida e nobre decadente (tonalidades escuras) é toda permeada pelas roupas que a personagem veste… realmente incrível!!!
A trilha sonora é mais um elemento de força: transita por The Strokes, Air e árias de ópera com a maior naturalidade e imprime emoção na maioria das cenas. A mais linda pra mim é o fim de festa com direito a visão do pôr do sol emoldurado pelo monumental palácio de Versailles ao som de Ceremony do New Order… queria ficar com essa imagem pra sempre na minha memória!
As críticas mais pesadas que o filme sofreu foram sobre não ser fiel à História e por conter alguns anacronismos e acredito que quem se apegou a isso realmente não entedeu nada!!! Tá certo que Luis XVI não era exatamente um Jason Schwartzman e que eles não bebiam champagne na época, mas acho que o que Sofia Coppola quis mostrar vai muito além disso… se a gente enxergar como uma narrativa (belíssima) da jornada pessoal de uma menina que troca sua vida “simples” e feliz ao lado de uma mãe zelosa e realizada em seu casamento por um ambiente de luxo e cheio de julgamentos fica tudo tão coerente! A expectativa, a frustação, o tédio, a ansiedade, as cobranças, as festas, a “fuga” em roupas e doces… Tudo isso não fez (e faz) parte das mudanças nas nossas vidas? E o “fascínio por celebridades” não é real na nossa sociedade?
E é por isso (e muito mais) que dia 23 de fevereiro vou correr pro cinema (com meu husband à tiracolo) pra assistir mais uma vez um dos filmes mais bonitos e originais que foi feito nos últimos tempos… E recomendo que todo mundo faça o mesmo e depois conte aqui pra gente o que achou!!!

Só como curiosidade final: diz que a célebre frase “se o povo não tem pão, que coma brioches” nunca foi dita por Maria Antonieta…








Gente, também vou super no cinema de novo com o Gus!!! To me mordendo para saber como termina!!!
Acho que vejo vcs hoje, de novo! heheh
Bxos,
Lu