iranianas x moda

Imagina se um dia as leis do nosso país proibissem as mulheres de sair com a cabeça descoberta, de mostrar em público qualquer parte do corpo que não as mãos e o rosto, de cantar, de vestir a roupa que tivessem vontade. Por mais incrível que pareça isso acontece no Irã, país regido por leis e normas de conduta baseadas em interpretações fundamentalistas do islamismo. Uma matéria do Sérgio Dávila para a Folha de São Paulo (de 22 de maio) conta como muitas mulheres iranianas, principalmente da classe média de Teerã, estão se utilizando da moda para contornar as leis que determinam o que elas devem usar. “Todas as mulheres andam cobertas, mas é no pouco que dá para variar que elas protestam, lutam e inovam: na cobertura”. A vestimenta tradicional (e legítima) é o ‘rousari’, que deve cobrir a cabeça e deixar apenas o rosto à mostra, e o mantô abaixo do cotovelo sobre mangas longas e abaixo do joelho sobre calças compridas, sempre em preto. As mais radicais usam também o xador, um lençol escuro que cobre da cabeça aos pés.

Com tão pouca ferramenta as “ousadas” conseguem se diferenciar… algumas usam o ‘roussari’ solto no pescoço e o mantô mais curto, que termina nos cotovelos e no joelho (”a versão possível da minissaia”), outras se utilizam de cores fortes como verde e pink. Outra variação são os óculos escuros Gucci ou Armani, usados pelas adolescentes. Até modelos estampados com rosas, que eram usados apenas por “gente do campo”, foram incorporados pelas ‘fashion victims’. Hoje tem até os com padronagem Burberry’s, dá pra acreditar? A maquiagem também faz seu “statement”, bem carregada nos olhos!!!

A gente da Oficina sempre enxergou a moda como ferramenta de comunicação!!! E até de protesto, certo!?! Quem quiser ler a matéria inteira (e vale a pena!) e for assinante da Folha ou do UOL, pode clicar aqui.

4 respostas para “iranianas x moda”

  1. Denise diz:

    Acho que vi essa materia na Veja..quando saiu..e ia comentar com vc pra saber sua opiniao! ; )

  2. Fernanda diz:

    Muito legal a reportagem e concordo totalmente com vocês: é ferramenta de comunicação e de protesto. Já foi no passado com a queimada de sutien e sempre será uma forma de expressar o que sua época ou cultura representam.

    Beijões

  3. Denise diz:

    ups..sorry, não era a matéria da Veja, mas tinha uma matéria parecida, por isso me confundi.=*

  4. Oficina de Estilo » Blog Archive » caso de polícia diz:

    [...] mesmo clima tem esse post que a Cris escreveu aqui no blog, contando mais desses jeitos que elas arrumam de diferenciar o visual (imposto!), com [...]

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