MENOS PATRULHA MAIS APRENDIZADO

(Sobre análises e informação de moda)

Todo mundo fica acordado até tarde em dia de Oscar, e no dia seguinte cedo a gente já acorda com listas e listas de “mais bem vestidas”, “mais elegantes”, “quem errou no tapete vermelho”. Durante a premiação, na TV, a apresentadora do canal local dizia “fulana sempre acerta” — sendo a fulana uma atriz alta, branquinha, loira, magérrima. Se ela sempre acerta, que é que erra? Erra quem não tem esse tipo físico? Erram todas as outras que não são ela?

E quem pode julgar quem erra e quem acerta? Tem lei pra definir o que é erro ou acerto em moda?

A gente entende que é preciso questionar esse sistema de “informação de moda” que não informa nada, mas que só dá opinião pessoal. “Linda” ou “errada” serve pra quê? A gente aprende alguma coisa com isso, além de aprender a apontar o dedo umas pras outras?

idéias sobre 'listas de mais bem-vestidas' e julgamento de celebridades em tapete vermelho:  por mais filtro, mais questionamento! http://www.oficinadeestilo.com.br/blog/menos-patrulha-mais-aprendizado/
((ela ganhou um Oscar pelo seu trabalho de figurino no filme mad max, por ser capaz tecnicamente, por ser excelente na entrega e alcançar êxito no propósito da sua atuação profissional, mas foi “julgada” pela aparência diferente do padrão esperado por quem ‘julga’. ela mesma se disse muito confortável, homenageando o próprio filme que a premiou. e no discurso de agradecimento lembrou geral de que a gente precisa exercitar gentileza uns com os outros pra que mad max não vire uma realidade. e aí, pessoal?))

Esse tipo de “análise de look” poderia entregar informação útil, usável, aplicável e replicável pra todo mundo que tem interesse em aperfeiçoar as próprias escolhas. A partir de identificação de elementos visuais presentes nos looks das celebridades a gente poderia entender que efeitos eles tem nas silhuetas, que mensagens comunicam, que sensações podem fazer sentir — e então escolher certeiro o que a gente quer sentir quando se prepara pra uma festa, como a gente quer se parecer.

Apresentadoras que descrevem o que todo mundo tá vendo na imagem (“fulana muito linda de amarelo”) ajudam em: nada. Mas né, a gente consome esse tipo de opinião pessoal das “experts” como regra, e segue a vida achando que “baixinha não pode isso ou aquilo”, etc etc etc.

A gente precisa ser mais rebelde, a gente precisa perguntar POR QUE, precisa selecionar fontes de informação direito e seguir experimentando. Bom é que a gente aprenda a filtrar o que é opinião pessoal de outras pessoas, o que coloca a gente em posição julgadora e o que serve efetivamente como aprendizado pra ser usado, vivido no próprio armário.

Celebridades ou outras pessoas quaisquer não podem servir como única referência: cada uma de nós é uma, singular. A gente pode escolher melhor compreendendo aspectos técnicos de caimento, acabamento, materiais e efeitos de linhas e formas na silhueta, cores e mensagens… e se usando como principal referência!

+ tapete vermelho é isso aí
+ competição x colaboração
+ quando uma jaqueta de couro fala mais alto que um oscar
+ anti-lavagem cerebral

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