Que delícia ter referências bacanas de dois braceletes/pulseironas usadas nos dois pulsos, ao mesmo tempo! Pode paracer demais, mas coordenando direitinho tudo tem jeito nessa vida: quando a gente resolve usar dois braceletes, um em cada braço, eles precisam ser centro das atenções. Colarzão quase sempre sobra, brincão pode dar certo – se a sua personalidade carrega tanta informação, anelzão tá perto demais e pode confundir os olhares. Na hora de coordenar, os braceletes podem ser iguaizinhos (diz que Coco Chanel adorava) ou podem ser diferentes, mas com formas, cores e tamanhos em harmonia.

Vale super usar sobre mangas compridas, como nas fotos aqui em cima – que são do desfile da coleção de inverno 2010 da Cris Barros. As fotos são do site Chic e esse desfile ainda vai render conversas e conversas aqui no blog, viu. Enquanto isso tem super post com tudo tudo tudo que você precisa saber pra usar/coordenar pulseiras, e tem mais da gente incentivando todo mundo a usar nos dois pulsos na nossa coluna do shopping Cidade Jardim. ;-)
Quanto mais feliz a gente tá, menos vontade de fazer regime a gente tem, né? E aqui a felicidade tá sobrando, então não custa se apropriar de uns truques pra emagrecer visualmente na hora de escolher o que vestir! Tem umas coisinhas que funcionam pra todo mundo e que alongam ou chamam atenção pro centro do corpo (e desviam das ‘bordas’!), por isso o efeito “afinador”. Independentes de moda, adaptáveis a todos os estilos. Quer saber?

Tudo super largo ou super justo não ajuda
O caimento ideal pra não parecer maior é o que acompanha a silhueta, soltinho: assim o corpo parece acomodado com conforto na roupa e a gente tem sensação de ‘tamanho certo’. Não pode ser tão justo que fique grudado na pele (tipo com aparência de desconforto, de apertado) nem tão largo que não mostre formas (volume extra por conta de muito tecido).
Acessórios perto do rosto
Acrescentar detalhes legais e pontos de cor perto do rosto só ajuda a desviar atenção da parte mais larga da silhueta (rá!). Super investimento enquanto aqueles quilinhos extra não são eliminados: brincos incríveis, colares, lenços, tiaras, broches e tudo mais que chamar atenção pro sorriso! Pra cima, pra cima, pro alto!
Cintura no lugar ou um pouquinho mais alta
A gente aqui no BR geralmente tem perna curta (nem que seja só um pouquinho!). A cintura mais alta cria aparência de perna mais longa, e por conta disso, de silhueta mais alongada (proporcionalmente!). Vale também pra barra de blusas e camisas: partes de cima muito longas fazem a perna parecer mais curta e acabam achatando (e alargando) a sulhueta. Sabe esse ossinho do quadril? Essa é uma boa medida pra altura dessas barras.
Calças com pernas retas ou larguinhas
Calça tipo skinny quase sempre é menos emagrecedora do que calças com pernas larguinhas – ou pelo menos retas. Quanto mais justa a modelagem na perna, mais ela parece um pernão (a não ser que você seja tipo a nicole richie, magrinha assim). A modelagem soltinha na perna tem esse mesmo efeito emagrecedor por parecer mais confortável – especialmente se a perna da calça é larguinha embaixo, sem afunilar.
Detalhes na vertical
Quaisquer detalhes na vertical chamam atenção pro centro do corpo e emagrecem visualmente. Tipo a fileira de botões da camisa ou do vestido chemise, tipo estampas com direção em pé, tipo decotes em V, tipo casaquinhos usados abertos, tipo lenços ou foulards soltos ao longo do tronco.
Looks monocromáticos
A gente não cansa de repetir: cores diferentes em tonalidades próximas ou cores iguais, mesmo em tonalidades diferentes, têm efeito alongador na silhueta – logo, emagrecedor também. Toda vez que a gente não “quebra” a silhueta com mudança de cor, o olho de quem olha a gente vê tudo sem interrupção, mais loooooongo e fininho. ;-)
Vale a pena ver de novo: esse post apareceu primeiro no comecinho de 2008 aqui no blog, mas tá valendo sempre, né não?!?? <3
Tamos vendo uma super onda de meias-calças decoradas, né gente? Com lacinhos, com coraçõezinhos, com listras, com flores, de renda e tals. Considera que meia sempre tem transparência, sempre mostra-mas-não-mostra, então é acessório que carrega mensagem sexy (uhú!). Mais sexy ainda é conseguir enquadrar a meia calça na máxima “sugerir é mais eficiente que mostrar tudo”: deixando só um pouquinho dessa transparência decorada à mostra! Ó só o que as semanas de moda internacionais lembraram pra gente:

Sabe que a gente já pratica meias sob calças mais curtinhas há tempos com nossas clientes – juro! – e vendo imagens de desfiles o ‘truque de styling’ apareceu. Bom pra lembrar que a gente nunca tinha mostrado isso aqui: bom pra quem curte mas não tanto as meias mais decoradas, bom pra quem quer usar de jeito diferente, bom pra variar – e render mais idéias. Uma graça usar com sapatos também vazados, né? Vale também pras coloridas (delícia coordenar cores de sapato, meia e calça!) e pras meias tipo arrastão, como nas imagens. Bom pra tempinho meio-termo e pra quando o inverno chegar!
Tava bem friozinho enquanto eu tava em Portugal, tipo 10 graus todo dia. E aí que eu prestei bem atenção no look protegido das lisboetas e concluí que faz MUITA diferença conviver com frio desde que se nasce – e não só 40 dias por ano como a gente aqui no BR (o que elas usam no frio vai render todo um outro post, pra já já). Das coisas mais legais que elas dominam por conta dessa convivência (amigável, diga-se de passagem!) com o frio são as sobreposições: as meninas de Lisboa usam casaco sobre casaco, cardigan sobre cardigan!

Como a gente tem menos inverno – e um inverno menos friorento que o europeu – mais legal é tentar exercitar essas sobreposições com peças leves. Pra isso cardigans são ideais! Premissa pra dar certo é escolher cardigans diferentes em textura, em trama, em peso visual e em proporção/comprimento. Tipo uma trama mais abertinha e outra mais fechada; um cardigan mais pesado e estruturado e outro mais levinho, molenga; um mais comprido e outro curtinho, um com mangas 3/4 e outro com mangas compridas… assim, sabe?
Daí vale perder o preconceito, pensar em coordenações incríveis de cores e partir pro exercício. Vale tentar:
*cardigan fechado, usado como blusa, com outro soltinho por cima
*cardigan mais curtinho por baixo e cardigan mais longo por cima
*dois cardigans com a mesma altura de barra e mesmo caimento, mas com tramas diferentes e arrumados de modo que mangas e abas (onde ficam os botõezinhos e casas) apareçam separadamente
*cardigan mais longo bem fino por baixo e um outro mais curto e espesso/estruturado por cima
*cardigan fechado com cintinho e outro cardigan solto usado por cima
* dois cardigans sobrepostos e os dois presos por cintinho fino, abertos mesmo
*cardigan como cardigan e cardigan como cachecol/lenço
*cardigan transpassado (usado por dentro ou por fora da parte de baixo do look!) como cache-coeur e um outro cardigan solto aberto por cima
*cardigan (fechado ou aberto!) por baixo e cardigan como bolero usado por cima
Sendo os tricôs sempre maleáveis e finos, não tem tanto acréscimo de volume na silhueta – e quem quiser equilibrar proporções pode escolher cores claras e escuras pra compensar larguras! As meninas do blog Academic Chic experimentaram na semana passada e fizeram umas fotos bem ilustrativas – essa que estão aqui no post. Aqui embaixo ainda tem uma galeria com mais sugestões de passarela – eu vou tentar, bem inspirada nas mocinhas elegantes de Lisboa! E quando o frio chegar a gnte faz post de casacos mais pesados sobre outros casacos! <3
Não na praia ou na prática de esportes, mas no dia a dia, funcionando como acessório, mesmo! Porque chapéu tem função de proteger nossas cabecinhas do sol ou do frio e acaba que muita gente usa quando viaja na maior naturalidade e quando chega na cidade onde mora não tem mais coragem de usar. É ou não é? E quando alguém usa um chapéu panamá em plena terça-feira na avenida paulista a gente ainda estranha um pouco, não estranha?

Acontece que cada vez mais a gente recebe emails de meninas que querem usar chapéu como acessórios e não sabem como. Cada vez mais a gente vê chapéus disponíveis em lojas. E se cada vez mais acessórios de cabelo ganham espaço será que não chegou a vez do chapéu? Começamos com a tiara, passamos pelo turbante…
Já que somos iniciantes vamos começar pelo que parece mais fácil: chapéus de inverno! Quem sabe esses dias de friozinho (aqui em São Paulo, gente) não sejam um bom laboratório pra gente praticar, hein!?! Chapéus de frio normalmente são em cores mais neutras e um pouco menos chamativos por isso mais fáceis de coordenar no look. E quando a gente for usar um chapéu ele pode não ser o ponto focal da nossa produção. Roupas com texturas, padronagens, acessórios como lenços e cachecóis podem dividir a atenção com o chapéu.
A maioria dos modelos que se usa hoje em dia são originalmente masculinos então fica muito bonitinho contrastar com looks muito femininos e fica super moderninho fazer um tipo tomboy. O bom do chapéu é que ele chama os olhares pro nosso rosto e consequentemente pro nosso olhar e pro nosso sorriso!!! Quem vai querer esperimentar?
(A gente viu no Preview da Renner que eles vão ter vários modelos suuuuuuper lindos! Deu contade de usar, sabia!?!)
É ela que faz a vida ficar mais interessante, faz a gente se mover adiante, faz a gente querer ser melhor no que faz, né!?! E todo mundo tem a “semente” da criatividade, às vezes a gente só esquece que ela está lá, liga o piloto automático e sai por aí fazendo tudo igual a todo mundo, todos os dias.
Tem gente que tem mais facilidade de exercitar a criatividade ou porque tem essa característica mais forte na sua personalidade ou porque trabalha com algum atividade que demande ser criativo. Mas pro resto da humanidade que faz coisas que aparentemente não tem nada de original existe uma hora do dia que a gente pode exercitar todo o nosso potencial: a hora de se vestir!

Olha como tem gente se divertindo e sendo criativa por aí: a Cris Martins produz e fotografa looks montados na melhor amiga e divulga (e divide) tudo isso no flickr! (dica da Mazinha via comentário!!!!!!!!)
Dizem que o exercício da criatividade desenvolve a nossa cabecinha, faz com que a gente se sinta mais feliz, desperta curiosidade, torna nossa vida mais gostosa de se viver. Especialistas recomendam atividades em que se explore esse “tal lado do cérebro” pelo menos uma vez ao dia. Mas hoje em dia quem tem pelo menos uma vez ao dia pra pintar, desenhar, fotografar, escrever…? Então vamos fazer o exercício de ser mais criativo na hora de se vestir!!! Ninguém precisa usar uma blusa rosa com uma saia amarela, sair por aí de turbante na cabeça ou calçar um sapato em forma de algum animal. Cada um tem a sua dose de criatividade. Pra quem veste calça preta + camisa branca todos os dias, só da camisa ser azul, ou lilás ou listrada, já é um toque de ousadia ou um exercício de originalidade. Mesmo porque o objetivo não é sair de casa com a coordenação mais linda do mundo, mas se surpreender todos os dias com a própria capacidade de coordenar.
Momentinho auto-ajuda: tem os mandamentos da criatividade pra ler, se inspirar e começar o dia com espírito renovado!!!
Pra individualizar, pra deixar a moda com a nossa cara, a gente tem que variar as lojas onde faz compras, procurar referências pessoais pra interpretar nas roupas e – melhor de todos! – exercitar coordenações. Esse exercício pode começar com todo mundo treinando outras além dos conjuntinhos. Começa assim: se tá tudo muito combinadinho, troca alguma coisa e experimenta o que na teoria não funcionaria – usa essas direções daqui e conta se não deu (mais!) certo. ;-)

CORES NA ROUPA
Perceber se a gente tá coordenando cores claras com outras claras e escuras com outras cores escuras é um super bom começo. Imagina que com essa direção a gente pode coordenar quase todas as cores (diferentes) do mundo, que com claro-e-escuro “conversando” o look já é monocromático, já deu certo. Vale também perceber coordenações de cor viva com cor viva e de cor opaca, mais apagadinha, com outra semelhante.
SAPATO E BOLSA
Sapato e bolsa também não precisam ser iguais – nem em materiais e nem em cores! Essa estória de combinar o que se usa nos pés e o que se carrega nas mãos é tão antiga que a gente nem lembra de quando é. A ordem é priorizar a harmonia entre roupa e sapato, e então complementar o equilíbrio com bolsa coerente com o resto todo. Pra saber o que combina com o que com mais detalhes, revisita esse post aqui (clica!).
TECIDOS E SUPERFÍCIES
Quanto mais variedade de texturas/sensações num look, melhor. Daí já vale, então, coordenar bolsa de um couro e sapato de outro, por exemplo – também dá certo com roupas! A gente pode harmonizar tudo com elementos equivalentes ou pode contrapor elementos opostos que se “complementem”.

ACESSÓRIOS
Nem os menores detalhes precisam ser iguaizinhos! Brinco, anéis, colar(es), pulseira, relógio e broches podem ser super diferentes entre si. É bom ter alguma coisa em harmonia, tipo forma, finalidade (mais formal, mais informal), peso, tema, material… mas só. Não precisa nem ser tudo dourado ou tudo prateado.
No Fashion Gazette teve post tempos atrás falando da diferença entre combinar e coordenar: “combinar é mais fácil, não exige tanto trabalho, raciocínio; coordenar não é tão simples – é preciso autoconhecimento, personalidade e ter coragem pra tentar o diferente.” É esse o espírito! E esse post também podia se chamar “Pelo não-estreitamento do olhar”. Ou ainda “Pela expansão das nossas possibilidades ‘coordenatórias’”. Haha. ;-)
Uma das maiores qualidades da Oficina de Estilo (além da modéstia, é claro! haha) é saber re-olhar ideias e re-pensar como usá-las, sem nunca ter preconceito. A gente deve ter falado inúmeras vezes de que uma peça volumosa ou com forma acentuada fica melhor se coordenada com outra peça mais sequinha. Mas a gente começou a observar o mundo, perceber as vontades das cilente – e as nossas! – e decidiu “refletir” e se rebelar contra a regrinha que a gente mesmo se impôs. Que tal experimentar peças volumosas coordenadas com outras peças volumosas? Por que não? Se a gente nunca tentar, nunca vai saber, certo!?! E é lógico que no começo pode gerar dúvidas ou até estranhamento, mas depois fica legal e fácil de usar… é só saber como coordenar esses volumes de forma harmônica.

A velha e boa coordenação monocromática funciona também nesse caso, porque ameniza o exagero das formas ou do volume. É lógico que no dia-a-dia a gente pode usar volumes mais sutis, tipo uma manga evasê, uma bermuda saruel larguinha, uma casaqueto estruturado, uma saia em A ou tulipa… Tecidos mais molinhos e com peso são bons porque mesmo em uma peça que tem mais quantidade de tecido, acabam não armando e assim deixam tudo mais delicado. Como num look desses o foco está nas peças de roupas, os acessórios podem ser mais dicretos pra só acompanhar.
Essa não é uma coordenação pra quem quer valorizar as próprias formas, porque o corpitcho fica escondido debaixo daquela quantidade toda de tecido. É mais pra quem quer ficar confortável e muderninha ao mesmo tempo. (A Marni é campeã de fazer esse tipo de coordenação E ainda misturar estampas, vale uma visita aos desfiles lá de trás pra se inspirar, viu!?!) E também não é a coordenação mais “emagrecedora” do mundo, né, gente!?! Mas dá pra arriscar coordenando peças em cores neutras e mais escuras, sem quebra na cintura e com tecidos mais levinhos!!! E pra ficar um pouquinho mais feminina é só marcar a cintura com um cintinho ou com a blusa por dentro da calça/saia/bermuda.
Bem agora, no finzinho do tempo de liquidações, começaram a aparecer bazares tentadores em volta da gente – o Achados do Dia tem todo um mapa da mina de pechinchas imperdíveis. A gente pensou então que, depois de listar o que a gente pode comprar agora já com cara de próxima estação, a gente podia também juntar direções pra ter uma fórmula de compras boas em situações de valor reduzido. Ideal seria se a vida inteira fosse mesmo uma grande liquidação – não sendo esse o caso, bora dar o nosso máximo (haha!).

PREPARAÇÃO + REFERÊNCIAS
Só vale sair pra liquidas e bazares depois de um bom passeio pelo próprio guarda-roupa – se o passeio render uma boa limpeza, melhor ainda. Vale lembrar o que tá parado por falta de “ítem-coordenatório” (risos), o que pode ser substituído porque já tá velhinho, que cores tão faltando/complementam o que se tem, que comprimentos funcionam melhor pra gente. É tempo de muita balada? É tempo de muito trabalho? Mil programinhas diurnos no fim de semana?
Bom também é folhear com atenção pelo menos duas revistas de moda (atuais!) pra antecipar vontades e ter tempo de digerir, pra reconhecer referências, pra imaginar possíveis coordenações e pra conferir no próprio guarda-roupa se rolaria.
PROGRAMAR O INVESTIMENTO
Armário de menino nunca é abarrotado porque eles compram por necessidade. A gente não, compras viram desculpa pra encontrar as amigas e mil vezes a gente resolve fazer compras como terapia, pra “curar” coisas – é ou não é? Então sair de casa já com um valor pré-determinado pra se gastar é um adianto. E diante de cada peça a gente tem que se perguntar:
Vale o investimento? O material e a confecção equivalem o preço cobrado? As peças têm lugar/espaço na vida da gente e vai ser útil pro que se faz? O que a gente amou rende pelo menos três coordenações diferentes com o que eu já se tem em casa? A gente vai querer/poder usar por muito e muitos anos? É fácil de manter/lavar/passar?
OPORTUNIDADE DE EXPERIMENTAR
Uma coisa é perceber o que mais se usa e o que sempre dá certo nos looks de todo dia, outra coisa é comprar um monte do mesmo! Tudo bem ter seis jeans (se você usa muito, tipo todo dia!), mas que todos eles sejam bem diferentes entre si, cada um de um jeito especial. Também não é legal comprar tudo na mesma loja pra não ficar com cara de catálogo: vale mais comprar uma ou duas peças em cada loja e montar looks mais “pessoais”, mais com a nossa cara.
E aí que preço reduzido dá mais coragem pra experimentar. Clássicos valem mais mesmo, então é bom aproveitar os descontos pra arriscar peças “da moda” – ou uma cor diferente, uma modelagem nova, alguma coisa que nunca se usou antes mas que pode render umas boas surpresas do nosso jeitinho, no nosso espelho de casa.
TEM QUE PROVAR TUDO
Especialmente porque liquidação não tem política de troca super bem definida aqui no BR, né? Tem que ir pra qualquer liquida/bazar usando lingerie boa – que não marque!!! -, tem que ir de duas peças (vai que não tem provador decente e você tem que tirar o vestido inteiro pra provar só uma blusinha?), tem que sentar, simular dirigir, andar, se olhar de costas e até dançar, se for o caso.
PODE PENSAR!
Com a Oficina ninguém compra nada que gera dúvida: se a cliente não tem certeza a gente pede à vendedora pra reservar durante um tempo e olha mais lojas, toma um café, conversa, pensa e aí sim, volta pra buscar a peça ou pra des-reservar. Se depois de uma ou duas horas (e outras vitrines!!!) a compra ainda tá rendendo vontade, então tá valendo.
MODA É PRA SER FELIZ
Compra boa é a que faz a gente feliz e achar a peça dos sonhos com valor pela metade (ou com descontão) é sempre mais gostoso. Se rolou AMOR pela peça, se fez o olho brilhar e se ficou per-fe-i-ta no corpo, pode ir pro caixa. E às vezes – quase sempre! – pra ficar perfeito precisa de ajustes e tals. Mas quando é amor, amor de verdade, a gente sabe, né? ;-)
As “calças do namorado” trouxeram consigo esse truque de styling que tá rendendo desde que elas surgiram, o das barras dobradas mais curtinhas. E se tempos atrás a gente só via ‘calças tipo do namorado’ em jeans, agora elas aparecem de todo jeito: em moletom, em alfaiataria, em algodão tipo cáqui/chino – e é nesses outros materiais que a barrinha dobrada fica mais atual. Vale fazer dobras médias ou fininhas, meio emboladinhas mesmo (não precisa dobrar milimetricamente nem bonitinho, impecável!). A altura da barra precisa ainda pertinho da canela, uns 4 dedos acima dos tornozelos. E não mais que isso: não é pra fazer uma calça capri, é pra encurtar sutilmente!

Importante pra dobrar as barras é que a perna da calça seja retinha ou levemente afunilada. Vale dobrar até barras de calça cigarrette e de macacão (!!!). Pernas super amplas e soltas não sustentam direito as dobras que a gente faz – que vão se desenrolando e não ficam nada nada elegantes assim desmilinguidas (haha). Essa sobra de tecido, por outro lado, é super bem vinda no bumbum: a referência da barrinha dobrada é tão masculina que precisa de modelagem que acompanhe a idéia, a calça tem que ser larguinha, ter cara de ‘calça de homem’! também por isso, na opinião dessa Oficina, funcionam melhor coordenadas com sapatos sem salto: a gente AMA calça larguinha, barras dobradas e sandálias fechadas (tipo assandalhados), ou docksides, ou sapatos tipo oxford, ou sapatilhas.

Com saltos a idéia é coordenar pesos equivalentes: botinhas, assandalhados em meia-pata, anabelas e saltos mais grossos são top opções. Bom lembrar que cruzar referências é sempre legal: imagina calças masculinas com sandálias bem femininas; e calças masculinas e sapatos também masculinos – como o dockside e o oxford – com blusas diáfanas, bem de mulherzinha! Mais: sapatilhas e sandálias acabam rendendo sensação de pernoca mais alongada por deixar mais canela à vista com suas gáspeas baixas, visto que docksides e oxfords cobrem super o peito do pé. E no frio, tchantchantchantchaaan…. meias não só aquecem canelas como também enfeitam! De dia vale estampar com cores, losangos e listras, de noite vale seduzir com rendas e arrastão e transparências.