SAPATINHO MASCULINO TIPO OXFORD

QUASE UM HOMEM A SEUS PÉS \o/

Oxford: esse safado. Tão lindo, tão confortável, mas sempre enchendo todo mundo de dúvidas na hora de usar. Logo de cara, quem se aventura com o oxford precisa entender que essa é uma peça roubada do guarda-roupa masculino, portanto, é natural que ela tenha trazido alguns problemas de lá. Problemas estes que, assim como os outros problemas que saem do armário dos meninos, a gente resolve com doses cavalares de feminilidade.

Anota aí que para usar oxford sem parecer menino (pressupondo aqui que a sua ideia não seja parecer menino. Se for, ignore) você precisa feminilizar o resto da vestimenta. Para isso, podemos recorrer a tudo que é só nosso, sem divisão com o outro gênero, como babados, transparências, cintura marcada, tons pastel, fofurinhas, decotes, saias e vestidos.

Se for usar o sapatinho com calça, o ideal é encontrar um modelo mais afunilado, ou uma calça cenoura ou uma mais curtinha: tipos e modelagens que são mais de menina do que de menino.

Se liga: quando a gente usa oxford com calça reta, barra tapando o começo do sapato e boca mais aberta, o resultado sempre vai ser bem masculinizado, mesmo que você use um mega babadão cor de rosa na parte de cima. Isso acontece porque, quando a gente usa calça, essa peça corresponde à maior parte, à maior extensão do nosso corpo. Então pensa que de calça você é uma sereia: bem mais peixe do que qualquer coisa que esteja vestindo da cintura pra cima.

O oxford é o sapato – pelo menos o que tem versão feminina, né – mais masculino de todos. É mais masculino que o tênis, que o dockside, que tudo. Por isso que às vezes a gente dá uma travada na hora de usar. E também por isso ele é tão legal!

O fato da gáspea desse nosso calçado querido ser alta faz com que ele tenha efeito achatador da silhueta, mas nem vem que cê não tá autorizada a deixar de usar o que gosta só por causa disso. Levanta essa perna curta da poltrona e vamo tentar uns monocromáticos lindos e coloridos (existe, ué) nessa parte de baixo do corpo. Que tal azul na calça e verde no oxford (ou o contrário!)? Ou caramelo na calça e dourado no oxford (ou o contrário!)? Ou cinza na calça e roxo no oxford (ou também o contrário)?

Qualquer combinação legal entre tons do mesmo valor (claro x escuro), da mesma intensidade (vivo x opaco), vai ficar bonitona e rebater o efeito achatador. Na dúvida, aplique a dica altamente pertinente da Fê: vá pro espelho e observe a sua composição de cor com o olho bem semicerrado, bem japonês mesmo. Se com o olho dessa maneira a composição parecer gritar, as cores parecerem desconectadas, pode tirar e tentar outra. Senão gritar, é correr pra rua e berrar que a sua harmonização foi aprovada pelo método Fernanda Resende de Combinação Cromática.

A coisa de combinar a cor do sapato com a cor da parte de baixo vale para qualquer parte de baixo que fique ali, juntinho do sapato: calça comprida, meia-calça, qualquer coisa longona. Já quando for usar o oxford com comprimento mini, a fórmula menos achatadora é escolher um sapato de cor próxima ao tom da sua pele.

Agora que começou a fazer um pouco de frio, o oxford é uma opção muito legal para quem costuma usar sapatilha no calor: ambos são confortáveis e sem salto, só que o sapatinho cobre um pouco mais o pé, esquentando o visual e a dona do dito cujo.

Um oxford bem escolhido é quase um tênis em matéria de conforto, só que loucamente mais arrumadinho e elegante. É muita sedução, diz aí.

*Juliana Cunha é jornalista e colaboradora do blog da Oficina de Estilo, que sorte a nossa :) ce pode ler outros textos dela pra Oficina aqui — e os textos autorais dela no Já Matei Por Menos, ó!

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