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  • Natal pra gente aqui no BR é fresquinho, né, e no lugar de neve a gente tem brisa do mar (sorte de quem tem!!!). A gente aqui na Oficina acha que calor, aconchego da família e coração tranquilo em fim de ano tem a ver com cores calmas, com pouco contraste (contraste = força), com feminilidade, com serenidade. Segue aqui com a gente que o post traz essa idéia organizadinha, explicadinha, pronta pra usar. Ó!

    natal brasileiro, sem neve e com calorzinho, tem a ver com cores claras e fresquinhas e femininas e serenas! nénão?
    (registro de sessão de montagem de looks de uma das nossas clientes de consultoria)

    CORES COLORIDAS E CLARINHAS

    Nesse fim de ano, nas nossa sessões de montagem de looks com clientes de consultoria de estilo, essa foi uma idéia que a gente personalizou demais (pra cada uma delas): a de coordenar looks em blocos de cor… mas com cores coloridas mas calmas, suaves, delicadas! E se a gente junta cores diferentes em tons parecidos (tipo assim, todos bem clarinhos/calminhos) o look ganha ares monocromáticos — o que rende sensação de silhueta mais alongada and longilínea.

    ELEGÂNCIA e FEMINICE :)

    De quebra, com a mensagem feminina e doce que essas cores-claras-e-coloridas transmitem quando são coordenadas entre si, a gente ganha também a aura elegante que só as heroínas que nunca se sujam tem! Sabe sensação de que pode cair o mundo e a fulana continua impecável toda imaculada de branco? Então. ;-)

    PRA ALONGAR GERAL

    Mesmo entre tons claros é possível “calcular” que efeitos se quer ter em silhueta, viu. Tons mais claros expandem visualmente e chamam mais atenção, tons menos claros retraem e chegam depois, lá longe. Vale comparar tonalidades: branco é mais claro que bege; bege é mais claro que cinza; lilás é menos claro que bege; cinza é menos claro que amarelinho… por exemplo. E aí a gente escolhe pra partes de cima e de baixo os claros que eventualmente podem suavizar o que a gente acha que é maior na própria silhueta, e também os mais claros ainda que vão expandir e fazer brilhar o que a gente tem de mais lindo pra valorizar. ;-)

    EXTRAS INSPIRADORES-AJUDADORES

    + como usar saias longuete ou mídi
    + como coordenar bons looks com tênis
    + como usar pantacourt \o/
    + como coordenar colares e decotes
    + lista de ‘fórmulas boas’ da Oficina

    natal brasileiro, sem neve e com calorzinho, tem a ver com cores claras e fresquinhas e femininas e serenas! nénão?

    natal brasileiro, sem neve e com calorzinho, tem a ver com cores claras e fresquinhas e femininas e serenas! nénão?

    (registros de sessões de montagem de looks das nossas clientes de consultoria)


    (imagens do Pinterest)

    ((post original de 2011 \o/ agora revisado e atualizado: o tempo se diverte quando a gente voa!))


  • É bem nessa época que nossa capacidade de multiplicar espaços de agenda se põe à prova: infinitos amigos-ocultos e happy hours e compromissos de fim de ano e programinhas de grupos diferentes de amigas começam a rolar… bem na sequência do trabalho.

    Todas as montagens de looks das nossas clientes de consultoria de estilo nessa época tem essa ‘categoria’, a das coordenações que podem funcionar desde cedinho até à noite. A gente junta aqui as fórmulas mais personalizáveis, pra que essas mesmas idéias encontrem equivalência em todo tipo de guarda-roupa — até aí no seu. Ó:

    o que vestir desde cedinho pra passar confortável pelo dia de trabalho e chegar ainda festiva ao happy hour de fim de ano!

    BRILHO + CLÁSSICOS

    Juntar brilho com peças em tecidos super opacos (como as lãs de alfaiataria ou jeans) feitas em cortes tradicionais/clássicos (como calças mais retinhas e paletós) rende segurança + originalidade. O segredo é ousar um pouquinho e garantir adequação no resto todo — vale ocupar o maior espaço do look com o que não brilha tanto, e então pontuar o look-certinho assim:

    -com uma peça “luxuosa”, tipo uma camiseta de veludo, coordenada com uma calça em sarja ou jeans
    -com acessórios que incrementem a alfaiataria: imagina colarzão de pedras ou bracelete de metal super lustroso ou sapato cheio de glitter com a calça do terninho ;-)
    +roupa de todo dia pra festonas

    MONOCROMÁTICOS IMPACTANTES

    No dia-a-dia a gente faz pouco isso, né, mas tá fácil de arranjar um espacinho nesse fim de ano pra experimentar: parte de cima e parte de baixo coordenadas na mesma cor… mas uma cor bem colorida (vale também pro combo vestido/macacão + terceira-peça). Pensa em tecidos informais, sem brilho, com cara de todo dia mesmo — mas junta tudo em roxo, ou em vermelho, ou em turquesa, ou em verdão! Daí dá pra completar com sandálias pra deixar bastante pézinho à mostra ou com outros modelos que não chamem tanta atenção (pra não competir com a explosão colorida do look!) e com acessórios também como coadjuvantes. São as mesmas peças de sempre, coordenadas com um ponto de vista novo e muito específico — isso é festivo, né!

    ALFAIATARIA + PEÇAS ULTRA FEMININAS

    Essa idéia é especialmente eficaz quando se tem comemoração de fim de ano do próprio trabalho, com o grupo de pessoas com quem a gente passa o ano todo: essa é a festa em que a gente quer estar arrumadinha mas ainda é ‘ambiente profissional’, né? Juntar seda bem levinha com paletó pode ser uma boa, juntar camisa levemente transparente com a calça do terninho também pode funcionar — ou juntar uma camisa super masculina com uma saiona bem rodada e feminina, ó, pode render um visual adequado e também festivo.

    + como coordenar looks de camisa com saia
    + o que usar nas festas do trabalho

    CAMADAS ESTRATÉGICAS

    Aquela idéia velha conhecida: vestir por baixo algo festivo com uma terceira-peça mais sóbria por cima, pra abrir mão dessa terceira-peça assim que o expediente acabar. Essa é a idéia mais fácil de fazer acontecer quando a gente pensa em se arrumar cedinho pra estar prontíssima até o último minuto da baladinha de noite — e não precisa funcionar só com blusa arrumadinha/sexy com jaqueta cardigan paletó por cima! Pensa em vestido tomara que caia com colete, pensa em macacão frente-única com quimono, pensa em outras roupas pra usar por dentro e outras peças pra sobrepor!

    01 EXTRA

    -Sapato, bolsa, maquiagem e cabelo são itens que mudam TOTALMENTE qualquer look, né migas. Passar o dia com um look usando sapatilha tem uma energia, trocar a sapatilha por um saltão (com o mesmo look) já tem outra! Vale igual pra bolsa: carregar tudo nos ombros até o computador numa sacolona ou numa mochila rende uma postura; colocar o essencial numa bolsinha pequeña e carregar sacolona/mochila na mão (como um extra) rende outra.

    Daí qualquer happy hour tá salvo com maquiagem que tem cor ou brilho + cabelo pra cima — quem sabe com um brincão bem cheio de movimento pra já incrementar o look com ritmo. ;-)

    o que vestir desde cedinho pra passar confortável pelo dia de trabalho e chegar ainda festiva ao happy hour de fim de ano!

    o que vestir desde cedinho pra passar confortável pelo dia de trabalho e chegar ainda festiva ao happy hour de fim de ano!

    o que vestir desde cedinho pra passar confortável pelo dia de trabalho e chegar ainda festiva ao happy hour de fim de ano!


  • A Garance Doré, ilustradora francesa que abastece um blog bem elegante sobre estilo de vida e consumo, publicou um artigo delicioso em que explica quais são seus “novos mandamentos de estilo”. A gente concorda BASTANTE e tem aplicado, tanto na própria vida quanto no trabalho de consultoria com nossas clientes, todas essas direções.

    No texto a Garance diz que está cansada de acumular tanta coisa/roupa e que os amigos dela também se sentem assim (podemos ouvir um AMÉM irmãs?) — diz que todo mundo quer comprar menos mas melhor, e que geral tá querendo vestir as mesmas roupas por muuuuuuitas e muitas temporadas. Ela completa assim:

    “talvez seja essa órgia’ de streetstyle e semanas de moda em que a gente esteja inserida nos últimos anos… em todo caso, mudei várias coisas e já sinto diferença: tenho viajado mais leve, só compro roupas que eu realmente vou usar e estou amando incrementar meu guarda-roupa a cada estação ao invés de refazê-lo por completo.”

    É possível, não precisa ser radical, é só querer e aproveitar. Ó!

    garance doré explica por que ela, a gente, todo mundo quer simplificar, comprar menos, usar as mesmas roupas por muito tempo.

    #1
    MENOS ESCOLHAS = MAIS CRIATIVIDADE

    Quanto menos a gente tem, mais a gente pode exercitar versatilidade e fazer tudo render (de jeitos diferentes, inusitados). Quando a gente resolve ter só o melhor-do-melhor, só o que a gente ama (como se o armário fosse uma mala de viagem!), a gente pode experimentar usar cada peça que tem com pelo menos outras três e multiplicar nosso universo visual. Assim nada fica estagnado, perdido, deixado pra trás, a gente usa de verdade tudo que tem. Isso vale também pra quem tem restrição em relação ao próprio tipo físico, sabia? Quem tem menos roupa usa mais roupas.

    #2
    PEÇA PERFEITA = DELICIOSIDADE ETERNA

    Conhecer o guarda-roupa tão precismente a ponto de sempre ter em mente o que realmente pode fazer a diferença é um privilégio — e uma delícia. Procurar por uma peça específica por um tempããããão não é ruim se a gente encara a busca como parte da diversão, como possibilidade de mais e mais aprendizado sobre a gente mesma. E é tão gostoso idealizar, procurar procurar procurar e então… encontrar!

    No texto original a Garancé diz que coisas boas são, agora, cada vez mais raras de se encontrar. A gente concorda. Então esperar e procurar pelo que realmente vale a pena faz sentido — e faz a sensação de leveza e objetividade ser uma delícia duradoura mesmo.

    #3
    QUALIDADE = LONGEVIDADE

    Gostoso ver uma peça “envelhecer bem” junto com a gente, na medida em que a gente vai usando. Camisas que vão ficando mais molinhas, sapatos que vão se moldando aos pés, casacos que acompanham a gente em fotos de muitas épocas diferentes, tipo isso. Mas né, só envelhece bem o que tem qualidade — e o que não tem qualidade não envelhece, acaba. Não precisa ser caro pra ter qualidade (a Garance diz que tem peças da Zara que tão durando anos — a gente aqui também tem, nos próprios armários!) — mas pra encontrar qualidade a gente precisa procurar, tocar as peças, olhar etiquetas, observar acabamentos. Quem quer ser interessante precisa estar interessada!

    #4
    GISELE ≠ A GENTE

    Tem roupas/looks/ideias que funcionam 100% bem nas moças da internet ou da revista ou da TV — e tem roupas que nunca vão funcionar pra gente exatamente como funcionam pra elas (ou pra quem quer que seja). Se conhecer, identificar o que é importante pra gente e buscar o que se quer sentir em frente ao espelho — usufruindo de inspiração, mas inspiração PERSONALIZADA, adaptada pro nosso universo particular — é o caminho pra ser feliz com moda.

    #5
    COMPRAR MENOS = COMPRAR MELHOR

    Quando a gente compra muito a gente perde essa DELÍCIA de sensação de satisfação que se sente com uma compra perfeita, desejada, batalhada. A emoção, sabe? A Garance explica em etapas essa gostosura (muito legal!):

    – a gente vê pela primeira vez o objeto de desejo
    – vai lá e compra — o que às vezes faz doer um pouquinho, mas a gente esquece rápido
    – daí a gente chega em casa e tira nosso pequeno tesouro da sacola, um primeiro momento a sós com o objeto de desejo (EMOÇÃO!)
    – a primeira noite que a peça dorme em casa HAHAHHAHAHHAHAHA engraçado mas verdade! isso conta né ter uma coisa muito legal em casa com a gente pela primeira vez!
    – a primeira vez que a gente sai “oficialmente juntas” (hahahahhhaahha)
    – e depois, claro, a primeira foto pro instagram!

    Sabe isso? Se a gente compra loucamente, isso daí se perde. Consumir com consciência não é não comprar — pelo contrário, comprar pode ser essa delícia, e pode ter função NA REAL. Quando a gente compra muito passa a tratar nossas compras como sacos de batata, compra e joga no armário sem excitação ou exercício extra de pensamento.

    E se a gente resolve comprar menos, com mais pensamento, com mais dedicação e auto-observação… essa emoção volta super. A gente pode preservar as histórias que vem com cada roupa/peça nova. Substituir consumo por autoestima é muito isso. Ó que delícia.

    <3


  • (post original de 22 de junho de 2012)

    A revista Moda da Joyce Pascowitch entrevistou o psicanalista Flávio Gikovate sobre comportamento, consumo, vaidade e claro, moda. Compartilhamos aqui os trechos que poderiam render reflexões ativas nas cabecinhas de todo mundo que curte roupas e internet. Ficou longo mas vale a pena ler até o fim: pode render identificação e pode dar vontade de viver de um jeito diferente em relação a compras e looks. Vê se não faz um super sentido (e que delícia seria conscientizar isso tudo pra viver melhor, hein?):

    moda: Quando a vaidade deixa de ser saudável?
    FG: Ela nunca é. Estamos diante de um mundo em que bem-estar, felicidade e saúde não significam nada. A modernidade líquida, conceito definido pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, é quando você se orgulha do que consome, mas não do que produz. A vaidade é essencialmente aristocrática. O indivíduo quer estar entre os poucos que têm bens quase inacessíveis como carro, roupa ou jóia. Apenas 0,1% da população tem beleza, magreza, fama e fortuna. Os outros 99,9% são infelizes.

    ((misericórdia. que vergonha. mas senta que lá vem história.))

    reflexões valiosas do psicanalista Flavio Gikovate sobre consumo, moda, vontades e o mundo em que a gente vive.

    moda: Pessoas mais maduras emocionalmente precisam de menos símbolos?
    FG: Sim, mas elas continuarão vaidosas porque não se trata de uma característica física apenas, pode ser intelectual. É cada vez mais difícil encontrar alguém em paz consigo mesmo, feliz com seus vínculos de amor e amizade. Essas pessoas têm menos necessidade de bens materiais. Infelizmente, a competição e o consumo afastam os indivíduos e aumentam a vaidade, enquanto o amor é cada vez mais raro. Isso faz com que as relações percam estabilidade, solidez e continuidade, e causa frustração. A sociedade não tem interesse em pessoas mais felizes porque elas consomem menos, ou seja, o capitalismo se alimenta da infelicidade humana. Os mais alegres gastam seu tempo com coisas que realmente gostam, em vez de comprar. E a vaidade continua existindo: vaidade de ser alguém decente, de ter vínculos afetivos de qualidade, bons amigos. Existem fontes de felicidade mais baratas e não excludentes como a dança. Tem música para todo mundo, assim como amor, mas o foco é, cada vez mais, em aspectos como beleza e riqueza.

    ((ó como a gente tem que ficar ESPERTA nessa vida! e cuidar da gente mesma, identificar o que importa de verdade, focar no que faz a gente viver melhor — e não no que põe a gente pra baixo.))

    moda: O desejo é ruim?
    FG: É impossível não desejar, mas vivemos numa cultura que valoriza muito esse sentimento. Isso leva ao sexo casual, por exemplo.Você não pode pensar em casais monogâmicos estáveis porque o interesse por outra pessoa pode surgir. Ora, o desejo não é uma ordem! O máximo que pode acontecer quando ele não é realizado é uma pequena frustração, mas ninguém suporta passar por isso. A mesma coisa acontece com o desejo de consumo. Queremos algo até obtê-lo e, assim que conseguimos, parte-se para o próximo objetivo. A vida fica infernal. A situação oposta seria focar no aspecto sentimental, o apego. Em vez de trocar de aparelho celular, posso perfeitamente começar a gostar dele. O consumismo vem de uma relação erótica com objetos no lugar de um elo romântico em que se tem o mesmo relógio para a vida inteira.

    ((quem quer parar AGORA de fazer sexo casual com as roupas mais baratinhas do mercado e começar a namorar com roupas de qualidade levanta a mão \o/ e quem quer se encher de coragem pra não ter medo de experimentar frustração em prol de amadurecimento emocional e economia levanta também \o/))

    moda: É possível definir uma pessoa pelos objetos que ela consome?
    FG: Se ela usar uma roupa que a defina, sim. Quem se veste só com grifes mostra apenas sua posição econômica: você pode até dizer que ela é esnobe, mas não saberá nada sobre sua personalidade. Para conhecer alguém, é preciso que a pessoa se vista sempre da mesma forma. Há uma enorme diferença entre a cultura européia e americana. Os europeus consomem boas coisas em quantidades pequenas. É o apego aos objetos. Uma roupa bacana é aquela que deixa você aparecer, que te caracteriza. O consumo não deixaria de existir, as peças precisariam ser trocadas eventualmente. Até porque a roupa que escolhemos é a primeira coisa que aparece aos olhos dos outros.

    ((isso que o psicanalista chama de “se vestir sempre da mesma forma” a gente chama de coerência — que vem de estilo pessoal definido e aperfeiçoado de tempos em tempos. quando a gente sabe quem a gente é e o que é importante pra gente, é possível (e até simples!) escolher o que vestir de acordo com isso, pra transparecer isso. mas né, tem que olhar pra dentro!))

    moda: Como lidar com essa troca frequente de desejos?
    FG: O desejo é induzido pela indústria. Você sobe ou desce a cintura da calça jeans pra vender mais. Para encarar isso de forma saudável é preciso se fortalecer internamente. Com o crescimento emocional, você ganha mais consciência e não se deixa seduzir tão facilmente. O problema é que a maioria das pessoas não tem controle nenhum sobre o tema e aceita sugestões da publicidade. Em uma época em que, teoricamente, a liberdade é máxima e todos poderiam ser superirreverentes, as pessoas nunca foram tão parecidas e obedientes às normas. Não existe nenhum impedimento para não consumir e a maioria o faz loucamente. Não é proibido andar fora da moda.

    Todo esse conteúdo causou impacto demais aqui na Oficina, por isso a gente não pensou duas vezes pra compartilhar — e quem descolar um print da revista ou um link com a entrevista toda pode colaborar nos comentários. O próprio Flávio Gikovate publicou o PDF da entrevista inteirinha, tem que ler!


  • A gente tá convencida de que autoestima bem exercitada é chave pra se conquistar mais na vida, pra se descomplicar o guarda-roupa, pra crescer e brilhar. E autoestima tá 100% relacionada com AUTO-ACEITAÇÃO: é essencial entender que a gente é incompleta e imperfeita, que nunca vamos estar “prontas”, que paralisar vida e escolhas pra que “um dia” o momento certo aconteça… é furada.

    Tamos nessa vida pra fazer o melhor que a gente pode com os recursos disponíveis NO AGORA. Somos todas humanas — e haja energia pra investir na idéia de ter tudo perfeito ao mesmo tempo agora. Querer alcançar o inalcançável é já perder a corrida desde a largada: expectativas inatingíveis nunca serão atingidas mesmo!

    querer alcançar o inalcançável é já perder a corrida desde a largada: expectativas inatingíveis nunca serão atingidas mesmo!
    (foto de adelaide ivánova)

    _corpo perfeito: é o que se alimenta bem, se exercita e descansa direitinho
    _família perfeita: é a que vive as dificuldades do dia-a-dia com resiliência (e com uma dose de bom-humor na medida do possível!)
    _trabalho satisfatório: é o que paga um dinheirinho suficiente e, se possível :) permite a gente servir a algo maior que a gente mesma, dá sensação de produzir/entregar algo de bom pro mundo

    E tudo tem dia bom e dia ruim, tudo tem um lado-luz e outro mais sombra… e compreender, desculpar e tolerar levam a gente pro (auto)amor. Quando a gente (se) desculpa, (se) compreende e (se) tolera, a gente tem mais facilidade pra entregar essas sensações também pra quem tá em volta da gente. E que ambiente bom se cria assim, com conexão, compreensão, empatia!

    Todo mundo sente frustração, raiva, tédio, inveja. Toda vida tem essas sensações ou partes não tão legais — tamos TODAS na jornada da tentativa, dando o nosso melhor: umas horas a gente erra e fica brava mas em tantas outras a gente acerta! Não existe humanidade em condição diferente dessa.

    A gente administra melhor tempo e recursos quando deixa de querer criar a ‘família da propaganda de margarina’ e quando se desprende de idéias vazias de status/riqueza ou corpo “perfeito”. E assim, aceitando quem a gente É e a vida que a gente tem (com parte boa e parte ruim, tudo lindo, tudo funcionando!), pode ser possível lidar melhor com quaisquer frustrações e raivas. E tudo passa, uma hora querendo ou não passa!

    Desse jeito pode ser possível também que a gente passe a lidar melhor com vontades, e não precise comprar tanto, e tenha mais força emocional interna pra sustentar os ‘nãos’  que precisa (ou quer) dizer pro sistema de consumo. E a gente assim passaria a descartar menos, e passaria mais tempo com as nossas coisas, e desenvolveria relação de amor com o que tem, e poderia ganhar serenidade na vida toda.

    E isso pode irradiar, ó: “Quem consegue se aproximar da condição de aceitar ser como é irradia uma emoção tão positiva que sua aparência física vai para segundo plano.” (Flavio Gikovate)

    + QUER TRABALHAR COMO PERSONAL STYLIST?

  • Não tem aqui na Oficina um trabalho de malas inteligentes que não entregue também os looks de ida e de volta das nossas clientes de consultoria. Essa é uma atenção valiosa: escolher o que se usa em qualquer deslocamento de longa distância (seja de ônibus, de carro, de trem ou de avião) tem tudo a ver com conforto.

    Acontece que conforto é uma sensação muito muito pessoal, e acontece de mil maneiras pra pessoas diferentes: tem gente que se se sente confortável de jeans, outras de vestido, outras até de salto, outras de legging ou moletom. A gente já trabalhou com todos esses tipos de conforto e acredita demais que existam ainda tantos outros possíveis!

    por aqui a gente considera o conforto físico, mas também o conforto social/emocional: ó a fórmula que a gente usa com nossas clientes de consultoria!

    E se fosse o caso de levar em consideração somente o conforto físico, todo mundo podia viajar só de pijamão e pronto. Mas né, tem também um conforto social/emocional que dá a liga na coisa toda: look bom de viajar é o que cai 100% gostoso fisicamente — sem que a gente se sinta desleixada, desarrumada, feiosa.

    Tá aqui a fórmula que a gente usa com nossas clientes de consultoria pra pensar os looks de ida e de volta de qualquer viagem longa, com um disclaimer: a fórmula funciona na medida em que a gente identifica como é o conforto que se quer sentir. E isso demanda uma (auto) investigação honesta, com tempo e respiro, pra entender funções e demandas que são só nossas, né?

    _1 calça confortável
    _2 camisetas com manga longa
    _1 cardigan ou moletom
    _1 lenço quentinho

    Tipicamente a gente sugere looks com essa mesma estrutura: usando a mesma parte de baixo na ida e na volta (e os mesmos complementos), a gente junta partes de cima diferentes e pronto. \o/

    Materiais mais molinhos, desestruturados, ajudam corpinhos sentados por muitas horas — e também garantem mobilidade). Um universo possível é o das malhas, moletons, tricôs, algodões finos… Daí a gente leva em consideração o clima da saída e da chegada pra escolher materiais mais pesados ou mais leves. E então, pra cada uma de nós, essas peças podem variar: vale saia mídi ou bermuda no lugar de calça, vale jaquetinha no lugar do cardigan — e a gente pensa nessas peças à parte do que já se leva na mala.

    Como esse look é tipicamente todo molinho, a gente procura elegantizar com coordenação de tons neutros, próximos, e com complementos de qualidade: terceira-peça protege do frio e incrementa com um tiquinho de formalidade; sapatilhas folgadinhas ou mocassins com frente arredondada equivalem a tênis (sapato de viagem precisa acomodar como um abraço os eventuais pés inchados e tem que permitir acréscimo de meias, se for o caso!); bolsas médias/grandes concentram muitos mini-volumes num lugar só (alô necessaire, documentos, livro, fone de ouvido, carteira, etc etc etc).

    Se a viagem já começa por esse deslocamento, vale separar tempo e atenção pra cuidar do look que leva a gente ao destino — já é possível sair de casa com a mesma animação, com a mesma alegria que se registra nas fotos depois.

    + COMO FAZER MALAS INTELIGENTES
    + COMO FAZER BOAS COMPRAS EM VIAGENS

     

    por aqui a gente considera o conforto físico, mas também o conforto social/emocional: ó a fórmula que a gente usa com nossas clientes de consultoria!

    por aqui a gente considera o conforto físico, mas também o conforto social/emocional: ó a fórmula que a gente usa com nossas clientes de consultoria!


  • Lista de tarefa é com a gente mesma, nénão? Umas listas infinitas, cheias de coisas encavaladas, acumuladas, sem hierarquia de prioridades, emboladas entre o que é importante e o que é urgente. A gente sente isso em comum com as nossas clientes de consultoria de estilo: tipicamente tá todo mundo fazendo mil coisas ao mesmo tempo, sem estar satisfeita com o desenvolver de cada uma delas, às vezes começando tudo sem conseguir terminar nada (direito).

    presenca-facilita-estilo-pessoal

    Quando a gente se propõe a fazer uma coisa de cada vez, quando classifica cada atividade como A MAIS IMPORTANTE a ser feita naquele minuto, quando põe atenção e exercita o foco… a chance daquela coisa dar certo é muuuuito maior. Satisfação vem do fazer concentrado, atento, com envolvimento real. A gente aqui não sabe se é a idade (#véias) ou se é uma defesa do nosso próprio corpo diante do cansaço que a vida multitarefas faz a gente sentir — mas temos sentido (as duas!) vontade de arrumar as agendas pra conseguir fazer uma coisa de cada vez.

    Mesmo que em tarefas “bobas”, do dia-a-dia.
    Tipo se vestir de manhã pra viver o dia, tipo fazer mala de viagem.

    Que né, essas são bem esse tipo de tarefa que a gente não escolhe fazer ou não fazer — elas precisam ser feitas e pronto. Quando a gente viaja, é preciso fazer mala, não tem pra onde correr. Quando a gente acorda de manhã é preciso se vestir, aqui no Brasil é contra a lei sair de casa pelada (sabia?).

    Se tem que ser feito, melhor então escolher fazer com alegria. A gente tem se policiado pra tentar fazer tudo nessa vibração da alegria — em especial as tarefas tipicamente enjoadas de se fazer (e guarda-roupa que não ajuda faz com que se vestir seja uma terfa dolorida, a gente sabe bem). O contrário disso seria reclamar e fazer emburrada mas né, trazendo essa idéia pra nossa atuação profissional, ó o que acontece: não é a energia da reclamação e da gente emburrada que a gente quer emapcotar numa mala. Nem é essa mesma energia baixa vibração que a gente quer envolver no look com que escolhe viver o dia.

    É fácil fazer uma coisa de cada vez? Não. É tranquilinho botar alegria no fazer das coisas menos deliciosas da vida? Nénão. Mas nenhuma das duas coisas é impossível.

    É possível, até, criar ambiente pra facilitar essas práticas. :)

    Se a gente quer fazer uma coisa de cada vez com atenção e alegria, pode ser uma boa diminuir a quantidade/possibilidade de distrações durante a tarefa em questão. Prepara a manhã pra se vestir: desliga a TV, fecha a porta do quarto nem que seja só nesses 20 minutinhos pós-banho, deixa as crianças do lado de fora, não abre espaço pra marido ou amiga ou funcionária dar palpite, bota o celular no mudo, se desconecta mentalmente do whats app, do facebook, dos emails do escritório.

    E se conecta com você e com o que você quer sentir.
    Pode ser que role toda uma equivalência entre sensações e as peças de roupa que se escolhe, sabia?
    A gente experimenta isso daí direto no nosso trabalho. É possível! :)

    Daí a gente entende por que não é legal deixar esse tipo de tarefa pro último minuto, pra fazer na correria e na pressão. Assim parece mesmo ser impossível se colocar nesse lugarzinho da disposição e da alegria. A gente aqui tem tentado demais entrar nessa onda: deixar pra última hora só o que é imprevisto mesmo — e cuidar com antecedência e calma e serenidade do que pode ser previsto!

    Tem esse exercício prático que ajuda a se desconectar do medo e do passado e do futuro — pra e que reconecta a gente com o aqui e com o agora, que recoloca no prumo (e que a gente faz demais com nossas alunas e com nossas clientes de consultoria) que é assim: bota os dois pés firmes no chão e respira fundo três vezes. Só.

    Não precisa ter nome em inglês, não precisa fazer curso pra desenvolver em forma de mil técnicas, não precisa ter nomenclaturas marqueteiras: isso é presença. É a gente querendo reconquistar o foco intencional, mesmo nas pequenezas da vida (que não são tão pequenas quando não rendem satisfação, né). Presença, então, facilita demais estilo pessoal — e também exercita coração e olhos mais e mais sensíveis.

    <3

    + METODOLOGIA DE CONSULTORIA DE ESTILO
    FUNDAMENTADA EM ESCUTA E PRESENÇA
    + COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA
    QUE RENDE SATISFAÇÃO


  • Aperfeiçoamento em moda e em estilo pessoal depende de ação. Quando a gente se olha no espelho e não se encontra na aparência que vê — ou quando não tá feliz com o que tem no armário ou quando não “acerta” o que escolher pra vestir — é preciso fazer alguma coisa.

    Não adianta só conscientizar, não adianta botar as mãozinhas na testa e intuir, meditar, adianta menos ainda reclamar. Tem que partir pra ação meeeeesmo!

    Nem que seja zapeando o Pinterest atrás de inspiração e, de repente, refazer a pastinha de referências de sempre (ajuda DEMAIS carregar umas idéias no celular ou colar na porta do guarda-roupa). Ou fazer à gente mesma o favor de acrescentar ao look aquela cor que nunca foi usada antes, ou provar formas diferentes pra mangas, pra caimentos de calças… ou coordenar proporções diferentes, ou usar um saltinho mais alto (ou mais baixo!), ou juntar acessórios diferentes no visual… tem que ter AÇÃO.

    um estímulo pra deixar de lado a inércia fashion e experimentar novas idéias: por um estilo pessoal atualizado e cheio de vida!

    Geralmente essa ação implica sair da nossa “zona de conforto”.

    Se a gente sente que pode mais, que tá do mesmo jeito há muito tempo ou que não é mais aquilo que o espelho tá mostrando, o jeito é esse: dar aquele passinho adiante, se permitir experimentar, dar a cara-fashion à tapa mesmo e ver qual é o resultado. Nem é o caso de saltar pra muito muito longe dessa zona de conforto — mas também não adianta só folhear a revista, ou só fazer o mural, só idealizar. Tem que experimentar e tentar fazer funciona toda e qualquer idéia na prática! Mesmo que aos pouquinhos, em detalhes, é assim que a gente atualiza o nosso próprio estilo e faz a nossa aparência “evoluir”: fazendo novas escolhas, se permitindo ir além daquele ‘mais do mesmo’.

    A gente tá aqui intuindo que tem coisa aí no seu guarda-roupa que ainda não foi usada — ou que pode ser experimentada de um jeito todo novo. ;-)

    ((post original de outubro de 2009, atualizado — mas com os comentários mais legais desde a 1ª postagem!))

    + QUER TRABALHAR COM MODA SEM FUTILIDADE?
    + COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE


  • ‘Como construir um guarda-roupa inteligente’ teve tantos nomes antes de ter esse \o/ a gente aqui é mundialmente conhecida por não conseguir fazer títulos pequenos e objetivos, tanto quando a Fiona Apple. Importante pra gente era que já na capa se tivesse clareza de intenção — a palavra construção não tá lá de graça: melhorar relacionamento com o vestir demanda atenção e trabalho e, quando a gente põe em prática, rende resultado tããão satisfatório! A gente sabe disso na vida real, essa prática é o OURO do nosso trabalho com clientes de consultoria de estilo — e é também o assunto central desse nosso ebook, pensado pra ser uma sequência menos teórica e mais mão-na-massa do nosso 1º livro Vista quem você é: descubra e aperfeiçoe seu estilo pessoal (#títulosdeálbumdefionaapple).

    O livro propões questionamentos e exercícios que ajudam a fazer um detox certeiro — e que ajudam também a comprar menos e melhor, viu, valendo pra vida inteira. Vê aqui embaixo o 1º capítulo e a apresentação do ebook, anima e tenta experimentar na prática: a gente sente que esse livro pode ser um primeiro passo na direção de um vestir mais simples, mais fácil, mais humano e mais alegre. <3

    um ebook questionador e prático pra quem quer simplificar, facilitar e humanizar o vestir

    POR QUE ESTE EBOOK EXISTE
    #épossívelgostardoqueagentejátem

    Muito legal, muito bacana e engraçadinha toda a nossa conversa-de-sempre sobre estilo pessoal… mas né, o que permite exercitar (ou não) esse estilo é o guarda-roupa. Um espaço que deveria ser fonte de alegria e de satisfação, mas que acaba gerando ansiedade: nele a gente coleciona histórias de vida, mas também lembranças de pressa, aflição, contas malfeitas e arrependimentos.

    Perder tempo se sentindo oprimida e desamparada em frente ao espelho, entrar em pânico ao receber convites, deixar de colocar energia na vida pra desperdiçar energia pensando no que vestir pra viver a vida – nada disso é legal ou saudável.

    “Ai, meninas, eu sofro! Meu armário é o rascunho do mapa do inferno.”
    J.M., agosto de 2008

    Numa consultoria de estilo com a Oficina, nossas clientes cuidam dos próprios armários de mãos dadas com a gente, numa etapa chamada “revitalização de guarda-roupa”: nem sempre é super-gostoso desapegar, rever tudo, repensar escolhas e abrir mão de muito pra ter o suficiente. Mas elas confiam, seguem trabalhando em equipe com a gente e, olha, o resultado sempre vem. \o/

    Este livro foi pensado pra te trazer pra perto dessa etapa do nosso trabalho, do jeitinho como ele acontece na vida real. A gente quer, com este conteúdo, te ajudar a construir um guarda-roupa que funcione a seu serviço de verdade.

    Em forma de práticas a ser inseridas no dia a dia, nas próximas páginas a gente vai propor racionalizar escolhas e exercitar resistência a impulsos. E já nesse começo a gente acha importante ajustar expectativas: dá trabalho, é um processo mesmo, demanda atenção. Não tem expediente mágico, mas compensa demais!

    Pode acreditar na gente: é possível preparar o guarda-roupa pra ser feliz com ele todo dia de manhã, e não (só) sentir felicidade quando tem alguma coisa nova (vinda de lojas) lá dentro. Isso é substituir consumo por autoestima!

    COMO O CONTEÚDO TÁ ORGANIZADO

    Este é um livro pensado antes pra ser eletrônico (a gente ama novas experiências!), mas não por isso ele é pouco prático – é pra ser usado na vida real, como toda proposta da Oficina de Estilo: a gente trabalha no guarda-roupa pra que ele trabalhe pra gente.

    Nosso conteúdo tá organizado no ebook em três grandes partes:

    -na 1ª a gente conversa sobre os problemas mais comuns dos guarda-roupas das nossas clientes, sobre o que vicia o olhar e impede geral de enxergar os tesouros desses armários e sobre como se viabiliza um bom guarda-roupa (YAY!);

    -na 2ª a gente propõe pensar junto sobre o que é que faz (realmente) a diferença num guarda-roupa – e sugere pensar em eventuais compras futuras antes mesmo de sair às compras;

    -e a 3ª parte prepara o terreno pra exercitar tudo isso com fluidez, fazendo a versatilidade acontecer na prática, com tempo separadinho pra isso, com ambiente organizado e peças bem conservadas.

    Pra garantir que ninguém se sinta sozinha nessa empreitada, a gente resolveu compartilhar ao longo da leitura alguns comentários deixados no nosso site e nas nossas redes sociais nos últimos anos – #tamojunto! E a única garantia de que não vamos mais funcionar no modo “pânico e terror” em relação aos nossos armários é o propósito de estar atenta.

    Ao final de cada uma dessas três partes, vamos colocar a mão na massa: então esteja a postos, de frente pro seu guarda-roupa, com o ebook e também com um bloquinho de notas (de papel ou digital) à mão. Mas não só isso! É preciso se disponibilizar pra fazer os exercícios sem medo de experimentar e de fazer diferente do que se vinha fazendo – mesmo que de pouquinho em pouquinho. A gente dá todas as ferramentas, mas o resultado depende de quem faz acontecer.

    Por último, nenhuma das ideias compartilhadas aqui deve ser entendida como regra nem pode oprimir ninguém – mas podem, sim, incentivar questionamentos: esse é um convite a olhar pra dentro do seu armário com o mesmo carinho com que você pode olhar pra você mesma. Você merece. <3

    ========

    Tá aqui o índice completão com todos os temas e exercícios do livro, ó, junto com instruções pra baixar em todo tipo de telefone, tablet ou computador. E se você sente o chamado pra trabalhar relacionamento de guarda-roupa com outras mulheres, como profissão, anima e vem estudar a nossa metodologia no CURSO DE FORMAÇÃO EM CONSULTORIA DE ESTILO!


  • Esse post foi escrito teeempos atrás (alô 2008!), numa ocasião em que a gente teve um contato intenso com clientes de consultoria de estilo e amigas que reclamavam da mesmice e da falta de feminilidade do look que trabalhos formais demandam (tipo escritório de advocacia ou mercado financeiro), meio calça-e-camisa todos os dias — ainda por cima rodeadas de colegas que usam terno e gravata de segunda a segunda. A gente parou pra pensar — e agora re-pensou! — no que pode fazer a diferença na aparência de quem tem que se virar em dresscodes rígidos como os dessas clientes/amigas.

    + tem pastinha de referências no Pinterest, ó!

    E uma primeira sugestão pode ser essa: a de não ter preguiça nem preconceito em relação a nada, ter disposição pra experimentar. Que quanto mais a gente experimenta, mais a gente exercita criatividade e mais expande repertório de referências próprias. Mas né, segue aqui com a gente que tem mais:

    dicas de consultoria de estilo pra variar os conjuntos formais/tradicionais e acrescentar personalidade ao look de trabalho.

    MATERIAIS DIFERENTES

    Sabe o que faz super diferença, sem chamar atenção demais? Material bacana. Faz diferença em originalidade, porque é muito legal substituir o algodão e o crepe e a microfibra de sempre por algodões fininhos, tricôs leves, malhas trabalhadas, sedas mais opacas e lãs com texturas. Superfícies variadas, com toques e apariencias diversas (entre si!) sempre acrescentam interessância – mesmo em looks super tradicionais. Material diferente faz diferença também em elegância, que material de qualidade é sempre sinal de refinamento – até nas peças mais lisas ou informais. Arrasa! E lembra que tricô é super super super legal de usar com alfaiataria.

    + como coordenar materiais diferentes
    + como escolher qualidade
    + diferenças entre tecidos naturais e não-naturais
    + como usar transparências (de muitos jeitos!)

    materiais-no-trabalho.jpg

    FORMAS MENOS TRADICIONAIS, MENOS CLÁSSICAS

    É bem possível treinar o olhar pra encontrar camisas com modelagens e formas diferentes: se a gente experimentasse um exercício só com camisas brancas, por exemplo, já dava pra inovar com mangas diferentes, golas diferentes, recortes inusitados, comprimentos variados, abotoamentos diferentes, detalhes nos punhos e nos ombros e mais. Daí o exercício pode ser ampliado — tem vestidos em modelagens criativas, paletós e jaquetas bem moderninhos, blusas com recortes e volumes, calças e saias com detalhes cheios de movimentos e geometrias. Isso tudo daí, ó, ainda escolhendo as “peças-chave” do dresscode de trabalho — esperteza na sutileza.

    + como usar pantacourts
    + saia-mídi pra toda silhueta
    + como coordenar proporções diferentes
    + como usar coletes longos

    formas-no-trabalho.jpg

    MAIS CORES (E COORDENAÇÕES ORIGINAIS DELAS!)

    Tipicamente a base das coordenações de cores do look de trabalho é cinza, preta, branca. Só de substituir esses 3 neutros por outros neutros equivalentes, ó, já se ganha em originalidade: no lugar do preto, por exemplo, é possível usar marinho, marrom café, roxão, cinza-chumbo, petróleo. No lugar do branco, beges, pérolas, tons pastel bem claríssimos, nude. No lugar do cinza, tons médios como cáquis, verdes militares, azuis. Usar o círculo cromático como referência também pode render boas experiências: nessa rodinha de cores, tudo que é vizinho funciona junto, sem estar tão longe das coordenações monocromáticas… mas com um twist, tipo rosa + vermelho, roxo + rosa, azul + roxo, verde + azul, + amarelo + verde, entende? Isso não precisa orientar coordenações de peças de roupa apenas, mas também pode dar idéias pra salpicar o look com acessórios coloridos, né!

    + passo-a-passo pra usar várias cores (com sugestões de coordenações!)
    + como usar tons neutros com pequenos pontos de cores coloridas
    + fórmulas boas pra misturar estampas
    + como usar o círculo cromático pra pensar coordenações

    cores-no-trabalho.jpg

    ACESSÓRIOS INCREMENTADORES DE LOOK

    É uma verdade universal: é possível MESMO mudar a cara da roupa com acessórios diferentes. Uma boa estratégia pra começar a usar pode ser: todo dia escolher 1 “acessório principal” pro look, trabalhar a coordenação pra dar algum destaque a esse acessório, e então (se for o caso) escolher apenas alguns pequeninos coadjuvantes pra acompanhar o resto da produção. E nem tá difícil, que vários acessórios tem função além de beleza apenas — pode ser um cinto pra ajustar a modelagem da parte de cima, pode ser um bracelete sobre os punhos pra segurar uma manga longa no lugar, pode ser um colarzão que mantém o decote no lugar o dia todo, pode ser uma tiara ou faixa que ajuda a controlar o cabelo pra longe dos olhos. Sabe o que mais? Sapatos coloridos e com texturas e com formas novas e recortes diferentes também contam. E bolsas que acrescentem personalidade. Mesmo sendo pequenina parte do look total, acessório bacana é o que mais acrescenta personalidade, originalidade, consistência ao visual do trabalho formal. E mesmo os acessórios maiores ainda ocupam tão pouco espaço (na aparência inteira) que né, vale a pena cuidar.

    + como coordenar colares e decotes
    + efeitos das pulseiras na silhueta e relação com personalidades
    + tudo sobre cintos
    + como usar anéis superpoderosos

    acessorios-no-trabalho.jpg

    TODA UMA NOVA FEMINILIDADE

    Podia ser um exercício: usar vestido ou saia pelo menos uma vez por semana — e podia valer especialmente pra quem reclama de usar calça todo dia. mas tem mais jeitos de “feminilizar” o look na sutileza, no sussurro… sem precisar gritar ‘mulerzices’, ó:

    _substituir o paletó por um cardigan deixa o look menos duro, mas fofinho, mais feminino
    _vestidos podem ser complementados com cardigans finos, jaquetinhas com mangas puxadas mais pra cima, paletós ajustados
    _saias ficam sensacionais com camisas \o/ e também com tricôs finos usados
    _mais: cintinhos e peças que acinturam, sobreposições justinhas, peças com detalhes graciosos tipo mangas arredondadas e golas fofuchas.

    O look fica completo com sapatos delicados, com frente alongada e arredondada. Ou mesmo com sandálias discretas, que tenham salto médio/grosso e tiras mais larguinhas (essas são as mais profissionais!) — mas que ainda mostrem alguma coisa dos dedinhos.

    + nossas fórmulas pra essa nova feminilidade
    + meia-calça como detalhe (sexy!)
    + tudo que a gente já escreveu sobre cardigans
    + elementos super femininos pra inserir no look

    feminilidade-no-trabalho.jpg

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curtimos

ideias complementares às da Oficina