“A mulher inteligente não é escrava dos caprichos dos costureiros, dos cabelereiros ou dos fabricantes de cosméticos. Antes de adotar a última palavra da moda, ela estuda o efeito da mesma sobre o seu tipo. A mulher inteligente sabe que mais importante que parecer “chique”é parecer bonita. Não quero dizer que ela ande fora de moda, use roupa e penteados antiquados. Mas o que ela usa é o que lhe fica bem, ajuda a sua figura, realça a cor e o brilho de seus olhos e cabelos, a cor da sua pele, remoça-a e torna-a ainda mais interessante para os olhos masculinos.”
Clarice enganou a gente, meninas. Ela era, na verdade, personal stylist e arrumadeira de namorado pra galhera. Que ela ainda disse mais, ó: “Raciocinem, estudem a si próprias, em detalhes, lembrem-se de que o que fica bem a uma Elizabeth Taylor, miúda, frágil, com beleza de boneca, ficaria ridículo em Sophia Loren e vive-versa. No entanto, ambas são lindíssimas”. Tá bom, meninas? Pensamento-conselho bom pra todas nós. =)
Há tempos que a gente não posta uma boa ronda pela blogolândia, né, amigos? E tem tantos links legais nessa semana que dava pra fazer doisa posts desse. Então lá vai, pra todo mundo entrar no fim de semana mais eshpertinho (e com programinhas bacanas pra fazer!). =)
• Diz que tem uma onda de se vestir com menos marcas conhecidas, com menos logotipos, com menos frescura e com mais liberdade, mais cores neutras, mais peças soltinhas… tudo começando a acontecer no Japão, com cara de que logo logo acontece aqui pertinho da gente. No YouAdore tem post explicando como funciona essa mudança de uma ‘vontade Gossip Girl’ pra uma vontade ‘The Sartorialist’. Clica que é beeeem legal.
• Tem no Fashionistas, Graças a Deus esse post incrível com um resumão sobre a vida e o trabalho do Alceu Penna, que ilustrava mulheres como pin-ups super brasileiras - “as garotas do Alceu”, já ouviu falar? As ilustras circularam na revista ‘O Cruzeiro’ durante mais de trinta anos, sem interrupção! Tem que conhecer, que esse é um trabalho super relacionado com a moda brasileira e com a nossa essência imagética.
• O C’est Sissi Bon tem uma “seção” que acompanha, todo dia com fotos, os looks de alguém legal. Essa semana a personagem que nos inspira é a Rita Wainer, e cada foto de look é acompanhado de créditos das peças e a própria “modela” escolhe a melhor idéia de cada look pra dividir com a gente. E as idéias de Rita são ma-ra-vi-lho-sas. Já teve dia 1 e dia 2 - que veham os outros cinco. =)
• Sabe que vai ter um eventão-bafo de moda no Rio pra acontecer em novembro? Chama Rio Summer e diz que vai ser tipo cruise collections, mas com mointa cara de praia, cheio de “lifestyle brasileiro”. Tem mointas marcas de moda praia e mais: no blog da Iesa Rodrigues tem um relato super pessoal (e opinião de Iesa é mega valiosa) e no portal da Abril tem um textão bem explicativo de nosso querido amigo Jorge Wakabara.
• Tem no Descolex um super guia com cursos bacanas de se fazer em moda, agora no segundo semestre. E tem no Cajon DeSastre a notícia de que em NY tem um acampamento-fashion, pra nas férias “meninas do mundo todo podem aprender como funciona a moda”. Devia mesmo existir cursos assim, que promovessem ‘visitas guiadas’ à áreas diferentes da moda, pras pessoas que querem conhecer ou têm vontade de fazer parte desse meio, não é mesmo?
• Pro fim de semana: no sábado abre a exposição ‘Do outro lado do muro’, que tem obras que relacionam arte e design. A curadoria é do amigo mais que querido Ricardo Oliveros, e ele mesmo explica tudinho sobre a seleção de artistas, sobre os significados das obras escolhidas/expostas, sobre os bastidores da montagem e mais. E se arte e design se relacionam, de um jeito, através de objetos do dia-a-dia, então a expo tem um tanto a ver com roupas e com moda também, não?
• Pro fim de semana II: no blog Estilo Quem tem post com fotos do making-of de um editorial fotografado essa semana pra revista Quem Acontece. E foi a Denise Dahdah, editora de moda da revista, quem deu essa dica: as fotos foram feitas no Parque do Carmo, aqui em SP, onde uma vez por ano (e só durante uma semana!) mais de 1200 cerejeiras ficam mega mega mega floridas - no domingo tem festa no parque pra comemorar e eu adoraria ter companhia pra ir lá conhecer, tipo passeio dois em um: tem as árvores floridas + locação do editorial! Alguém?
Pra ouvir o fim de semana inteeeeeiro, pra dançar mointo. Até a semana que vem.
Nesse momento tá passando na TV a abertura das Olimpíadas na China, e tamos vendo o desfile das delegações dos 204 países que participam dos jogos. A abertura acabou e os atletas continuaram elegantes, gente. É esporte, mas ao mesmo tempo era a apresentação deles. Então super deu certo (in our humble opinion) o estilão simples mas chiquezinho - fora chapéus e tênis, que não precisavam mesmo ser assim.
E não é que as cores da nossa bandeira renderam uma coordenação simples (duas cores neutras, uma cor viva), elegante (marinho e verdão) e ao mesmo tempo animada (tudo em cor viva e intensa!) pros nossos atletas? Os teninhos podiam ser diferentes, de repente mais baixinhos tipo all star, mas ok. A gente aqui, que não curtia o amarelo e branco (ovo frito!) ocasional na última copa do mundo, aprovou e curtiu esse “uniforme de desfile”. E vocês?
Diz que os uniformes de praticar os esportes são os mesmos que os atletas usaram nos jogos Panamericanos. Tem super texto (bom) explicando o design, as propriedades de cada peça, a aplicação dessas propriedades a cada esporte e mais, aqui. E essa onda esportiva, que há tempos rende pano pra manga na moda, ainda vai render uns bons posts aqui no blog também. =)
A gente considera botas como calçados de temperatura intermediária: não precisa usar só no frio, mas também não há necessidade de usar no calorzão (mointo pesadas visualmente!). As botas preferidas da Oficina de Estilo são as tipo montaria: com cano longo, frente arredondada e mais alongada, sem salto ou com saltinho bem pequeno (tipo solado de sapatos masculinos). A gente ama todos esses elementos juntos porque é o conjunto que mais alonga a silhueta, pára pra pensar: a bota já “enche” uma parte magrinha do corpo, então vale tudo pra minimizar o “achatamento visual”, néam? Modelos em preto ou marrom são os mais fáceis de coordenar com mil e um looks, e são os melhores pra começar. Botas claras ou coloridas são tipo “nível avançado”, pra quem já domina a coordenação de looks com essas básicas!
algumas meninas que já saíram de casa bem bonitinhas, com suas próprias botas
E aí que as botas funcionam super bem com ou sem meias opacas - e tem que ser opaca, meia fina não dá certo com sapato pesado! E botas, sendo sapatos pesados, devem ser coordenadas com todo o resto levando em consideração o peso visual de cada peça do look: é super importante não usar tudo super leve junto com a bota. Pode uma peça leve e outras pesadas pra equilibrar, entende? As de cano longo ficam ótemas com bermudas, com shorts (com ou sem meias!), com saias na altura dos joelhos e com vestidos. As mais curtinhas são perfeitas pra usar por dentro de calças, até com barras mais curtas (mudérnas!), tipo bermudão.
outras que a gente calçou por conta própria, bem loucas, com botinhas de photoshop! =)
Quanto mais longo o cano da bota for, mais alongada ela deixa a silhueta. Se o cano da bota é mais curtinho, tem mais chance da perna parcer achatada e encurtada - o que engorda a silhueta visualmente, efeito que nem quem é mais bobo quer, né? Por isso meias opacas são boas companheiras de botas, porque em tons semelhantes, criando looks monocromáticos, não cortam a silhueta e ajudam a manter o efeito alongador. A gente não curte saltos finíssimos nem frente muito pontuda em botas: o que acompanha as botas geralmente é mais pesado visualmente, tipo tecidos espessos e acessórios grandões (pe-sa-dos); e saltos finos e frentes de matar a barata no cantinho da sala são elementos de peso visual leve - na nossa visão, esses elementos são incompatíveis e não conversam direito entre si, já que as botas são em si (!!!) peças pesadas. Mas é a nossa opinião, não é lei - e a gente pode conversar e trocar mais idéias nos comentários, não é meishmo?!?? =)
Pra gente aqui na Oficina, vale mais uma bolsa proporcional à gente do que uma bolsa no tamanho da moda. E tem bolsa grande pra todo mundo, média e pequena pra todo mundo também - grande e pequeno são tamanhos relativos quando comparados à nossa altura, estrutura, traços, etc etc etc. Mas umas últimas passarelas, o Chic da Glória Kalil e o site da Lílian Pacce tão anunciando que vem por aí uma onda de bolsas pequenas - e com isso, um super exercício de edição da nossa parte, né, amigas? E foi o site da Lílian que fez esse vídeo aqui embaixo, com as dicas da Oficina de Estilo pra fazer caber a vida (!!!) numa micro-bolsinha (clica pra assistir lá também!). Diz que durante a semana mais gente vai deixar mais dicas no LP, sempre em vídeo - tamos doidas pra ver e aprender!
Cristina tava fora de SP e não aparece no vídeo, mas tá presente em forma de ensinamento - que isso tudo daí a gente sabe juntas. E ainda tem mais! Listinha de posts aqui embaixo, com (quase) tudo de legal que a gente já escreveu sobre bolsonas e bolsinhas, com relação de proporção, com mais dicas de como exercitar o minimalismo e (até) com o que a gente leva nas nossas bolsas. Tudo esperando pra ser complementado com as dicas de quem lê! =)
Pelo menos até o verão chegar, a gente ainda vai estudar muito todas as fotos de todos os looks desfilados na última edição do SPFW. E essas coleções ainda nem chegaram às lojas, hein? Então, nessa semana de estudos/pesquisas/visitas à essas referências, a gente resolveu listar nossos top 5 desfiles da temporada (paulista). Aqui tem os desfiles que mais tocaram, que mais ensinaram, que fizeram a gente ter vontade de consumir pra lembrar da apresentação - e a lista não tá em ordem de preferência, o amor foi todo igual. Let’s:
MARIA BONITA: Se tem um jeito de ser muito confortável, muito não afetada, muito elegante e ao mesmo tempo carregar toneladas de informação boa de moda num look, esse é o jeito da Maria Bonita nessa coleção. Tinha macacão (do jeito menos previsível), tina vestido solto, tinha tecidos fresquinhos e casaquinhos super leves (perfeitos pro nosso verão!), tudo em coordenações de cores super brasileiras - azul do mar, bege da areia da praia, cinzas de asfalto e laranjas e turquesas da vida em volta. Alcino Leite Neto (da Folha de SP) escreveu um texto de chorar de tão lindo, tem que ler pra enteder o que todo mundo sentiu nesse desfile.
PRISCILLA DAROLT: Foi a primeira vez que a gente viu um desfile da estilista, e foi uma supresa ótema. A gente AMOU entender os desdobraentos super super leves de um elemento tão pesado - correntes de moto permearam toda a coleção sem pesar nem um pouquinho, pelo contrário: as modelas eram quase bailarinas! A cartela de cores é lhinda (quem imaginou juntar marrom/ferrugem com marinho/turquesa?) e as camisetas em seda com estampas de camafeu e de laços antigos (de Cartier, tsá?) são super objeto de desejo por aqui. Priscilla, seja nossa amiga.
ANDRÉ LIMA: Faz toda a diferença assistir desfile ao vivo, gente, dentro da sala de desfiles mesmo. E esse desfile de André Lima é de amar lá dentro, com as modelas entrando com essas formas absurdas, com o estilista felizérrimo no final, com o tableau vivant que todas elas formaram no finzinho. Foi um espetáculo de formas e um showcase de um super exercício de modelagem, foi um desfile de exuberância e de gente feliz (que quem usa esses vestidóns tem que estar bem feliz na melhor festa da vida, néam?). Foi um super aprendizado no quesito ‘desfile de moda e não só de roupa’, e fez a gente se emocionar.
ALEXANDRE HERCHCOVITCH: Olha, a gente explicou o encantamento que essa coleção teve - pra gente - nesse post aqui, com trilha sonora de Maria Bethânia e tudo. Clica pra ler que tá facinho facinho de entender, enxergar e de se encantar também. =)
GLÓRIA COELHO: Foi outro desfile de suspirar - e a gente pirava com cada entrada, com cada modelón desses. Tipo no desfile de Alexandre Herchcovitch, os looks de Glória tinham babados que rompiam peças duras e estruturadas com sua leveza, inundando a passarela com camadas e camadas de tecido. Incrível como essa é uma estilista que (quase) sempre trabalha temas masculinos e alcança resultados super mega femininos! A gente amou as versões e desdobramentos do smoking - com calça saruel, que foi a nossa preferida de to-da a temporada! - e o estudo de mangas que ela exercitou nos casaquinhos e coletes e vestidos dessa coleção.
BRINDE! 2nd FLOOR: A segunda marca da Ellus aparece aqui porque a Helô-nossa-assitente elegeu esse como seu desfile preferido da temporada (fofa!). A passarela da 2nd Floor era estampada com um mapa-mundi gigante, e a Helô notou bem que as roupas pareciam pular de lá, de lugares diferentes: bolsinhas com cara de América Latina, vestidos com cara de México, coletes bordados com cara de África e mais. A gente também amou tudo, especialmente as propostas de sobreposições (com pecinhas eshpertas, tipo os coletinhos coloridos) e os lenços cheios de pingentes (vai vender? alguém sabe?).
Agora a gente quer saber das preferências do povo que faz blog junto com a gente, aqui nos comentários. Quais os preferidos? E porque? Vamos fazer mais lista aqui embaixo?!?? Topam?
Tem uns dias que tem movimentação de reforma na loja do Alexandre Herchcovitch aqui nos Jardãns. Hoje a gente não resistiu e tirou fotinho da frente nova que agora é toooooda estampada, do jeitinho da última coleção dele no SPFW.
Tá super com a cara da loja do Japão, que era toda estampada de giletes e agora, aparentemente, tem estampa nova e verdjinha (as fotos são dos flickrs dessas pessoasaqui). Será que agora vamos ter fachadas diferentes aqui também, a cada estação? E se sim, não é super legal?
Nem é só porque ainda é inverno - independente da estação do ano, à noite faz mais frio mesmo e de vez em quando um ventinho gelado faz a gente pensar duas vezes no look da balada, né? A melhor solução é investir em material fino e mointo “esquentativo”, na opinião da Oficina. Cashmere e lã tipo angorá são materiais naturais, super leves, às vezes até transparentes, mas muito muito quentinhos. E em forma de cardigans, super dão certo por cima de qualquer - qual-quer! - look de balada que a gente coordene. Sem acrescentar volume, sem deixar a gente cheia de camadas, sem precisar de muita coisa por baixo. E porque são materiais de qualidade, duram por mooointas baladas!
Conhecendo as propriedades dos tecidos sintéticos e dependendo do valor que se tem pra investir é válido, também, ter um cardigan fininho, arrumadinho, feito em acrílico ou fios de poliéster: vai esquentar também, mas vai durar menos (e pode deixar cheirinho ruim no fim da balada) - presta atenção pro fio sintético não ser super brilhoso, que quanto mais opaco ele for, mais elegante. Cardigans quentinhos e opacos funcionam bem sobre tecidos lustrosos (tipo seus vestidinhos de seda e cetim), acompanham jeans e tops cheios de brilhinhos e paétes sem ofuscar o look, complementam com braços quentinhos as pernocas que passeiam em shorts e sainhas petchenas. É importante também que o casaquinho escolhido seja bem bem fininho, pra não ter problema de “desencontro” de peso visual com vestidos e tops leves.
Pra investir (porque se for cashmere ou angorá vai ser investimento meishmo, amiga), pensa no conjunto de cores do seu guarda-roupa: se for tudo mais colorido, vale incluir um cardigan neutro - tipo em marinho, em cinza chumbo, em marrom, em bege, em branco. Se o guarda-roupa for mais calmo, mais neutro mesmo, arrasa com cardigans coloridos em lilás, vermelho, rosa, amarelo, verde, turquesa. E lembra que se a balada é em lugar fechado, super vale fazer o look pra temperatura boa, confortável (com sandálias e dedinhos de fora e tudo!), que o cardigan vai dançar assim que você se esquentar. Não vai?
O professor João Braga foi quem explicou esse (suposto) ciclo da moda pra gente, num curso que fizemos juntas em 2002 (o ciclo tá num caderno velhinho, uma graça!). Acontece que nossos ciclos de aceitação e rejeição diminuíram bastante de tempos pra cá - acontecem em beeeeem menos tempo - como o Lula Rodrigues explicou no Dus Infernus e como a gente percebe nas nossas próprias escolhas. Mesmo assim é diversão garantida, pelo menos na teoria… e quem sabe não faz sentido pro guarda-roupa dos meninos, que demora um pouquinho mais a mudar do que o nosso, néam?!??
10 anos antes de “pegar”, uma moda é considerada INDECENTE
5 anos antes, DESAVERGONHADA
1 ano antes, OUSADA
no seu tempo, ELEGANTE
1 ano depois, FORA DE MODA
10 anos depois, MEDONHA
20 anos depois, RIDÍCULA
30 anos depois, DIVERTIDA
50 anos depois, CURIOSA
70 anos depois, ENCANTADORA
100 anos depois, ROMÂNTICA
150 anos depois, LHINDA
Depois de copiar esse ciclo aqui (que no caderno tá chamado “Lei de Leiver”, alguém lembra porque?Lei de Laver), comecei a pensar que dá pra gente atualizar números e adjetivos. Pra deixar o ciclo mais atual desse jeito colaborativo, nos comentários. Alguém quer tentar?!?? =)
“Lutei para descobrir e preservar minha própria identidade. Foi um longo processo de reflexão. O que poderia acrescentar de diferente à moda, sendo japonês e vivendo em Paris? Decidi misturar os estilos, os cortes, as cores e as estampas dos quimonos. Foi assim que nasceu minha primeira coleção, um sucesso imediato.” Que falou isso daí foi o Kenzo, sobre o seu começo na moda. Tem uma materiona na revista ffwMag #9, que tem o Japão como tema.
quem inventou o pensamento de domingo foi o vitor ângelo! obrigada amigo!
A receita de sucesso da marca dele pode também ser receita de sucesso pra nossa própria aparência, pra sorrir todo dia em frente ao espelho: refletir, perceber o que a gente tem de diferente, misturar elementos que são familiares ao nosso vestir (ou que a gente ama). Tem tudo pra dar certo, não tem?!??