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  • Um pessoal da Universidade de Cambridge fez um estudo chamado “Well Dressed?” que concluiu que as roupas – especialmente a modinha dos fast-fashions da vida (Zara, H&M, Mango, C&A…) – são super fonte de emissão de CO2 e “colaboradoras” do aquecimento global, por consequência.

    De acordo com o “Well Dressed?”, indústria têxtil global precisa prestar atenção às sutilezas pra conseguir desenvolver uma “indústria têxtil sustentável”. Os dois maiores problemas para a moda, apontados pelo estudo, são as mudanças mais que rápidas das vontades de moda e a manutenção demandada pelas roupas que consumimos.

    Parte do problema é que nem quem faz as roupas e nem quem as compra super entende o impacto das suas escolhas na questão ambiental. Muitas vezes, no esforço de contribuir com a causa, os consumidores correm atrás de materiais naturais e tecidos orgânicos, mas nem sempre essa é a solução mais legal. Tecidos sintéticos não são lavados com água quente e não precisam ser passados à ferro, por isso sua manutenção economiza um monte de energia.

    A principal sugestão do estudo de Cambridge é a mais difícil de imaginar acontecendo, especialmente no meio de consumidores de ‘moda’: que haja um esquema de “empréstimo” de roupas por pequenos períodos (tipo um mês ou uma estação), para que as pessoas não precisem consumir moda descartável – tipo uma biblioteca, que empresta livros. E que, com o tempo, as todo mundo invista em roupas duráveis, que possam ser usadas por anos e anos.

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    (Além de ter que investir meeeesmo, tem que passar vontade.)

    Eu já contribuo não tendo máquina de secar em casa e não usando água quente pra lavar nenhuma peça (é até melhor pra roupa, sabiam?). Mas dá pra fazer mais….. depende muito de segurar “a onda das vontades” e de conseguir esquemas bacanas de doação e “reciclagem” de peças usadas. (Acho doar mais legal que não comprar ou pegar emprestado… mas eu posso mudar de idéia.)

    A matéria completa do NY Times tá aqui e vale o clique. E no trendwatching tem uma matéria incrível sobre um novo jeito de consumir, que pode resultar (ou já resulta???) num jeito “second hand” de ter as coisas, pra que a gente as tenha por menos tempo – sem deixar de ter a ‘experiência’. É o jeito ‘ transumer’  de ser.


  • A frase já apareceu aqui (é do Mario Mendes!) e tá “estampada em forma de imagem” na capa da Vogue Itália de janeiro. Tá no style bubble (a foto veio de lá!) e o que a Susie escreveu sobre essa capa é muito muito verdade – e muito o nosso momento. A capa da revista anuncia o breve lançamento do style.it, versão italiana do style.com: digital new year meeeesmo!

    Esse é o tempo em que tudo relacionado à moda tá ao nosso alcance super por causa da “wonderful world wide web” (wwww!!!), mesmo que a gente não esteja perto fisicamente de grandes acontecimentos…. porque até agora todo o povo da blogolândia fez isso mesmo. Todo mundo participou, comentou e refletiu de longe, através da tela do computador.

    E dá muito certo assim mesmo, não dá? Uma vez a Erika Palomino comentou que durante as semanas de moda, quando ela sai de dentro das salas de desfile mais importantes do mundo, a primeira coisa que ela faz é ligar pra equipe internética dela. Diz que mesmo com ela lá dentro, assistindo tudo ao vivíssimo, no momento em que ela sai a equipe já sabe mais que ela sobre o desfile: tipo eles já sabem da trilha, da cenografia, da entrada das modelas, e tals…. conectados!

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    E por mais que a gente esteja vivendo o momento “um passo à frente”, vamos correr pra comprar a revista – que as fotos do Steven Meisel devem ser mais que tudo de bom (e se forem mesmo, estarão aqui em breve!!!).


  • Agora que o calor chegou de verdade a gente transpira mais, usa mais roupas e acaba lavando as peças mais vezes. Os processos de lavar, secar, passar e dobrar/guardar são determinantes pra manutenção das nossas roupas, sabiam? Aqui tem alguns truquezinhos (e “chamadas de atenção”!) que são quase nada, mas que fazem diferença na durabilidade da peça:

    cuidados fáceis e possíveis pra que as roupas durem mais, com dicas de consultoria de estilo http://www.oficinadeestilo.com.br/blog/aula-de-manutencao/

    – A gente é do grupo que defende lavagem com água fria pra todos os tecidos, pra não correr riscos: na água quente o algodão pode soltar tinta, tecidos sintéticos podem encolher/deformar e as tramas de tricôs e malhas podem ceder. E não custa “preparar” as peças pra lavagem: esvaziar bolsos, fechar zíperes e desdobrar mangas e barras é sempre bom. Também não é demais separar as lavangens em ‘turnos’: roupas claras, roupas escuras e roupas coloridas formam 3 grupos que não deveriam se misturar nunca na máquina (ou no molho!).

    – Pra lavar na máquina os módulos mais simples e mais rápidos de centrifugação são também os mais ‘garantidos’, pra tudo — atrito demais pode desgastar tecidos, desbotar cores e lavagens, fazer aparecer bolinhas e deformar costuras. Quando as peças forem lavadas à mão é bom retirar o excesso de água do enxágue apenas pressionando as peças, nunca torcendo ou fazendo muita força.

    – Atenção na hora de pendurar peças: quanto mais esticadinhas elas ficarem, menos desgaste! É bom pendurar as peças em cabides e aí pendurá-los no varal, porque assim a peça já seca lisinha (sem tantas dobras ou marcas) e não vai precisar de tanto calor/pressão do ferro de passar — que em excesso também prejudica tramas e tecidos. É bom que o varal seja instalado num lugarzinho com uma ventilação bacana, mas sem luz do sol direto nas peças.

    – Na hora de passar quem mais ajuda são as etiquetas que vêm dentro das peças, com símbolos que indicam modos e temperaturas — tem que seguir à risca! De regra, tecidos sintéticos (misturas com acrílico, poliéster, poliamida, etc…) devem ser passados em temperaturas amenas e tecidos naturais (algodão, seda, linho, lã) podem ser passados em temperaturas mais elevadas (mas nunca mega quentes). Peças passadas pelo lado avesso estão à salvo de queimaduras e marcas de brilho.

    – Tricôs e camisetas de malha devem ser dobrados e não pendurados (os fios e tramas podem deformar e ficar com a forma do cabide marcada nos ombros) e camisas, calças, vestidos e saias economizam o uso do ferro de passar se forem pendurados esticadinhos. Muita roupa junta, tudo empurrando tudo, não só atrapalha a escolha (e até a visualização) do que se vai vestir como aumenta a chance de contratempos relacionados à umidade – mofo, bolor e “marcas de guardado”. É legal deixar as portas do armário abertas por umas 2 horas, todos os dias, pra ventilar e deixar as peças ‘respirarem’.

    – Bolsas e sapatos devem ser guardados com (um mínimo de) ordem: couro com couro gera arranhões, deforma as peças e a sujeira de uma passa pra outra. Se guardar em saquinhos prefira os de tnt e não os de plástico (que abafam e não deixam o couro ‘respirar’). Se a bolsa e os sapatos molharem nos dias de chuva é só encher tudo de jornal amassadinho quando chegar em casa e deixar assim durante a noite — o jornal suga a umidade em excesso e ainda garante a forma das peças.

    Esse é um “resumão” da parte mais geral da nossa aula de manutenção pras funcionárias/ajudantes das nossas clientes de consultoria — e só com isso as peças da galera já duram bem mais, com aparência de novinhas por mais tempo. ;-)


  • Ces viram Little Miss Sunshine? Ninguém vai ficar imune a esse filme, eu acho. Porque é mesmo o filme do ano, porque faz rir e chorar ao mesmo tempo mesmo, porque tá cheio de situações nonsense que são bem verossímeis, porque tem uma trilha super mega linda, quotes que são “clássicos instantâneos” e um figurino-nada que é tudo. E porque, de um jeito, life is really a f***** beauty contest after another.

    Quem fez o figurino foi a Nancy Steiner, que também fez ShopGirl, Elizabethtown e Lost in Translation – e eu estou madly in love with her porque ela tem uma capacidade incrível de captar o “normal” e fazer parecer bacana/descolex. É tudo normal, mas é tão bacana! Mesmo a sacada do pai-bobão que usa o tempo todo o celular no cinto (watch out, guys!) é tão ‘todo-dia’, mas ainda assim é bem louca (a sacada). O avô maluco que usa um colete de couro preto e uma pochete tosca por cima da camiseta, all time também. E a cereja do bolo, que vale o filme tanto quanto a história em si: o figurino de Olive, a fofita que quer ser a little miss sunshine do título. Ela usa bota cowboy, usa munhequeiras mil, camiseta-machão, uns óculos grandes e headbands super 80. E as escolhas em rosa e vermelho, juntos e o tempo todo, dão uma sensação doce, fofa, cutie… Tem uma cara de que geral vai se identificar com a personagem: por causa da sensação de inadequação (e de precaução) que podia vir antes da ação em si – e que nunca vem, da insegurança de querer/pertencer a um grupo mas não se sentir pertinente, da confiança que se tem em pessoas amadas mas sabidamente malucas (“no one gets left behind”), da impressão de que se a gente continuar com a “routine” o caos em volta pode acalmar…

    Quem dirigiu o filme foi a dupla Jonathan Dayton e Valerie Faris, que já dirigia clipes de gente tipo Smashing Pumpkins, Weezer e REM (esse é o primeiro longa deles). A dica maior desse post é baixar a trilha AGORA pra sair do cinema já ouvindo, porque dá vontade de colocar Sufjan Stevens no repeat e ouvir pra sempre. Daí é só entrar na fila pra ter o dvd em casa, assim que lançarem, e torcer pra dar azarão no próximo Oscar: diz que tem chance de Little Miss Sunshine concorrer a melhor filme e que já está quase certo que concorre a melhor roteiro e melhor atriz coadjuvante (dá-lhe Abigail Breslin!!).

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    i’m madly in love with you and it’s not just because of your brains or your personality <3


  • Todo mundo conhece ou já ouviu falar do programa ‘Esquadrão da Moda’ (no original é ‘What Not to Wear’), apresentado por Susannah Constantine e Trinny Woodal – passa no People & Arts. O programa é sempre divertido, tem informação inteligente sobre tipos físicos ou estilos, desperta alguma curiosidade sobre o assunto e às vezes um pouquinho de pena da “vítima”.

    Um monte de gente compara o nosso trabalho com o delas, e é bastante natural até porque a gente trabalha em dupla também. Mas a comparação faz sentido: a gente tem a mesma formação que elas têm (estudamos mais ou menos as mesmas coisas) e na vida real fazemos o que elas fazem, com diferenças importantes e um monte de resultados a mais.

    A primeira diferença é que nossas clientes não são indicadas por alguém, nem são espionadas, elas nos procuram porque sentem vontade de aperfeiçoar sua aparência e se conhecer melhor. Também não fazemos nenhuma imposição, tudo é bastante explicado, conversado e por fim sugerido: experimentamos um monte de looks pra mostrar para as nossas clientes, na frente do espelho, o que funciona melhor pra cada silhueta e pro estilo de cada uma. Temos mais tempo que elas, e isso é legal porque todo mundo tem tempo pra entender e absorver toda informação que a gente dá – elas têm meia hora no programa, a gente tem pelo menos 4 semanas junto com cada cliente. Mas a maior diferença é que nenhuma de nós duas é malvada! A gente não briga com ninguém, não ofende, não joga nada no lixo, não faz comparações cruéis e nem cria situações constrangedoras…..

    Ainda assim a gente é fã! e um passeio pelo site das ‘meninas’ prova que elas são consistentes e sabem o que estão fazendo. A gente separou pra reproduzir aqui umas dicas que valem pra todo mundo e que fariam do mundo um lugar mais agradável se conhecidas por todos… a gente concorda com elas em tudo isso:

    • “Sempre use cor com cor”: usar pink ou turquesa com preto empobrece a cor-colorida. Cores neutras e escuras (marinho, marrom, cinza, vinho, roxo, verdão…) são equivalentes do preto na hora de coordenar e deixam todo mundo mais estiloso.

    • “Preste atenção à marquinha da calcinha”: calcinhas que aparecem através das roupas ou que apertam tanto que dividem o bumbum devem ser banidas.

    • “Não use roupas justas-grudadas, use roupas que ‘deslizem’ sobre o corpo’ e acompanhem a silhueta”: não importa o tamanho ou peso de cada um, sempre há formas que devem ser delineadas e partes magras que podem ser destacadas – pulsos, pescoço, tornozelos…

    • “Sapatos são muito importantes”: uma mulher pode estar super bem vestida mas desapontar pelos sapatos que escolheu… tornozelos grossos parecem mais grossos ainda se as tiras do sapato se prendem nele, saltos super finos não devem ser usados por quem tem pernas grossas porque dão impressão de que vão quebrar a qualquer momento.

    • “Não use super maquiagem nos olhos e nos lábios ao mesmo tempo”: um dos dois deve se destacar e o outro deve ficar de ‘coadjuvante’ apenas. O mesmo vale pra pernas e seios – ou roupa curta ou decote, os dois ao mesmo tempo é too much.

    • “Calças um pouquinho mais largas que o tamanho que se usa fazem a silhueta parecer mais magra do que calças um pouquinho mais justas.” (Pra gente o que vale é a regrinha da “sobra de tecido” logo abaixo do bumbum – tem que ter essa folguinha!)

    No site tem mais “regrinhas de ouro” selecionadas por temas diferentes: tem pra guarda-roupa, pra silhuetas diferentes, pra usar mais cores…. o site é lindo e aprender desse jeito bem-humorado (!?!?!) é o máximo!

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    São Paulo, 02 de fevereiro de 2006

    Welcome até pra gente, super-iniciantes nisso de blog! Vamos ver se a gente consegue “estreitar” o contato com nossas/nossos clientes e com todos os “amigos da Oficina”…. e vamos ver se a gente consegue acrescentar informação através do que compartilhar do nosso dia-a-dia em guarda-roupas variados, andanças por lojas que a gente já conhece ou que ainda vamos conhecer, convívio com pessoas diferentes……!!!! Comentem, façam sugestões, critiquem e não nos deixem sozinhas nesse blog!!!!!!!!!!!!!!

    Beijos!
    Fê e Cris
    =)


curtimos

ideias complementares às da Oficina