18.
Nov.
08.

pense moda: estilo de vida no brasil

publicado por: Fernanda

O Rio Summer acabou de acontecer e o que mais se ouviu (e se vendeu) por lá foi o tal do ‘lifestyle’ brasileiro. Aliás, não só no Rio Summer como na moda de uma maneira geral, o ‘estilo de vida’ é palavra de ordem há algum tempo. Exatamente por isso o Pense Moda chamou o sociólogo e professor Álvaro Arthur de Castro para discutir sobre o assunto. “Estilo de vida são valores e princípios em exercício”, explicou Álvaro. São os valores individuais que regem a vida das pessoas. “Estilo de vida não é produto - é serviço”. Bom, se a gente pensar que o motor que gira a indústria da moda é o desejo e que ‘estilo de vida’ é, exatamente, a promessa deste desejo, então conseguiremos entender a importância e a `febre` da expressão.

estilodevidapensemoda.jpg

Por outro lado, como falou Álvaro, se ‘estilo de vida’ não é produto, este, o produto, é o resultado de um processo de síntese. Olha só: criações devem, necessariamente, ter uma mensagem, uma visão de mundo (ex.: Chanel estava tão imersa à realidade em que vivia que lançou o tailleur justamente na época em que as mulheres foram chamadas ao trabalho, criando, assim, o 1º ‘uniforme social’ feminino e fazendo-se famosa por isso). E se ‘estilo de vida’ é princípio em exercício, para que o tão discutido ‘lifestyle’ brasileiro se construa também internacionalmente, devemos desenvolvê-lo de acordo com nossos valores e crenças, lembrando (SEMPRE!) que somos nós quem devemos nos adaptar ao mundo e não ele a nós - nosso ‘estilo de vida’ deve ser o recheio de uma linguagem globalizada (rá).

Por fim, um pensamento-ensinamento fundamental (e nada fraco): não é a marca que produz valor para o cliente - é o cliente que produz valor para si ao usar o produto (e, consequentemente, ao consumir o ‘estilo de vida’) de determinada marca.

Pra estudar e pensar. Pensar muito.

Essa palestra aconteceu onte de tarde. E esse foi mais um texto da Tati Rodrigues, bem ótema, não?!??

4 Comentários para pense moda: estilo de vida no brasil

  1. andreza diz:
    18 de Nov 2008 às 11:38 am

    e pra gente pensar que quando a gente compra (ou deseja) uma marca tem também uma vontade de participar de um certo movimento, uma certa classe. estilo também é de classe e consumo marca muito isso.
    pra pensar antes de comprar (como se a gente conseguisse..rs.rs)

    bjos

  2. 18 de Nov 2008 às 2:14 pm

    Acho o termo estilo de vida brasileiro genérico demais. De qual Brasil estamos falamos? Do zona sul do RJ onde moro ou da periferia onde moram centenas de outras pessoas?
    da zona sul onde moro ou do meu vizinho ao lado? Do estilo brasileiro de SP, de SC ou da população ribeirinha do Amazonas?
    Do estilo brasileiro que vai à praia ou tem praia particular(?????) ou daquele que sobrevive dela. Acho genérico demais tudo isso. Nestes quilômetros de Brasil existem muitos brasis muito, mas muito diferentes mesmo.

  3. tary diz:
    18 de Nov 2008 às 5:01 pm

    “não é a marca que produz valor para o cliente - é o cliente que produz valor para si ao usar o produto (e, consequentemente, ao consumir o ‘estilo de vida’) de determinada marca.”

    se o cliente produz valor para si ao usar a marca, ele tem que comprar a marca para produzir valor. ou seja, o valor continua ligado a marca que se consome e o consumo continua sendo quem confere valor ao cliente. não mudou nada e ainda acho a ideia assustadora e, sim, consumista.

  4. Fernanda diz:
    18 de Nov 2008 às 8:00 pm

    super concordo com vc, elizabete. às vezes dá a impressão de que a gente tá falando só do prórpio bairro mesmo. especialmente nessas discussões de moda, acho que muitas vezes a gente tem mente e visão muito estreitas, obtusas até. tem que ampliar, tem que estudar mais, tem que enxergar além. néam?

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A Oficina


A Fê e a Cris são personal stylists de gente da vida real e dividem, aqui no blog, tudo que aprendem nesse trabalho.