19.
Nov.
08.

pense moda: o desenvolvimento da moda e o papel da crítica

publicado por: Fernanda

Mais: no finzinho da primeira palestra do primeiro dia de Pense Moda, a Geni Ribeiro (consultora da Abit) chamou atenção para jovens jornalistas e críticos de moda. Diz que são quem indica o caminho da valorização do original, do questionamento e dessa busca por inovação. Tudo a partir do olhar perguntador, contestador, da crítica fundamentada e construtiva. Acontece que a gente não vê muita crítica aqui no BR - dos textos que a gente lê muito poucos contextualizam a moda (historicamente, até), relacionam com o exterior, com outras áreas e disciplinas. A gente considera como críticos os textos do Alcino Leite Neto, do Jorge Wakabara, do Vitor Ângelo e do Ricardo Oliveros. Os outros (grande maioria) são descritivos, jornalísticos, sem opinião ou posicionamento (até os nossos - tamos estudando pra aperfeiçoar e deixar de ser bobinhas). Tipo perfumaria, (ou) pra agradar anunciantes. E sem crítica fica mais difícil melhorar, aparar arestas, ajustar modos de operar e de pensar. Fica mais difícil até de “educar” o consumidor, que pra escolher também pode ter fundamento crítico - pra escolher cada vez melhor, de maneira mais apurada e exigente. Criticar é responsabilidade da imprensa local de moda, que é quem “traduz” a moda pra quem a consome, não é? Que essa educação, essa exigência, demandaria mais e mais aperfeiçoamento do mercado - e todo mundo ia evoluir junto. Tá certa essa conta?

tchurminha-animada.jpg

E se toda discussão é válida, se todo debate ensina e faz crescer, o próprio Pense Moda podia alcançar mais gente do que os inscritos dessa edição. Devia existir um jeito milagroso de fazer essa inscrição custar cem-conto, de ter mais gente participando (teve gente ontem dando idéia do evento ser mega-patrocinado pra acontecer de grátis pra todo mundo, com inscrições limitadas - bom não?). Que público interessado tem, só falta a discussão ser acessível. E com mais gente ouvindo/debatendo/aprendendo/questionando, provalvelmente a pauta ia evoluir mais rapidamente, de um jeito (provavelmente) mais eficaz. Ia ser bom pra tout le monde, não ia?!??

10 Comentários para pense moda: o desenvolvimento da moda e o papel da crítica

  1. Cris diz:
    19 de Nov 2008 às 7:16 am

    Copiando o que escrevi no outro post…e mais uma pergunta: vcs acham R$800,00 ou R$400/ estudante mto caro? será que foi isso?
    E o Senac Moda informação que está sempre lotado? Fashion Marketing?

    Mas eu queria dizer algo que me incomodou ontem e hoje. Eu lendo os blogs, parece q o evento está sendo impecável, e em muitos aspectos, está sim: a proposta de conteúdo é ótima, o lugar e a organização 10, teve campanha, divulgação.. vi um super CAPRICHO em tudo, maaas……. e o quorum? Cadê os interessados? se não tem “clientes” verdadeiros, se fica um evento para os amigos e as mesmas pessoas de sempre, qual o propósito?

    O lugar era bem menor q a ultima edição, e tava vazio, infelizmente… Uma pena… sem contar que 80% das pessoas devia ser de amigos, palestrantes, imprensa, etc

    Cadê os estudantes de moda, os novos estilistas, as pessoas que deveriam ter interesse?

    Acho legal a cobertura, mas acho pertinente esse questionamento.

    Bjoss

  2. Fernanda diz:
    19 de Nov 2008 às 8:00 am

    cris, esse questionamento - mta oupouca gente - a gente tá deixando pro final. pro nosso balanção - que isso independe do evento, depende mais do interesse do povo todo. mas já já a gente escreve, sobre isso e sobre mais. =)

  3. Jorge diz:
    19 de Nov 2008 às 9:10 am

    ÓUN :*

  4. 19 de Nov 2008 às 9:55 am

    Vamos torcer para que o mega patrocinio aconteça!!!
    bjs,
    Enquanto isto não acontece… fico aqui devorando tudooo.

  5. 19 de Nov 2008 às 10:45 am

    Olha, falo por mim. 800 não seria caro se eu não tivesse que pagar mais um tanto de coisa pra chegar e ficar ai… pra quem mora em sp, é tranquilo… mas pra quem é de fora acaba ficando pesado porque o pacote viagem fica caro.

    Quanto a crítica, eu acho triste qd vejo grandes nomes só falando bem de coisas que não foram boas. Por que esse medo de criticar de verdade?! Como é que o consumidor vai saber escolher se ele não tem referências sinceras?! Depois reclamam que o pessoal compra e veste mal. Super concordo com a questão do posicionamento e tudo mais. Mais referências e menos descrição afinal imagens falam super bem sem nenhum texto.

  6. 19 de Nov 2008 às 9:34 pm

    acho que deveria ter espaço pras duas coisas
    assim como tem materias sobre filmes e critica de filmes. materia sobre semanas de moda e as criticas. afinal, sao linguagens diferentes.

    bjsss

  7. vitor diz:
    20 de Nov 2008 às 9:40 am

    amei estar no meio do chamado jornalismo crítico, eu estudo pra isso

  8. Luiza diz:
    20 de Nov 2008 às 1:15 pm

    Questionamentos à parte, deem uma olhada no Blog do Alcino e da Vivian, o Última Moda. Eles conseguirem em menos de um mês o que vários outros ainda sonham em ser.
    Leves, críticos, ácidos e posicionados.
    O ultimo post da Vivian, “Sindrome de homem placa”, deveria ser copiado e aplicado por vários outros veículos de informação , sejam eles blogs, sites, revistas e programa de moda.
    Impor uma conduta de comportamento ridícula, mercadológica, vendida e cafona como sendo normal, não é atitude que se admite numa era voltada a comunicação.

  9. 20 de Nov 2008 às 2:11 pm

    [...] E se as discussões esse ano não foram lá muito quentes, ou então não cumpriram seu papel, deram muito espaço para reflexões, o que é ótimo. Afinal, como disse Paulo Borges, o Pense Moda não é um evento para dar respostas, mas para oferecer meios e propor discussões para que possamos chegar a conclusões. E nós como blogs, temos papel super importante nesse sentido. “É um dos principais lugares para reflexões desse tipo”, nas palavras de Oliveros. Geni Ribeiro, consultora da ABIT, na primeira palestra do evento foi pelo mesmo caminho, dizendo que cabe aos novos profissionais da área – principalmente críticos e jornalistas – buscar o que é…. [...]

  10. 05 de Jan 2009 às 8:01 am

    [...] E se as discussões esse ano não foram lá muito quentes, ou então não cumpriram seu papel, deram muito espaço para reflexões, o que é ótimo. Afinal, como disse Paulo Borges, o Pense Moda não é um evento para dar respostas, mas para oferecer meios e propor discussões para que possamos chegar a conclusões. E nós como blogs, temos papel super importante nesse sentido. “É um dos principais lugares para reflexões desse tipo”, nas palavras de Oliveros. Geni Ribeiro, consultora da ABIT, na primeira palestra do evento foi pelo mesmo caminho, dizendo que cabe aos novos profissionais da área – principalmente críticos e jornalistas – buscar o que é…. [...]

COMENTE TAMBÉM!

A Oficina


A Fê e a Cris são personal stylists de gente da vida real e dividem, aqui no blog, tudo que aprendem nesse trabalho.