RESPONSABILIDADE PELO DESCARTE DAS ROUPAS

Outro dia a gente ouviu uma amiga contar que, viajando na Tailândia, a tira do chinelo de borracha dela soltou — então ela colocou o chinelo na mala, trouxe de volta com ela pro Brasil, foi até a loja e devolveu o chinelo “quebrado” lá mesmo, pra reciclagem.

E nós, como estamos lidando com os nossos descartes de guarda-roupa?

Pensar em ciclo de vida útil das roupas tem a ver com descarte, ce já se deu conta? A gente não tem como fugir desse pensamento quando trabalha a revitalização dos guarda-roupas das nossas clientes: o que fazer com o que não tem a ver com quem se é e com a vida que se vive? Com o que já foi usado demais e tá puído, manchado, furado? Com o que já vestiu um corpo que não tem mais as mesmas medidas, ou com o que tá estagnado sem uso há anos só ocupando espaço no armário?

O que a gente faz com as peças que não vão mais atravancar o guarda-roupa tem super a ver com a gente e com o momento que se vive: não tem certo nem (tão) errado, mas, sim, muitas possibilidades. Muito muito importante é exercitar a habilidade de gerenciar o desperdício, pra minimizar necessidade de descartes futuros. ***E essa idéia, pessoal, não avaliza comprar mais pra então descartar “corretamente”: tamos falando de consciência e responsabilidade, e não de consumismo justificado (por nada!).

não tem certo ou errado: muito importante é exercitar a habilidade de gerenciar o desperdício, pra minimizar necessidade de descartes futuros.

Quem tem criança pode reavaliar o que usou na gravidez pensando no que pode voltar a funcionar; quem trabalha com muitas outras mulheres pode organizar uma venda no escritório – imagina vender tudo por R$ 10, R$ 15 e R$ 20 e ganhar na quantidade? :)

Dá pra chamar a família em casa (alô tias, primas, sobrinhas, agregadas) e distribuir as coisas legais que vão ser mais legais pra elas do que pra gente; é possível organizar uma tarde festiva de trocas entre amigas, ou ainda fotografar as peças e montar brechós online (sites como o Mercado Livre e o Enjoei podem ser boas opções pra montar lojinhas).

Existem brechós que recebem peças consignadas ou que já pagam na hora (vale pesquisar aí na sua cidade, viu?) e instituições que buscam doações em casa e encaminham pra trabalhos sérios de caridade (como o Exército da Salvação e muitas igrejas). Mas, ó: mesmo roupa que vai pra caridade tem que estar digna, sem furos, sem costuras desfeitas, sem sujeira.

E se uma roupa não tem condição de ser vendida, repassada ou doada, então a gente procura reusos pra fazer a vida útil do material durar (como pano de limpeza, já imaginou?) – no Brasil não tem reciclagem industrial de tecido, sabia?  Assim a gente evita ao máximo jogar roupas no lixo, compensa os custos ambientais de produção, tingimento e transporte dessas peças e alivia a quantidade de descarte enviada pra aterros sanitários em volta da gente.

+ pra descartar corretamente o excesso têxtil
+ não tem reciclagem de tecido no BR
+ a gente não precisa de roupas novas, a gente precisa de um novo olhar
+ descarte responsável de eletrodomésticos em SP

E mais:

O ciclo de tudo que descartamos não acaba quando jogamos as coisas no lixo. Existe uma desconexão na nossa cultura de varejo entre pensar em como o que compramos foi feito e como nossas roupas continuam a ter um impacto depois que já não precisamos delas. Nossa relação com roupas é fortemente influenciada pelo marketing do comércio. É difícil tomar decisões baseadas em necessidades racionais, quando o marketing de varejo é tão poderoso. A indústria têxtil não é transparente, e deveríamos fazer mais, coletivamente, para torná-la transparente. Se consumidores soubessem mais a respeito de todo o ciclo das roupas, eles seriam mais capazes de avaliar suas próprias relações com esse ciclo.”Tem um documentário sobre isso, pessoal! Vamos todas assistir!

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