15.
abr.
08.
sobre a cathy horyn
Da Maria: “Mais recentemente passei a ler os textos da Cathy Horyn com mais atenção. Ela me conquistou, confesso, através do blog On The Runway. Acho delicioso acompanhar seus passos durante uma temporada de moda (ela conta que o motorista chama fulano, que está indo para tal desfile, que encontrou Ghesquiére em tal rua, deu de cara com Lagerfeld sei lá onde… tudo na maior naturalidade. Parece a gente andando pelos Jardins e trombando com o povo). O mais legal é ler a primeira crítica que ela faz de um desfile, imediatamente após o show, em seu blog, e depois ver a crítica mais detalhada do jornal, que é, claro, focada no grande público. Essa segunda versão é mais pensada, elaborada, informativa. A primeira é mais passional, tá ali quentinha saindo da cabeça dela. Essas diferenças entre uma e outra são um prato cheio para entender a diferença (e os papéis) de um blog e de um jornal impresso hoje em dia. Uma aula.”
Do Vitor: “Ultimamente a jornalista que tenho considerado mais interessante é sem dúvida Cathy Horyn do New York Times, onde exerce aquilo que considero crítica de moda desde 1998. É ainda mais interessante o seu blog, o On the Runway. Numa mesa de fashionistas bacanas, quase boteckers, o fotógrafo Marcelo Gomes levantou a qualidade dela de surpreender e sair do óbvio e da reverência sem criticismo do mundo da moda, como por exemplo: ela teve a coragem de perguntar qual a relevância de Rei Kawakubo hoje, quase uma ofensa aos adeptos do japonismo. Essa liberdade faz com que pague um preço, como ser banida de alguns desfiles como o de Giorgio Armani, mas ao mesmo tempo a faz conseguir cada dia mais leitores, pois sabemos que ali tem um pensamento crítico e sólido. E o mais bacana, sem medo de ficar no lugar comum.”
Do Sylvain: “A mais séria e objetiva na minha opinião.”









